A Palisades Tartan resolveu investir no mercado de caixas de luxo e vai lançar, em 24 de novembro, um box com oito DVDs que cobrem a Trilogia da Vingança - Simpatia Pelo Sr. Vingança (2002), Oldboy (2003) e Lady Vingança (2005) - do diretor coreano Chan-Wook Park.
Além dos filmes - em widescreen anamórfico, legendas em inglês e espanhol e som Dolby Digital 5.1 Surround Sound e DTS Surround Sound 5.1 -, os discos terão uma longa lista de extras. Entre eles:
Ensaios escritos por diretores e autores consagrados (o primeiro a ser anunciado foi Eli Roth);
Comentários do diretor e dos atores;
Entrevistas, cenas de bastidores e storyboards;
Os featurettes The Process of Mr. Vengeance e My Boksu Story;
Fotos, filmografias e cenas cortadas;
As duas versões de Lady Vingança, a comum e a que começa colorida e vai ficando preto & branco ao longo do filme (chamada "Fade-to-White");
Entrevistas com os personagens;
Participações dos longas em festivais;
Oldboy terá três trilhas de comentário diferentes.
O que é?Eastwick é baseada no livro As Bruxas de Eastwick, de John Updike, o mesmo que foi adaptado para o cinema pelo diretor George Miller, em 1987. Esse é o terceiro projeto de TV originado pelo texto. A história segue a vida de três moradoras de Eastwick que descobrem, aos poucos, poderes mágicos. Elas também têm de lidar com um poderoso (e diabólico) estranho que chega à cidade e amarra os destinos do trio.
Quem? Muitos nomes conhecidos, começando pelo trio de protagonistas - Rebecca Romijn (Ugly Betty, X-Men), Lindsay Price (Lipstick Jungle, Barrados no Baile) e Jaime Ray Newman (General Hospital). Em papeis menores estão Matt Dallas (Kyle XY), Sara Rue (Popular, Less Than Perfect).
Onde e quando? Estreou na ABC norte-americana em 23 de setembro.
Vale a pena?Eastwick é um drama/comédia familiar (apesar de ter certas liberdades e muita conversa sobre sexo). Tem um clima divertido, mas no sentido Disney da coisa. Nada é muito ousado ou chato. Tudo é mediano e constante. Além da trama sobrenatural (as três protagonistas são bruxas descobrindo os poderes delas, o forasteiro é um demônio), o programa mistura elementos de "mulheres trintonas buscam seu lugar ao céu".
Tem chance de vingar? Para a ABC, a estreia foi boa. A audiência só perdeu para CSI: New York, exibido no mesmo horário. Inicialmente foram encomendados 13 episódios.
Aqui estão as prévias de 30 segundos das músicas de Christmas in the Heart, o álbum de Natal de Bob Dylan:
É uma das coisas mais assustadoras que eu já ouvi. Só não é mais estranho porque o Ringo Starr pavimentou o caminho para o Dylan. Christmas in the Heart chega às lojas norte-americanas em 13 de outubro.
O que é? Na série Bored to Death, Jonathan Ames (Jason Schwartzman) é um escritor que - com bloqueio e separado da mulher - decide começar a trabalhar como investigador particular, inspirado por um livro de Raymond Chandler.
Quem? Tem Schwartzman (queridinho de Wes Anderson), Zach Galifianakis (atirado ao Olimpo da comédia depois de Se Beber, Não Case) e Ted Danson. Foi criada por Jonathan Ames (que empresta o nome ao protagonista), autor de livros como I Pass Like Night (1989) e Wake Up Sir! (2004).
Onde e quando? Estreou na HBO norte-americana em 20 de setembro.
Vale a pena? A única coisa interessante é o elenco (e, mesmo assim, Galifianakis tem uma participação minúscula). A ação, quase nula, é entediante. Os diálogos, comuns.
Tem chance de vingar? Depende do quanto a HBO pensa em investir na série. Parece que oito episódios foram encomendados (ou seja, dois terços de uma temporada no formato da emissora). Acho que é seguro dizer que pelo menos uma temporada está garantida.
O que é? Na série Cougar Town, Courteney Cox é a quarentona Jules, recém-divorciada e mãe de um adolescente. Inspirada por um vizinho ela decide injetar excitação na vida dela tentando encontrar mais romance e sexo - de preferência com alguém mais jovem. Bem mais jovem. Contrariando o universo Sex and the City, em Cougar Town a realidade é bem mais patética.
Quem? Courteney Cox (Friends, Dirt) lidera o elenco, que ainda tem Busy Philipps (Freaks and Geeks, Dawson's Creek) e Dan Byrd (da extinta - mas divertida - Aliens in America). O criador é Bill Lawrence, que escreveu vários episódios de Scrubs e Spin City.
Onde e quando? Estreou na ABC em 23 de setembro.
Vale a pena?Cougar Town consegue fugir das obviedades do formato sitcom - e o elenco é sensacional.
Tem chance de vingar? Ainda é cedo para dizer, mas a série teve 11,4 milhões de espectadores na estreia. Treze episódios foram encomendados e estão em produção.
O vídeo acima mostra Karl Fowler, da editora Kraken Opus, revelando um lado inesperado do livro Official Michael Jackson Opus: algumas das imagens serão reconhecidas pelas câmeras dos computadores e farão um link automático com conteúdo de áudio e vídeo.
Segundo Fowler, é a primeira vez que essa tecnologia é usada em um livro. Talvez isso explique o preço do volume, US$ 165. Ouch.
Viu o Ultimate Cut de Watchmen - O Filme, que sai (na gringa, claro) em 3 de novembro? Essa versão integra o filme à animação Contos do Cargueiro Negro, deixando-o mais fiel ao formato dos quadrinhos.
Outros bônus: trilha de comentário com Zack Snyder e Dave Gibbons; documentários variados; diário de filmagem; clipe do My Chemical Romance; cópia digital da versão de cinema; e os Motion Comics.
Os preços são US$ 43,87 para o box de DVDs (são cinco discos) e US$ 59,99 para o de Blu-Rays (quatro discos).
O que é? Na série The Vampire Diaries, um vampiro "adolescente" volta à cidade onde morava décadas antes para se encontrar com uma humana que é a cara de um amor antigo dele. Tudo vai bem até que o maior rival dele, o próprio irmão, resolve aparecer para perturbar o ambiente.
Quem? Além de Ian Somerhalder (Lost), tem o galã em potencial Paul Wesley (Everwood, American Dreams) e a mocinha Nina Dobrev (Degrassi: The Next Generation). O desenvolvimento para a televisão foi feito por Kevin Williamson (Dawson's Creek e da série cinematográfica Pânico), baseado nos livros de L.J. Smith. O piloto foi dirigido por Marcos Siega, que já fez vários episódios de Dexter e um de True Blood.
Onde e quando? Estreou em 10 de setembro do canal norte-americano CW (correspondente ao Warner Channel, no Brasil).
Vale a pena? O primeiro episódio é sofrível, mas o segundo melhora um pouco e toma um rumo mais definido. A série parece ser um meio termo entre True Blood e Crepúsculo: não tem o sexo ousado do primeiro, mas também não se apoia no pudor excessivo do segundo. Existem aqueles mesmos conflitos - o vampiro que se controla para não atacar a amada, os que tentam ser "vegetarianos". Aqui um anel (!?!) permite que os vampiros circulem durante o dia. E também há uma personagem que tem poderes paranormais, conseguindo perver o futuro. A trilha-sonora é tão intensa e cheia de bandas modernas que até parece propaganda - e é, ou tenta ser, naquele esquema The O.C. de "o que toca aqui pode vir a ser cool entre a molecada". No piloto teve MGMT e Raconteurs.
Tem chance de vingar? Muito! Foi a melhor estreia - em termos de audiência - na história da CW, com 4.91 milhões de telespectadores (o recorde anterior era de 90210, com 4.65 milhões). Inicialmente 13 episódios foram produzidos, mas a emissora já pediu uma temporada completa, com 22.
O Twitchestá colado no pré-lançamento do terror filipino Patient X. Agora o site conseguiu um trailer mais longo e legendado em inglês:
O diretor Yam Laranas escreveu o roteiro - sobre uma invasão de aswangs (os demônios vampirescos locais) - com Aloy Adlawan, que co-escreveu Ouija, terror fraquinho dirigido por Topel Lee em 2007 (e que está inteiro no YouTube - mas sem legendas!).
Ah, sim, e o aswang é o novo mini-fenômeno dos filmes de terror. O diretor Jordan Clark (Bangkok Girl) concluiu recentemente a gravação do documentário The Aswang Phenomenon, que fala exatamente sobre a crença dos filipinos nesse mito. Segundo ele, uma porcentagem altíssima da população acredita que esse ser folclórico, um bicho-papão da área, exista mesmo.
Patient X estreia em 28 de outubro, nas Filipinas.
"É o filme de terror mais assustador dos últimos anos." "Um filme de terror que realmente dá medo." Essas são as frases mais ouvidas a respeito do filme Paranormal Activity, um longa-metragem que estreia em circuito limitado, nos EUA, nesta semana.
O filme conta a história de um casal que, ao suspeitar que mora em uma casa mal assombrada, coloca câmeras para vigiar o ambiente. E acabam gravando muita coisa, como mostra o trailer acima.
A saga de Paranormal Activity começou em 2007, quando ele foi exibido pela primeira vez, no festival norte-americano Screamfest. Aí ele caiu no esquecimento novamente e só voltou ao boca-a-boca depois que a Paramount decidiu distribui-lo.
Até a campanha dele é baseada no boca-a-boca (ou blog-a-blog, a versão contemporânea desse tipo de divulgação): os produtores incentivam que o público "exija" a exibição do filme no cinema mais próximo. Ou seja, com toda essa onda de elogios em volta do Paranormal, é possível que ele acabe se tornando um fenômeno da era 2.0.
Oren Peli, diretor e roteirista (estreante) do longa, parece seguir a estratégia de J.J. Abrams - quanto mais as pessoas falarem sobre o seu trabalho antes dele ser lançado, melhor. A expectativa garante o sucesso. Quando o público finalmente tem acesso à obra, já não importa mais se ela é boa ou não.
E, neste caso, parece que o público está recebendo Paranormal Activity extremamente bem. No IMDb, com 186 votos até agora, o filme chegou a uma ótima nota 8.6. Para referência: O Exorcista tem 8.1 (com mais de 90.200 votos) e A Bruxa de Blair tem 6.2 (com cerca de 70 mil). No Rotten Tomatoes, 100% de frescor (baseado em sete resenhas, todas positivas).
Dia 25 é o dia da prova final para Paranormal Activity, a chegada oficial aos cinemas. Por outro lado, o filme já venceu. Agora é só competir para cumprir tabela.
Por falar em games, já leu sobre esse possível lançamento de um novo joystick para o PlayStation 3, que o aproximaria do "estilo Wii de ser", em março de 2010? Está no Engadget. Por enquanto é boato, mas serie interessante.
Never Sleep Again: The Elm Street Legacy, documentário que mostrará os bastidores e a influência da série cinematográfica A Hora do Pesadelo, será lançado em 2010. São 90 minutos narrados por Heather Langenkamp - atriz de três dos longas-metragens.
O DVD será duplo e terá outros atrativos para os fãs de Freddy Kruger: são quatro horas de material, incluindo outro documentário, I Am Nancy, que analisa o impacto da série na vida de Heather e de outros atores.
Já o novo A Hora do Pesadelo, dirigido por Samuel Bayer, chega aos cinemas norte-americanos em 30 de abril de 2010.
O Festival do Rio anunciou suas atrações e, entreBastardos Inglórios e Aconteceu em Woodstock, está lá uma pequena pérola: (500) Dias Com Ela, estreia de Marc Webb na direção. É uma comédia romântica de longas, mas não de um modo tradicional.
Como diz a tagline do filme, a história é assim: garoto conhece garota; garoto se apaixona; a garota não. Joseph Gordon-Levitt (que tem corrido por fora fazendo uma série de filmes incríveis como Mistérios da Carne e A Ponta de Um Crime) é Tom, o rapaz que conhece Summer, interpretada por Zooey Deschanel.
Ele se apaixona pela doidinha que é fã de Smiths, cinema francês e Ringo Starr. Ela não consegue se entregar ao relacionamento. Determinado a reconquistá-la, ele se esforça. E sofre. E o espectador sofre junto com Tom (a intensidade depende do seu nível de identificação com o filme, claro).
O filme mostra a relação no período dos tais 500 dias, mas fora da ordem cronológica - tudo regado a uma estética que foge do óbvio. Em alguns momentos Webb cria pequenos filmes dentro do filme, misturando diferentes realidades com um resultado final original e divertido. E sofrido, muito sofrido.
Mallu Magalhães encerrou, no sábado, no Tom Jazz, em São Paulo, a turnê de seu primeiro disco. Curiosamente, foi em uma casa de shows que fica a 200 metros do Milo, onde ela fez seu primeiro "show solo".
O repertório foi mais baseado nas canções antigas, mas Mallu tocou algumas faixas novas, que ela está gravando com Kassin. A última da noite foi uma dessas:
Já que o assunto é música nova, tem mais uma. Essa a Mallu fez para a mãe dela:
Depois de um show de uma banda cover (mais longo que o principal) e quatro músicas da banda de Jerry Lee Lewis sem o próprio, o pianista mais roqueiro de todos os tempos fez uma apresentação no mínimo esforçada no Credicard Hall, em São Paulo, na última sexta-feira.
Foi tudo rápido: com Lee Lewis no palco, cerca de 35 minutos. Andando lentamente e provavelmente errando algumas letras de canções (digo "provavelmente" porque era impossível entender a maior parte do que ele cantava, com a voz embolada pelos 73 anos de excessos), ele se mostrou interessado em agradar a plateia de senhores e senhoras de idade avançada e muitos rockabillies.
Teve "Great Balls of Fire" e "Whole Lotta Shakin' Goin' On", obviamente, com outros clássicos do rock como "Roll Over Beethoven" e "Sweet Little Sixteen". Ao final de "Don't Put no Headstone on My Grave", o músico soltou: "Não quero uma lápide no meu túmulo - quero um monumento!"
São os novos tempos: o Pearl Jam estrela comercial da Target, promovendo o disco Backspacer - que será exclusivamente vendido nessa rede de lojas norte-americana.
Ao ver o clipe acima, da música "Pussy", você pode pensar: "ah, não tem nada demais nesse vídeo do Rammstein!". E não tem mesmo, já que é a versão censurada. A direção é de Jonas Åkerlund e as imagens (muito) explícitas você assiste aqui.
Faz uns dias que o site do Times liberou, mas eu só vi hoje: Stephen Merchant e Ricky Gervais, a dupla de The Office e Extras, mostra um pouco dos bastidores do longa-metragem Cemetery Junction.
É o primeiro filme da dupla. Antes, Gervais - sem Merchant - dirigiu The Invention of Lying, que estreia no mês que vem nos EUA.
Depois de gerar comentários sobre a performance "elástica" no clipe de "She Wolf", Shakira levou a sensualidade para uma apresentação no programa de TV America's Got Talent, ontem. Ousada.
Algumas músicas depois de começar o show no Via Funchal, em São Paulo, na quarta-feira, Lily Allen já explicou porque estava gostando da apresentação: "Da primeira vez que passei por aqui, uns dois anos atrás, eu estava muito bêbada".
Então a volta ao Brasil foi uma compensação para os fãs... Mas só para os que gostam muito do segundo álbum da cantora, It's Not Me, It's You, que dominou o repertório (só reforçado por covers de "Oh My God", do Kaiser Chiefs, e "Womanizer", de Britney Spears).
O vídeo acima dá uma ideia de como foi a noite: cantoria da plateia, sorrisos da britânica, uma banda de apoio correta (mas não marcante). Ele só não mostra um detalhe: o cigarro eletrônico que a cantora fumava no palco. "Você pode fumá-lo em qualquer lugar!", recomendou. Qualquer lugar - mas não no Brasil, onde ele é proibido pela Anvisa.
O programa de Oprah Winfrey mostrou um trecho inédito (e curto) de Michael Jackson ensaiando a música "Human Nature", que seria apresentada na turnê This Is It (e que agora estará no filme de mesmo nome, que estreia no Brasil em 30 de outubro):
Pelo menos essa ele estava cantando ao vivo.
Também está rolando um trailer novo, com um pedaço de "Billie Jean":
Como você já deve saber, o podcast Qualquer Coisa - que eu fazia com o José Flávio Junior e o Max de Castro - virou programa na Oi FM, transmitido às segundas, às 22 horas (inclusive no site da Oi).
Antes já dava para ouvir a íntegra do programa na internet, em streaming, mas agora ele também voltou a ser podcast - é só assinar aqui. Infelizmente as músicas são editadas, por questões legais.
O Qualquer Coisa também tem um blog, com a lista das músicas tocadas etc. Pronto, estamos em todos os cantos.
A edição nova da Rolling Stone norte-americana tem a atriz Megan Fox na capa, falando aquelas coisas "sem limites" que ela fala. Mas o que importa mesmo está dentro: uma foto dela fritando bacon. Pela distância da frigideira, fica bem claro que ela passa longe desse tipo de comida.
Para completar, o beijo de Megan e Amanda Seyfried em Garota Infernal (estreia brasileira em 23 de outubro):
Paul McCartney, em entrevista ao Entertainment Tonight, disse que os Beatles receberam muitas propostas para que se reunissem nos anos 70 - e conversaram sobre o assunto.
De cabeça, lembro-me da proposta do Saturday Night Live: o produtor Lorne Michaels ofereceu US$ 3 mil para que eles fossem até o programa e tocassem três músicas. "Você podem pagar menos pro Ringo, se quiserem", disse o pândego.
Os Beatles não foram. Mas, diz a lenda, Lennon e McCartney assistiram ao programa juntos e até pensaram e ir. O "evento" foi reproduzido no longa de ficção Two Of Us (2000, dirigido por Michael Lindsay-Hogg - o mesmo de Let it Be).
Dois anos antes, em 28 de março de 1974, John Lennon e Paul McCartney se encontraram e gravaram em um estúdio no que acabou sendo a única situação desse tipo depois do fim dos Beatles.
Lennon estava produzindo o álbum Pussy Cats, de Harry Nilsson, e a dupla gravou acompanhada de Stevie Wonder (teclado), Bobby Keys (sax), Nilsson (backing vocals) e Jesse Ed Davis (guitarra). McCartney tocou bateria e cantou, com o autor de "Imagine" na guitarra e vocal.
Quer dizer, na verdade ninguém tocou (pelo menos não no sentido audível da coisa). A jam session de quase 30 minutos não teve músicas inteiras, só tentativas de "Lucille", "Stand by Me", "Cupid", "Take This Hammer" e "Sleep Walk" - tudo bagunçado e cheio de conversas no meio.
Em entrevista ao canal MuchMusic, 50 Cent relembrou um momento, no Grammy de 2004, em que teve uma atitude parecida com a do Kanye West, no Video Music Awards deste ano:
A aparição do 50 Cent, ao perder o prêmio de revelação para o Evanescence, foi mais discreta:
E ontem o Kanye West foi ao programa do Jay Leno, onde falou sobre o ocorrido. Basicamente ele se fez de coitado, dizendo que "só queria ajudar". Mas o Leno insistiu e perguntou: "o que a sua finada mãe acharia disso?".
A homenagem a Michael Jackson não foi nada perto do assunto da noite, no Video Music Awards, da MTV: Kanye West tomando o microfone de Taylor Swift para dizer que ela não merecia o prêmio que havia acabado de ganhar, já que "o clipe da Beyoncé é um melhores de todos os tempos". Babaca 100%.
Atitude seria subir no palco e tomar o microfone do Jay-Z ou do Eminem - nisso a Lil Mama teve mais coragem. Mas Kanye, 32 anos, resolveu "encarar" Taylor, 19 anos. Será que essa é ideia que ele tem de gangsta? Aí fica fácil demais.
A própria Beyoncé ficou envergonhada e - talvez sentindo o peso da propaganda negativa - chamou Taylor ao palco quando recebeu a troféu de clipe do ano. Mais uma pancada no ego de Kanye, que àquela hora já estava assistando a premiação da casa dele - e pedindo desculpas pelo blog dele, só para depois apagar a mensagem.
Acho legal um artista que causa. Só que precisa ter algum talento por trás, para justificar. Como Kanye West mostrou nas apresentações dele no Brasil, não é o caso.
Mais sobre o Video Music Awards, da MTV norte-americana: eu participei do live do Papel Pop, que pode ser lido aqui.
O escritor e punk rocker Jim Carroll morreu, aos 59 anos, em Nova York, na última sexta-feira. Ele sofreu um ataque cardíaco e não resistiu.
Parte da vida dele foi contada no filme Diário de um Adolescente, de 1995. A música acima, "Catholic Boy", na qual Carroll é acompanhado pelo Pearl Jam, faz parte da trilha-sonora.
O australiano Sam Sparro vai se apresentar em São Paulo, no Sonique, no dia 28 de setembro, em festa da Oi FM. O evento é só para convidados.
Em 2008 o músico - que mistura elementos de soul, eletrônica e funk - lançou seu primeiro álbum, Sam Sparro, que saiu em edição brasileira. O segundo trabalho dele, dizem, já está pronto.
Reparou no barbudão de chapéu? É o Larry Charles, que - além de ter escrito/dirigido alguns episódios de Seinfeld - comandou as câmeras de Borat e Brüno.
A sétima temporada de Curb começa dia 20 de setembro, na HBO norte-americana.
Está no especial dos Jonas Brothers que a Rolling Stone norte-americana lançou: Joe Jonas gosta de ouvir "Amado", da Vanessa da Mata, no iPod. Ele explica:
"Dá para perceber que elá está triste com o amor. Ela canta em português, então eu não entendo uma palavra do que ela diz, mas sinto como se entendesse."
Só não se sabe como Joe chegou à música de Vanessa. Pode ter sido por meio de Miguel Gandelman, saxofonista brasileiro que está em turnê com os Jonas. Ou ele pode simplesmente ter comprado a faixa na loja do iTunes.
Outros artistas que os Jonas gostam: Coldplay, Band of Horses, My Morning Jacket e MGMT (Joe); Johnny Cash, Elvis Costello, Tom Petty e Cheap Trick (Nick); John Mayer, Nickel Creek, MxPx e George Strait (Kevin).
Uma notícia boa: o Franz Ferdinand também fará uma apresentação fora do VMB, da MTV. Uma ruim: será um show fechado, só para convidados.
A banda deve voltar ao Brasil nos primeiros meses de 2010 para uma turnê brasileira de verdade. Como eu contei anteriormente, o Franz Ferdinand participará do VMB, no dia 1 de outubro.
O site Twitchdisponilizou duas cenas do longa-metragem The Storm Warriors, o novo filme dos Pang Brothers (The Eye - A Herança, Assombração).
Um dos vídeos mostra uma luta na qual a principal arma é uma... Gota d'água!
A outra tem mais agressividade: milhares de espadas voam, em ataque e contra-ataque entre os personagens.
O filme faz parte de uma série iniciada em The Storm Raiders (1998, dirigido por Manfred Wong), que, por sua vez, foi inspirado na HQ Fung Wan.
Apesar de The Storm Warriors ter alguma relação com o primeiro longa-metragem, ele não é um remake e nem uma continuação. É como se fosse um derivado, uma história paralela.
O assunto Beatles está quase acabando. OK, mentira, não está. Mas o Ricardo Alexandre, editor da Época SP e autor da ainda não lançada biografia de Wilson Simonal, está liberando no blog dele o livrinho Beatles: Para Saber Mais. É uma ótima iniciação ao mundo da beatlemania. Clique aqui para ler.
Um trecho, para dar um gostinho:
Os Beatles existiam, mais ou menos, desde 1957. John Winston Lennon tinha um grupo em seu colégio com alguns amigos de classe chamado Quarry Men (numa referência à escola, Quarry Bank High School), que arranjou de tocar numa quermesse nos fundos da igreja de Woolton, em Liverpool, em 6 de julho. No dia dessa apresentação, outro garoto metido a teddy boy estava por lá. Era James Paul McCartney, que também tocava guitarra. Paul notou que Lennon, o vocalista, tinha excelente gosto na escolha do repertório. Mas que, sem entender as letras das músicas que ouvia pelo rádio, inventava boa parte delas. Após o show, Paul foi apresentado a ele, disse também ouvir rock’n’roll e tocou "Twenty Flight Rock", "Be Bop a Lula" e alguns hits de Little Richard – cantando todos os versos corretamente, com fidelidade absoluta. John Lennon, ambicioso, entendeu que sua rebeldia e criatividade explosiva talvez não fossem suficientes para conduzi-lo ao profissionalismo. Era preciso alguém que levasse as coisas à sério como Paul McCartney, que acabou convocado para os Quarry Men.
Hoje pode ser o dia Beatles, mas os Beatles só gravaram uma vez no dia 9 de setembro. Foi em 1968, regravando "Helter Skelter". Segundo o escritor Mark Lewisohn em The Beatles Recording Sessions, Chris Thomas - funcionário do estúdio Abbey Road, voltou do feriado e encontrou o produtor George Martin. "Espero que você tenha tido uma boa folga; estou saindo para a minha. Fique disponível para os Beatles."
Dito e feito: às 19 horas os músicos chegaram para uma sessão que foi até às 2 da madrugada. Em 18 de julho os Beatles já tinham gravado "Helter Skelter", mas o take preferido de Paul McCartney tinha 27 minutos de duração. Então o quarteto voltou ao estúdio para mais 18 tentativas, desta vez mais curtas.
Brian Gibson, um dos técnicos, descreveu a experiência daquela noite como "fora de controle". "Eles estavam doidões. Mas, como sempre, fazíamos de conta que não víamos o que os Beatles faziam dentro do estúdio", referindo-se ao uso de drogas.
A versão escolhida foi o take 21, que teve overdubs gravados já no dia seguinte. John Lennon tocou baixo e trumpete. George Harrison colocou fogo em um cinzeiro, colocou-o na cabeça e ficou correndo pelo estúdio. McCartney registrou um dos melhores vocais - cru, pesado, gritado - de sua carreira. E Ringo Starr "tocou como se a vida dele dependesse daquilo", segundo Lewisohn. E um clássico nasceu.
Com o lançamento da coleção remasterizada dos discos dos Beatles e a chegada às lojas do game The Beatles: Rock Band, hoje é oficialmente o Dia Beatles. Exatamente por isso, muita coisa legal sobre a banda está sendo publicada. Estas são algumas delas:
O New Musical Express vai dar 13 capas diferentes - uma para cada álbum - para os Beatles;
A Rolling Stone explica quem separou os Beatles (dica: não foi a Yoko). Aliás, os Beatles - juntos ou separados - estamparam 33 capas da publicação. E sim, o Ringo foi capa sozinho;
Dhani Harrison, filho do George, foi ao programa do Conan O'Brien falar sobre o The Beatles: Rock Band:
Ontem rolou o segundo Qualquer Coisa na Oi FM (todas as terças, às 22h - streaming ao vivo no site da rádio). Quem não conseguiu ouvir ao vivo pode escutar a íntegra neste link.
Uma das músicas que eu toquei foi "Pursuit of Happiness", do Kid Cudi, que tem participação especial do MGMT e do Ratatat. O disco do Cudi, Man on the Moon: The End of Day, é um dos mais esperados do ano e sai oficialmente no dia 15 de setembro.
Em 30 de outubro, Michael Cera volta aos cinemas com Youth In Revolt. O trailer acima pode não ser grande coisa - mas certamente faz um ótimo uso de "You Give Love a Bad Name", do Bon Jovi (aos 49 segundos). Kurt Cobain aprovaria.
Mallu Magalhães e Lovefoxxx, a vocalista do CSS, vão entregar um prêmio juntas no VMB, da MTV, no dia 1 de outubro. A dupla deve anunciar o vencedor da categoria Aposta MTV.
Mallu está gravando seu segundo disco em São Paulo, com produção de Kassin. Lovefoxxx está se mudando de volta para o Brasil, depois de passar alguns anos em Londres.
Mais uma: o Móveis Coloniais de Acaju deve ser uma das atrações musicais da noite.
Aproveitando o lançamento dos CDs remasterizados dos Beatles (em 9 de setembro), uma curiosidade: sabia que Paul McCartney aparece nu no pôster que vem no disco The Beatles (mais conhecido como Álbum Branco)?
A foto é essa aí acima. Ela não foi apagada da nova versão em CD (sim, o disco remasterizado tem o pôster em versão miniatura! Mas não tem as quatro fotos que vinham com o vinil, essas foram integradas à embalagem digipack), mas está ainda menor.
Não conseguiu localizar a imagem? Ela fica ao lado da foto do George Harrison com o Maharishi:
Sempre tive simpatia pelo Robbie Williams. Mas é verdade, ele fez muita coisa ruim nos últimos tempos. O disco mais recente dele, Rudebox, é insuportável. Hoje o cara lançou "Bodies", single do álbum Reality Killed the Video Star (lançamento: 12 de outubro).
Tive preconceito, superei-o e ouvi. Ouça também:
E nem é ruim! Não achei incrível, como o Guardian achou ("é como se fosse o single ideal de Robbie Williams (...) Tudo foi otimizado para uma performance perfeita"), mas é simpática.
O que é? Em Community, um grupo improvável de estudantes de uma community college (uma espécie de curso técnico, que lá é considerada educação inferior, para quem não foi aceito em uma faculdade "de verdade") acaba se juntando em um "O Clube dos Cinco dos perdedores". A influência é, inclusive, citada claramente mais de uma vez.
Quem? O grande destaque é o comediante Chevy Chase, voltando como intengrante fixo de uma série de televisão pela primeira vez desde quando abandonou o Saturday Night Live, em 1976 (sim, ele também participou de Chuck, Brothers & Sisters e da séria sueca Hjälp! nos últimos anos). Mas o protagonista é Joel McHale (o apresentador de The Soup), que corre atrás do interesse romântico dele, interpretado pela atriz Gillian Jacobs (mais conhecida pelo filme Choke - No Sufoco, baseado na obra de Chuck Palahniuk). O criador da série é Dan Harmon, de The Sarah Silverman Program. Onde e quando? A NBC norte-americana vai exibir o primeiro episódio em 17 de setembro, mas já fez uma pré-estreia na internet.
Vale a pena? Tem potencial. O primeiro episódio não é extremamente engraçado, mas os personagens são bem desenvolvidos e podem evoluir rapidamente.
Tem chance de vingar? Saberemos com mais certeza depois da estreia. Por enquanto... Parece que não.
Confucius, longa-metragem sobre a vida do filósofo Confúcio estrelado por Chow Yun-Fat, já tem trailer:
O filme, dirigido por Mei Hu, deve ser exibido na China ainda neste ano, nas comemorações do aniversário da República Popular da China.
Em 1944, Frank Capra dirigiu The Battle of China - longa-metragem sobre a Segunda Guerra Mundial - que se baseava em trechos do Analectos, de Confúcio. Dá para ver inteiro no YouTube:
Já Chow Yun-Fat deve estar em The Red Circle, remake de O Círculo Vermelho (1970). Apesar de estarem rolando boatos sobre um cancelamento desse projeto, inicialmente previsto para 2011 (e dirigido por Johnnie To).
Depois do anúncio dos relançamentos remasterizados dos discos dos Beatles, os fãs não se cansavam de perguntar: nada de vinil? Parece que é só esperar um pouco.
As duas caixas - uma estéreo e outra mono - que reunem os CDs remasterizados já estão esgotadas, antes mesmo do lançamento, marcado para 9 de setembro. A gravadora já anunciou que vai produzir mais e que deve mantê-las em catálogo (inicialmente seriam apenas 10 mil do box em mono).
A EMI brasileira vai importar as duas edições especiais: são 1500 caixas estéreo (a mais ou menos R$ 800 cada) e 750 das mono (R$ 950).
Já estão na internet trechos de novas músicas Shakira, que estarão no álbum She Wolf (a ser lançado em 2 de outubro). São elas: "Did It Again", "Gypsy", "Why Wait" e "Good Stuff":
Está aí uma pessoa que subiu na vida. Depois de cantar por cima da música no Domingo Legal, do Gugu, com um cabelão descolorido em casa, ela conquistou o mundo.
Em entrevista à Rolling Stone, Paul McCartney explicou o motivo dos discos remasterizados dos Beatles - que serão lançados em 9 de setembro - terem um som melhor:
"Tudo está mais nítido, já que as mixagens são feitas cuidadosamente, como os caras do [estúdio] Abbey Road costumam fazer. Sabe, não é como se fosse um pessoal lá na China fazendo o serviço."
Olha o preconceito, Paul!
A edição da Rolling Stone Brasil - que tem essa entrevista, mais textos que detalham o fim da banda e explicam como o game The Beatles: Rock Band ganhou vida - chega às bancas nesta semana.
A produtora BulletProof Film liberou uma prévia de cinco minutos do documentário William S. Burroughs: A Man Within, sobre o escritor norte-americano.
Além de imagens inéditas do autor de Almoço Nu, o longa-metragem tem entrevistas com John Waters, Laurie Anderson, David Cronenberg, Iggy Pop, Gus Van Sant, Jello Biafra e muitos outros. A narração é do ator Peter Weller, com trilha-sonora do Sonic Youth.
Quando o Sonic Youth veio ao Brasil pela primeira vez, o Thurston Moore me disse que foram os poetas beat que o fizeram se mudar para Nova York. "Fui morar num lugar horrível e sujo, mas ficava feliz porque sempre via o Allen Ginsberg perto do metrô."
E por falar em poetas beat e rock, já ouviu a parceria do Burroughs com o Kurt Cobain, The "Priest" They Called Him? Clique aqui e ouça.
A Man Within deve estrear ainda neste ano, nos Estados Unidos.
Michael Pettis já passou pelo turbilhão musical que foi a Nova York do começo dos anos 80. Na terra do tio Sam ele pilotava o S.I.N., mas ele trabalhava mesmo com finanças.
Em Pequim, onde mora atualmente, ele fundou o selo Maybe Mars, especializado em rock alternativo, e também "abrigou" a cena local na casa noturna D-22.
Desse pequeno núcleo saíram bandas que hoje começam a romper as fronteiras mundiais, como Hedgehog, Joyside e – em especial – Carsick Cars.
Abaixo Pettis fala mais sobre a cena chinesa e a luta pela independência. Musical, claro.
WITH LASERS - Como você se envolveu com a cena de rock de Pequim?
MICHAEL PETTIS - Sempre amei música e estive envolvido com ela, de uma forma ou de outra. No começo dos anos 80 eu cheguei a abrir uma casa de shows no East Village, em Nova York, o que era uma forma de conhecer um dos meus heróis, o músico brasileiro/norte-americano Arto Lindsay. O meu clube acabou sendo o lugar onde bandas como o Sonic Youth e o Swans começaram, além de compositores como John Zorn e Elliott Sharp.
Quando me mudei para a China, em 2002, imediatamente comecei a freqüentar as baladas e, apesar de encontrar alguns músicos muito talentosos, a cena era muito derivativa, decepcionante e chata. As únicas bandas que conseguiam tocar nas casas noturnas eram as que imitavam as norte-americanas ou britânicas. Eu achava que Pequim precisava de um clube tipo os de Nova York, com uma platéia disposta a seguir os artistas, dando liberdade para que eles pudessem tocar o que quisessem e que os desafiasse. Os músicos de lá só precisavam desse apoio para que começassem a fazer uma música própria.
No Brasil houve uma explosão de bandas independentes nos últimos anos, mas a cena estagnou quando os artistas não conseguiram penetrar no mainstream. É possível sobreviver e evoluir na China sem o mainstream?
É sempre difícil manter a música independente, mas a cena está crescendo rapidamente e há excitação. É preciso se lembrar que a China tem uma história musical muito menor que a do Brasil – até o fim dos anos 80 só o pop açucarado e a música politicamente aceitável era executada e – até a chegada da internet na última década – a maior parte dos chineses desconhecia a música estrangeira. Então a China é hoje mais ou menos como os EUA nos anos 60: a música não é só música, ela faz parte de uma revolução cultural mais ampla que traz liberdade, novas idéias, e uma forma de expressar a insatisfação com o materialismo oficial e o conformismo da China de hoje. É isso que mantem a cena crescente e vibrante.
A língua é um problema para as bandas chinesas? Bandas como o Carsick Cars – que tocou nos festivais europeus este ano – estão cada vez mais cantando em inglês e deixando o mandarim de lado. Fora esse lado comercial ligado à aceitação em outros mercados, como os artistas se sentem cantando em inglês?
A decisão de cantar em inglês é difícil em qualquer país onde essa não é a língua oficial. Na China também há o fato de que a tonalidade do mandarim é difícil de se encaixar nos ritmos do rock and roll. Com certeza a maior parte dos artistas mais velhos – com exceção do PK 14 - cantavam basicamente em inglês, mas os mais novos cantam e ambas as línguas, aprendendo a encaixar o chinês no rock. É uma questão de rebeldia. Ao cantar em inglês nossos músicos se distanciam da cultura dominando – que eles rejeitam – mesmo que isso signifique que eles vendam menos CDs. Nós incentivamos nossos artistas a cantarem em chinês porque, no fim, acreditamos que eles precisam se comunicar com a platéia de onde eles vêm, mas claro que nunca os obrigaríamos a fazerem qualquer coisa. A escolha é deles. Como é a cena fora de Pequim? As bandas conseguem viajar e tocar pelo resto do país?
Três anos atrás era muito difícil tocar no resto da China, mas em março deste ano o Carsick Cars e o The Gar tocaram em clubes pequenos e grandes em 23 cidades do país. A turnê chamou atenção e, mês que vem, um livro será lançado por um jovem escritor que acompanhou as bandas. Incentivamos nossas bandas a saírem em turnê e quase todos os dias alguma banda de Pequim está tocando em outros lugares. E, claro, isso também encoraja as bandas dessas cidades a fazerem o mesmo.
Pequim ainda é, de longe, o centro musical da China, mas estamos começando a ter mini-centros em Wuhan, Chengdu, Xian, Kunming, Nanquim e Xangai. A cena de rock chinesa é hoje como o punk nos EUA e Inglaterra no fim dos anos 70 – Londres e Nova York eram os centros, com casas noturnas, pequenas gravadoras e pessoas interessadas na música. A internet é importante porque faz com os dez garotos intelectuais de alguma cidade distante – que nunca teriam a chance de conhecer outras pessoas como eles – possam se reunir virtualmente, conhecer e acompanhar as bandas e compartilhar experiências. Especialmente nos últimos três anos, quando a qualidade musical aumentou e a música começou a chamar atenção globalmente e localmente, passou a haver excitação e uma abertura que fez com que as pessoas se envolvessem [com a cena] e se organizassem.