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domingo, 3 de agosto de 2014

Roteirista de Doctor Who e Sherlock fala sobre o futuro de ambas as séries


Para variar um pouco, algo diferente. Aqui está a íntegra, em áudio, da entrevista que fiz com o roteirista e ator Mark Gatiss durante a passagem dele pelo Brasil, em março. E por que agora? Simples, porque neste mês estreia a nova temporada de Doctor Who, e na publicação da entrevista no Último Segundo (leia aqui) o assunto era mais Sherlock.



O Gatiss é um cara muito interessante, fã de terror e de televisão. Além de ter escrito episódios geniais de Doctor Who, ele é produtor do sucesso Sherlock, no qual também interpreta o irmão de Sherlock Holmes, Mycroft.

Nesta entrevista ele fala sobre as duas séries, sobre como começou a escrever e detalha um pouco do futuro de ambas. Também dá a opinião dele sobre o novo Doctor, Peter Capaldi, e explica o motivo de achar um crossover entre Sherlock e Doctor Who uma péssima ideia.

Uma observação: o áudio não é perfeito porque a entrevista foi feita em um ambiente aberto, que teve de vento a helicópteros.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Monty Python enfrenta a reta final

Dei um pulo em Londres, onde vi duas apresentações do Monty Python - nos dias 02 e 05 de julho. Foi mais ou menos assim.

Hoje começa a reta final dos últimos shows do Monty Python, algo nada menos do que histórico. O grupo – reduzido a quinteto depois da morte de Graham Chapman, em 1989 – já fez parte das apresentações de Monty Pyhton Live (mostly) – One Down, Five to Go na O2 Arena, em Londres, e jura que esse pacote de 10 apresentações (para 15 mil pessoas por noite) será o último suspiro do mais celebrado grupo de comédia de todos os tempos.

O show tem direção de Eric Idle, que assume postura de líder, e é um grande resumo da história do Python. Exatamente por isso, não deixa de ter certa melancolia. No palco, o espetáculo é dividido em duas partes. Na primeira, os comediantes começam com o esquete das lhamas, seguido de “Four Yorkshiremen”, onde relembram um passado crescentemente exagerado em termos de tragédia – e aqui, com longas falas, os integrantes tropeçam loucamente na entrega das falas, para delírio da plateia.

A noite continua com “Penis Song (Not the Noel Coward Song)”, que descamba para um musical grandioso, ao estilo da Broadway – algo que ainda ocorreria diversas vezes ao longo da noite, dando um estranho clima de performance mista para o show.

O ponto alto da primeira metade é certamente a desembocadura de “Vocational Guidance Counseller” (o quadro no qual Palin faz teste vocacional com Cleese) em “Lumberjack Song”. De forma impressionantemente deliciosa, Palin brinca com a ansiedade do público ao improvisar a conexão “mas na verdade eu queria mesmo ser...”. Em alguns shows ele apenas pausa dramaticamente, em outros ele simplesmente emenda uma frase aleatória, antes de começar a música do lenhador que gosta de se vestir de mulher.



Com o fim da parte inicial (encerrada por “I Like Chinese”, de 1980, que, em 2014, certamente faz o espectador pensar: “essa música não é... meio... um pouco... racista?”), um intervalo de 20 minutos.

A parte dois tem momentos mais memoráveis ainda. Apesar do excesso de vídeos antigos mostrados nos telões – presumidamente para que os comediantes, já com mais de 70, se preparem -, é bem mais ágil. Estão lá os esquetes “Nudge Nudge”, “Spanish Inquisition” e uma sequência de sucessos que mais parece um arrastão.



Destaque para a versão incrivelmente bem adaptada de “Blackmail”, quadro no qual Palin chantageia famosos. No palco da O2, foram recebidos convidados especiais surpresa como Stephen Fry e Matt Lucas (Little Britain), que assim puderam pagar tributo ao Monty Python e sua gigantesca influência no universo da comédia.

 Um momento constrangedor desequilibra o que seria uma goleada: quando o telão mostra Chapman cantando “Christmas in Heaven” e, no palco, um ator – não um dos comediantes do quinteto - surge caracterizado como o mesmo personagem e cantando a canção ao vivo. É uma daqueles momentos que realmente lembram um jogo de futebol com estádio lotado: você escuta o lamento da plateia com a cena, seguido de um silêncio absoluto até o fim do número.

 Mas o encerramento da apresentação é bem mais informal, com o Monty Pyhton cantando “Always Look on the Bright Side of Life” no palco. Porque, claro, em parte é isso mesmo que os fãs esperam: simplesmente ver John Cleese, Michael Palin, Eric Idle, Terry Jones e Terry Gilliam no mesmo palco. Depois da saída, duas imagens no telão: "Graham Chapman, 1941-1989" e "Monty Pyhton, 1969-2014". E uma singela mensagem final:



 O Fim?

Essa reunião começou a ser esboçada em 2010, com o espetáculo Not the Messiah (He’s a Very Naughty Boy), quando Idle e o maestro John Du Prez (colaborador desde os tempos de A Vida de Brian, 1979) misturaram comédia a O Messias, oratório de Händel. A ideia era comemorar os 40 anos do grupo, mas John Cleese não se interessou em participar.

Anos depois, tudo se encaixou: Idle, Cleese, Michael Palin, Terry Gilliam e Terry Jones concordaram que seria um bom momento para um último agradecimento aos fãs e, claro, também aproveitar para faturar mais um pouco com o legado do Monty Python.

E acabou mesmo? Não é a última vez que o Monty Pyhton diz que nunca mais se reunirá. Para o futuro próximo, o grupo se reunirá em 2015 – sem Cleese – em Absolutely Anything, filme dirigido por Jones e que também tem Simon Pegg e Robin Williams no elenco. Em uma entrevista coletiva para divulgar Monty Pyhton Live (mostly), o quinteto se mostrou incerto quanto à possibilidade de mais shows, e Cleese chegou a mencionar uma vontade inicial de também se apresentar nos Estados Unidos. Em um especial da BBC sobre a reunião, Monty Python: And Now For Something Rather Similar, Idle disse que Palin não aceitou fazer mais do que os 10 shows da O2 Arena.

De certo mesmo há a transmissão do último show, dia 20 de julho, ao vivo para cinemas de várias partes do mundo (sem o Brasil, infelizmente). Depois disso, em novembro, o especial será lançado em DVD e blu-ray.

Altos e Baixos 

Alguns detalhes de Monty Python Live (mostly):







  • A atriz Carol Cleveland participa, mas o músico Neil Innes não. Ele andou se estranhando com Eric Idle por direitos autorais de uma versão que ele criou de “Always Look on the Bright Side of Life” que teria sido usada sem a permissão dele no musical Spamalot;






  • A barraca de merchandising tem uma grande variedade de produtos novos: de camisetas e agasalhos a chaveiro e o chapéu de Gumby – que é, vamos falar a verdade, apenas um guardanapo amarrado vendido a preço de ouro;





  • Entre os (muitos) vídeos antigos exibidos nos telões estão “International Philosophy” e “The Fish Slapping Dance”. Um novo, com participação dos físicos Stephen Hawking e Brian Cox, também está lá, como parte de “The Galaxy Song” (spoiler: sim, Hawking canta!);




  • Durante os shows, Terry Jones parece tenso e sério. John Cleese mal consegue conter os surtos de riso. Michael Palin e Eric Idle são os mais desenvoltos, com maior aptidão para o improviso e conseguem entregar o texto com competência absoluta. E Terry Gilliam está engraçadíssimo, mesmo quando está voando com as tripas expostas.
  • segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

    Aqui está o segundo podcast Descobrindo Doctor Who!


    Demorou um pouquinho, mas aqui está a segunda edição do podcast Descobrindo Doctor Who. Caso você não saiba do que se trata, é assim: eu forço a jornalista Amanda Luz - que nunca assistiu à série britânica - a ver alguns episódios e depois nós os comentamos.

    Desta vez foram 4 episódios de uma vez - "The Unquiet Dead", "Aliens of London", "World War Three" e "Dalek". E ainda deu tempo para falarmos um pouco sobre o novo Doctor, Peter Capaldi, e também de uma relação entre Freaks and Geeks e Doctor Who.



    Dá para assinar aqui (e você também pode ouvir a primeira edição) e no iTunes.

    sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

    Ouça o novo podcast Descobrindo Doctor Who



    Com a série de comemorações de 50 anos da série britânica Doctor Who, no ano passado, a empolgação em torno da série cresceu monstruosamente - ainda mais com a chegada de um novo Doctor, Peter Capaldi, assumindo definitivamente o papel na temporada que estreia neste ano.

    Com isso, achei que seria legal fazer um podcast que também é um experimento. Convoquei a jornalista Amanda Luz - que eu já perturbava informalmente com informações sobre Doctor Who, sempre respondidas com um "eu já disse que não me importo!" - para gravar Descobrindo Doctor Who.

    A ideia é simples: a cada semana assistimos dois episódios (a partir da nova fase do programa, iniciada em 2005) e conversamos sobre ele. A Amanda nunca tinha assistido e, como mostrava a reação dela ao meu entusiasmo, provavelmente nunca assistiria.



    O resultado é este primeiro episódio, que você ouvir aqui, seguir pelo Podbean ou assinar pelo iTunes. Espero que tenhamos conseguido o nosso objetivo, que é atrair pessoas que não assistem às série (mas têm algum interesse nela) e também os fãs brasileiros, que já são muitos. Até a semana que vem.

    segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

    Todas as referências do especial de 50 anos de Doctor Who!

    Olha só, um maluco juntou todas as referências mostradas no especial de 50 anos do Doctor Who, The Day of the Doctor:





    Não deixe de ler os comentários, onde os whovians (sim, é assim que se chamam os fãs da série britânica) estão debatendo loucamente cada detalhe.

    sexta-feira, 12 de outubro de 2012

    Beatles: BBC reconta a história de Magical Mystery Tour



    Com o relançamento de Magical Mystery Tour em DVD e blu-ray (olha o site, que foda), a BBC produziu o documentário Magical Mystery Tour Revisited - com entrevistas não só sobre a produção do filme de 1967, mas também sobre como ele foi extremamente mal recebido na época.

    O documentário de quase uma hora tem depoimentos dos fab four e de gente como Terry Gilliam (Monty Python), Neil Innes (Bonzo Dog Doo-Dah Band), Barry Miles, Martin Scorsese e muitos outros. E um monte de imagens inéditas, depoimentos da época, fotos raras... É a BBC fazendo um trabalho sério de colocar uma obra de arte dentro de um contexto histórico amplo.

    O resultado é tão interessante que é uma pena que o programa não esteja nos extras do relançamento. Pelo menos foi parar no YouTube, o que já ajuda.



    quinta-feira, 11 de outubro de 2012

    "As pessoas me pareceram ser completamente livres", diz o ex-Monty Python Michael Palin sobre o Brasil



    No ano passado, Michael Palin passou pelo Brasil para gravar mais um de seus documentários. O programa - em quatro partes - deve ser exibido ainda neste ano pela BBC e se chamará Brazil (assim como o filme de Terry Gilliam, que Palin estrelou). Conversei com o ex-Monty Python sobre tudo isso (e muito mais). Dá para ler a íntegra aqui. Meus pontos favoritos:

  • Brasil. "Eu participei de Brazil – O Filme [1985], do Terry Gilliam, e o filme se chama assim porque, se você se lembrar, o personagem vai sendo gradualmente esmagado pelo sistema e a única coisa que mantém a mente dele viva é essa música, 'Brazil' [cantarola 'Aquarela do Brasil', de Ary Barroso]. Então, de certa forma, o Brasil era um mundo da fantasia para nós na Inglaterra: as praias eram douradas, os corpos eram lindos, a comida era incrível e havia música tocando o tempo todo."

  • Brasileiros. "Não vi ninguém sendo autoritário, no sentido de normas e regras, enquanto na Europa é exatamente o contrário, com muitas limitações sobre o que se pode fazer, aonde se pode ir, música que se pode tocar e a que hora. Pelos lugares onde passei no Brasil, nada disso parecia se aplicar. As pessoas me pareceram ser completamente livres de pressões externas, sem ansiedade alguma."

  • Viajar. "Vivo uma vida singular, mergulhando em diferentes continentes e trabalhos. E cada lugar que visito acaba me puxando de volta, mas nunca terei tempo o suficiente na vida para ir aos lugares que quero! Então depende das pessoas que conheço, que conheci, gosto de voltar para locais onde tenho amigos."

  • Monty Python. "É quase como se não fosse possível satisfazer as pessoas com o que você já fez – e acho que já fizemos nosso melhor, culminando em A Vida de Brian [1979], nosso melhor filme, na minha opinião. Nosso último longa foi feito 1982 [O Sentido da Vida, lançado no ano seguinte] e não fizemos praticamente nada depois disso. E as pessoas ainda acham que basta usar uma varinha mágica e estaremos de volta fazendo a esquete do papagaio."
  • terça-feira, 11 de setembro de 2012

    Depois de apagar clássicos da comédia e da música, BBC luta para recuperá-los



    A história é velha, mas continua interessante: a BBC não costumava gravar os programas que transmitia ao vivo e, eventualmente, apagava as fitas de atrações que hoje são consideradas clássicas. Foi assim até mais ou menos os anos 80. Esse é o tema desse documentário acima, Missing Belived Wiped, que também é o nome de uma iniciativa do British Film Institute dedicada a tentar recuperar esses tesouros perdidos. A BBC tem uma versão própria da campanha, a Treasure Hunt.

    Muito do material só foi recuperado devido ao empenho de colecionadores e de telespectadores que gravavam as transmissões em casa, ilegalmente. Até as primeiras temporadas do Flying Circus, do Monty Python, um dos programas mais influentes da comédia mundial, quase foram apagadas.

    Muita coisa continua perdida. Inúmeros episódios de Doctor Who, por exemplo. E algum material ressurge eventualmente, como a performance de David Bowie no Top of the Pops, em 1973, cantando "Jean Genie":



    Nesse caso, o câmera do programa tinha guardado uma cópia - e essa foi a salvação desse pequeno pedaço da história do rock. "See Emily Play", com o Pink Floyd tocando no mesmo programa, em 1967, também ressurgiu recentemente:



    Claro que, apesar dessas iniciativas das grandes empresas, são os fãs que têm mais chances de encontrar o material perdido. E organizações como a Missing Episodes se dedicam a isso, o resgate de parte da memória cultural de um país.

    Por aqui, a história é um pouco diferente. Muito dos momentos marcantes da TV brasileira foi perdido em incêndios famosos, mas também há casos de fitas apagadas para serem usadas novamente. O show do Nirvana no Rio, em 1993, é um ótiumo exemplo disso - e só sobreviveu porque os fãs gravaram a transmissão ao vivo da Globo. Entre as séries perdidas, praticamente tudo de Família Trapo (só o episódio com Pelé ainda existe).

    sexta-feira, 25 de março de 2011

    sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

    Assista ao documentário Cracked Actor, sobre David Bowie



    Cracked Actor, grande documentário sobre David Bowie feito pela BBC em 1974, nunca ganhou lançamento em home video - mas está no YouTube.



    Mais: parte 3, parte 4 e parte 5.

    segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

    David Schwimmer tem um problema com pornografia...



    ... ele curte esses filmes aí. Ele ou o Matt LeBlanc.

    Mas é brincadeirinha, parte da série Come Fly With Me, dos ex-Little Britain Matt Lucas e David Walliams.

    sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

    Assista a documentários raros de Stevie Wonder e do rap clássico



    Big Fun in the Big Town, um documentário holandês sobre rap, do meio dos anos 80, com participações Run DMC, Doug E. Fresh e Schooly D. Coisa fina, "rap de raiz"!

    [via The Walrus]



    O vídeo acima é um documentário feito pela BBC no começo dos anos 80, registrando a preparação da turnê de Hotter than July.

    [via ?uestlove e Sunny Day Entertainment]

    quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

    Ex-Friends Matt LeBlanc volta interpretando ele mesmo em Episodes



    Quando Lisa Kudrow fez sua "volta-pós-Friends" em 2005, com The Comeback, tudo deu errado. E nem era culpa da série, que tinha uma ótima mistura de graça com drama, mostrando a dificuldade de uma atriz veterana em retomar a carreira. Durou uma temporada.

    E agora um companheiro dela, Matt LeBlanc, começou um processo muito parecido. Em Episodes, que estreou no canal pago Showtime e na BBC 2 nesta semana, ele interpreta ele mesmo. David Crane, criador de Friends, desenvolveu o programa ao lado de Jeffrey Klaric, roteirista e produtor de Mad About You.

    Na trama, um casal de roteiristas britânicos de sucesso vai para Los Angeles para criar uma versão norte-americana da série que deu prêmios e fama a eles na Inglaterra. Mais ou menos como ocorreu com Ricky Gervais e The Office, que inclusive é citado no episódio piloto.

    LeBlanc, pelo menos no primeiro episódio, é coadjuvante. Ele representa exatamente o que os britânicos não querem na série deles: um ator de sitcom barata (alguém se lembra de Joey, a série?). E esse é só um dos conflitos do programa, que ainda lida com diferenças culturais e estruturais entre a televisão britânica e a norte-americana.

    A dupla BBC/Showtime já encomendou sete episódios, então Episodes tem uma primeira temporada garantida. Nos EUA, o Washington Post não gostou. O SFGate também não. A imprensa britânica não deu muita atenção, mas, quando escreveu sobre Episodes, não foi tão incisiva - o Guardian apontou que faltam boas risadas, mas que a série tem charme.

    sexta-feira, 3 de setembro de 2010

    Arthur C. Clarke previu a internet e o celular em 1964

    O io9 lembrou um depoimento de Arthur C. Clarke (2001: Uma Odisseia no Espaço) à BBC em 1964, no qual ele faz uma série de previsões sobre o futuro da humanidade: a comunicação via celular e redes virtuais, principalmente.



    Ele também prevê uma espécie de upload cerebral, sendo que não precisaríamos "aprender" as coisas - simplesmente as colocaríamos nas nossa mente. E o "congelamento" de humanos para a cura futura de doenças (criogenia, que ainda é algo polêmico).

    quarta-feira, 30 de junho de 2010

    HQ Apocalypse Nerd vai virar série de TV na BBC



    A HQ Apocalypse Nerd, de Peter Bagge (Hate), vai virar série de TV na BBC. Com o nome Wasted, a série deve estrear em uma data ainda não divulgada. Seguindo o formato britânico, devem ser seis episódios. A produção é da Nois Productions, do brasileiro Alex Carvalho.



    Os quadrinhos contam a história de Perry (um nerd que trabalha em empresa de tecnologia) e Gordo (um desocupado que vende drogas) que, ao voltar de uma viagem ao campo, descobrem que a Coreia do Norte fez um ataque nuclear aos EUA e o mundo está caótico. No meio do caminho (a história foi publicada em seis volumes, pela Dark Horse), eles passam por comunidades gay, enfrentam malucos canibais e brigam sem parar.

    Dá para ler um preview gratuito do primeiro número de Apocalypse Nerd no site da editora norte-americana. Clique aqui.

    segunda-feira, 12 de abril de 2010

    Astro do The Office britânico explica a Motown

    O programa The Culture Show, da BBC 2, mandou Martin Freeman - astro do The Office original - visitar Detroit e Los Angeles para decifrar o sucesso da Motown, gravadora que completa 50 anos em 2010.

    O resultado foi um programa de uma hora, com entrevistas que vão de produtores que acabaram no esquecimento a estrelas como Martha Reeves, Mary Wilson e o trio de compositores Brian Holland, Lamont Dozier e Edward Holland Jr.

    Separei três momentos legais do documentário:

    1 - Aqui Freeman visita uma loja de discos em Detroit e, sem querer, encontra um fantasma esquecido da Motown:


    2 - Uma visita aos estúdios da gravadora em Detroit:


    3 - Os lendários Funk Brothers, músicos da banda de apoio da Motown, tocam e falam sobre suas experiências:


    O programa foi transmitido originalmente em 2008, mas teve reprise recentemente.

    sexta-feira, 26 de março de 2010

    BBC mostra John Lennon "nu" em novo filme



    A BBC produziu Lennon Naked, um longa-metragem sobre um período fundametal para a carreira de John Lennon: a transição dos Beatles para a carreira solo, passando pelo momento em que ele conhece Yoko Ono.



    Lennon é interpretado por Christopher Eccleton, ex-Doctor Who e que teve uma passagem rápida por Heroes. O diretor é Edmund Coulthard, que normalmente produz documentários sensacionalistas do tipo Michael Jackson and the Boy He Paid Off - ou seja, não dá para esperar grande coisa.

    O filme ainda não tem data de estreia, mas será exibido pela BBC 4 ainda em 2010.

    quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

    A música mais estranha já gravada pelos Beatles



    Esqueça "You Know My Name (Look Up the Number)" e "Revolution 9", a música mais estranha dos Beatles é "Tie Me Kangaroo Down, Sport". A faixa nunca foi lançada oficialmente e foi gravada pelo quarteto com Rolf Harris, DJ da BBC e autor da canção, em 1963 para um programa de rádio.

    The Beatles & Rolf Harris - Tie Me Kangaroo Down, Sport by With Lasers

    A faixa está em diversas compilações não oficiais das passagens do fab four pela BBC.

    quinta-feira, 8 de outubro de 2009

    Os Beatles são do mal! Segundo os comunistas russos, claro



    Em 1962, Leslie Woodhead fez as imagens que o deixariam conhecido: os Beatles tocando no Cavern Club, em Liverpool, o registro mais antigo do grupo em movimento. É o único registro em vídeo dessa fase da banda. Depois disso, ele foi para a URSS e começou a fazer documentários.

    Quase 50 anos mais tarde, Woodhead uniu essas partes tão distintas da vida dele em How the Beatles Rocked the Kremlin, um filme sobre como a banda britânica ajudou a derrubar o comunismo russo (ou pelo menos, como dizem no documentário, "foram a chave da porta" dessa queda).

    O vídeo, exibido pela BBC 4 este ano, tem vários pontos interessantes. Sabia que os russos pirateavam discos de rock fazendo gravações em chapas de raio X usadas? Eu não sabia, mas é verdade.

    Acima mais uma curiosidade incrível: um clipe de propaganda comunista que discursa contra os Beatles, chamando as fãs de histéricas e tirando barato do empresário Brian Epstein. Não funcionou. A beatlemania invadiu a URSS com mais força que um batalhão militar.

    segunda-feira, 5 de outubro de 2009

    Monty Python's Flying Circus completa 40 anos hoje



    Enquanto o documentário Monty Python: Almost the Truth (The Lawyers Cut) não é lançado, o vídeo acima junta alguns dos melhores momentos dos 40 anos - comemorados hoje! - da trupe de comédia Monty Python.

    Almost the Truth foi exibido - em versão reduzida - na TV britânica e chega às lojas norte-americanas no dia 27 de outubro. São três DVDs (ou discos de Blu-Ray) com 360 minutos de entrevistas e trechos dos programas originais.



    O primeiro episódio do Flying Circus,exibido em 5 de outubro de 1969, foi mais ou menos assim: