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quarta-feira, 23 de julho de 2014
Boyhood: o Black Album dos Beatles existe mesmo - não, de verdade, existe MESMO!
Como eu ainda não vi o já clássico Boyhood, de Richard Linklater, perdoe qualquer equívoco. Mas aparentemente no filme o personagem de Ethan Hawke cria o Black Album, um disco inexistente dos Beatles. Só que esse álbum existe, sim, há muito tempo!
Claro, no cinema ele é feito de músicas das carreiras solo dos quatro integrantes dos Beatles, em uma seleção muito boa. (clique aqui para ouvir)
Na vida real, o Black Album é um dos discos piratas mais famosos do quarteto de Liverpool. Ele saiu originalmente em vinil triplo, em 1981. O repertório é de faixas registradas nos ensaios do projeto Get Back, que seria abandonado e, mais tarde, em 1970, lançado como Let It Be.
Estão ali músicas que nunca viram a luz do dia em formato oficial: covers de "Tennessee" (Carl Perkins), "The House of the Rising Sun" (tradicional, famosa com o Animals), "Stand By Me" (famosa com Ben E. King, mais tarde gravada por John Lennon, sozinho) e até algumas inéditas como "Watching Rainbows" e "Penina" (gravada por Carlos Mendes).
Só não leve muito a sério: as canções são executadas em clima de ensaio, muitas vezes pela metade e sem nada que chegue perto de ser uma afinação. Ainda assim, é um disco tão divertido que me lembro de ter "gastado" muitos fitas cassete ouvindo-o várias vezes.
Ah, quase me esqueço da parte mais importante: dá para ouvir esse bootleg inteirinho no YouTube.
E para saber mais sobre Richard Linklater e Boyhood, ouça o podcast Além do Que Se Vê, que na edição número 10 falou muito sobre eles.
terça-feira, 22 de julho de 2014
O intenso ritmo dos Beatles em 2014
Parece estranho para uma banda que está inativa desde 1970,
mas os Beatles não param de lançar, relançar e anunciar novos projetos em pleno
2014, quase 45 anos depois de sua dissolução.
Três caixas distintas de discos agora estão no mercado:
- A primeira, em vinil, reúne a discografia originalmente lançada em mono. Esse box, The Beatles in Mono, já existia em CD e, desde o lançamento de seu “irmão” estéreo, já era aguardado pelos fãs;
- Em paralelo, chega em CD (inclusive no Brasil) a caixinha The U.S. Albums, com a discografia norte-americana da banda – bem diferente da britânica, a que foi oficializada a partir dos anos 80. Nos EUA, a maior parte dos álbuns dos Beatles tinha capa, nome e repertório musical diferentes. Em resumo, era uma zona! Aqui foram reunidos 13 CDs, com versões em mono e estéreo das faixas. A maior crítica dos fãs é que, olha o pecado, estes discos não são fieis ao que foi lançado originalmente nos anos 60 (este site tem mais detalhes). Para completar a confusão, parte desses CDs já havia sido relançada nos boxes The Capitol Albums vol. 1 & 2;
- O lançamento mais tímido é The Beatles – Japanese Box, juntando os discos exclusivos do Japão. Sim, assim como os EUA, esse país também teve diferenças na discografia dos Beatles. A nova caixa só saiu por lá e tem 5 CDs, como nomes como Beatles! e Beatles No 2. Esse material estava fora de catálogo desde 1987, quando houve a padronização mundial da discografia do quarteto.
Outro relançamento é a versão remasterizada de A Hard Day’s Night (1964, no Brasil chamado Os Reis do Iê-Iê-Iê), em blu-ray e DVD da
prestigiosa Criterion Collection. No que ela se diferencia da versão que saiu
inclusive no Brasil alguns anos atrás? Bom, para começar, aquela edição está
fora de catálogo. A nova tem uma transferência em 4K, aprovada pelo diretor
Richard Lester, e trilhas de som em estéreo (a original é mono) e 5.1 (criada
por Giles Martin, filho de George Martin, produtor dos Beatles). E vários
outros extras, detalhados neste link.
Também foi anunciado oficialmente o diretor de um
documentário, que tem o nome provisório de The Beatles Live Project, focado nos
anos em que a banda se apresentava ao vivo. O homem por trás das câmeras será
Ron Howard, que entrevistará Paul McCartney, Ringo Starr e as viúvas Yoko Ono e
Olivia Harrison. O projeto tem um site para coletar material raro que os fãs
possam ter, e não há previsão de lançamento.
Esta é a lista – por enquanto.
Note que os discos norte-americanos e japoneses ainda não
foram relançados em vinil, o que pode gerar um pacote futuro, assim como os
singles e EPs da banda. O filme Let It Be, que mostra momentos tensos na
gravação do disco de mesmo nome, continua indisponível em qualquer formato
oficial.
A série documental The Beatles Anthology, dos anos 90, ainda não
saiu em blu-ray. Outra opção seria juntar os clipes (ainda que esse termo não
existisse na época) do quarteto de Liverpool em um volume, o que nunca foi
feito.
Isso sem nem entrar no mérito dos possíveis lançamentos e
relançamentos das carreiras individuais de Lennon, Starr, Harrison e McCartney.
É o baú que não para de gerar material.
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terça-feira, 17 de dezembro de 2013
Beatles tentam fugir da lei lançando coletânea de raridades no iTunes
Até o momento de publicação deste post, continuava lá na iTunes Store brasileira o álbum Bootleg Recordings 1963, dos Beatles. Ao estilo da série Anthology, é um volume que junta outtakes, demos e gravações ao vivo na BBC. Mas ao contrário da Anthology, tem uma função meramente técnica: garantir que esse material inédito não caia em domínio público na Europa. Bob Dylan já tinha feito o mesmo com The 50th Anniversary Collection, que teve 100 cópias lançadas.
Não vou me aprofundar nos detalhes de tal lei porque é um assunto chato demais. Basicamente ela diz que material inédito gravado há 50 anos - como esses registros do fab four - viram domínio público. Ela tem outras ramificações também, que até já colocaram o primeiro compacto dos Beatles, Love Me Do / P.S. I Love You, em domínio público. E tudo está sendo amplamente debatido na Inglaterra.
Voltando ao álbum do iTunes, é um projeto que só interessa aos fãs mais radicais. E, mesmo assim, essa facção já conhece tudo que foi lançado ali. Só que segundo testes de conhecedores, a qualidade dessas 59 faixas colocadas agora no mercado digital é bem superior.
Além disso, é a primeira vez que algumas dessas composições recebem lançamento comercial e oficial. As demos de "Bad to Me" (composição de Lennon e McCartney só lançada por Billy J. Kramer, em 1963) e "I'm in Love" (popularizada pelo The Fourmost, em 1963) são os grandes diamantes de Bootleg Recordings 1963.
"Bad to Me" foi registrada pelos Beatles entre maio e junho de 1963 em um acetato, o único registro existente dessa versão. A faixa havia sido encomendada pelo empresário Brian Epstein especialmente para Kramer. O áudio do lançamento é rudimentar, não conseguiu fugir dos riscos do acetato, mas é superior ao que circulava em discos piratas (ouça acima).
E como ela circulava por aí? Fácil: o disco único foi herdado pelo assistente de Epstein, Alistair Taylor, e foi leiloado na Sotheby's em 22 de dezembro de 1981. Por 308 libras. Não, você não leu errado: cerca de R$ 1.160.
Com John Lennon ao piano na demo, cantando uma letra incompleta, "I'm in Love" tem uma melodia que não faz feio perto de clássicos dos Beatles. Os especialistas acham que ela vem de uma fita caseira gravada em 1963, mas há quem defenda que ela foi gravada já nos anos 70. O lançamento atual parece resolver esse detalhe.
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Beatles: BBC reconta a história de Magical Mystery Tour
Com o relançamento de Magical Mystery Tour em DVD e blu-ray (olha o site, que foda), a BBC produziu o documentário Magical Mystery Tour Revisited - com entrevistas não só sobre a produção do filme de 1967, mas também sobre como ele foi extremamente mal recebido na época.
O documentário de quase uma hora tem depoimentos dos fab four e de gente como Terry Gilliam (Monty Python), Neil Innes (Bonzo Dog Doo-Dah Band), Barry Miles, Martin Scorsese e muitos outros. E um monte de imagens inéditas, depoimentos da época, fotos raras... É a BBC fazendo um trabalho sério de colocar uma obra de arte dentro de um contexto histórico amplo.
O resultado é tão interessante que é uma pena que o programa não esteja nos extras do relançamento. Pelo menos foi parar no YouTube, o que já ajuda.
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quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Fã reproduz lendário cartaz que inspirou Lennon a escrever música dos Beatles
Esse é um tipo raro de paixão: o fã Peter Dean queria uma reprodução do pôster que inspirou a canção "Being for the Benefit of Mr. Kite!", do Sgt. Pepper's, dos Beatles, mas não encontrava uma reprodução fiel. Então ele fez uma pesquisa e reconstruiu o cartaz de forma impressionante, que ele mesmo detalha no minidocumentário abaixo.
Também dá para comprar a reprodução! A má notícia é que ela custa cerca de R$ 800.
Li em algum lugar (mas vou ficar devendo a fonte e a confirmação) que o cartaz original, comprado por John Lennon em uma loja de antiguidades, hoje está na coleção do Sean Lennon.
[via Beatles Blog]
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
It was 50 years ago today: primeiro single dos Beatles, "Love Me Do", completa meio século
Em 5 de outubro de 1962 chegava às lojas britânicas "Love Me Do", o primeiro single dos Beatles. Na época, chegou ao posto 17 das paradas locais – mesmo com e empresário do quarteto, Brian Epstein, encomendando 10 mil cópias para a loja dele, em uma tentativa de manipular o sucesso. Relançado em 1982, foi até o número 4. Já nos EUA, dois anos depois, chegou ao topo. “’Love Me Do’ éramos nós tentando tocar blues”, explicou Paul McCartney ao escritor Mark Lewisohn no livro The Beatles Recording Sessions. “Ficou mais branco porque sempre fica. Somos brancos e éramos músicos de Liverpool. Não tínhamos finesse alguma para soar como negros. Mas ‘Love Me Do’ foi provavelmente a primeira coisa mais blues que tentamos fazer.”
Mas não é isso o que importa: esse compacto, com “P.S. I Love You” no lado B, é a pedra fundamental da banda que mudaria a história do rock, da música e do mundo. E, ainda assim, os jovens britânicos de hoje não sabem direito o que é isso...
Na época foram feitas três gravações de "Love Me Do": a primeira, com Pete Best na bateria. O produtor George Martin não aprovou, Best foi demitido (embora até hoje ainda haja muito debate sobre o motivo do desligamento do músico). Tentaram uma versão com Ringo Starr na bateria, mas Martin também não gostou. A solução foi convocar a baterista de estúdio Andy White (mas Ringo tocou pandeiro - ou, para os mais puristas, pandeireta). “Quando ele chegou, eu estava preparando a minha bateria”, contou White ao escritor Howard Sounes no livro Fab – A Intimidade de Paul McCartney. “Ele obviamente pensou: ‘essa não! Agora está acontecendo comigo!’.”
“George Martin não achava que o Ringo fosse um bom baterista”, disse Paul McCartney a Mark Lewisohn. “Em todos aqueles discos de Lita Roza e Alma Cogan que estavam na moda logo antes de nós, os bateristas eram bons performers, então os produtores estavam acostumados a ouvir o grave do instrumento no lugar certo, encaixados no baixo como agora. Nós não ligávamos para isso.” E continua explicando a seleção de White: “Não estávamos acostumados com aquele tipo de baterista profissional como Andy White, e George obviamente achava que Ringo estava [tocando] um pouquinho fora do tempo, um pouco sem manter o ritmo.” Segundo McCartney, “foi muito humilhante” para Ringo Starr tocar apenas pandeiro na gravação. Por outro lado, o engenheiro de som Norman Smith indica outra possibilidade para a troca de bateristas: o próprio baixista do grupo. “Tenho impressão de que Paul McCartney não estava satisfeito com a bateria de Ringo, e achava que poderia ser melhor”, revelou em The Beatles Recording Sessions.
O vai-e-vem de bateristas não foi o único ponto de tensão nas gravações de “Love Me Do”. Antes disso, os Beatles já haviam rejeitado a sugestão de George Martin, que acreditava que o quarteto deveria gravar a faixa “How Do You Do It?”, composta por Mitch Murray. E, mais tarde, já nas gravações de “Love Me Do” no estúdio Abbey Road, em Londres, McCartney teve um pequeno ataque de pânico ao ser convocado a cantar parte da letra, já que John Lennon estaria tocando gaita. “Estávamos fazendo ao vivo, não havia overdubbing de verdade”, explicou McCartney a Lewisohn. “E de repente me deram um momento gigantesco, no qual tudo parava, o foco ia para mim e eu [em uma voz tremida]: ‘love me doooo’. Ainda consigo ouvir a tremida quando escuto a gravação! Eu estava apavorado.”
A versão com Best só saiu no primeiro volume de Anthology, a com Ringo está no single e em Past Masters (e na coletânea Rarities, inédita em formato digital) e a terceira, com White, é a de Please Please Me (1962, o primeiro álbum da banda). Uma curiosidade: depois de 1963, a EMI decidiu que a versão com Andy White na bateria seria a única opção nas reedições do single. A solução para garantir isso? A fita master com Ringo na bateria foi destruída.
Décadas mais tarde, Ringo Starr lançaria uma versão solo - no disco Vertical Man (1998) - para tirar um barato da situação.
Na versão de Ringo, Steven Tyler toca gaita e faz backing vocals. Uma vingança bem humorada.
A EMI havia planejado uma reedição comemorativa do single "Love Me Do" em vinil, como aperitivo do lançamento das versões remasterizadas dos álbuns nesse formato, no mês que vem - mas aparentemente houve um erro e o disquinho foi cancelado e retirado da venda no site dos Beatles. O motivo: a gravadora errou e prensou os singles com a versão de Andy White, não a de Ringo. Aos 50 anos, "Love Me Do" ainda faz história.
terça-feira, 29 de novembro de 2011
10 anos sem George Harrison
Há dez anos, George Harrison morria.
Uma lista de 10 coisas:
- 10 anos sem George Harrison. O beatle mais jovem e tímido se afastou cedo dos holofotes – mas a vida dele só se tornou ainda mais profunda, rica e selvagem;
- George, o pirata;
- Ringo Starr relembra o último encontro com George Harrison;
- Paul McCartney reage à morte do amigo;
- George Harrison canta para Emerson Fittipaldi;
- Em visita ao Brasil em 1979, Harrison fala com o Fantástico;
- Beatle George dá entrevista no Guarujá, em 1979;
- "Cry For a Shadow", a única composição Lennon-Harrison conhecida;
- Um clássico das canções de amor, "Let It Be Me", na voz de George Harrison;
- Versão cantada por George de "It Don't Come Easy", que ele escreveu com Ringo.
Dava para continuar até amanhã...
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Morrem os compositores Jerry Lieber e Nick Ashford
Dia triste para a música pop: morreram Nick Ashford (autor de "Ain't No Mountain High Enough", entre outras) e Jerry Leiber (de "Stand By Me" e uma infinidade de outros hits).
Pesada esta segunda-feira.
quinta-feira, 10 de março de 2011
Vídeo raro de apresentação de John Lennon com Elton John aparece na internet (veja!)
Ninguém imaginava, mas quando John Lennon subiu ao palco do Madison Square Garden para cantar com Elton John seria a última apresentação ao vivo do beatle. Ele ainda tocaria em um programa de TV, no ano seguinte, mas não era exatamente um show.
O autor das imagens - segundo ele mesmo conta em sua conta no YouTube - fez as imagens em Super 8 e as transferiu para VHS nos anos 80. Um longo caminho: Super 8, VHS, digital, internet.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
O dia em que John Lennon viu um ovni em NY

Em 1974, em entrevista a uma rádio, John Lennon explicou a pequena referência a objetos voadores não-identificados que ele colocou no álbum Walls and Bridges. Segundo ele, a história é simples: ele estava em Nova York e viu um ovni pairando no ar.
A conversa é esta aqui, abaixo. A parte sobre o disco voador começa por volta dos 8 minutos e 40 segundos.
May Pang, secretária do músico e também namorada nessa época, também diz ter visto o objeto. Este texto detalha as aventuras de Lennon com os ETs.
Mas o que teria o parceiro de John Lennon, Paul McCartney, a dizer sobre esse assunto? A resposta está abaixo:
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
30 anos sem John Lennon
John Lennon morreu 30 anos atrás. Dá para imaginar como seria o mundo da música se ele não tivesse sido assassinado? Taí um caso de verdadeiras mil possibilidades...
No mundo:
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Veja imagens de quando os Beatles "quase" se reuniram em 1974

Tem uma história recorrente sobre como os Beatles "quase se reuniram" em 1974, no período em que John Lennon estava separado de Yoko Ono. Segundo a May Pang, secretária/namorada de Lennon nessa época, os quatro integrantes do grupo conversavam informalmente sobre essa volta.
Em certa época, Lennon, McCartney e Starr chegaram a passar um tempo juntos, em Los Angeles. No mesmo ano, Harrison (que estava em turnê pelos Estados Unidos), Starr e Lennon se encontraram em Nova York.
As fotos acima são tiradas de frames do novo documentário LENNONYC, que estreou recentemente na rede de TV PBS. É um belo documento sobre os anos de John Lennon em Nova York, e também trata dessa passagem do ex-beatle por Los Angeles, em 1974.
Abaixo, uma imagem de George Harrison com Lennon, no mesmo ano. Foi durante uma noitada no Troubador e, dizem, é a última fotos dos dois juntos.

E também há, claro, a história da lendária jam do Paul McCartney com John Lennon, Stevie Wonder e outros, também em 1974 (que ano!). Essa eu já contei neste post aqui.
sábado, 30 de outubro de 2010
Yoko Ono diz que inéditas dos Beatles podem ser lançadas

Foi um mês corrido e cheio de emoção, então me esqueci de postar aqui. Mas vamos lá: eu entrevistei a Yoko Ono para a Rolling Stone e ela disse algumas coisas bem interessantes. Em especial, disse que algumas das faixas de John Lennon retrabalhadas por George Harrison, Paul McCartney e Ringo Starr nos anos 90 podem, sim, um dia serem lançadas.
Alguns momentos da entrevista com a econômica (em palavras) Yoko:
A íntegra da entrevista está no site da Rolling Stone, aqui. Entrevistei a Yoko - posso dizer que entrevistei um beatle?
sábado, 9 de outubro de 2010
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Ringo Starr dá parabéns a John Lennon
Ringo Starr postou um vídeo no qual ele deseja feliz aniversário a John Lennon, que completaria 70 anos no próximo dia 9. "Você acredita? 70 anos!", diz o baterista.
FBI ordena a retirada de ficha de John Lennon de leilão
Seguindo a linha do post anterior, mais um item curioso sendo vendido: a ficha de John Lennon para o pedido de residência nos EUA (nos anos 70). Ela estava neste leilão do site Gotta Have Rock and Roll, mas foi tirada a pedido do FBI.
Mas você ainda pode comprar a letra de "It Ain't Me Babe", escrita a mão pelo Bob Dylan.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Novo filme do astro de Kick-Ass é sobre a vida online
Aaron Johnson, de Kick-Ass, estrela o novo filme do diretor Hideo Nakata (de O Chamado e Dark Water - os originais japoneses), Chatroom, sobre cinco adolescentes que literalmente entram uma sala de bate-papo.
É uma mistura de ficção-científica com fantasia, com um detalhe: essa é só a intepretação de Nakata para as conversas online do grupo. Eles conversam no computador, mas o diretor interpreta as interações como se elas estivessem ocorrendo em um plano físico. Complicado, mas simples.
Chatroom foi exibido em Cannes neste ano e recebeu críticas não muito empolgadas e ainda não há previsão de estreia para o Brasil. Mas em outubro Johnson volta aos cinemas em O Garoto de Liverpool, sobre a adolescência de John Lennon (e dirigido pela noiva do ator, Sam-Taylor Wood).
É bom ficar de olho que esse cara vai explodir em breve.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Relançamentos de John Lennon terão faixas inéditas

Com o anúncio dos detalhes sobre o relançamento dos discos de John Lennon os fãs tiveram uma pequena surpresa: algumas músicas que só circulavam extra-oficialmente finalmente terão lançamento comercial: são gravações caseiras de "One of the Boys" e "India, India".
As faixas estarão dentro da caixa John Lennon Signature Box, que será lançada nos formatos físico (11 CDs) e digital.
Outro fato curioso é o retorno do formato original do álbum Some Time In New York City, de 1972. Na reedição de 2005 haviam sido omitidas as gravações ao vivo feitas com Frank Zappa (e o Mothers of Invention), "Well (Baby Please Don't Go)", "Jamrag", "Scumbag" e "Aü". Agora elas estão de volta ao disco.
Abaixo você escuta as gravações caseira de "One of the Boys" e "India, India":
terça-feira, 20 de julho de 2010
A "pequena bossa nova" de John Lennon

Em 1969, durante as gravações do projeto que se chamava Get Back (e que, depois, acabou virando o disco Let It Be), os Beatles ameaçaram tocar a música "In the Middle of an Island", composta por Nick Acquaviva e Ted Varnick no fim dos anos 50 e gravada por Tony Bennett, "Tennessee" Ernie Ford e King Brothers em 1957 (sim, os três gravaram a faixa no mesmo ano - e os três tiveram sucesso com ela).
A música insistia em aparecer nas jams dos Beatles, puxada por John Lennon. Algumas vezes era inserida no meio de outras músicas, como "Don't Be Cruel" ou "Deed I Do".
O mais curioso é que, na versão que você ouvir aqui acima, Lennon tascou uma referência - que não está na original - à bossa nova na letra. No livro que originalmente acompanhava o Let It Be havia até uma referência a isso, como você pode ver na reprodução abaixo.

E teve também a piração do Paul McCartney na bossa, mas essa história fica para uma outra hora.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Ringo Starr 70 anos: os melhores momentos da carreira solo

Mais uma lista para comemorar os 70 anos de Ringo Starr. Agora é a vez de grandes momentos da carreira solo dele:
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