O Guns N'Roses confirmou cinco shows no Brasil, em março de 2010, e eu conversei com o guitarrista Ron Bumblefoot Thal sobre as expectativas dele sobre essas apresentações. O que ele me disse foi:
"Tenho contato com os fãs de Guns N'Roses da América do Sul há alguns, e eles são os mais apaixonados e dedicados de todos. Mal posso esperar por esse encontro cara a cara, para mim será espeiritual. Espero que a plateia brasileira seja barulhenta, linda e divertida - sei que ela não vai me decepcionar! Vai ser foda..."
Kid Cudi foi ao programa do Conan O'Brien mostrar "Pursuit of Happiness", a parceria dele com o MGMT (ausente) e o Ratatat (presente), o terceiro single do disco Man on the Moon: The End of Day:
O que é? Na série britânica Misfits, um grupo de delinquentes juvenis é condenado a prestar serviços comunitários. Durante um desses trabalhos, eles são atingidos por uma tempestade misteriosa que, como descobrimos aos poucos, dá poderes especiais a cada um deles. Como o coordenador da condicional se torna uma espécie de zumbi, os garotos – três rapazes e duas garotas - se vêem forçados a matá-lo, desenvolvendo uma trama paralela, na qual o desaparecimento dele é investigado pela polícia e pela "viúva".
Quem? O criador é Howard Overman, que escreveu roteiros para Spooks: Code 9 e Merlin. O elenco principal é formado por Robert Sheehan (que estará em Killing Bono, a ser lançado em 2010, um filme sobre amigos do U2 que tentam ser rockstars se espelhando no sucesso do grupo), Nathan Stewart-Jarrett (em seu primeiro papel como protagonista), Antonia Thomas (também novata), Lauren Socha (estrela do curta-metragem Scummy Man, baseado na música "When the Sun Goes Down", do Arctic Monkeys) e Iwan Rheon (estreante).
Onde e quando? Estreou em novembro, no canal pago britânico E4. Todos os seis episódios da primeira temporada já foram exibidos.
Vale a pena? Os britânicos finalmente acertaram a mão: uma boa série de ficção e aventura (com pitadas de comédia) que não cai nem para o lado infantil (como Doctor Who), nem para o drama piegas (Torchwood). Mais um gol: conseguiu se integrar com internet (com vídeos e Twitter) sem parecer forçado. Os seis episódios da temporada, número comum para a Inglaterra, deixaram uma saudável vontade de ver mais do programa.
Tem chance de vingar?O E4 já anunciou que haverá uma segunda temporada, também com seis capítulos, em 2010.
Já que Noel e Liam Gallagher não devem se apresentar juntos durante um bom tempo, o negócio é viveo do passado (e torcer para o grupo não continuar como Oasis 2.0, o que parece ser uma piada de mau gosto).
Então aqui está a última apresentação da banda, realizada em 22 de agosto, na Inglaterra, cortesia do Oasis News:
No começo de carreira, por volta de 1981, Madonna gravou uma série de demos com uma banda de rock. Sem muito peso e bem oitentista, mas rock. Essas faixas, conhecidas como Gotham Demos, foram parar na internet este ano:
"Take Me (I Want You)"
"Love on the Run"
"Get Up"
"High Society"
Não são músicas extremamente ruins, mas são facilmente esquecíveis.
Eu uso muito essa história de "sem palavras" para colocar boas fotos aqui. Mas desta vez é verdade: olhe as fotos da Rihanna na GQ de janeiro.
"[A sessão de fotos] foi bem sexy", diz Rihanna na entrevista. "Em um certo momento, [o presidente da gravadora Def Jam] L.A. Reid foi ao estúdio e disse: 'Rihanna, coloque uma merda de roupa!'"
Uma jornalista de Singapura teve a manha de comparar duas entrevistas que ela mesma fez com Lady Gaga, uma em junho (quando a cantora estava interessada em se promover a qualquer custo) e outra agora.
O resultado deixou claro que a artista virou uma daquelas estrelas insuportáveis, que têm assessores para interromper entrevistas quando as perguntas não a agradam. Disseram tanto que ela é a nova Madonna que ela acabou acreditando.
Hoje Lady Gaga é assim:
Não fala sobre relacionamentos, algo que ela mesma adorava tornar público;
Não quer saber de boatos, sendo que ela mesma plantou boa parte deles (ao estilo Michael Jackson de publicidade);
Sugere o que a jornalista deve perguntar;
Curte dizer que é "uma artista de verdade".
As outras partes da entrevista constrangedora (a repórter também não ajuda, é verdade) estão aqui: 2, 3, 4, 5 e 6.
É claro: deve ser a vitória do photoshop. Mas surpreendemente a revista Dazed and Confused conseguiu deixar a Courtney Love bonita. Ela está na edição mais recente da publicação, em fotos ousadas.
Na última sexta (11) o Guns N'Roses voltou ao palco em Taipei, Taiwan, em mais uma parte da turnê do álbum Chinese Democracy.
Além de incluir mais faixas do último disco no repertório - "If the World", "This I Love", "Schakler's Revenge" -, ainda houve espaço para uma versão de "My Genaration", do The Who, cantada pelo baixista Tommy Stinson.
Axl Rose ainda brincou trocando o nome de "November Rain" para "December Rain". A turnê agora segue para Coreia do Sul, Japão, Canadá e, diz o site oficial da banda, América do Sul entre março e abril.
A família Jackson, talvez a mais aproveitadora da história do showbiz, está de volta: no próximo domingo (13) estreia o reality show The Jacksons: A Family Dynasty. O programa estava em desenvolvimento, sem muito sucesso, desde bem antes da morte de Michael Jackson. "O Michael estava ocupado, mas ele se juntaria a nós mais tarde", disse Jermaine Jackson em uma entrevista ao Access Hollywood. "[Faturar dinheiro com a morte de Michael] não era o foco. Estávamos fazendo o programa antes."
O programa mostra detalhes da vida (e das gravações de um novo álbum) de Jackie, Jermaine, Tito e Marlon - que planejam uma turnê para 2010. Randy, que tocava informalmente com o Jackson 5 e depois foi integrante do Jacksons, não está em Family Dinasty - pelo menos não como protagonista.
Não vou nem comentar a capa incrível. Mas não dá para evitar este vídeo do making of das fotos de capa do Mano Brown na Rolling Stone. O cara está muito feliz:
Atividade Paranormal (Paranormal Activity) é um dos filmes mais bem sucedidos no gênero "câmera na mão" (ou "found footage", imagens encontradas depois que os câmeras desapareceram/morreram). É aquele papo repetido à exaustão: custou US$ 15 mil – sendo que originalmente foram US$ 11 mil, mas o Steven Spielberg sugeriu um final que levou mais US$ 4 mil – e faturou US$ 107 milhões.
Mas antes do longa de Oren Peli, esse estilo já dava o que falar. Em 1980 o terror Holocausto Canibal deu o que falar. Era um documentário falso, sobre um grupo de cineastas que se embrenhava na Amazônia para registrar o comportamento de tribos indígenas – e acabavam, claro, assassinados de uma forma terrível.
Quando o filme foi lançado, o diretor Ruggero Deodato fez um acordo com os atores: eles deveriam sumir durante um tempo, para que a história ficasse mais convincente. Deu certo, mas um pouco certo demais. Quando Deodato foi acusava de contribuir para o assassinato do elenco, não conseguia encontrar os atores para desmentir tudo e quase foi parar na cadeia.
A próxima grande revolução veio com A Bruxa de Blair, de 1999. O orçamento de produção foi de aproximadamente US$ 30 mil (que, com mixagens de som e outros complementos, pode ter chegado a US$ 750 mil), com a história do grupo de jovens que tenta localizar uma lendária bruxa gerando uma divulgação boca-a-boca que arrecadou quase US$ 250 milhões.
Em 2007 foi a vez do espanhol [REC], que mostra as gravações de uma repórter que, meio sem querer, acaba presa dentro de um prédio onde se inicia uma infestação de zumbis. O trabalho acabou refilmado nos EUA, como Quarentena. A continuação do original foi lançada este ano, com a terceira parte já em produção.
Até o mestre do terror George A. Romero aderiu às câmeras de mão em Diário dos Mortos, trabalho no qual um blogueiro registra a movimentação em torno da invasão dos mortos-vivos.
E aí chegamos ao maior blockbuster dos "found footage": Cloverfield – Monstro. Por encomenda de J.J. Abrams (Lost, Star Trek), o diretor Matt Reeves criou uma Nova York destruída por um monstro gigante, nos moldes do clássico Godzilla. E o registro da tragédia é feito por uma câmera amadora. A produção, entretanto, não teve nada de amadora: foram US$ 25 milhões e muitos efeitos especiais. Junto veio uma das mais eficientes campanhas de marketing viral de todos os tempos, que levantava conexões entre o filme a série Lost e especulações sobre a aparência do monstrengo.
Ou seja, Atividade Paranormal – com o perdão do trocadilho – não é uma assombração que surgiu repentinamente.
É difícil que 2009 tenha produzido um filme com uma história mais deprimente - em Preciosa (título original: Precious: Based on the Novel 'Push' by Sapphire) a personagem central é uma adolescente obesa que tem dois filhos do próprio pai (um deles com Síndrome de Down). A mãe a agride frequentemente, fisicamente e psicologicamente. Expulsa da escola, ela acaba em um centro de educação alternativa. Até descobrir que tem um problema ainda maior, de saúde. A imaginação da menina, com sonhos de fama, sucesso e riqueza, é o que a salva - e também salva o espectador - durante os piores momentos.
O filme de Lee Daniels (Matadores de Aluguel) tem participações de Lenny Kravitz e Mariah Carrey (surpreendentemente bem, no papel de uma assistente social), mas a estrela é a estreante Gabourey Sidibe. A garota, 26 anos, filha de um taxista com uma cantora, é aposta certeira para o Oscar.
Agora ela está fazendo a ronda dos talkshows norte-americanos. Ontem foi a vez de Jay Leno recebê-la:
Ela também já visitou a Oprah Winfrey (que é produtora de Preciosa e, pouca gente se lembra, foi indicada ao Oscar e ao Globo de Ouro por sua participação em A Cor Púrpura), a Ellen DeGeneres e o Conan O'Brien.
A estreia brasileira de Preciosa está marcada para 29 de janeiro de 2010. O livro no qual o longa-metragem foi baseado, Push (de Saphire, lançado em 1996) ainda não tem edição nacional.
A imagem do alto deste post é de um dos pôsteres do filme. Vale a pena ver os outros, todos muito bonitos.
Você certamente já notou: Dave Grohl, do Foo Fighters/Them Crooked Vultures/Nirvana, está sempre mascando chiclete. Durante os shows, nas entrevistas... O tempo todo! E um fã finalmente fez a pergunta ao músico, em uma entrevista da revista Time:
Qual tipo de chiclete você masca? Você faz isso o tempo todo; deve ser um chiclete incrível. (Brett Michael Schmitz / FOND DU LAC, WIS)
Dave Grohl - Masco qualquer tipo. Preciso fazer isso quando tocamos ao vivo, senão a minha gritaria faz com que a garganta se seque. A última coisa que você quer é engasgar e tossir na frente de 20 mil pessoas.
E não é que funcionou essa junção entre o diretor Michael Bay (Transformers) e a marca de lingerie Victoria's Secret funcionou?
É claro: quando você tem as modelos mais incríveis vestindo apenas calcinha e sutiã, é difícil errar... Mas mesmo assim ficou com um clima de blockbuster, né? A equação faz todo sentido: sexo + explosões = sex bomb.
O amigo Juliano Zappia mandou o link do vídeo, que de cara parecia ser uma dessas coisas de vergonha alheia na internet. Mas um dos comentários - "caraca, q parada sinistra aos 1:27" - me fez, claro, pular direto para essa marca. E a cortina ao fundo se move sozinha! (e caso você ache o rosto do vídeo familiar, talvez você seja indie demais...)
Um viral brasileiro para Atividade Paranormal? Se for, eu curti. O filme de Oren Peli estrou por aqui na última sexta-feira. Leia aqui o que eu achei dele.
O filme conta, pela primeira vez, a história completa do time norte-coreano que venceu a Itália em 1966 - e só foi parado por Portugal (sendo que os asiáticos chegaram a fazer 3 a zero, até perderem por 5 a 3), já nas quartas de final. Nunca mais se ouviu falar dos jogadores depois que eles voltaram para casa.
O longa-metragem também marcou uma oportunidade histórica: raramente o governo local permite que equipes estrangeiras trabalhem dentro da Coreia do Norte.
Os mesmo profissionais voltaram ao país em 2004 para filmar A State of Mind, sobre uma gigantesca competição de ginástica olímpica local.
Enquanto o Chromeo não coloca o terceiro disco nas lojas (ele só deve sair em 2010), o duo liberou um aperitivo: "Night by Night", que tem até clipe. É o Chromeo de sempre, ou seja, bom demais.
O Them Crooked Vultures foi ao programa do Jonathan Ross, na Inglaterra, para dar uma entrevista e tocar a música "Mind Eraser, No Chaser".
É bem legal o vídeo. O Grohl lembra a performance histórica do Nirvana no mesmo programa, que era para ser de "Smells Like Teen Spirit", mas que acabou sendo de uma "Territorial Pissings" literalmente destruidora.
Outro dia o chapa Paulo Cavalcanti entrevistou o Mike Love, do Beach Boys, e o cara lançou: "Sim, já existem algumas negociações a respeito. O [canal de TV norte-americano] PBS já nos contatou para gravarmos um especial da série [de programas biográficos] American Masters. Pode ser que participemos de alguns shows em conjunto, mas não deve ser nada extenso, já que todos têm suas próprias bandas".
Fiquei curioso e, depois da apresentação da banda em São Paulo, quarta passada, tive a chance de perguntar mais sobre ao assunto ao Bruce Johnston. "Não se preocupe - eu não estarei lá [nessa reunião]!", disse o brincalhão, que entrou para o grupo em 1965.
Para ele (que hoje canta o vocal principal de "God Only Knows" nas apresentações do Beach Boys), esse reencontro com Brian Wilson e Al Jardine não deve ser nada demais. "A PBS é a rede de TV mais legal dos EUA. Aí nos chamaram para fazer o programa e, talvez, uma apresentação com orquestra no Great Performances. Não deve ser muito mais do que isso."
Sem chances de uma turnê, então? "Escuta, não somos como o Eagles - que ficou 25 anos trancado de ponta-cabeça em um armário. Só neste ano fizemos mais de 100 shows. Então não conseguiríamos aumentar os preços das entradas dos shows", explicou, sem esconder que só dinheiro motivaria uma série grande de shows. "A molecada não liga [para a formação da banda]. Eles perguntariam: 'Quem é esse Al?'."
Brian Wilson parou de trabalhar com o Beach Boys no meio dos anos 80. Al Jardine se desligou dos companheiros em 1998. Juntos, os dois fizeram uma série de apresentações em 2007 - sem Love e Johnston. Dois outros integrantes clássicos morreram: Carl Wilson foi vítima de um câncer no pulmão, no fim dos anos 90, e Dennis Wilson se afogou em 1983.
A apresentação desta semana foi a primeira dos norte-americanos em solo brasileiro. "Viemos para a conferência do Rio, em 1992, mas não nos apresentamos. "Foi muito estranho. Ficamos esperando os grandes [astros], mas eles não vieram. E a gente pensava: 'onde está o George Harrison? E o Ringo Starr?'. Nada deles", lembrou. E completou com certa ironia: "Mas o John Denver estava lá..."
Mesmo assim, o Brasil é presença constante na vida de Johnston. "Sabe o que eu escuto todos os dias? O álbum Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim. E é muito difícil de se encontrar, já vi gente vendendo ele por mais de US$ 200!"
A apresentação de São Paulo, quem diria, foi bem competente. O público estava animado e não conseguiu ficar sentada nas cadeiras do Credicard Hall, especialmente durante os (muitos) clássicos apresentados na noite: de "Surfin' USA" a "Wouldn't It Be Nice", passando por "Kokomo" e até "California Dreamin'" (do the Mamas and the Papas, gravada pelo Beach Boys mais de uma vez. "Diga que o show só foi bom por causa do público", pediu Johnston. "Foi tudo por causa deles."
Faz tempo que o rapper Lil Wayne fala sobre Rebirth, um disco que - segundo ele - é mais de rock do que de hip-hop. Pois o single "On Fire" (produzido pela dupla Cool & Dre) foi lançado ontem:
Fora as guitarras, não tem nada que seja muito rock. Tem uns teclados meio fim dos anos 70, começo dos anos 80, e um monte de beats. Os dois singles anteriores do trabalho, "Prom Queen" e "Hot Revolver" são mais fieis à proposta.
Rebirth, que sai dia 21 de dezembro, tem participações de Pete Wentz (Fall Out Boy), Eminem e Lenny Kravitz.
Em fevereiro Lil Wayne vai se apresentar à justiça norte-americana para ouvir a sentença relativa à prisão dele por porte ilegal de arma de fogo. Espera-se que ele fique até um ano na cadeia.
Olha só: "Casa Bey", do Mos Def, foi indicada ao Grammy de performance solo de rap. A faixa sampleia, de forma bem destacada, a música "Casa Forte", de Edu Lobo, na versão da Banda Black Rio (de Maria Fumaça, 1977).
Mas se o prêmio for para Mos Def, só ele leva o troféu.
Nick Jonas, o mais jovem e talentoso dos Jonas Brothers, está prestes a lançar um disco solo. E ontem, durante a cerimônia que revelou os indicados ao Grammy, ele mostrou a canção "Who I Am":
A faixa é creditada a Nick Jonas & the Administration - claramente uma referência aos grupos The Attractions e The Imposters, de Elvis Costello, ídolo do rapaz.
"Who I Am" ainda tem certa histeria adolescente, mas mostra um caminho interessante a ser seguido por Nick. Os primeiros acordes me lembraram Bruce Springsteen, mas a impressão passou rapidamente.
Os integrantes do Administration são: Michael Bland (bateria, que tocou com Prince entre 1989 e 1996), Tommy Barbarella (teclados, também ex-Prince), David Ryan Harris (guitarra, que já tocou com John Mayer) e Sonny T (baixo, mais uma das companheiras do "purple one").
O disco Who I Am deve ser lançado em 2 de fevereiro de 2010.
E o Killers gravou uma versão latina para "Hotel California", sucesso do Eagles, para algum lance beneficente que, confesso, fiquei com preguiça de descobrir o que é. Coisa de satanista.
Achei curioso porque acabei de falar do Eagles com o [name dropping] Bruce Johnston, do Beach Boys, alguns minutos atrás [/name dropping].
Os portugueses d'O Clã foram até o estúdio do Qualquer Coisa (o programa que apresento semanalmente com o José Flávio Junior e o Max de Castro), na última segunda-feira, e mostraram versões acústicas de três faixas da banda. A Kátia Lessa estava lá e gravou duas delas em vídeo:
Vale a pena escutar o programa inteiro, porque o Helder e a Manuela falaram várias coisas legais - e derrubaram alguns mitos sobre Portugal. Clique aqui.
Conheci o diretor espanhol Nacho Vigalondo pelo longa-metragem de estreia dele, Los Cronocrímenes (2007). É uma história muito doida que envolve (muitas) viagens no tempo, com uma trama que se complica e se explica na mesma proporção.
Em 2009, Vigalondo (que foi indicado ao Oscar em 2003, pelo curta-metragem 7:35 de la Mañana) lançou Marisa - um filme de pouco menos de quatro minutos que mostra a história de uma garota que muda de visual e personalidade dependendo do local onde ela está. Como toda mulher, basicamente.
Uma amiga de Marilyn Monroe decidiu vender um vídeo no qual, segundo ela, a atriz está fumando maconha. A mulher, que não quis se identificar, disse que ela mesma preparou o baseado para Marilyn - e que a erva não fez muito efeito na loira. "Ela continuou igual, só mais risonha."
O filme caseiro ficou quase meio século esquecido e agora será leiloado. Não custa lembrar que Marilyn Monroe talvez seja a primeira superestrela a ter uma sextape.
Depois de ver seu filme de estreia, Atividade Paranormal, faturar mais de US$ 100 milhões de dólares, o diretor Oren Peli tem mais um motivo para sorrir: o novo trabalho dele, Area 51, será distribuído pela Paramount.
O longa já foi gravado - novamente em estilo "câmera na mão" e com atores desconhecidos - e deve ser lançado em 2010. Ele conta a história de jovens curiosos que tentam desvendar os mistério da Área 51, base militar norte-americana onde, acreditam muitos paranóicos, o governo esconde segredos relacionados a ETs. Area 51 custou cerca de US$ 5 milhões (uma fortuna, comparado aos US$ 15 mil de Atividade).
Enquanto isso, Atividade Paranormal chega aos cinemas brasileiros na próxima sexta-feira. Nos EUA, o filme ganha edição em DVD e blu-ray em 29 de dezembro.
Pete Doherty fazia um daqueles shows caóticos dele (ou seja, um dia como qualquer outro...) durante o festival on3, em Munique, quando lançou os primeiros versos do hino nacional da Alemanha (no vídeo acima, a partir dos 2 minutos e 36 segundos) - sendo que esse trecho é associado aos nazistas, algo que o músico britânico alegou, mais tarde, não saber.
A apresentação estava sendo transmitida ao vivo por uma rádio, que encerrou imediatamente o programa - e o show também foi interrompido, com Doherty sendo retirado do palco.
Dá para acreditar que Pete Doherty não foi mal intencionado. O cara vive participando de shows contra o racismo, incluindo o Love Music Hate Racism, realizado no meio do ano, na Inglaterra.
No filme russo Phobos, do diretor Oleg Assadulin, um grupo de jovens fica trancado em um bunker - e coisas terríveis começam a acontecer. Pelo teaser (a estreia deve ser em março de 2010), o longa-metragem parece ser uma mistura de Jogos Mortais com O Albergue.
O que é? Sim, V é um remake do pacote multimídia de mesmo nome (foram diversos livros, duas minisséries e uma série), famoso nos anos 80, e que ficou marcado na memória de muita gente - em especial pela cena do nascimento de um pequeno alien. Tudo começa com a chegade de ETs ao nosso planeta, descendo com enormes naves nas principais cidades do mundo (Rio inclusive). Eles se dizem pacíficos, mas agente do FBI Erica Evans e o padre Jack Landry logo descobrem que os Vs (como são chamados os visitantes) têm outros planos. Quem? Elizabeth Mitchell, a Juliet de Lost, é Erica. Joel Gretsch, de The 4400 e Taken - e, portanto, especialista em seres de outros mundos - é o padre Landry. Scott Wolf (Party of Five) interpreta Chad, um jornalista dividido entre ética e fama. Já o novato Logan Huffman, que interpreta o filho rebelde da agente do FBI, tem de tudo para virar ídolo adolescente em breve. A líder dos ETs é vivida pela carioca Morena Baccarin.
Onde e quando? Estreou na ABC norte-americana em 3 de novembro e já teve quatro episódios exibidos. Os outros - de um total de 13 - serão transmitidos a partir de março.
Vale a pena? Pode ser a aproximação de 2012, podem ser as variações de clima, mas a verdade é que produções sobre invasões da Terra e, mais do que isso, algum tipo de mudança na estrutura da vida humana têm pipocado nos últimos tempos. V é mais interessante que, por exemplo, FlashForward (que até começou bem, mas depois se perdeu completamente), com seu toque de Arquivo X. Se a qualidade se mantiver, vale a pena seguir semanalmente.
Tem chance de vingar? A estreia foi muito boa, com 13,9 milhões de telespectadores (perdendo só para NCIS, que teve mais de cinco milhões a mais). Nas semanas seguintes, caiu gradualmente até os 9,2 milhões. Por enquanto a ABC só garantiu a exibição da primeira temporada, com 13 episódios (sendo que os nove que ainda faltam nem foram filmados ainda).
O Pearl Jam tocou uma versão de "If You Want Blood (You've Got It)", lançada pelo AC/DC no álbum Highway to Hell (1979), no show realizado em Brisbane, na Austrália, ontem. Que tal? Eu achei curioso ouvir o Eddie Vedder tentando "cantar fino".
Para completar, a banda tocou "Blood" na sequência! O show ainda teve participação de Ben Harper em duas canções ("Red Mosquito" e "Indifference") e de Liam Finn em "Throw Your Arms Around Me" (do Hunters & Collectors).
É um projeto meio preguiçoso, mas tudo bem: Ricky Gervais vai virar animação da HBO. Só que o canal pago vai usar o áudio dos podcasts do criador de The Office (ao lado de Stephen Merchant e Karl Pilkington) e criar pequenos esquetes. Alguns trechos estão na internet:
Os 13 episódios (de meia hora cada) devem ser exibidos nos Estados Unidos, no ano que vem, a partir de 19 de fevereiro.
Enquanto isso, Gervais e Merchant continuam filmando Cemetery Junction, estreia da dupla no cinema (sozinho o primeiro já fez The Invention of Lying, sem previsão de estreia por aqui).
Gervais também editou o roteiro do piloto de PhoneShop, série que o canal britânico Channel testou recentemente. Não há previsão de que o programa continue. Ele não atua na série, não a dirigiu e não escreveu o texto.
É até difícil explicar o que vem na caixa Minotaur, do Pixies: são todos os CDs da banda (e também suas versões em vinil), mais DVDs e discos de blu-ray com as mixagens em 5.1 desses trabalhos. Dois livros, sendo um só de fotos. Um show inédito, em vídeo. Cada caixa vem assinada pelos integrantes da banda
Tudo isso em uma edição limitada de apenas três mil cópias, a míseros US$ 495. Se você quiser, pode optar pela versão mais barata, de US$ 175, que não tem os vinis, um dos livros e as assinaturas.
Slash, Duff McKagan e Steven Adler, mais Dave Navarro e Chester Bennington (Linkin Park) tocando "Paradise City" ontem, em Los Angeles, em um show solo do Slash. Acho que é o mais próximo de uma reunião do Guns N'Roses clássico que teremos pelos próximos anos.
Death Note é incrível. O mangá é uma das melhores coisas surgidas na história dos quadrinhos japoneses, o anime é divertidíssimo e os três filmes feitos no Japão são daqueles de fazer qualquer interessado sorrir. E agora os EUA querem um pedaço desse sucesso todo, produzindo um longa-metragem com Zac Efron no papel do vilão Kira.
Em entrevista ao Collider, ele disse: "Não é algo que deve sair logo, estamos desenvolvendo ainda. Eu amo Death Note". E reforçou dizendo que só teve uma reunião sobre o projeto, mas que ele não deve ser o próximo trabalho no qual estará envolvido.
Segundo a Variety, Charley e Vlas Parlapanides serão os roteiristas do projeto, a ser bancado pela Warner.
Death Note conta a história de um rapaz entediado que se apossa de um "caderno da morte" - e as pessoas cujos nomes ele escreve lá morrem. Ele se torna um serial killer conhecido, perseguido pelo excêntrico investigador L. Os quadrinhos foram publicados no Brasil.
(o comentário sobre Death Note está por volta dos 3'43'')
Já ouviu a versão alternativa de "Brown Sugar", dos Rolling Stones, com Eric Clapton na guitarra? Imbatível. Provavelmente melhor que a original. Tem ainda o gênio Al Kooper no piano, mais o Keith Richards cantando junto com o Mick Jagger praticamente o tempo todo.
Tudo bem, o cara tem assessores chatos. Só que pelo menos o Robert Pattinson é simpático. Em entrevista ao David Letterman, ele contou um pouco sobre como é viver dentro do furacão Crepúsculo. Os pontos altos:
Enquanto filmava Little Ashes, ele ficou entendiado e levou uma fã que dava plantão na frente do lugar onde ele estava hospedado para jantar. Ou melhor, ela o levou, já que eles foram ao restaurante dos pais da garota. Pattinson passou duas horas reclamando da vida. A garota fez ele pagar a conta;
Os fãs (veja bem, não só as fãs...) pedem para que o ator as morda;
O Letterman pergunta na lata: "você está saindo com a Kristen, não?" Pattinson choraminga, diz que tem evitado essa pergunta. A resposta do apresentador: "Oh, bite me! Não dou a mínima!".
Lua Nova, o segundo filme da saga Crepúsculo, estreia em 20 de novembro.
Os assessores dos astros da saga Crepúsculo são uns chatos. Controlam a carreira de Robert Pattinson, Kristen Stewart e Taylor Lautner como se eles fossem uns imprestáveis, que não saberiam como lidar com situações (e perguntas) fora do básico.
Ryan Seacrest até que tentou perguntar - durante a pré-estreia de Lua Nova - sobre o suposto relacionamento amoroso entre Pattison e Kristen. O resultado foi este:
A cara do operador de áudio, ao fundo, é incrível.
Não é segredo: "Celebration", música da Madonna que puxou a coletânea de mesmo nome, é uma porcaria. A outra inédita do disco "Revolver", parceria com o Lil Wayne, é infinitamente melhor. Parece que a cantora se ligou e lançou um remix oficial da faixa ruim, agora "mexida" por David Guetta e Akon.
No episódio mais recente de Curb Your Enthusiasm, exibido no domingo passado nos EUA, o ator Michael Richards (famoso pelo papel de Kramer, em Seinfeld) tirou barato do ataque racista que abalou a carreira dele, em 2006.
A atual temporada do seriado, a sétima, mostra os bastidores de uma reunião do elenco da sitcom de Jerry Seinfeld.
No vídeo acima, o Vampire Weekend responde o Questionário Proust para a revista Vanity Fair. A revista também tem uma materinha sobre a banda, que pode ser lida aqui.
Ontem o ex-beatle Pete Best se apresentou em São Paulo, ao lado da banda cover The Beats. Tocou "My Bonnie" e "Rock and Roll Music", além de fazer uma breve monólogo sobre sua passagem pelos Beatles.
Melhor momento:
Como você definiria John Lennon em uma palavra?
Best - Gênio!
Como você definiria Paul McCartney em uma palavra?
Gênio!
Como você definiria George Harrison em uma palavra?
Essa vai ser fácil: quer ir ao festival Natura Nós About Us, no dia 22 de novembro, ver shows do Sting, Jason Mraz e outros? Fácil: para concorrer a um par de entradas, mande um email para pterron@gmail.com respondendo à pergunta: "Qual instrumento peculiar o músico Edin Karamazov toca no álbum Songs from the Labyrinth, lançado por Sting em 2005?". Os dois primeiros emails com a resposta correta (e seguindo as regras descritas abaixo) levam um par de entradas cada.
Mas é preciso respeitar algumas normas: 1 - Você precisa ter mais de 18 anos; 2 - No email, além da resposta correta, você precisa mandar seu nome completo, telefone para contato, RG e CPF. Se faltar qualquer uma dessas informações, o email é desclassificado. O prazo final para recebimento de emails é terça (17 de novembro), às 18h.
E hoje à noite, no programa Qualquer Coisa, vamos dar mais dois pares de entradas. É só ouvir, às 22h, para saber como concorrer.
Vencedores:
Jaqueline Ferreira (um par)
Mayara Palloma Valente Rego (um par)
As ganhadoras receberão por email as instruções sobre como retirar as entradas.
Lil Wayne, que parece ser um poço sem fundo de músicas, liberou recentemente uma mixtape nova, No Ceilings. Vale a pena ouvir. Tem versões para "Poker Face" (Lady Gaga), "Run This Town" (Jay-Z) e "I Gotta Feeling" (Black Eyed Peas). Dá para baixar tudo aqui.
É possível que tenha sido um dos programas de maior mau gosto já exibidos na TV britânica. Na última sexta-feira o canal Sky 1 convocou o médium Derek Acorah, do programa de investigações de assombrações Most Haunted, para tentar um contato com o espírito de Michael Jackson em uma sessão espírita.
Também estavam lá fãs e David Gest (o ex-marido de Liza Minnelli, amigo de Jackson). Em vídeo, Miko Brando (filho de Marlon e assistente pessoal do falecido) deu um depoimento. Ou seja, uma reunião completa de aproveitadores.
O programa começou com uma breve explicação sobre a escolha da residência Ballinacurra, na Irlanda, para o evento. Michael Jackson morou lá durante um tempo, entre 2006 e 2007. Seguiu com Gest dizendo que o astro acreditava em vida depois da morte e emendando com uma frase incrível: "Sou supersticioso. Quando estou no palco, levo anões comigo. Eles me trazem sorte."
Dos 60 minutos do "evento", 16 foram de comerciais, 22 de muita enrolação e o restante foi a sessão propriamente dita. Segundo Acorah, "o amor dos fãs" atrairia o fantasma de Jackson. O médium também disse que falou com a mãe do cantor antes de participar do programa (e deu a entender que ela não gostou muito), e que o irmão Tito - do Jackson 5 - desejou boa sorte.
E aí Michael baixou. Pediu para que alguém por favor desse um alô para o Quincy Jones (produtor com quem não trabalhava desde 1987. Foi uma choradeira só: aproveitando-se da devoção dos fãs, Acorah se esforçou ao máximo para fazê-los chorar - com mensagens de amor, algumas besteiras sobre "corpo físico" e Marilyn Monroe, referências vagas a acontecimentos das vidas dos presentes e outras coisas desse tipo.
Se o Axl Rose pode montar uma nova versão para o Guns N'Roses, Slash também pode. E a formação da banda do guitarrista seria ainda mais estranha.
Pegue um lado B de single que ele gravou recentemente, por exemplo: para uma nova versão de "Paradise City" ele escalou Fergie e o Cypress Hill. O resultado é este aqui acima.
A canção estará em um single ainda não definido do álbum solo do músico, Slash & Friends, a ser lançado no ano que vem.
Destaque para a Fergie, que está quase melhor que o Axl.
Os cem anos de Akira Kurosawa serão comemorados em grande estilo pela Criterion: a caixa AK 100 - 25 Films by Akira Kurosawa terá 25 DVDs do cineasta, incluindo quatro filmes nunca lançados em DVD, e será lançada em 8 de dezembro.
Estarão na coleção:
A Saga do Judô;
Ichiban Utsukushiku;
Zoku Sugata Sanshirō;
Os Homens que Pisaram na Cauda do Tigre;
Não Lamento Minha Juventude;
Subarashiki Nichiyôbi;
O Anjo Embriagado;
Cão Danado;
O Escândalo;
Às Portas do Inferno;
O Idiota;
Viver;
Os Sete Samurais;
Vivo no Medo;
Trono Manchado de Sangue;
Donzoko;
A Fortaleza Escondida;
Homem Mau Dorme Bem;
O Guarda-Costas;
Sanjuro;
Céu e Inferno;
O Barba Ruiva;
O Caminho da Vida;
A Sombra de um Samurai;
Madadayo.
Não todos os longas de Kurosawa, mas são quase todos. É a coleção mais completa já lançada deste lado do mundo - e ainda contará com a conhecida qualidade da Criterion. A caixa vem acompanhada de um livro com textos e fotos. O preço sugerido é de US$ 399 (319 no site da empresa). A distribuidora não mencionou uma versão em blu-ray.
She Wolf, o disco novo da Shakira, está nas lojas brasileiras faz um tempinho. Só que nos EUA ele só sai dia 23 de novembro. Como combater a distribuição ilegal das músicas, então? Reforçando o repertório com material extra, claro.
A nova música de trabalho da colombiana na terra de Beyoncé é "Give It Up to Me" (que não está no CD brasileiro), com participação de Lil Wayne. No vídeo acima Shakira apresenta a faixa no programa de David Letterman.
Completam o disco norte-americano: gravações ao vivo de "She Wolf" e "Gypsy", mais uma terceira versão para "Did It Again" (agora com participação de Kid Cudi).
O mundo moderno anda muito complexo, com apagão, Zina preso e Madonna no Rio. Então Julian Casablancas prefere um estilo mais ligado ao passado, como ele deixa claro no comercial de TV feito para promover o álbum Phrazes for the Young:
Pausa para a autopromoção: saiu esta semana a Rolling Stone com a Alinne Moraes na capa, com matéria escrita por mim. Dá para ler um trecho no site da revista. Abaixo está o vídeo do making of da foto de capa.
A mesma edição tem também oito páginas de Them Crooked Vultures, com fotos e entrevistas exclusivas com Dave Grohl, Josh Homme e John Paul Jones. E um perfil do Lucas, vocalista do Fresno.
2 Turntables and a Microphone: The Life and Death of Jam Master Jay, dirigido por Guy Logan, vai ganhar lançamento duplo em DVD. Além de ser vendido separadamente, o documentário que explora o (ainda não solucionado) assassinato do DJ do Run DMC.
Entre os entrevistados para o filme que, segundo o material promocional, "tem informações que podem levar a polícia a resolver o caso", estão Ja Rule (mas não a Wanessa), Russell Simmons, LL Cool J, The Game e 50 Cent.