segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Olá e tchau!

A vida é cheia de alegria e, inevitavelmente, despedidas. Aqui vai mais uma: depois de alguns anos (5? 6? Perdi a conta) o WITH LASERS! vai entrar para o hall dos ex-blogs.

Neste ano, como deu para notar, a minha produção aqui definhou até parar completamente. E para não parar é sempre melhor renovar. Por isso o blog morre definitivamente hoje e, quem sabe, alguma coisa mais legal aparece no futuro.

Obrigado a todo mundo que passou por aqui neste anos e aos amigos que sempre elogiaram, criticaram e deram dicas.

Abraços a todos,

Paulo Terron

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Eddie Vedder nunca imaginou que abriria um show do Guns N'Roses...

... Mas lá estava ele, com um violão! Foi no Bridge School Benefit, evento de shows acústicos do Neil Young. Axl estava atrasado (sério?) e o vocalista do Pearl Jam foi convocado para entreter a plateia.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Beatles: BBC reconta a história de Magical Mystery Tour



Com o relançamento de Magical Mystery Tour em DVD e blu-ray (olha o site, que foda), a BBC produziu o documentário Magical Mystery Tour Revisited - com entrevistas não só sobre a produção do filme de 1967, mas também sobre como ele foi extremamente mal recebido na época.

O documentário de quase uma hora tem depoimentos dos fab four e de gente como Terry Gilliam (Monty Python), Neil Innes (Bonzo Dog Doo-Dah Band), Barry Miles, Martin Scorsese e muitos outros. E um monte de imagens inéditas, depoimentos da época, fotos raras... É a BBC fazendo um trabalho sério de colocar uma obra de arte dentro de um contexto histórico amplo.

O resultado é tão interessante que é uma pena que o programa não esteja nos extras do relançamento. Pelo menos foi parar no YouTube, o que já ajuda.



quinta-feira, 11 de outubro de 2012

"As pessoas me pareceram ser completamente livres", diz o ex-Monty Python Michael Palin sobre o Brasil



No ano passado, Michael Palin passou pelo Brasil para gravar mais um de seus documentários. O programa - em quatro partes - deve ser exibido ainda neste ano pela BBC e se chamará Brazil (assim como o filme de Terry Gilliam, que Palin estrelou). Conversei com o ex-Monty Python sobre tudo isso (e muito mais). Dá para ler a íntegra aqui. Meus pontos favoritos:

  • Brasil. "Eu participei de Brazil – O Filme [1985], do Terry Gilliam, e o filme se chama assim porque, se você se lembrar, o personagem vai sendo gradualmente esmagado pelo sistema e a única coisa que mantém a mente dele viva é essa música, 'Brazil' [cantarola 'Aquarela do Brasil', de Ary Barroso]. Então, de certa forma, o Brasil era um mundo da fantasia para nós na Inglaterra: as praias eram douradas, os corpos eram lindos, a comida era incrível e havia música tocando o tempo todo."

  • Brasileiros. "Não vi ninguém sendo autoritário, no sentido de normas e regras, enquanto na Europa é exatamente o contrário, com muitas limitações sobre o que se pode fazer, aonde se pode ir, música que se pode tocar e a que hora. Pelos lugares onde passei no Brasil, nada disso parecia se aplicar. As pessoas me pareceram ser completamente livres de pressões externas, sem ansiedade alguma."

  • Viajar. "Vivo uma vida singular, mergulhando em diferentes continentes e trabalhos. E cada lugar que visito acaba me puxando de volta, mas nunca terei tempo o suficiente na vida para ir aos lugares que quero! Então depende das pessoas que conheço, que conheci, gosto de voltar para locais onde tenho amigos."

  • Monty Python. "É quase como se não fosse possível satisfazer as pessoas com o que você já fez – e acho que já fizemos nosso melhor, culminando em A Vida de Brian [1979], nosso melhor filme, na minha opinião. Nosso último longa foi feito 1982 [O Sentido da Vida, lançado no ano seguinte] e não fizemos praticamente nada depois disso. E as pessoas ainda acham que basta usar uma varinha mágica e estaremos de volta fazendo a esquete do papagaio."
  • quarta-feira, 10 de outubro de 2012

    Fã reproduz lendário cartaz que inspirou Lennon a escrever música dos Beatles



    Esse é um tipo raro de paixão: o fã Peter Dean queria uma reprodução do pôster que inspirou a canção "Being for the Benefit of Mr. Kite!", do Sgt. Pepper's, dos Beatles, mas não encontrava uma reprodução fiel. Então ele fez uma pesquisa e reconstruiu o cartaz de forma impressionante, que ele mesmo detalha no minidocumentário abaixo.



    Também dá para comprar a reprodução! A má notícia é que ela custa cerca de R$ 800.

    Li em algum lugar (mas vou ficar devendo a fonte e a confirmação) que o cartaz original, comprado por John Lennon em uma loja de antiguidades, hoje está na coleção do Sean Lennon.

    [via Beatles Blog]

    terça-feira, 9 de outubro de 2012

    Ouça Michael Jackson cantando uma música sobre aborto



    Acabou de sair no Brasil a (nova) edição especial do disco Bad, de Michael Jackson, desta vez comemorando os 25 anos do álbum. Entre as curiosidades do relançamento está "Song Groove (a/k/a Abortion Papers)", canção sobre uma filha de padre - casada na igreja católica - que fica grávida e decide abortar.

    "Tenho de fazer de um modo que não ofenda as garotas que fizeram aborto, e que não traga de volta o sentimento de culpa, então tem de ser feito com cuidado", diziam as anotações de Jackson sobre a faixa, segundo o encarte do CD. "Tenho de pensar muito sobre o assunto."

    "Song Groove" acabou engavetada (não se esqueça que isso tudo foi em 1987, quando o assunto era ainda mais polêmico nos Estados Unidos de Ronald Reagan).

    Outras curiosidades e boas surpresas de Bad 25: "Al Capone" (uma demo muito diferente de "Smooth Criminal") e "Price of Fame" (sobre duas fanáticas que quase causam a morte de Jackson). Em paralelo, a Sony também coloca no mercado o DVD Live at Wembley July 16, 1988, registrado na turnê de Bad (a última na qual ele realmente cantou ao vivo).

    Por aqui, a Sony colocou no mercado o CD duplo (Bad remasterizado mais faixas bônus) e o DVD do show. Na gringa, o pacote tem várias configurações de luxo.

    segunda-feira, 8 de outubro de 2012

    John Cusack relembra cena de Say Anything em show de Peter Gabriel



    A cena acima é o momento mais marcante de Say Anything, o filme de estreia do diretor Cameron Crowe. Nela, o personagem de John Cusack toca "In You Eyes", de Peter Gabriel, para a namorada em um toca-fitas (lembra?) estilo boombox.

    E no show de Gabriel no Hollywood Bowl, em Los Angeles, no último dia 6, Cusack relembrou o filme com uma brincadeira.

    sexta-feira, 5 de outubro de 2012

    It was 50 years ago today: primeiro single dos Beatles, "Love Me Do", completa meio século



    Em 5 de outubro de 1962 chegava às lojas britânicas "Love Me Do", o primeiro single dos Beatles. Na época, chegou ao posto 17 das paradas locais – mesmo com e empresário do quarteto, Brian Epstein, encomendando 10 mil cópias para a loja dele, em uma tentativa de manipular o sucesso. Relançado em 1982, foi até o número 4. Já nos EUA, dois anos depois, chegou ao topo. “’Love Me Do’ éramos nós tentando tocar blues”, explicou Paul McCartney ao escritor Mark Lewisohn no livro The Beatles Recording Sessions. “Ficou mais branco porque sempre fica. Somos brancos e éramos músicos de Liverpool. Não tínhamos finesse alguma para soar como negros. Mas ‘Love Me Do’ foi provavelmente a primeira coisa mais blues que tentamos fazer.”

    Mas não é isso o que importa: esse compacto, com “P.S. I Love You” no lado B, é a pedra fundamental da banda que mudaria a história do rock, da música e do mundo. E, ainda assim, os jovens britânicos de hoje não sabem direito o que é isso...

    Na época foram feitas três gravações de "Love Me Do": a primeira, com Pete Best na bateria. O produtor George Martin não aprovou, Best foi demitido (embora até hoje ainda haja muito debate sobre o motivo do desligamento do músico). Tentaram uma versão com Ringo Starr na bateria, mas Martin também não gostou. A solução foi convocar a baterista de estúdio Andy White (mas Ringo tocou pandeiro - ou, para os mais puristas, pandeireta). “Quando ele chegou, eu estava preparando a minha bateria”, contou White ao escritor Howard Sounes no livro Fab – A Intimidade de Paul McCartney. “Ele obviamente pensou: ‘essa não! Agora está acontecendo comigo!’.”

    “George Martin não achava que o Ringo fosse um bom baterista”, disse Paul McCartney a Mark Lewisohn. “Em todos aqueles discos de Lita Roza e Alma Cogan que estavam na moda logo antes de nós, os bateristas eram bons performers, então os produtores estavam acostumados a ouvir o grave do instrumento no lugar certo, encaixados no baixo como agora. Nós não ligávamos para isso.” E continua explicando a seleção de White: “Não estávamos acostumados com aquele tipo de baterista profissional como Andy White, e George obviamente achava que Ringo estava [tocando] um pouquinho fora do tempo, um pouco sem manter o ritmo.” Segundo McCartney, “foi muito humilhante” para Ringo Starr tocar apenas pandeiro na gravação. Por outro lado, o engenheiro de som Norman Smith indica outra possibilidade para a troca de bateristas: o próprio baixista do grupo. “Tenho impressão de que Paul McCartney não estava satisfeito com a bateria de Ringo, e achava que poderia ser melhor”, revelou em The Beatles Recording Sessions.

    O vai-e-vem de bateristas não foi o único ponto de tensão nas gravações de “Love Me Do”. Antes disso, os Beatles já haviam rejeitado a sugestão de George Martin, que acreditava que o quarteto deveria gravar a faixa “How Do You Do It?”, composta por Mitch Murray. E, mais tarde, já nas gravações de “Love Me Do” no estúdio Abbey Road, em Londres, McCartney teve um pequeno ataque de pânico ao ser convocado a cantar parte da letra, já que John Lennon estaria tocando gaita. “Estávamos fazendo ao vivo, não havia overdubbing de verdade”, explicou McCartney a Lewisohn. “E de repente me deram um momento gigantesco, no qual tudo parava, o foco ia para mim e eu [em uma voz tremida]: ‘love me doooo’. Ainda consigo ouvir a tremida quando escuto a gravação! Eu estava apavorado.”

    A versão com Best só saiu no primeiro volume de Anthology, a com Ringo está no single e em Past Masters (e na coletânea Rarities, inédita em formato digital) e a terceira, com White, é a de Please Please Me (1962, o primeiro álbum da banda). Uma curiosidade: depois de 1963, a EMI decidiu que a versão com Andy White na bateria seria a única opção nas reedições do single. A solução para garantir isso? A fita master com Ringo na bateria foi destruída.

    Décadas mais tarde, Ringo Starr lançaria uma versão solo - no disco Vertical Man (1998) - para tirar um barato da situação.



    Na versão de Ringo, Steven Tyler toca gaita e faz backing vocals. Uma vingança bem humorada.

    A EMI havia planejado uma reedição comemorativa do single "Love Me Do" em vinil, como aperitivo do lançamento das versões remasterizadas dos álbuns nesse formato, no mês que vem - mas aparentemente houve um erro e o disquinho foi cancelado e retirado da venda no site dos Beatles. O motivo: a gravadora errou e prensou os singles com a versão de Andy White, não a de Ringo. Aos 50 anos, "Love Me Do" ainda faz história.

    segunda-feira, 1 de outubro de 2012

    Bruno Mars volta com ecos de The Police (ouça)



    Sou defensor do Bruno Mars, mas não tem como negar que o novo single dele, "Locked Out of Heaven", soa como um sub-Police. O jeito de cantar imitando o Sting, o som da guitarra de Andy Summers, o baixo... Está tudo lá.

    A faixa estará em Unorthodox Jukebox, disco que sai em dezembro e tem produção de Diplo, Mark Ronson e outros. No dia 20 deste mês, Mars vai apresentar o Saturday Night Live - e tocar também.

    sexta-feira, 28 de setembro de 2012

    O Soundgarden ficou muito tempo longe, mas voltou com "Been Away Too Long" (ouça!)



    Mais uma nova do Soundgarden, "Been Away Too Long", que estará em King Animal, disco que sai em 13 de novembro.

    A banda já havia divulgado um trecho da barulhenta "Worse Dreams" e um trailer do disco:



    segunda-feira, 17 de setembro de 2012

    Paul McCartney+John Paul Jones+Damon Albarn+Tony Allen+Gruff Rhys



    Paul McCartney, John Paul Jones (Led Zeppelin), Damon Albarn (Blur), Tony Allen e Gruff Rhys (Super Furry Animals), Martina Topley-Bird e o brasileiro Paulinho Da Costa. Que banda, hein? Tocaram "Coming Up" e "Goodnight Tonight" no evento Africa Express, no sábado (8), em Londres.

    terça-feira, 11 de setembro de 2012

    Depois de apagar clássicos da comédia e da música, BBC luta para recuperá-los



    A história é velha, mas continua interessante: a BBC não costumava gravar os programas que transmitia ao vivo e, eventualmente, apagava as fitas de atrações que hoje são consideradas clássicas. Foi assim até mais ou menos os anos 80. Esse é o tema desse documentário acima, Missing Belived Wiped, que também é o nome de uma iniciativa do British Film Institute dedicada a tentar recuperar esses tesouros perdidos. A BBC tem uma versão própria da campanha, a Treasure Hunt.

    Muito do material só foi recuperado devido ao empenho de colecionadores e de telespectadores que gravavam as transmissões em casa, ilegalmente. Até as primeiras temporadas do Flying Circus, do Monty Python, um dos programas mais influentes da comédia mundial, quase foram apagadas.

    Muita coisa continua perdida. Inúmeros episódios de Doctor Who, por exemplo. E algum material ressurge eventualmente, como a performance de David Bowie no Top of the Pops, em 1973, cantando "Jean Genie":



    Nesse caso, o câmera do programa tinha guardado uma cópia - e essa foi a salvação desse pequeno pedaço da história do rock. "See Emily Play", com o Pink Floyd tocando no mesmo programa, em 1967, também ressurgiu recentemente:



    Claro que, apesar dessas iniciativas das grandes empresas, são os fãs que têm mais chances de encontrar o material perdido. E organizações como a Missing Episodes se dedicam a isso, o resgate de parte da memória cultural de um país.

    Por aqui, a história é um pouco diferente. Muito dos momentos marcantes da TV brasileira foi perdido em incêndios famosos, mas também há casos de fitas apagadas para serem usadas novamente. O show do Nirvana no Rio, em 1993, é um ótiumo exemplo disso - e só sobreviveu porque os fãs gravaram a transmissão ao vivo da Globo. Entre as séries perdidas, praticamente tudo de Família Trapo (só o episódio com Pelé ainda existe).

    Ouça um show raro de Jack White e Brendan Benson (de 1999!)



    Antes do Raconteurs, Jack White e Brendan Benson tiveram uma banda - Jack White & the Bricks - que durou o tempo incrível de uma noite. Mas parece que a intenção era essa mesmo, a de tocar com os amigos. Na bateria estava Ben Blackwell, que trabalha com White até hoje na Third Man Records, e, no baixo, Kevin Peyok (do Waxwings, banda que também tinha Dean Fertita, do Dead Weather).

    Parece ter sido uma noite divertida no Gold Dollar, em Detroit - e alguém teve o bom senso de gravar tudo. Foi em 16 de setembro de 1999 (ou seja, há praticamente 13 anos).

    No repertório estão várias faixas até então inéditas do White Stripes (destaque para o vocal de Benson em "You've Got Her In Your Pocket" e "Now Mary") e uma versão para "Ooh! My Soul", de Little Richard.

    quarta-feira, 5 de setembro de 2012

    Um dos projetos de filme sobre Jeff Buckley ganha trailer (veja!)



    Saiu uma versão não-oficial de Greetings From Tim Buckley, um dos filmes sobre a vida de Jeff Buckley. Neste, com o ator Penn Badgley (Gossip Girl) no papel de Jeff, a história acerta o focar em um período específico: o show tributo a Tim Buckley, que lançou efetivamente a carreira do filho, Jeff. Mas todo o resto do longa parece só uma comédia romântica destinada à tragédia.

    Greetings From Tim Buckley será exibido no Festival Internacional de Cinema de Toronto, no Canadá, neste mês. Ainda existem mais dois filmes sobre Jeff Buckley em produção. Este link tem mais detalhes sobre eles, incluindo Mystery White Boy, o filme que conta com o apoio da família de Jeff (com Reeve Carney, o Homem Aranha da Broadway, no papel principal).

    segunda-feira, 3 de setembro de 2012

    Ouça Here to Drown, a nova mixtape do With Lasers!

    Sem muito o que dizer, uma nova mixtape: Here to Drown. Dá para baixar aqui. A lista das músicas segue abaixo. “Sleeping Pills (Strings)”, Suede / “Part One: The End”, Dylan LeBlanc / “Why Hurt the One Who Loves You”, Roy Orbison / “Lonely World”, The Vaccines / “Maybe After He’s Gone”, The Zombies / “Joke or a Lie”, Sharon Van Etten / “Velvet Morning”, The Verve / “My Darling”, Wilco / “Pretend Love”, The Avett Brothers / “She Don’t Mind”, Cory Chisel & the Wandering Sons / “The Biggest Lie”, Elliott Smith / “Our Song”, The xx

    terça-feira, 21 de agosto de 2012

    Tulipa: "O disco é só uma fotografia de uma música"



    Conversei com a Tulipa Ruiz sobre Tudo Tanto, o segundo disco dela, para a edição mais recente da Rolling Stone (Rolling Stones na capa). O vídeo acima é de um trecho não publicado da entrevista, no qual a cantora fala sobre o novo show (que estreia no fim deste mês, em Salvador) e a parceria com Lulu Santos em "Dois Cafés".

    terça-feira, 7 de agosto de 2012

    Caetano aos 70



    Como jornalista, Caetano Veloso é um dos meus artistas preferidos. Digo "como jornalista" por um motivo simples: escrever sobre Caetano é sempre uma aventura. Você nunca sabe como a história vai acabar. Entrevistas, então, talvez estejam entre o que ele faz de melhor. Pouca gente fala coisas tão interessantes quanto o baiano - e tenho certeza que é daí que veio a fama de "ele tem opinião sobre tudo". Tem mesmo. E é isso que o faz especial, ainda mais em um mundo artístico tão inofensivo quanto este de 2012.

    Perdi as contas de quantas vezes falei com o Caetano. Acho - mas não tenho certeza - que a primeira foi quando fiz a capa acima, na finada Bizz. (uma pequena fuga do assunto: na época me espantou muito ver que colegas de profissão diziam que a capa era "do Devendra". Haja má vontade!) Começou no Rio quando, depois de meses de negociação, coloquei o Devendra para conversar com o Caetano - o que seria exclusivo da revista, até a organização de um extinto evento convocar um jornal para a entrevista sem nos pedir autorização. Devendra estava nervoso, mas foi uma conversa ótima. Pareciam duas pessoas que, mais do que tudo, queriam ser amigas.

    Devendra – Sempre tocamos “Lost in the Paradise” e emendamos com um trecho de “Nine out of Ten”, e às vezes uns pedaços de “Tropicália”.
    Devendra – Estávamos em Londres uns tempos atrás e passamos na frente do Electric Cinema. Pensamos: “Deve ser sobre isso que ele canta em ‘Nine out of Ten’!”
    Caetano – Eu costumava ir a esse cinema quase que diariamente, eu morava ali perto, em Notting Hill Gate.
    Devendra – [Fazendo cara de desconforto extremo] Sou alérgico a ... Nada, deixa para lá.
    Caetano – Alérgico a quê?!?
    Devendra – À cadeira de couro que eu estava sentado antes. Também sou alérgico a gatos.
    Caetano – Achei que você ia dizer que era alérgico a Londres! [risos]
    Devendra – Sou alérgico a duas coisas: vaca e Londres! Se eu passear por Londres montado em uma vaca, não vai ser bom.
    Caetano – Uma vaca-louca inglesa!


    Depois disso fui a Brasília assistir ao último ensaio antes da turnê do , mais o show de estreia. Foi divertido ver a Banda Cê debater sobre uma linha de baixo que não conseguia reconhecer. Ricardo Dias Gomes tocava e os outros palpitavam: "é Led Zeppelin"; "é Bob Dylan". Até que Caetano, sem olhar para os lados, matou a charada. "É 'Maria Bethânia'." Pouco depois disso, ele se sentou para conversar comigo mais uma vez, sobre o .

    As letras do último disco supostamente foram inspiradas pela sua separação. Você mesmo já disse que elas causaram muita dor, são letras intensas. É mais difícil ser solteiro?
    Talvez seja. Pelas estatísticas, dizem que as pessoas casadas são mais felizes, em média. Mas eu não diria que as dificuldades que aparecem aí sejam da vida de solteiro. Muitas coisas aparecem na inspiração das canções que são da vida de solteiro. As dificuldades, sobretudo as que aparecem, que eu superei, são da separação, e não da vida de solteiro. Nem todas as canções são documentais, embora todas tenham ecos desse clima emocional. Algumas são diretamente documentais, como “Não me Arrependo” ou “Waly Salomão”. Essas são diretamente documentais, as outras não.


    Quando fui para a Rolling Stone, uma das minhas primeiras missões foi entrevistar o Caetano sobre o zii e zie. Digo sem hesitar que é uma das minhas entrevistas preferidas. Dá para ler a íntegra aqui.

    Também há algo de autopiedade nas músicas. Como em "Falso Leblon": "Me sinto muito sozinho". Esses são momentos que aparecem nessas canções, é verdade.
    Parece uma montanha-russa de sentimentos: tem a virilidade do sexo e em outros momentos você se sente sozinho. Vou dizer: você é jovem, mas deve conhecer consideravelmente da vida pra ver que isso é assim mesmo [risos]. E nesses momentos é assim mesmo.
    A solidão tem ar de fraqueza, algo que talvez não seja esperado de alguém famoso como você, não é? A tradição da canção brasileira é de lamentação permanente. Isso só mudou nos anos 70. O Vinícius de Morais deu uma indicação de que se podia fazer canções de amores afirmados e de conseguimentos, e não apenas de lamentações, embora tenha sido um grande mestre de canções de lamento também. Mas o hábito de se escrever canções de amores afirmados, de vitórias, só começou a crescer a partir dos anos 70. Antes disso, a canção brasileira era de lamento, como voltou a ser com Los Hermanos - que, de uma maneira muito tocante, bonita, parece uma referência remotamente irônica a esse "lamentismo". Os autores nunca tiveram vergonha de, por mais famosos que fossem, lamentaram-se. Não é nada demais o fato de eu ser famoso e ter canções que são lamentos. É tradição.
    Você acha que as pessoas têm medo de você? [Fica em silêncio] Isso é uma coisa que eu nunca imaginaria e não gostaria de saber. Mas é um tópico a respeito do qual, nos últimos anos, tive de - através das observações de outros - considerar. Talvez algumas pessoas em algumas situações, sim.
    O que você acha que pode gerar esse medo que as pessoas têm de você? Eu não sei. Fiquei muito calado quando você me perguntou porque não sei se, de fato, as pessoas têm medo. Eu tive que reconhecer que esse assunto deve ser pensado por mim. Porque as pessoas que trabalham comigo não parecem ter medo. Os músicos com quem eu convivi, tocando em diversas bandas, nunca demonstraram medo, nem pareceram ter medo. Eu não inspiro medo nas pessoas que trabalham comigo. Os meus filhos não têm medo de mim, não demonstram ter. Não percebo assim, então não poderia ver. Sou aquele tipo de cara que é o filho afável, irmão afável, que não briga, que é doce. Não imagino alguém tendo medo de mim. Porém, pode haver outros tipos de medo também. Esses casos que você citou, o Lobão e mesmo o Tom Zé, acho que há um componente de medo, sim, e são até pessoas que, de uma maneira ou de outra, dialogam razoavelmente bem com esse medo e o expressam e fazem dele alguma coisa e eles representam talvez a ponta de um iceberg de um tipo de medo de mim que pode haver em diversas outras pessoas que não agem fazendo e terminam fazendo coisa pior que isso.
    Você tem medo de alguém? Tenho medo de muita gente, mas de ninguém em especial. Muitas vezes fico com um pouco de medo de pessoas que estão perto. Mas não é muito, é algum medo. Porque você não sabe se pode desencadear reações de desespero e de... [hesita] Não sei. Mas isso sou eu sentindo medo.


    Não me lembro se falei com o Caetano depois disso, antes de reencontrá-lo em Salvador, quando fizemos as fotos para a matéria de capa dele com a Gal Costa - uma imagem que, depois, ele criticou no programa do Jô por um suposto uso de Photoshop no rosto dele (não havia). Talvez isso tenha ofuscado o texto, escrito pelo Ronaldo Evangelista, que pontuava a carreira de Gal e Caetano juntos. Vale a pena ler ou reler.

    Enfim, eu poderia passar mais 70 anos escrevendo sobre essas experiências jornalísticas com o Caetano Veloso. Espero que ainda venham muitas pela frente (ele está em estúdio, gravando um disco novo). Mas mais do que isso, que ainda venham muitas músicas novas do Caetano. Porque como ouvinte, ele é um dos meus artistas preferidos.

    quarta-feira, 1 de agosto de 2012

    Willy Moon: o novo protegido de Jack White



    Jack White sabe encontrar (e resgatar) talentos. O mais recente exemplo disso é o neozelandês Willy Moon, que faz uma mistura incrivelmente coesa de pop dos anos 50 com soul e produção de hip-hop. A Third Man Records, de White, lança o compacto "Railroad Track" / "Bang Bang" no dia 20 deste mês (e é a primeira vez que um compacto do selo não é produzido por Jack White, já que Moon produz o próprio material sozinho).

    Pesquisando no YouTube não é difícil de imaginar como o ex-White Stripes chegou a Willy Moon. O rapaz gravou uma versão para "Shakin'", que o próprio White também regravou em Blunderbuss.



    Tulipa joga o disco novo inteiro na internet!


    Para quem estava curioso, o disco Tudo Tanto - o segundo de Tulipa Ruiz - já está na internet. De graça e oficialmente! É só baixar no novíssimo site dela. E as músicas também estão todas no YouTube.

    Abaixo, umas das minhas preferidas, "Bom".



    domingo, 29 de julho de 2012

    Ouça Fumano Crack, um minimix do Bonde do Rolê

    Antes do lançamento de Tropical/Bacanal, o Bonde do Rolê liberou um minimix temático. O tema? Crack. Só o primeiro minuto de Fumano Crack já vale!

    sexta-feira, 20 de julho de 2012

    sexta-feira, 13 de julho de 2012

    Escute It Happens Every Time, a nova mixtape do With Lasers!

    Nesta sexta-feira 13, o With Lasers! prova que está vivo. Ou pelo menos "morto-vivo". Aqui está mais uma mixtape, esta se alternando entre músicas recentes e antigas, mas com um tema bastante óbvio ligando todas elas. Junto com a mix anterior, aqui abaixo, é das minhas preferidas. Ouço ambas direto.




    Músicas e letras aqui.

    terça-feira, 12 de junho de 2012

    Ouça a nova mixtape do With Lasers!: It's Summer Somewhere (atualizada)

    É difícil explicar o que motiva alguém a fazer uma mixtape, então recorro às palavras do Rob Sheffield, autor de Love is a Mixtape: "Existem vários de mixtapes, sempre há um motivo para se fazer uma. (...) Os tempos que você viveu, as pessoas com quem você dividiu aquele tempo - nada traz tudo à tona como uma velha mixtape. Ela armazena memórias melhor do que o cérebro. Toda mixtape conta uma história. Coloque-as juntas e elas podem formar a história de uma vida." 

    Dito isso, esta se chama It's Summer Somewhere e é assim:



    A lista de músicas:

    (Jeff Buckley "I feel really dark" intro)

    *"Give Me Another Chance", Big Star

    *"Winter's Going", Karen Elson

    *"Dawned on Me", Wilco

    *"Why Did We Have to Part", Marianne Faithfull

    *"I Should Have Known It", Tom Petty & the Heartbreakers

    *"Open Up the Door", Richard Hawley

    *"Love Hard", WZRD

    *"See and Don't See", The Afghan Whigs

    *"Think It Over", Lou Reed

    *"Worry Walks Beside Me", Michael Kiwanuka

    *"Two-Headed Boy", Neutral Milk Hotel

    *"Pretty Baby", Brendan Benson

    *"Hallelujah" (Take 2), Jeff Buckley



    (studio talk)

    *"I Am the Ressurection", Stone Roses

    Você vai notar um trecho meio sem sentido entre as duas últimas músicas. Ele tem um motivo: é a versão integral do que está no fim de "Hallelujah" no bootleg Born Again From the Rythm - The Grace Outtakes. Como coloquei uma versão editada no começo, deixei o original no fim.

    Ouça outras mixtapes do With Lasers! aqui.

    Feliz Dia dos Namorados

    Uma tradição anual: postar esse episódio para comemorar o dia dos namorados:



    [O resto está aqui]




    Esse desenho - Be My Valentine, Charlie Brown - ganhou uma edição especial em DVD (só nos EUA, por enquanto). O disco tem duas animações bônus (sobre o mesmo tema, amor) e entrevistas. E também tem esse:

    quinta-feira, 17 de maio de 2012

    Filme de "caixa assombrada" ganha (bom) trailer



    Escrevi aqui, em janeiro do ano passado, sobre a história que Sam Raimi (como produtor) estava adaptando para o cinema: a de um demônio da mitologia judaica que era libertado de uma caixa. Pois o longa se chama The Possession e ganhou o trailer acima. Parece ser um O Exorcista judeu. A estreia está marcada para 31 de agosto, nos EUA. Curiosidade: o rapper Matisyahu está no elenco (mas pode ficar tranquilo: aparentemente ele não canta).

    terça-feira, 8 de maio de 2012

    Maurice Sendak (1928 - 2012)

    Morreu o Maurice Sendak, autor de Where the Wild Things Are - um clássico da literatura infantil. Ele foi vítima de complicações de um derrame, aos 83 anos.

    Abaixo, os testes que John Lasseter (Toy Story) fez para uma possível animação da Disney, em 1983. Anos depois, o livro viraria filme dirigido por Spike Jonze.

    sexta-feira, 27 de abril de 2012

    Ouça a nova mixtape do With Lasers!: Just Like You





    Just Like You, a primeira mixtape deste blog em 2012. Mais explicações sobre ela logo mais. Lista de músicas nos comentários.

    sexta-feira, 20 de abril de 2012

    Jack White explica os motivos para não usar computadores na gravação de música



    Fui a Nashville, no mês passado, ver a estreia ao vivo de Jack White e entrevistá-lo para discutir Blunderbuss, primeiro álbum solo dele.

    A matéria completa está na edição 67 da Rolling Stone Brasil (Romário na capa), mas dá para ler um trecho aqui.

    No vídeo acima, mostro alguns discos da Third Man Records. E também há um trecho inédito da entrevista com White.

    quinta-feira, 19 de abril de 2012

    Levon Helm (1940 - 2012)



    Se foi mais um dos grandes: Levon Helm, 71, perdeu a batalha contra o câncer. Foi se juntar a Rick Danko e Richard Manuel, outros gigantes da The Band.

    No ano passado, quando me encontrei com Ringo Starr, disse a ele o quão impressionante era a formação da primeira All-Starr Band dele. Comecei a citar os integrantes: Dr John, Billy Preston, Rick Danko. A esposa de Ringo, a atriz Barbara Bach, que até aquele momento estava quietinha em um canto, gritou: "Levon!". E o Ringo rebateu: "Meu Deus, o Levon...". Realmente um cara marcante.

    Acima, um grande momento dele registrado por Martin Scorsese em The Last Waltz. Abaixo, a participação dele na linda "Opus 40", do Mercury Rev.

    Sound of My Voice junta culto religioso a ficção científica



    Assista ao vídeo acima sem ter muita informação sobre o filme The Sound of My Voice. E depois leia sobre ele aqui.

    terça-feira, 17 de abril de 2012

    "É cansativo, mas vale a pena", diz o Vaccines sobre rotina maluca de shows



    No ano passado, quando o Vaccines estava prestes a lançar o disco What Did You Expect From the Vaccines?, entrevistei o vocalista Justin Young para a Rolling Stone. Esse texto está aqui, com um complemento interessante aqui.

    E agora, com a banda no Brasil para shows, falei com o guitarrista Freddie Cowan e com o baterista Pete Robertson sobre o futuro, segundo disco e coisas assim. Está no vídeo acima e, mais tarde, em uma edição futura da Rolling Stone Brasil.

    sábado, 31 de março de 2012

    Gravadora de Jack White vai lançar disco com líquido dentro



    Com mais um Record Store Day chegando, a seleção de lançamentos da Third Man Records parecia simples demais. Depois de "disco dentro de disco" e um álbum de 3 RPM... Estaria o gás acabando?

    Não: o gravadora de Jack White anunciou hoje que lançará uma versão do single "Sixteen Saltines", de White, em um vinil com líquido dentro. E um single de Karen Elson que tem a capa desenhada a laser. E outras coisinhas mais (veja no vídeo acima!).

    segunda-feira, 26 de março de 2012

    Marilyn Manson agora não descola da Lana Del Rey



    Tem um post aqui no With Lasers! que, apesar de ser velho, sempre ganha novos comentários. É este aqui, sobre como o Marilyn Manson estava na aba da Lady Gaga. Fui muito xingado pelos fãs (e ainda sou!).

    Eis que vem o próprio Manson e confirma aquela coisa que eu estava dizendo na época: agora, para dar um gás na imagem, ele tem andado com a Lana Del Rey. Seria interessante... Se não fosse simplesmente patético.

    Quanto tempo até aparecer: 1 - uma música dela remixada por ele? 2 - uma participação dela no disco dele?

    John Cleese explica o que é (e de onde vem) a criatividade



    Além de engraçado, o John Cleese (do Monty Python) ainda é um ótimo palestrante. No vídeo acima, do começo dos anos 90, ele fala sobre criatividade - misturando ideias abstratas, que ele observou ao longo dos anos, a pesquisas científicas. E é tudo hilário.

    Paul McCartney voltará ao Brasil com repertório levemente alterado



    Se Paul McCartney passou por aqui em 2010 e 2011, pelo menos houve alteração nas músicas que ele toca na turnê. Na verdade até o nome dela mudou: antes Up and Coming, agora virou On the Run.

    E entraram no repertório: "The Word" (Rubber Soul, 1965) (com trecho de "All You Need in Love"), "Ram On" (Ram, 1971, tocada em Porto Alegre, mas não no Rio e em São Paulo), "I Will" (The Beatles, 1968), "Maybe I'm Amazed" (McCartney, 1979), "Junior's Farm" (single, 1974), "The Night Before" (Help!, 1965), "My Valentine" (Kisses on the Bottom, 2012) e o medley "Golden Slumbers"/"Carry That Weight"/"The End" (Abbey Road, 1969). "Come and Get It" (originalmente lançada pelo Badfinger, em 1969) havia entrado, mas parece ter sido deixada de fora novamente. E se a galera pedir muito, rola até "Yellow Submarine" (é raro, mas já vi acontecer).

    Nem todas são executadas na mesma noite, mas teremos uma noção melhor da "estabilidade" do setlist nos próximos dias, quando McCartney toca na Suíça, Bélgica e Inglaterra, antes de vir para a América do Sul.

    Empolgou? Entradas para Recife e Florianópolis podem ser compradas aqui.

    sexta-feira, 16 de março de 2012

    Quando Bo Diddley pirou o cabeção nos anos 70



    The Black Gladiator, do Bo Diddley, ganhou reedição. Esse disco, de 1970, foi feito em um momento especial pelo qual outros veteranos também passaram: no fim dos anos 60, começo dos 70, guitarristas como Diddley viram o surgimento da psicodelia musical, de Hendrix e Clapton - e isso não passou batido pela música deles.



    Outros exemplos: Electric Mud (1968), de Muddy Waters; The Howlin’ Wolf Album (1968), de Howlin' Wolf. Puristas do blues (e do rhythm and blues, no caso de Diddley) podem torcer o nariz para essas músicas mais viajantes, mas é uma visão interessante de artistas da velha guarda tentando se atualizar.



    terça-feira, 13 de março de 2012

    O Qualquer Coisa voltou! (Mas não voltou)



    O Qualquer Coisa voltou! Só para um podcast especial, é verdade, mas voltou. Como o fim do programa na Oi FM foi meio brusco, tivemos vontade de gravar esse "avulso". Por enquanto não voltaremos com periodicidade, mas enxergamos outros especiais no futuro.

    Nosso sócio Max de Castro estava ocupado no dia gravação, então eu e o José Flávio Júnior convocamos o integrante clássico Ronaldo Evangelista. Falamos de bastante coisa - tanta que o Qualquer Coisa acabou tendo 2 horas, o dobro da duração original.

    Que venham os próximos!

    segunda-feira, 5 de março de 2012

    Jack White se apresenta com duas bandas distintas no SNL

    Jack White fez a estreia solo dele no Saturday Night Live, sábado passado, tocando duas músicas de Blunderbuss (que sai, inclusive por aqui, em abril).

    Mas teve um detalhe. Observe a banda de "Love Interruption":



    É a mesma formação do clipe, só com estas mulheres aqui.

    Agora os acompanhantes dele em "Sixteen Saltines":



    É uma banda completamente diferente!

    quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

    Davy Jones (1945 - 2012)



    Foi-se Davy Jones, do Monkees, aos 66.

    A esperteza de Paul McCartney em Kisses on the Bottom



    Musicalmente, o álbum de standards Kisses on the Bottom, de Paul McCartney, tem um detalhe que o coloca a milhares de quilômetros de distância de trabalhos semelhantes, como os feitos por Rod Stewart e Robbie Williams: o ex-beatle se fugiu ao máximo do estilo big band.

    Na seleção de Macca as faixas são mais intimistas e, talvez por isso, o disco até soe triste demais. Por outro lado, esse clima justifica a fragilidade da voz do músico em diversos momentos. É a arte de tornar forte um ponto fraco.


    Tudo isso é relacionado ao lado musical e artístico do álbum. Mas a esperteza de Paul McCartney extrapola para o mundo das finanças também (não é à toa que ele é um dos músicos mais ricos do planeta): segundo este colecionador/blogueiro apurou, Sir Paul é dono dos direitos de metade das canções de Kisses on the Bottom, por meio da empresa dele, a MPL.

    Além das novas “My Valentine” e “Only Our Hearts”, que ele mesmo escreveu para esse projeto, McCartney é dono de “I’m Gonna Sit Right Down And Write Myself A Letter” (Joe Young, Fred E. Ahlert), “More I Cannot Wish You” (Frank Loesser), “We Three (My Echo, My Shadow And Me)” (Dick Robertson, Sammy Mysels, Nelson Cogane), “Ac-Cent-Tchu-Ate The Positive” (Harold Arlen, Johnny Mercer) e “The Inch Worm (Frank Loesser).

    (uma observação breve: além de administrar as músicas de Buddy Holly, a MPL cuida do catálogo inteiro de Frank Loesser, incluindo as músicas de Guys and Dolls!)

    Então ao regravar essas faixas, Paul McCartney também as joga de volta ao mercado, “reaquecendo-as” e impedindo que elas fiquem esquecidas. Quanto mais gente gravá-las, mais o lucro cresce.

    Claro: certamente a inspiração para Kisses on the Bottom não é meramente comercial. McCartney fala desse projeto há algumas décadas, ele parecia ser uma daquelas idéias que ficam sendo adiadas até o momento certo. E agora, em uma junção harmônica de arte e finanças, essa hora chegou.

    terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

    Lucas Santtana explica o poder das músicas de amor



    Direto ao ponto: Lucas Santtana fala sobre a motivação por trás das canções de amor, a coluna vertebral do novo álbum dele, O Deus que Devasta Mas Também Cura.

    segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

    Quando o diretor Kevin Smith entrou no mundo delirante de Prince



    Este vídeo é do começo dos anos 2000, mas mostra algo raro e interessante: a visita do diretor Kevin Smith ao universo estranho de Prince. Ele faz parte do DVD An Evening with Kevin Smith (que, aliás, é muito foda).

    O Prince, faz bastante tempo, vive em um mundo só dele. E Smith teve um gostinho (amargo) disso quando foi chamado para dirigir um documentário na casa/estúdio do músico, Paisley Park, em Minnesota. O lugar é tipo um Rancho Neverland, só menos infantil (o que faz sentido, porque Prince é tipo um Michael Jackson adulto em termos de comportamento).

    Lá, Kevin Smith descobriu que é impossível questionar Prince. E que a religião é uma parte muito maior da vida do cantor do que se imagina.

    Vale a pena encarar os 30 minutos do vídeo. O cancelamento do show do Prince no Rio, no ano passado, vai parecer a coisa mais normal do mundo.

    Anos depois, em uma palestra registrada no DVD An Evening with Kevin Smith 2: Evening Harder, perguntaram ao diretor se o Prince havia reagido à história de alguma forma. Ele disse que sim, e deu mais detalhes.

    sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

    Billy Strange (1930 - 2012)



    Billy Strange morreu aos 81 anos. O guitarrista gravou com Elvis Presley (ele também ajudou a escrever o hit "A Little Less Conversation", que décadas depois fez sucesso em um remix do JXL), tocou guitarra no Pet Sounds e deixou sua marca em "Bang Bang (My Baby Shot Me Down)", de Nancy Sinatra.



    Strange também era integrante do grupo de "músicos de aluguel" conhecido como The Wrecking Crew, que gravou clássicos de Phil Spector, do já mencionado Beach Boys, The Carpenters e de vários outros.

    sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

    Chris Cornell canta "I Will Always Love You" em evento de Obama (veja!)



    Confesso que por essa eu não esperava: Chris Cornell cantou "I Will Always Love You", de Dolly Parton (e sucesso com Whitney Houston), em show para arrecadar fundos para a campanha de Barack Obama. Foi ontem, em São Francisco.

    terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

    Novo [rec] ganha trailer de Valentine's Day



    Nada melhor do que o Valentine's Day para liberar um trailer de filme de terror, não é? E aqui está o de [rec] 3 - Genesis, do espanhol Paco Plaza. Outro filme da série, [REC]4 Apocalipsis, está sendo preparado por Jaume Balagueró para 2013. (a dupla fez, junta, os dois primeiros longas)

    Genesis se passa antes do primeiro filme, em um local diferente, com o vírus que transforma as pessoas em zumbis se espalhando durante uma festa de casamento. A estreia está marcada para 30 de março.

    Jack White se cerca de mulheres para o Valentine's Day (mas sofre)



    É meio óbvio que a música "Love Interruption", primeiro single de Blunderbuss, solo de Jack White, é sobre a separação do músico e Karen Elson.

    Ela mesma respondeu a uma indireta sobre isso no Twitter. E aí chega hoje, Valentine's Day, e ele lança o clipe da música - com a formação só de mulheres que toca na faixa.

    São elas: Brooke Waggoner (cantora e compositora de Nova Orleans, que agora mora em Nashville, como White) no Wurlitzer; Emily Bowland (da Nashville Chamber Orchestra) tocando clarinete; e a brilhante cantora de soul/R&B Ruby Amanfu.

    Na canção do lado B, "Machine Gun Silhoutte", mais mulheres: Bryn Davies (que frenquentemente acompanha músicos de bluegrass e americana) no baixo; Olivia Jean (do Black Belles, grupo apadrinhado por White) na bateria; Brooke Waggoner, agora no piano; e mais os marmanjos Ryan Koenig (presença frequente nos lançamentos da Third Man Records) fazendo backing vocal e o veterano do bluegrass Fats Kaplin tocando fiddle.

    Blunderbuss sai no fim de abril.

    quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

    Bonde do Rolê libera raridades no Facebook



    Em preparação para o lançamento do novo disco, Tropical/Bacanal, o Bonde do Rolê começou a liberar material antigo e raro na página oficial do grupo no Facebook.

    No primeiro volume veio Baterias do Poder, o disco caseiro lançado em 2005 (e depois editado, em versão menor, como o EP Melô do Tabaco, no ano seguinte).

    Mais para frente devem ser colocados para download gratuito remixes, demos, faixas nunca lançadas e fotos antigas.

    quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

    Corrigindo cancelamento do Terra, The Vaccines vem ao Brasil em abril



    Pronto, chega de xingar o Vaccines: depois de cancelar a apresentação que faria no Planeta Terra do ano passado, a banda britânica cumpriu a promessa de passar por aqui ainda na turnê de What Did You Expect From the Vaccines?.

    Serão dois shows: em São Paulo (no Cine Joia, 18 de abril) e no Rio (Circo Voador, 19 de abril).

    Tem um detalhe arriscado: essas datas são entre os dois finais de semana do Coachella, na Califórnia. Vai ser corrido.

    Eu entrevistei o vocalista Justin Young no ano passado, dá para ler aqui. Coincidentemente, o texto foi publicado em... 18 de abril.

    terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

    Uma tese sobre o dedo da M.I.A. no show da Madonna



    A apresentação da Madonna no intervalo do Superbowl acabou deixando uma dúvida: por que a M.I.A., convidada especial ao lado de Nicki Minaj, mandou o dedo do meio para as câmeras no meio de "Give Me All Your Luvin'"?

    Talvez seja por isso: em 13 de setembro de 2007, dois dias depois do aniversário de seis anos dos atentados terroristas de 2001, M.I.A. foi cantar "Paper Planes" no Late Show, do David Letterman. Para surpresa da cantora, quando o DJ deveria soltar a batida baseada em som de tiros, entrou um outro beat. Dá para ver que ela até se desconcentra.



    A CBS havia pedido a alteração da música.

    Na noite do domingo, no Super Bowl, algo parecido ocorreu. Preste atenção no clipe de "Give Me All Your Luvin'": a participação da M.I.A. termina com um som de tiro.



    Agora veja o vídeo do Super Bowl: o tiro some e entra o dedo, no mesmo ponto.



    Será que o dedo entrou pra protestar contra essa censura?

    segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

    Feliz aniversário, Axl!

    Axl Rose chega hoje aos 50 anos.

  • Rock in Rio II (1991)


  • Rock in Rio III (2001)


  • Rock in Rio IV (2011)


    Parabéns!
  • sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

    Veja a estreia de Gotye na TV norte-americana (com a Kimbra)



    O Gotye estreou na TV dos EUA, no programa do Jimmy Kimmel, ao lado da Kimbra. Eu queria saber se essa plateia gritando ao fim de cada frase cantada em "Somebody That You Used to Know" foi algo natural ou se tinha um Roque lá, mandando fazer isso.

    quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

    Ouça a versão do Big Pink para "Somebody That I Used to Know", a música do Gotye



    Agora que "Somebody That I Used to Know", do Gotye, parece estar pegando mesmo (carreira lenta a dessa música, né?), o Big Pink fez uma versão da faixa, na BBC.

    E você sabe que o Gotye ama o Brasil? Tem alguns samples de músicas brasileiras no álbum dele, o Making Mirrors: de Bonfá a coisas mais bizarras. E, dizem, já amou carnalmente o Brasil também. Mas essa é história pro Ego.

    A Kimbra, que canta com o Gotye em "Somebody That I Used to Know", vai fazer a abertura dos shows dele nos Estados Unidos. O produtor Miami Nights 1984 fez um remix inspirado em John Hughes (?) para "Somebody That I Used to Know". Dá para ouvir aqui.

    segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

    Título absurdo do dia: Muppets respondem à acusação da Fox News



    Nunca achei que fosse viver em um mundo onde:

    1 - Uma rede de TV de notícias acusa os Muppets de passarem uma postura liberal e contra as empresas petrolíferas;

    2 - Os Muppets - em uma entrevista coletiva - respondem. E a Miss Piggy ainda faz uma piada, tirando barato da Fox News.


    Ah, essa esquerda liberal de Hollywood! Safadinha!

    [Detalhe: foi a Fox Business, não a Fox News. Mas o vídeo está aqui, abaixo]

    M.I.A. aproveita hype da Madonna e lança "Bad Girls" (ouça)


    A nova da M.I.A. (ouça aqui), "Bad Girls", que ela lançou agora, na cola da publicidade que a Madonna está dando pra ela, é meio oldschool, não? Parece aquela M.I.A. de antes (mas tenho certeza que o Diplo discordaria). A produção é do Danja, braço direito do Timbaland (lembra?), que já trabalhou com Britney Spears, Madonna, Pink e com a própria M.I.A.

    Uma versão de "Bad Girls" havia saído na mixtape Vicki Leekx, de 2010. É bem parecida, se não for idêntica (só mais curta):

    quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

    Mundos se chocam: Bruno Mars toca Michel Teló no Rio



    Pensando bem, acho que era meio inevitável: Bruno Mars tocando "Ai, Se Eu Te Pego" no show do Rio de Janeiro. Notem que o MC dele sabe até a dança!

    Por falar em Mars, leia minha resenha do show paulistano dele aqui. Já defendi bastante a música dele - e a apresentação não decepcionou.

    terça-feira, 24 de janeiro de 2012

    Paradise Lost 3 mostra o fim do drama do West Memphis Three (e foi indicado ao Oscar)



    Por coincidência, assisti ontem ao documentário Paradise Lost 3: Purgatory, que hoje foi indicado ao Oscar. É o terceiro volume de uma série que revolucionou o estilo por um único motivo: ele não só retratou um caso de assassinato de três crianças nos EUA, mas também mudou o rumo das investigações do caso.

    Em 1993, três garotos de 8 anos foram mortos em West Memphis, no Arkansas. A busca pelos culpados começou e logo uma recompensa por informações foi oferecida. Jesse Misskelley Jr, um jovem com problemas mentais, viu a oportunidade de ganhar o dinheiro e - mesmo sem ter relação alguma com o crime - foi à delegacia. Depois de horas de interrogatório, acabou acusado - junto com Damien Echols e Jason Baldwin.



    A história é cheia de complicações e reviravoltas, mas resumidamente: Misskelley foi induzido a confessar (e a acusar Echols e Baldwin, que escutavam heavy metal e usavam roupas pretas - então claramente deviam ser satanistas). A injustiça e as palhaçadas do processo foram retratadas em Paradise Lost: The Child Murders at Robin Hood Hills (1996), produzido pela HBO e dirigido por Joe Berlinger e Bruce Sinofsky.

    O filme foi tão impactante - e a condenação de Echols à pena de morte tão pesada - que gerou uma campanha gigante pela libertação do trio, conhecido como West Memphis Three. O Metallica cedeu músicas para a trilha, e gente como Johnny Depp e Eddie Vedder entrou para a campanha. Isso tudo é retratado em Paradise Lost 2: Revelations (2000).



    Ainda assim, complicações legais deixaram os três na cadeia até o ano passado quando, em uma manobra legal conhecida como "Alford plea", os rapazes se declararam culpados sem abrir mão da inocência e puderam sair da cadeia. E essa parte está em Paradise Lost 3: Purgatory.

    A dupla de diretores acabou se aproximando do Metallica e dirigiu o marcante Some Kind of Monster (2004), que mostra a fragilidade e as crises da maior banda de metal de todos os tempos. Depois da libertação, em agosto de 2011, os West Memphis Three retomaram suas vidas: Misskelley estuda para ser mecânico; Baldwin quer estudar direito; e Echols se mudou para Nova York, onde pretende se tornar um escritor.

    sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

    Etta James (1938-2012)



    Lá se foi Etta James, cinco dias antes de completar 74 anos. Etta conseguia pegar qualquer música e transformar em algo incrivelmente particular.

    Opa, opa: "um mashup de blogs?" ou "With Lasers vai ao Vintedoze"

    Vintedoze: Manipuladores da vida real from Alexandre Matias on Vimeo.



    Olha só: participei da segunda edição em vídeo do Vintedoze, o ex-podcast do Alexandre Matias e do Ronaldo Evangelista. Foi tanto assunto que eu nem me lembro direito: irmãos Coen, Black Mirror, country, bluegrass, cinema asiático, Kubrick. Vai longe (mas sempre volta). [uma explicação sobre o meu blazer: o programa é gravado num restaurante que tem código de vestimenta. mentira, mas verdade...]

    quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

    Colaboração de Skrillex com The Doors ganha clipe (veja)



    "Breakin' A Sweat", parceria de Skrillex e The Doors, ganhou o clipe acima. É fácil entender os motivos do DJ para querer fazer essa música. Difícil é entender essa fixação do Doors em destruir o legado do grupo.

    quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

    Barack Obama "canta" Lady Gaga



    Fica um pouco melhor no refrão, mas essa performance de "Born This Way" pelo Obama é... Curiosa. E já teve quase meio milhão de views. Melhor campanha que ele poderia ter para a reeleição.

    Não se esqueça: dia 20 Tulipa e Marcelo Jeneci se reencontram!



    Dia 20 de janeiro, no Cine Joia, rola mais uma oportunidade de ver dois dos maiores talentos da música brasileira contemporânea dividindo o palco: Marcelo Jeneci (mais sobre ele aqui) e Tulipa Ruiz (mais sobre ela aqui). As entradas estão sendo vendidas.

    quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

    The Shins numa onda pós-progressivo?

    Simple Song by theshins

    Esta "Simple Song", nova do The Shins, não lembra aquelas músicas do começo dos anos 80, quando o progressivo havia se simplificado para chegar às rádios? Mas isso é elogio, acho. O disco novo, Port of Sorrow, sai em março.

    terça-feira, 10 de janeiro de 2012

    Samba de Ringo



    "Samba", música do disco Ringo 2012, do Ringo. Parceria com o Van Dyke Parks (aquele). Que tal?

    "Minhas férias - vol. 1": os Louvin Brothers



    Talvez você conheça a capa acima: Satan is Real, do Louvin Brothers, sempre está no meio de eleições do tipo "a pior capa de todos os tempos". Justo (não parece que eles estão se divertindo com o capeta?). O disco, lançado em 1959, tem faixas do repertório religioso da dupla de irmãos, mas eles também gravavam música secular - do tipo mais triste e sensível que você conseguir imaginar.

    As harmonias dos Louvin foram longe, influenciando desde o Everly Brothers até o Byrds. Mais recentemente, o Raconteurs andou tocando "The Christian Life", canção de Satan, em shows (procure aqui).



    Mas por que estou escrevendo sobre esses pioneiros do country agora, em 2012? Por uma série de coincidências. Primeiro porque, durante minha passagem por Nashville em setembro passado, ouvi muito sobre eles. E agora também chegam às lojas, via Light in the Attic, as lindas reedições de Satan is Real e Tragic Songs of Life (1956). Ouvi os vinis e eles são irrepreensíveis, tanto no som quanto na embalagem (que tem textos, MP3 com comentários - um pacote mais que completo).

  • "The Christian Life", The Byrds


    A Light in the Attic aproveitou esses relançamentos para criar o disco Handpicked Songs 1955-1962, uma coletânea na qual gente como Dolly Parton, Mark Lanegan e Jim James (My Morning Jacket) escolhe suas faixas preferidas dos Louvin. Dá para ouvir trechos aqui.

    Outra coisa quente: o livro Satan is Real - the Ballad of the Louvin Brothers, escrito por Charlie Louvin com Benjamin Whitmer. É um livro de lembranças e "causos", escrito pelo irmão mais novo (que morreu no início de 2011 - Ira, o mais velho, morreu em 1965). São histórias sobre os dois colhendo algodão (com o pai durão) no sul dos EUA, lá no meio dos anos 30, e, em meio às dificuldades quase inimagináveis, aprendendo a cantar sozinhos. É um volume muito divertido, mesmo se você não for fã de country.

    Por último, há o ainda inacabado documentário Charlie Louvin - Still Rattlin', da produtora Devil's Cage. Ele junta momentos históricos a depoimentos de Charlie pouco antes da morte dele, além de uma pequena apresentação em Nashville, em dezembro de 2010.

    É isso: não há hora melhor do que agora para conhecer os Louvin Brothers!

  • segunda-feira, 9 de janeiro de 2012