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Terça-feira, 13 de Maio de 2008

O With Lasers mudou!



O With Lasers está de mudança: em 30 segundos você será transportado para o withlasers.com.br, endereço do blog dentro do portal iG. Atualizem seus bookmarks e feeds!

Quinta-feira, 10 de Abril de 2008

With Lasers no Abril Pro Rock (atualizada)


Amigos de Recife: amanhã estarei na cidade para uma palestra dentro do Abril Pro Rock, com o Bruno Maia. O ciclo de palestras do evento começa hoje, mas eu e o Bruno falaremos amanhã, às 15h30, na Livraria Cultura. Mais detalhes no site oficial.

Eu também conversei com o Paulo Floro, da Revista O Grito!, sobre o mesmo assunto da palestra: blogs, jornalismo na internet e a grande mídia. Clique aqui para ler.

A programação de palestras é assim:

*PALESTRA – PRODUÇÃO EXECUTIVA E ARTISTICA DE BANDAS
Quinta-feira, às 14h. Fabrício Nobre (Monstro Discos)e Iuri Freiberger (produtor musical).

*PALESTRA – TURNÊS NO NORDESTE

Quinta-feira, às 15h30. Anderson Foca (Centro Cultural DoSol Rockbar) e Rafael Bandeira (HeyHo Rockbar).

*PALESTRA – FESTIVAIS INDEPENDENTES

Quinta-feira, às 17h. Gustavo Sá (Porão do Rock, Brasília) e Marcelo Domingues (Festival Demo Sul, Londrina).

*PALESTRA – DIVULGAÇÃO DE BANDAS NA INTERNET

Sexta-feira, às 14h. Luiz Pimentel (MySpace Brasil) e Fernanda Cardoso (Trama).

*PALESTRA – MÍDIA INDEPENDENTE
Sexta-feira, às 15h30. Paulo Terron (With Lasers) e Bruno Maia (Sobremusica).

*PALESTRA – COOPERATIVAS DE MÚSICA
Sexta-feira, às 17h. Pablo Capilé (Circuito Fora do Eixo, Cuiabá) e Claudão Pilha (A Obra, Belo Horizonte).

Segunda-feira, 10 de Março de 2008

Post 1000 do With Lasers: Amor, louco amor


Burt Pagach e Linda Riss se conheceram nos anos 50 e logo ele ficou de quatro por ela. Pagach era um advogado bem relacionado, cheio da grana, dono de uma casa noturna e dono de um avião particular. Ele também era – e Linda só descobriu mais tarde – casado. Linda era uma jovem impressionável, que achava incrível circular entre gente como o cantor Johnny Mathis.

A vida de casado do playboy também não era fácil. Ele a esposa tiveram uma filha deficiente mental, que não conseguia fazer nada sozinha. No trabalho ele também começou a ter problemas – Burt ficou deprimido. Mas continuou se relacionando com Linda e torrando dinheiro em diamantes, casas etc.

Depois de desentendimentos relacionados a (falta de) sexo, Linda e Burt se separaram. História clássica de amor: logo reataram o caso – e se separaram novamente. Burt Pagach pirou mais ainda: foi parar no hospital e, quando saiu, passou a perseguir Linda de forma obsessiva.

Em 1959, a moça já estava em outra. Feliz, ficou noiva de outro. Puto, Burt contratou três pessoas para jogar soda cáustica nos olhos de Linda, que ficou cega.
Toda essa história de "amor" está documentada em Crazy Love, filme de 2007 recentemente lançado em DVD nos EUA. Seria só mais uma notícia triste se tudo tivesse acabado nesse ponto.



Os jornais piraram com o assunto. Um judeu rico havia contratado rapazes negros e pobres para cometer o crime – contra uma branca jovem e bonita. Burt foi condenado a 14 anos de cadeia. E continuou tentando conquistar Linda, com cartas. Em 1974 ele foi solto e – se é que dá para acreditar – o casal voltou a ficar junto.

Quanta loucura para uma relação, né?

Aí, em 1997, Burt foi acusado de perseguir uma outra amante... E Linda o defendeu no tribunal! Inocentado de boa parte das acusações (ele ainda teve de passar uns dias atrás das grades), ele continua com a mulher até hoje.

Amor? Doença? Difícil saber. Só nos resta ver Crazy Love e tentar entender como funciona esse sentimento bizarro que domina a mente humana. "Do meu jeito, eu o amo - só acho difícil usar essa palavra", explica Linda - cega, deformada e traída. OK, talvez seja só uma questão de definição então...

Quarta-feira, 13 de Fevereiro de 2008

With Lasers 1 Ano: Play that funky music, white boy


Finalmente, a negrice está de volta.

Como bem comentou o Sasha Frere-Jones nesse texto da New Yorker em outubro, o indie-rock de guitarras sofre de um problema muito sério: branquidão aguda. Eu já havia comentado en passant sobre a volta do soul na Folha, no ano passado, mas só toquei a ponta do iceberg.

Pensa bem: nos últimos anos tivemos o eletrônico Jamie Lidell brincando de Otis Redding, o DJ descolado Mark Ronson usando a síncope e os Daptones como elementos principais, a Amy Winehouse fazendo as girl groups e soulwomen dos anos 60 soarem como a última novidade do mundo da música, o Chromeo fazendo música como se estivesse em 1979 - isso tudo só pra citar brancos e sem falar no electro, que cada vez mais se aproxima das suas origens na disco music (que por sua vez se originou no funk), e no R&B pop americano, que vive nova era de ouro com Pharrell/Neptunes, Timbaland, Bloodshy & Avant, Rich Harrison e todos os Justin Timberlakes e Beyoncés afins.

Não acaba aí: dá pra ficar citando ainda a Joss Stone com seu primeiro disco produzido pela Betty Wright, o branquelo relax Jack Johnson começando a ser visto com menos ódio pelos ditadores do street cred (partindo do marketing bobo de "seu disco novo tem mais guitarras"), a funkeira roots Sharon Jones seguindo a cartilha James Brown e virando discoteca básica de blogueiros, o Gnarls Barkley criando um soul moderno, a Lily Allen fazendo um dos melhores discos dos últimos tempos com samples de Professor Longhair e Soul Brothers, a Amerie sampleando The Meters (sem falar em Tom Zé, mas isso é outra história), a Corinne Bailey Rae vendendo horrores e até a inglesinha de 19 anos Adele ameaçando se tornar hype.

Enquanto isso, no Brasil, um monte de fãs de Stevie Wonder, Jorge Ben e da cena Black Rio vão se cansando dos clichês do samba-rock e do hip-hop e criando algo novo - do "funk até o caroço" do BNegão até o dub acústico e tropical da Céu, passando pelo suingue do Curumin, pelo Racional do Instituto e pelo Prince chinfra do Artificial (do Kassin).

Então, como a gente é legal e pra não ficar só no blá-blá-blá, vamos fazer um mapa rápido de sons que você pode ouvir hoje, agora, pra se sentir mais feliz e mais musical. Pode começar pelo vídeo abaixo, que é o Jamie Lidell tocando ao vivo no estúdio o primeiro single do seu disco novo (Jim, que sai em Abril pela Warp) e depois continuar nos links. De nada.

E parabéns, Terron. Quem diria que isso ia tão longe?



Sharon Jones - http://www.myspace.com/sharonjonesandthedapkings
Orgone - http://www.myspace.com/orgonemusic
Chromeo - http://www.myspace.com/chromeo
Calvin Harris - http://www.myspace.com/calvinharristv
Juvelen - http://www.myspace.com/juvelen
Tommy Guerrero - http://www.myspace.com/tommyguerrero
Artificial - http://www.myspace.com/artificialfreeusa
Céu - http://www.myspace.com/ceuambulante
Curumin - http://www.myspace.com/curumin
BNegão - http://www.myspace.com/seletores
Instituto - http://www.myspace.com/instituto

[Por Ronaldo Evangelista, ex-sócio do With Lasers que saiu do blog porque foi preso. Conseguiu permissão especial para escrever neste especial comemorativo de 1 ano - mas já voltou para a solitária]

With Lasers 1 Ano: In Sly we trust!


Hoje vi Rambo 4, mas até o momento em que o filme começou a rodar no projetor pensei em desistir e voltar pra casa. Não que temesse qualquer coisa do filme (embora seja dos mais violentos que já vi), mas estava me achando meio ridículo por querer ver o filme assim com tanta pressa (antes mesmo de entrar em cartaz).

No último Rocky senti coisa parecida, mas, graças ao Rocky 1, não tenho vergonha de falar que sou fã da série, do personagem, dos coadjuvantes...

Mas e Rambo? Não dá para dizer que o argumento do primeiro filme é ruim, mas definitivamente também não dá para ver grandes qualidades em filmes que têm mais mortes do que personagens (aliás, o número de mortes diz bastante sobre a qualidade dos filmes. Rambo 1: 1 morte; Rambo 2: 69 mortes; Rambo 3: 132 mortes...Rambo 4: 236 mortes). E então por que a ansiedade? E por que ver o novo filme do Stallone sabendo que boa coisa certamente não é?

Porque Stallone é um personagem do cacete, essa é a verdade (a minha, pelo menos)! E tanto Rocky quanto Rambo são espécies de alteregos dele. A vontade de fazer novas seqüências para os dois filmes aos 60 anos é igualzinha à que motivou Rocky a encarar Mason Dixon e Rambo a tirar o arco e flecha do baú e voltar à guerra. E digo mais: não há quem não se reconheça no arquétipo do cara injustiçado pela vida, que aceita a sua condição de desafortunado, mas, de repente, decide se dar uma chance de fazer algo além de morrer sem lutar. Rocky, Rambo e Stallone são assim e nós rimos da cara deles. Mas, no final das contas, morremos de inveja dessa falta de vergonha de meter as caras e tentar fazer algo grande. E, de alguma forma, nos realizamos um pouquinho através deles.

Por isso, não posso negar meu fanatismo pelo velho Sly.
(Seria essa a razão da minha demissão do With Lasers? - nota do editor: sim, entre outras coisas)

Se você ainda não se convenceu, veja essa entrevista sobre o processo de criação de Rocky 1:


[Por Artur Louback, ex-sócio do With Lasers que desistiu do blog para criar cabras no Tibete. Ele disse que só toparia escrever aqui, nas comemorações de 1 ano do blog, se fosse "sobre algo bem de macho, sabe?" Não, não sei.]

With Lasers 1 Ano: Klaxons e a alma por baixo dos glowsticks


Desde quando ouvi o disco Myths of the Near Future, sempre fiquei caçando boas entrevistas com o Klaxons pela internet. E nunca achava. Não que os ingleses sejam metidos a "não damos entrevistas", muito pelo contrário - eles curtem falar. Só que ninguém perguntava as coisas que eu queria saber: sobre como a literatura é importante para eles, se eles conheciam os modernistas brasileiraos (e a revista Klaxon deles) e as tais mudanças que o sucesso traz. As entrevistas eram sempre sobre a maldita new rave, o fato de um deles namorar a Lovefoxxx e coisas assim.

Admito que me sinto levemente culpado. Na finada Bizz, o vocalista/baixista Jamie Reynolds havia me contado uma história que era pura zoeira: a de que eles pretendiam fundar um partido político da new rave (new rave party, sacou?) e vi essa história sendo republicada por meses e mais meses.

Aí encheu. Resolvi que queria saber o que acreditava ser mais interessante sobre a banda, o recheio por baixo da camada de glitter. E o James Righton topou esclarecer, um tempo atrás. O resultado é a entrevista abaixo, que mostra "um pouco mais" de uma das bandas mais citadas neste blog.

Vocês chegaram a falar em gravar músicas para o segundo disco aqui no Brasil. É isso mesmo?

Não temos certeza. Pensamos em entrar em estúdio em Los Angeles, no Brasil... Tanto faz. Só queremos nos afastar de Londres novamente, como fizemos no primeiro disco. Não importa muito onde.

Quase todas as canções do primeiro disco fazem referência a literatura. Isso vai acontecer no disco novo também?

Acho que sim, provavelmente. Ainda é cedo, então não falamos muito sobre isso. O lance do primeiro disco é que nós não o baseamos na realidade, nas nossas vidas – e acho que devemos continuar nesse caminho. Mas não tenho muito a dizer sobre isso, na real.

O quão importante foram aqueles livros para você na adolescência? Ou foram algo que você descobriu depois?

O Simon (Taylor-Davis-Foxxx, guitarrista) é o mais ligado em literatura no momento, o que tem mais paciência... Mas sim, o álbum foi muito influenciado por Mitos do Futuro Próximo, de J.G. Ballard – dá para ver nos temas e tópicos do CD. E sim, foi algo que descobrimos nos últimos anos, não veio da adolescência.

Vocês três fizeram Art School?

Não, não. Só um de nós. Eu fiz Art School e estudei história em uma universidade de Cardiff. O Jamie estudou filosofia em Londres. Mas nem estudamos juntos.

Você já ouviu falar dos Modernistas brasileiros, que foram influenciados pelos Futuristas italianos – uma outra influência de vocês?

Não.

Eles tinham uma revista chamada Klaxon.


Sério?!?

Sim.

(espantado) Eu não sabia disso. Incrível. Vou procurar na internet.

Como é que vocês descobriram o Aleister Crowley, que inspirou a música "Magick"? Ele é uma figura muito forte na cultura popular britânica, não?

Acho que o Crowley não é tão mainstream, mas uma pessoa que saiba algo sobre mágica e misticismo acaba aprendendo sobre ele. Não somos os primeiros a citá-lo – o Led Zeppelin já falou sobre e seus conceitos. Não somos praticantes de ocultismo ou algo do tipo. Nem seguidores de Crowley. Era só um assunto que queríamos inserir na música. Achamos que é algo que não deveria estar na música pop, então decidimos colocar.

Você leu O Livro da Lei?

Não, não li O Livro da Lei.

Tem uma nota no fim dele que diz que, caso o leia e fale sobre o assunto, você será eternamente perseguido por pestilência e coisas assim. Imagino que escrever uma música sobre o assunto e cantá-la toda noite deve ser um pouco pior do que ler...

Não. Sem preocupação alguma. Não temos medo. O que gostamos no Crowley é a mudança, o elemento de mudança. Essas coisas.

A primeira vez que entrevistei o Klaxons foi na mesma semana em que você assinaram um contrato com a Polydor. A vida de vocês mudou muito?

Não muito, acho. Quando você começa uma banda – logo de cara – começa a fazer shows, dar entrevistas, escrever músicas e você viaja pelo mundo. Apesar de termos um público maior e termos vendido mais discos, continuamos a mesma coisa. Não muda nada. Você faz as mesmas coisas: os shows, as entrevistas. Só que tudo é um pouco maior. E isso acontece com todo mundo. É o mesmo de sempre, mas atinge mais pessoas. Quando começamos não tínhamos muito tempo livre. Passávamos o que tivéssemos tocando, sempre juntos. E isso continua.

Mas não é mais impressionante quando você faz uma piada sobre ter formado um supergrupo com a Lily Allen e a notícia se espalha como se fosse verdade pelo mundo?

É só papo de tablóide. Dou risada. Outro dia li no The Sun que já tínhamos gravado um álbum, eu, a Lily, Alex Turner e o Dizzee Rascal! (risos) Eu amaria ouvir esse disco! (risos) Você tem de se sentar e dar risada, é um monte de mentira. Com a gente nem é uma questão de "o que eles estão fazendo é errado / certo". Então são só histórias que fazem as pessoas imaginar coisas. Isso mantém as pessoas meio em dúvida, intrigadas.

O Jamie me disse que o Klaxons é só uma banda festeira. E é óbvio que não é só isso, já que vocês se preocupam com as letras a ponto de citar referências obscuras. Você pensa nessa dualidade da música de vocês?

Acredito que somos, sim, uma banda festeira. O interessante é que, apesar de toda essa história de new rave e "renascimento da música para dançar", somos uma banda basicamente de guitarra. (pensa um pouco) Mas agora já não sei se somos bem isso. Gostamos de criar um clima de festa e adoramos ver as pessoas se divertindo nos shows, mas é mais isso. Não importa o que você faça, desde que todo mundo goste. Não é bem uma história de nós mostrarmos quem somos – a intenção é fazer todo mundo se juntar e se divertir enquanto estivermos tocando.

Vocês já fizeram turnês com o Cansei de Ser Sexy e com o Bonde do Rolê. Tem alguma história boa de bastidores?

Antes de qualquer coisa, eles são todos uns doces. Ótimas pessoas, amamos as duas bandas. Tinha uma certa pessoa do CSS que tinha o costuma de entrar no nosso camarim e jogar sucrilhos na gente. E o Bonde é completamente louco. Sério. É incrível ter eles por perto. O Gorky é um cara engraçado. Foi bem divertido, adoraríamos tocar com eles de novo. Manda um beijo para a Marina.

Tocar no Glastonbury foi uma boa experiência para o Klaxons?

Sim, não dá nem para descrever. Você nem acredita que está tocando para aquelas pessoas.

E a lama?

É a pior coisa do mundo! Mas faz parte do clima: não é o Glastonbury sem a lama.

Você já tinha ido ao festival como espectador?

Sim! Nós nos conhecemos no Glastonbury, a banda! Ficamos no mesmo lugar lá.

É melhor para ver ou para tocar?

Não é tão bom quando você vai para tocar, porque você perde quase todo o resto. O legal é ir como fã, com os seus amigos, enche a cara e se diverte com os amigos. Como artista você fica nos bastidores, vendo outros grupos que você já cansou de ver porque cruzou com eles na estrada... Você está trabalhando. É diferente.

Hoje, 13 de fevereiro, faz um ano que o With Lasers existe! Este é apenas o primeiro dos posts comemorativos - outros virão ao longo do dia. Vai ser tipo a turnê de reunião das Spice Girls, aguarde!

Sábado, 18 de Agosto de 2007

AVISO


Amigos e amigas: o With Lasers não morreu! Estamos passando por um pequeno problema técnico, mas o blog volta com força total em breve. E cheio de novidades. Vale a pena esperar.
Obrigado!

Quinta-feira, 17 de Maio de 2007

Bombando


I got my name in lights with notcelebrity.co.uk