Aproveitando que o Rodrigo Salem está em Cannes (o que dificulta a gravação de um novo Além do Que Se Vê) e que eu ainda preciso editar o Vinil (finalmente gravei a terceira edição com o Rodrigo Gorky - e foi muito legal), uma pausa para algo que eu não fazia há tempos: uma nova mixtape.
Essa se chama Hearts & Thoughts (They Fade). Ela tem um clima acústico, apesar de não ser 100% desplugada. É mais a intenção intimista das músicas que as conectam. E ela é bem variada: vai de Glen Hansard a Gene Simmons, de R.E.M. ao The Ghost of a Saber Tooth Tiger. É uma aventura musical amorosa.
O podcast VINIL é para todo mundo que ama discos de vinil: para quem coleciona, tem saudade deles e para quem simplesmente ama música e nunca superou esse formato. Eu e o produtor/músico/colecionador Rodrigo Gorky (do Bonde do Rolê e Fatnotronic) nos juntamos para debater o assunto com pessoas variadas dentro dessa área.
Na estreia, a primeira parte de uma conversa que tivemos com o Rafael Ramos, produtor e executivo da Deckdisc e da Polysom, a única fábrica de discos de vinil ainda em funcionamento no Brasil (e América do Sul).
Você tem dúvidas sobre o vinil usado pela Polysom? Ou sobre o que motiva um relançamento? Questões sobre o que a Polysom consegue ou não fabricar? As respostas estão todas aqui.
Depois do sucesso da carreira solo, parece que Jack White pretende dedicar 2014 a uma retomada do Dead Weather. E começou devagar: os integrantes se reuniram para gravações informais, até que nasceu o single "Open Up (That's Enough)"/"Rough Detective".
Inicialmente, o compacto seria distribuído pelo programa de assinaturas da gravadora Third Man, apenas em vinil. E agora a primeira faixa foi liberada no YouTube, sendo que a versão para iTunes chega em 14 de janeiro.
Segundo um post no site da Third Man, o plano do Dead Weather é lançar mais compactos ao longo de 2014, para colocar um álbum no mercado em 2015 - com todas essas canções, mais outras, inéditas.
Antes do Raconteurs, Jack White e Brendan Benson tiveram uma banda - Jack White & the Bricks - que durou o tempo incrível de uma noite. Mas parece que a intenção era essa mesmo, a de tocar com os amigos. Na bateria estava Ben Blackwell, que trabalha com White até hoje na Third Man Records, e, no baixo, Kevin Peyok (do Waxwings, banda que também tinha Dean Fertita, do Dead Weather).
Parece ter sido uma noite divertida no Gold Dollar, em Detroit - e alguém teve o bom senso de gravar tudo. Foi em 16 de setembro de 1999 (ou seja, há praticamente 13 anos).
No repertório estão várias faixas até então inéditas do White Stripes (destaque para o vocal de Benson em "You've Got Her In Your Pocket" e "Now Mary") e uma versão para "Ooh! My Soul", de Little Richard.
Jack White sabe encontrar (e resgatar) talentos. O mais recente exemplo disso é o neozelandês Willy Moon, que faz uma mistura incrivelmente coesa de pop dos anos 50 com soul e produção de hip-hop. A Third Man Records, de White, lança o compacto "Railroad Track" / "Bang Bang" no dia 20 deste mês (e é a primeira vez que um compacto do selo não é produzido por Jack White, já que Moon produz o próprio material sozinho).
Pesquisando no YouTube não é difícil de imaginar como o ex-White Stripes chegou a Willy Moon. O rapaz gravou uma versão para "Shakin'", que o próprio White também regravou em Blunderbuss.
Com mais um Record Store Day chegando, a seleção de lançamentos da Third Man Records parecia simples demais. Depois de "disco dentro de disco" e um álbum de 3 RPM... Estaria o gás acabando?
Não: o gravadora de Jack White anunciou hoje que lançará uma versão do single "Sixteen Saltines", de White, em um vinil com líquido dentro. E um single de Karen Elson que tem a capa desenhada a laser. E outras coisinhas mais (veja no vídeo acima!).
Jack White fez a estreia solo dele no Saturday Night Live, sábado passado, tocando duas músicas de Blunderbuss (que sai, inclusive por aqui, em abril).
Mas teve um detalhe. Observe a banda de "Love Interruption":
É meio óbvio que a música "Love Interruption", primeiro single de Blunderbuss, solo de Jack White, é sobre a separação do músico e Karen Elson.
Ela mesma respondeu a uma indireta sobre isso no Twitter. E aí chega hoje, Valentine's Day, e ele lança o clipe da música - com a formação só de mulheres que toca na faixa.
Na canção do lado B, "Machine Gun Silhoutte", mais mulheres: Bryn Davies (que frenquentemente acompanha músicos de bluegrass e americana) no baixo; Olivia Jean (do Black Belles, grupo apadrinhado por White) na bateria; Brooke Waggoner, agora no piano; e mais os marmanjos Ryan Koenig (presença frequente nos lançamentos da Third Man Records) fazendo backing vocal e o veterano do bluegrass Fats Kaplin tocando fiddle.
O Jerry Lee Lewis eventualmente passa pelo Brasil com uns shows truqueiros, mas olha a banda que o Jack White montou para ele: Jim Keltner (baterista lendário que tocou com Bob Dylan, Elvis Presley, Traveling Wilburys, Neil Young e mais uma lista sem fim), Jack Lawrence (baixista do Raconteurs, Greenhornes, Dead Weather), Steve Cropper (guitarrista do Booker T & the M.G.'s, Otis Redding, Blues Brothers) e Kenny Lovelace (guitarrista que toca com Lee Lewis desde 1966).
Uma gravação não-oficial de "I Wish I Was 18 Again" está no YouTube (a performance do disco será exatamente a mesma, já que os shows da TMR são gravados analogicamente, direto em fita):
Este aqui é o álbum de estreia das Black Belles, moças que se vestem de preto e são protegidas por Jack White. O disco, que leva o nome da banda, é da Third Man Records.
O som do quarteto é um rock básico (às vezes básico demais, como dá para notar nos shows), com essa pegada dark de horror. Lembra as bandas garage dos anos 60. The Black Belles, o disco, sai oficialmente no dia 8 de novembro (em vinil, CD e download).
Como o Achtung Baby, clássico absoluto do U2, completa 20 anos no mês que vem, está chovendo material sobre essa época da banda - 1991. Dois momentos insuperáveis são com a mesma música, "Love is Blindness".
No disco-tributo da revista Q, a faixa ganhou uma versão sobria e intensa de Jack White.
A outra vem de um trecho de From the Sky Down, o documentário de Davis Guggenheim sobre o Achtung. É o Edge interpretando a canção sozinho, com um violão.
Aqui está "The Love That Faded", canção inédita de Hank Williams cuja letra foi descoberta recentemente e musicada por Bob Dylan. O Dylan juntou um monte de gente legal para fazer o mesmo em The Lost Notebooks of Hank Williams, disco que saiu hoje.
Se você é mais indie, talvez goste da participação de Jack White, com "You Know That I Know". Eu acho a letra dessa melhor que a do Dylan. Dá para ouvir aqui.
Quem foi ao histórico Ryman Auditorium (o berço do bluegrass, a ex-sede do Grand Ole Opry, o lugar onde o Johnny conheceu a June) ver o Raconteurs, em Nashville, nesta quinta, deu de cara com um aviso de que o show estaria sendo gravado em vídeo. Ainda não se sabe o destino dessas imagens, mas parece que a apresentação do dia anterior, na Third Man Records, também foi registrada. Pode ser que vire um DVD normal ou uma edição do Vault, o clube de assinatura de raridades do selo de Jack White.
White, Brendan Benson, Jack Lawrence e Patrick Keeler voltaram a tocar em Nashville, onde moram faz algum tempo, pela primeira vez desde 2008. Os shows também marcaram a retomada das atividades do Raconteurs (apesar de ainda não haver planos para a gravação do terceiro disco). Como em tudo o que envolve White, a fila do Ryman começou a se formar mais de duas horas antes da abertura da casa. E, já dentro do local, mais uma muvuca gigantesca para tentar comprar um dos 265 pôsteres do evento (eu consegui - e na saída um cara já ofereceu me pagar o dobro, US$ 60, por ele).
O repertório não teve novidades - foram as mesmas músicas da turnê de 2008, sem as covers. Mas o entrosamento dos músicos... Quanta diferença! Antes o Raconteurs - apesar de competente - se atrapalhava em algumas faixas (e mesmo as longas jams soavam bagunçadas). Agora está tudo redondo. Não ensaiadinho, mas bem mais natural. "Broken Boy Soldier" sozinha já valeria o preço do ingresso. Uma curiosidade: dezenas de cambistas do lado de fora tentavam comprar entradas, mas não havia ninguém vendendo.
O quarteto (reforçado pelo tecladista Dean Fertita, que também toca no Queens of the Stone Age) ainda recebeu a ajuda de um trio de metais em "Many Shades of Black" e "The Switch and the Spur" (os Blowhorns, segundo White).
Agora é só esperar pelo vídeo oficial para rever tudo.
Primeira parada em Nashville foi a Third Man Records, loja-estúdio-escritório da gravadora de Jack White, que mora aqui na cidade. O espaço da loja é pequeno (estiloso, mas só uma salinha), e o prédio fica basicamente no meio do nada, entre galpões e fábricas.
Enquanto eu pulava entre os discos do Raconteurs e da Wanda Jackson, uma porta se abriu ao meu lado. Passou um vulto alto, de preto, com o cabelo baguçado na altura do queixo. Ele disse um "até logo" para a vendedora. Antes que a minha mente processasse a frase "é o Jack White", ele já estava do lado de fora, entrando no carro.
"Então... Ele vem mesmo aqui?", perguntei, ainda em choque, para a balconista. "Claro que vem", ela respondeu, sorrindo mas com cara de quem responde a mesma coisa dezenas de vezes por dia. "É o trabalho dele. E ele é um chefe muito legal."
Então é isso, agora sabemos duas coisas - o Jack White frequenta mesmo a Third Man Records e é um chefe muito legal. Será que tem vaga lá?
"What do The Insane Clown Posse, Third Man Records, and Mozart have in common?
Back in '82, ahem, 1782, Wolfgang Amadeus Mozart wrote a piece that's been left out of the spotlight ever since. The title of the piece is "Leck Mich Im Arsch" or literally translated to English as "Lick me in the arse." Understandably this piece has figuratively been swept under the rug. So who better to give this piece it's due respect than the wildly successful, much misunderstood, and divisive Southwest Detroit rappers Insane Clown Posse?
With fellow Southwest Detroit-born Jack White at the production helm and musical backing by Nashville's very own Jeff the Brotherhood, this 2011 version of "Leck Mich Im Arsch" marries Mozart's melody (and lyrics sung in operatic German) with ICP's poignant lyrical addition in English and Jeff the B's monster-riffs, letting the whole thing tie together in the most beautiful of ways."
O single de 7" e a versão digital de "Leck Mich Im Arsch" estarão à venda no dia 13 de setembro. Serão feitas 100 cópias em vinil de três cores, mas elas serão vendidas na loja-ônibus da Third Man no festival MI Fest (em Brooklyn, Michigan), em 17 de setembro.
As gravações de Jack White com Jay-Z nunca apareceram, mas recentemente foram liberadas duas faixas que o guitarrista e produtor fez com o rapper Black Milk. São "Royal Mega" (acima) e "Brain" (abaixo). Curti bem.
Por falar em Jack White, ele participou de um show do Seasick Steve (contratado dele na Third Man Records), junto com o Led Zeppelin John Paul Jones e Alison Mosshart (Kills / Dead Weather) para tocar "Write Me A Few Lines".