quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Estamos vivos! Depois de 2 meses, um novo podcast Além do Que Se Vê!



Muitas coisas, muito trabalho, muitas emoções - mas estamos de volta com um novo Além do Que Se Vê.

Como é semana de Halloween, é nossa edição 13.

Não pode ser coincidência que falamos bastante de filmes de terror... E também de Homem-Pássaro, Interestelar, Kevin Smith (pra variar), Transparent e sobre muitos outros assuntos.

(se o player INFERNAL abaixo não funcionar, clique aqui)






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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

The Art of Defeat: ouça uma nova mixtape do With Lasers!



Opa, só de passagem: como os podcasts estão meio parados por falta de tempo de todos os envolvidos, fiz uma mixtape nova. Ela se chama The Art of Defeat e depois passo aqui para dar mais detalhes.


quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Aquela vez em que o cérebro de Johnny Cash foi transplantado para uma galinha


Em boa parte das entrevistas de American Recordings, a série de discos que resgatou o talento de Johnny Cash da obscuridade, o produtor Rick Rubin cita o repertório fraco que o músico vinha gravando como principal motivo da decadência dele. Entre as muitas músicas, mais de uma vez Rubin cita "Chicken in Black" para exemplificar esse fundo do poço.

Não à toa. A faixa conta a história de dois transplantes de cérebro: primeiro o de Cash, que recebe o órgão de um assaltante de banco; e, quando ele vai pedir o próprio cérebro de volta ao médico, descobre que ele foi implantado em uma galinha - e aí ela vira a tal "galinha de preto", referência ao apelido "the man in black", com contrato para gravar discos e tudo mais.


Johnny Cash- Chicken In Black.

Então, não, não é uma faixa que reforce a mítica imagem de durão do norte-americano.

"Chicken in Black" foi lançada como single em 1984 e, incrivelmente, chegou ao posto 45 da parada country dos Estados Unidos. Detalhe: o único single dos seis lançamentos de American Recordings a aparecer nessa parada foi o de "Hurt" (versão para a música do Nine Inch Nails), na posição 56, em 2003. Ah, a ironia...

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Quer ouvir meia hora de gravações inéditas d'Os Mutantes ensaiando em 1970? É pra já!


O Ricardo Alexandre usou o blog dele para fazer uma ótima crítica a respeito do fraco material d'Os Mutantes que vai ser lançado em uma caixa de CDs. Você pode ler tudo aqui.

E meio como quem não quer nada, ele solta ali no meio um link para meia hora de ensaios do grupo, em 1970, que o Cláudio César Dias Baptista (irmão de Sergio Dias e Arnaldo Baptista, o cara que fez os equipamentos e a guitarra de ouro da banda) disponibilizou no site dele. Note que o nome do arquivo é "fita 1, lado 2" - o que pode indicar a existência de muito mais.

É uma grande jam, quase sem vocais (que, quando aparecem, são muito baixos), com citações contantes ao Cream - mas dá aquela sensação de se ser "uma mosca na parede" do estúdio durante uma performance do maior grupo de rock brasileiro de todos os tempos.

Isso tudo também me lembrou que o Sergio Dias certa vez me contou que tinha 40 CDs com gravações inéditas do grupo, e que isso era só parte do material que ele havia digitalizado.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Pela dominação da galáxia, um novo podcast Além do Que Se Vê está no ar!


Opa, mais um podcast novinho no ar: aqui está o Além do Que Se Vê 11. Eu e o Rodrigo Salem tivemos um longo papo sobre o sucesso de Guardiões da Galáxia, a probabilidade de sucesso dos novos filmes do diretor Kevin Smith e a situação das séries The Strain e The Leftovers.

Ah, sim, e o Ricky Gervais está aqui acima porque anunciou um filme que será a continuação de The Office (a versão britânica, claro), no qual voltará a interpretar o chefe sem noção David Brent. E por falar em falta de noção, também tivemos um debate sobre Zack Snyder e a insistência dele em tentar juntar os herois da DC ao universo de Star Wars (no Instagram).



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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Lyle: Gaby Hoffmann quer te assustar (e DE GRAÇA)


Você já conhece o rosto expressivo de Gaby Hoffman: ela teve papeis marcantes na série Girls e no filme Crystal Fairy & the Magical Cactus. E agora estrela Lyle, um filme de terror que será distribuído gratuitamente pela internet neste mês.

É uma espécie de tributo a O Bebê de Rosemary, com a história de uma mãe lidando com circunstâncias estranhas ao redor de seu bebê. O diretor Stewart Thorndike também escreveu o roteiro. O trailer está abaixo e o filme está neste link a partir de hoje.



domingo, 3 de agosto de 2014

Roteirista de Doctor Who e Sherlock fala sobre o futuro de ambas as séries


Para variar um pouco, algo diferente. Aqui está a íntegra, em áudio, da entrevista que fiz com o roteirista e ator Mark Gatiss durante a passagem dele pelo Brasil, em março. E por que agora? Simples, porque neste mês estreia a nova temporada de Doctor Who, e na publicação da entrevista no Último Segundo (leia aqui) o assunto era mais Sherlock.



O Gatiss é um cara muito interessante, fã de terror e de televisão. Além de ter escrito episódios geniais de Doctor Who, ele é produtor do sucesso Sherlock, no qual também interpreta o irmão de Sherlock Holmes, Mycroft.

Nesta entrevista ele fala sobre as duas séries, sobre como começou a escrever e detalha um pouco do futuro de ambas. Também dá a opinião dele sobre o novo Doctor, Peter Capaldi, e explica o motivo de achar um crossover entre Sherlock e Doctor Who uma péssima ideia.

Uma observação: o áudio não é perfeito porque a entrevista foi feita em um ambiente aberto, que teve de vento a helicópteros.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Time Takes Time: quando Ringo Starr levou a música a sério de novo


 
Eu sei: qualquer um acharia ingrata a ideia de defender o ex-beatle Ringo Starr. Mas eu quero ir um passo além e defender um disco solo dele lançado já nos anos 90. Acompanhe a minha exposição de fatos antes de pensar nos surrados clichês sobre o lendário baterista.

Time Takes Time saiu em 1992 e marcou uma retomada da carreira do músico. O último disco de estúdio dele, o esquecível Old Wave, havia saído quase uma década antes. Nesse meio tempo, ele também começou a se apresentar ao vivo com maior frequência – algo que não fazia desde os tempos do quarteto de Liverpool, que parou de excursionar em 1966.

Naquele momento, Starr estava com sede de música. E Time Takes Time reflete esse estado de espírito.

O time de produção é um quarteto estelar: Don Was (que vinha de trabalhos com Bob Dylan, Elton John, Iggy Pop e B-52’s), Jeff Lynne (que um tempinho depois produziria a volta dos Beatles, com “Free as a Bird” e “Real Love”), Peter Asher (da dupla Peter and Gordon, cunhado de Paul McCartney nos anos 60) e Phil Ramone (que trabalhou com todo mundo). Era um sinal claro do esforço para fazer algo de qualidade.

Os créditos de composição também mostram que houve uma boa curadoria para o trabalho. Starr assina a coautoria de apenas três das 10 faixas, compostas por um time variado. Diane Warren (de baladas de muito sucesso, como “Because You Loved Me” e “How do I Live”) colaborou com “In a Heartbeat”; Roger Manning e Andy Sturmer, do Jellyfish, entraram com “I Don’t Believe You”; e o mais incrível é que até uma cover do Posies, “Golden Blunders”, acabou no disco!

Claro, é um álbum do Ringo. E digo isso no melhor dos sentidos: mesmo com o esforço comercial, é bem humorada e as canções são permeadas de um clima leve. Não é algo a ser levado a sério demais – o que também não quer dizer que o contrário seja verdade. É um trabalho competente do baterista, talvez a última vez que ele realmente tenha se empenhado em um disco de estúdio.

E por isso mesmo ele chegou a se irritar durante uma entrevista para a Rolling Stone norte-americana, no lançamento de Time Takes Time, ao ouvir perguntas sobre a banda antiga dele. “O que é isto? Uma porra de uma entrevista sobre os Beatles?”, perguntou exaltado ao jornalista David Wild. Na mesma conversa, ele explica um pouco a própria trajetória solo (e talvez seja até duro demais com ele mesmo):

“É a primeira vez desde o disco Ringo que coloco tanta energia na feitura de um álbum. Depois de Ringo e, talvez, Goodnight Vienna, comecei a enfiar o pé na jaca e a comparecer cada vez menos. Isso transparece na arte de qualquer um. Em muitos dos discos, eu estava apressado para chegar logo em casa – ou, com uma frequência maior, à casa de alguém. E outra coisa é que – a menos que você esteja entrevista o Paul ou o George – você está falando com um cara que está nesse meio há mais tempo do que a maioria. Quando você fica tempo, vai ter altos e baixos. No meu caso, foi ladeira abaixo depois de Ringo. Mas estamos voltando agora.”

Caras conhecidas aparecem por todos os cantos de Time Takes Time. Brian Wilson faz backing vocals (discretos) em “In a Heartbeat”, Harry Nilsson canta em “Runaways” e integrantes dos Heartbreakers de Tom Petty estão em várias músicas. Até a capa é boa, ilustrada pelo elogiado artista plástico Mark Ryden

Não custa dar uma chance ao Ringo e ouvir esse belo disco esquecido dos anos 90.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Filhos cometem injustiça póstuma com Roy Orbison


 Como bom fã, fiquei empolgado ao descobrir que Mystery Girl - o último disco que Roy Orbison lançou - ganharia uma edição especial. Porque é álbum que merece, ele realmente é especial. Pena que a alegria terminaria quando eu pegasse essa novidade nas mãos.

Mas antes, a história.

No meio dos anos 80, o cantor começava a sair de um buraco gigantesco: o esquecimento e a irrelevância. O Van Halen havia renovado o interesse na música dele com a regravação de sucesso de "Oh, Pretty Woman"; David Lynch colocou (contra a vontade do músico) a faixa "In Dreams" na trilha do filme Veludo Azul (1986); e em 1987 ele entrou tanto para o Hall da Fama dos Compositores de Nashville quanto para o Hall da Fama do Rock and Roll.

A atenção estava ali, só faltava um novo trabalho que mantivesse Orbison aos olhos do público.

Completamente consciente disso, ele começou a trabalhar em um novo álbum. Duas pessoas que ele havia conhecido naqueles tempos foram fundamentais, ambos produtores lendários: T. Bone Burnett e Jeff Lynne. Este último levou mais dois nomes de peso para o disco, Tom Petty e Mike Campbell.



Desse grupo, nasceram o hit "You Got It", "A Love So Beautiful", "California Blue" e outras. Bono, do U2, sempre conta uma história fantástica sobre como deu "She's a Mystery to Me" para Roy Orbison: segundo ele, depois de dormir ouvindo a trilha de Veludo Azul ele compôs a faixa, que mostrou aos companheiro de banda descrevendo como "algo do Roy Orbison" durante a passagem de som de um show. Logo depois da apresentação, quem bate na porta? O próprio cantor veterano, que perguntou: "Você tem alguma música para mim?".

Elvis Costello cedeu "The Comedians", que ele havia lançado em Goodbye Cruel World (1984). O tecladista Al Kooper e o baterista Jim Keltner, elogiados músicos de estúdio, participaram das gravações, que também tiveram a guitarra de George Harrison em "A Love So Beautiful". Ou seja, além de tudo, Mystery Girl plantou a semente do Traveling Wilburys, juntando Lynne, Harrison, Petty e Orbison (só Bob Dylan não entrou na brincadeira). 

O resultado foi um disco lindo, digno da carreira de Orbison. O relançamento recente? Faz o serviço contrário.

A nova caixinha tem, além do repertório do trabalho, oito versões demo (de "California Blue", Windsurfer", entre outras), um DVD com um documentário de qualidade questionável (visualmente, parece mais caseiro do que qualquer outra coisa) e o maior pecado de todos: uma música antiga finalizada recentemente pelos três filhos de Orbison, "The Way is Love".

Poderia ter dado certo? Poderia. Os Beatles fizeram isso em "Free as a Bird" e "Real Love" (produzidas por Jeff Lynne, inclusive). Mas o vocal original já tinha qualidade baixíssima - tanto na gravação quanto na performance. Nem o reforço de John Carter Cash, filho de Johnny Cash, salvou o resultado final. É um desastre completo, uma mancha que Orbison não merecia ter postumamente. Duvida? Ouça você mesmo, abaixo.



quinta-feira, 24 de julho de 2014

No novo podcast VINIL, falamos das lojas de discos de Londres


Voltei a me encontrar com o produtor/DJ/músico Rodrigo Gorky para mais uma edição do podcast VINIL. Nós dois demos um pulo em Londres neste mês e passamos por muitas, MUITAS, lojas de discos - o principal assunto deste episódio.

Também aproveitamos para conversa com uma convidada, a jornalista Patrícia Colombo, entusiasta do vinil. Ela tenta tirar uma velha dúvida: qual o motivo de não termos mais mulheres colecionando discos? É um universo machista?

No meio dessa história toda, o Gorky cita um texto sobre o disco Trans, do Neil Young: é este aqui, vale a leitura. Para quem não sabe, o Trans é um álbum bastante peculiar dentro da discografia do canadense. Falamos muito sobre isso no podcast.

Você pode ouvir o VINIL abaixo, no Youtube, ou também assinar aqui e no iTunes.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Boyhood: o Black Album dos Beatles existe mesmo - não, de verdade, existe MESMO!


 Como eu ainda não vi o já clássico Boyhood, de Richard Linklater, perdoe qualquer equívoco. Mas aparentemente no filme o personagem de Ethan Hawke cria o Black Album, um disco inexistente dos Beatles. Só que esse álbum existe, sim, há muito tempo!

Claro, no cinema ele é feito de músicas das carreiras solo dos quatro integrantes dos Beatles, em uma seleção muito boa. (clique aqui para ouvir)


 Na vida real, o Black Album é um dos discos piratas mais famosos do quarteto de Liverpool. Ele saiu originalmente em vinil triplo, em 1981. O repertório é de faixas registradas nos ensaios do projeto Get Back, que seria abandonado e, mais tarde, em 1970, lançado como Let It Be.

Estão ali músicas que nunca viram a luz do dia em formato oficial: covers de "Tennessee" (Carl Perkins), "The House of the Rising Sun" (tradicional, famosa com o Animals), "Stand By Me" (famosa com Ben E. King, mais tarde gravada por John Lennon, sozinho) e até algumas inéditas como "Watching Rainbows" e "Penina" (gravada por Carlos Mendes).

Só não leve muito a sério: as canções são executadas em clima de ensaio, muitas vezes pela metade e sem nada que chegue perto de ser uma afinação. Ainda assim, é um disco tão divertido que me lembro de ter "gastado" muitos fitas cassete ouvindo-o várias vezes. 

Ah, quase me esqueço da parte mais importante: dá para ouvir esse bootleg inteirinho no YouTube.



E para saber mais sobre Richard Linklater e Boyhood, ouça o podcast Além do Que Se Vê, que na edição número 10 falou muito sobre eles.

terça-feira, 22 de julho de 2014

O intenso ritmo dos Beatles em 2014



Parece estranho para uma banda que está inativa desde 1970, mas os Beatles não param de lançar, relançar e anunciar novos projetos em pleno 2014, quase 45 anos depois de sua dissolução.

Três caixas distintas de discos agora estão no mercado:
  • A primeira, em vinil, reúne a discografia originalmente lançada em mono. Esse box, The Beatles in Mono, já existia em CD e, desde o lançamento de seu “irmão” estéreo, já era aguardado pelos fãs;
  • Em paralelo, chega em CD (inclusive no Brasil) a caixinha The U.S. Albums, com a discografia norte-americana da banda – bem diferente da britânica, a que foi oficializada a partir dos anos 80. Nos EUA, a maior parte dos álbuns dos Beatles tinha capa, nome e repertório musical diferentes. Em resumo, era uma zona! Aqui foram reunidos 13 CDs, com versões em mono e estéreo das faixas. A maior crítica dos fãs é que, olha o pecado, estes discos não são fieis ao que foi lançado originalmente nos anos 60 (este site tem mais detalhes). Para completar a confusão, parte desses CDs já havia sido relançada nos boxes The Capitol Albums vol. 1 & 2;
  • O lançamento mais tímido é The Beatles – Japanese Box, juntando os discos exclusivos do Japão. Sim, assim como os EUA, esse país também teve diferenças na discografia dos Beatles. A nova caixa só saiu por lá e tem 5 CDs, como nomes como Beatles! e Beatles No 2. Esse material estava fora de catálogo desde 1987, quando houve a padronização mundial da discografia do quarteto.

Outro relançamento é  a versão remasterizada de A Hard Day’s Night (1964, no Brasil chamado Os Reis do Iê-Iê-Iê), em blu-ray e DVD da prestigiosa Criterion Collection. No que ela se diferencia da versão que saiu inclusive no Brasil alguns anos atrás? Bom, para começar, aquela edição está fora de catálogo. A nova tem uma transferência em 4K, aprovada pelo diretor Richard Lester, e trilhas de som em estéreo (a original é mono) e 5.1 (criada por Giles Martin, filho de George Martin, produtor dos Beatles). E vários outros extras, detalhados neste link.

Também foi anunciado oficialmente o diretor de um documentário, que tem o nome provisório de The Beatles Live Project, focado nos anos em que a banda se apresentava ao vivo. O homem por trás das câmeras será Ron Howard, que entrevistará Paul McCartney, Ringo Starr e as viúvas Yoko Ono e Olivia Harrison. O projeto tem um site para coletar material raro que os fãs possam ter, e não há previsão de lançamento.

Esta é a lista – por enquanto.

Note que os discos norte-americanos e japoneses ainda não foram relançados em vinil, o que pode gerar um pacote futuro, assim como os singles e EPs da banda. O filme Let It Be, que mostra momentos tensos na gravação do disco de mesmo nome, continua indisponível em qualquer formato oficial.

A série documental The Beatles Anthology, dos anos 90, ainda não saiu em blu-ray. Outra opção seria juntar os clipes (ainda que esse termo não existisse na época) do quarteto de Liverpool em um volume, o que nunca foi feito.

Isso sem nem entrar no mérito dos possíveis lançamentos e relançamentos das carreiras individuais de Lennon, Starr, Harrison e McCartney. É o baú que não para de gerar material.  

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Décima edição do podcast Além do Que Se Vê está no ar!


É sempre a mesma história: eu começo o post sobre uma nova edição do podcast Além do Que Se Vê dizendo que "demorou, mas aqui está" o novo programa. Desta vez demorou um pouco mais, mas valeu a pena: eu e o Rodrigo Salem gravamos uma das melhores edições!

Salem estava de passagem pelo Brasil, então pela primeira vez gravamos juntos. Fomos longe nos assuntos: Tranformers, os motivos de Melissa McCarthy sempre ficar presa nos mesmos personagens, Terry Gilliam, Richard Linklater e o já clássico Boyhood, a volta do Monty Pyhton (que já acabou de novo), Michel Gondry, Expresso do Amanhã, The Strain e Guillermo Del Toro, The Leftovers, Wes Anderson... E muito mais.

O caminho continua o mesmo de sempre: você escuta o podcast Além do Que Se Vê aqui e também pode assiná-lo no iTunes.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Spillers: conheça a loja de discos de vinil mais antiga do mundo


Não tem muita coisa para se fazer em Cardiff, no País de Gales. Nada contra a cidade: é bonita e as pessoas são extremamente simpáticas, mas também é um daqueles lugares à beira mar em que a chuva e o vento frio tiram a boa vontade de qualquer um. O destino mais popular por ali é, com certeza, o Doctor Who Experience - museu dedicado à lendária série da BBC (que, aliás, é gravada ali ao lado, nos estúdios galeses, a poucos metros).

O centro da cidade tem uma outra curiosidade, bem diferente do universo fantástico da Tardis. Escondidinha no número 31 da galeria Morgan Arcade está a Spillers Records, a loja de discos de vinil mais antiga do mundo!

Ela foi fundada em 1894 em um outro local, a Queen's Arcade, na mesma área da localização atual. Na época, comercializava discos de gramofone e cilindros fonográficos. O tipo de mídia foi evoluindo (ou não, dependendo da sua opinião sobre o assunto...) e a Spillers, ao longo desses 120 anos, vendeu discos de vinil, fitas cassete, CDs e diversos outros formatos.

Hoje, a loja ainda tem CDs - mas é conhecida mesmo pelos vinis. Eles ficam no andar superior e são poucos, em uma seleção eficiente. Eu não botei muita fé na quantidade, mas encontrei ali duas edições limitadas que não vi em nenhuma das dezenas de lojas que visitei em Londres: a coletânea tripla Side Tracks, exclusiva do Record Store Day, que junta raridades de Bob Dylan, e o single "Why Should I Love You?", do Vaccines (que no lado B tem a versão de R. Steve Moore para "Post Break Up Sex").


Enquanto o vendedor embalava as minhas compras, puxei assunto dizendo que era difícil encontrar aquele Dylan. Sorrindo, ele respondeu: "Isso quer dizer que Cardiff é melhor do que qualquer outra cidade?". Logo depois, ele ainda emendou: "fico muito nervoso quando estou com um disco de outra pessoa na minha mão!". E eu nem tinha pagado ainda!

Caso queira arriscar uma visita, é simples: de Londres você pega um trem para Cardiff. Custa umas 50 libras esterlinas e demora pouco mais de 2 horas.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Monty Python enfrenta a reta final

Dei um pulo em Londres, onde vi duas apresentações do Monty Python - nos dias 02 e 05 de julho. Foi mais ou menos assim.

Hoje começa a reta final dos últimos shows do Monty Python, algo nada menos do que histórico. O grupo – reduzido a quinteto depois da morte de Graham Chapman, em 1989 – já fez parte das apresentações de Monty Pyhton Live (mostly) – One Down, Five to Go na O2 Arena, em Londres, e jura que esse pacote de 10 apresentações (para 15 mil pessoas por noite) será o último suspiro do mais celebrado grupo de comédia de todos os tempos.

O show tem direção de Eric Idle, que assume postura de líder, e é um grande resumo da história do Python. Exatamente por isso, não deixa de ter certa melancolia. No palco, o espetáculo é dividido em duas partes. Na primeira, os comediantes começam com o esquete das lhamas, seguido de “Four Yorkshiremen”, onde relembram um passado crescentemente exagerado em termos de tragédia – e aqui, com longas falas, os integrantes tropeçam loucamente na entrega das falas, para delírio da plateia.

A noite continua com “Penis Song (Not the Noel Coward Song)”, que descamba para um musical grandioso, ao estilo da Broadway – algo que ainda ocorreria diversas vezes ao longo da noite, dando um estranho clima de performance mista para o show.

O ponto alto da primeira metade é certamente a desembocadura de “Vocational Guidance Counseller” (o quadro no qual Palin faz teste vocacional com Cleese) em “Lumberjack Song”. De forma impressionantemente deliciosa, Palin brinca com a ansiedade do público ao improvisar a conexão “mas na verdade eu queria mesmo ser...”. Em alguns shows ele apenas pausa dramaticamente, em outros ele simplesmente emenda uma frase aleatória, antes de começar a música do lenhador que gosta de se vestir de mulher.



Com o fim da parte inicial (encerrada por “I Like Chinese”, de 1980, que, em 2014, certamente faz o espectador pensar: “essa música não é... meio... um pouco... racista?”), um intervalo de 20 minutos.

A parte dois tem momentos mais memoráveis ainda. Apesar do excesso de vídeos antigos mostrados nos telões – presumidamente para que os comediantes, já com mais de 70, se preparem -, é bem mais ágil. Estão lá os esquetes “Nudge Nudge”, “Spanish Inquisition” e uma sequência de sucessos que mais parece um arrastão.



Destaque para a versão incrivelmente bem adaptada de “Blackmail”, quadro no qual Palin chantageia famosos. No palco da O2, foram recebidos convidados especiais surpresa como Stephen Fry e Matt Lucas (Little Britain), que assim puderam pagar tributo ao Monty Python e sua gigantesca influência no universo da comédia.

 Um momento constrangedor desequilibra o que seria uma goleada: quando o telão mostra Chapman cantando “Christmas in Heaven” e, no palco, um ator – não um dos comediantes do quinteto - surge caracterizado como o mesmo personagem e cantando a canção ao vivo. É uma daqueles momentos que realmente lembram um jogo de futebol com estádio lotado: você escuta o lamento da plateia com a cena, seguido de um silêncio absoluto até o fim do número.

 Mas o encerramento da apresentação é bem mais informal, com o Monty Pyhton cantando “Always Look on the Bright Side of Life” no palco. Porque, claro, em parte é isso mesmo que os fãs esperam: simplesmente ver John Cleese, Michael Palin, Eric Idle, Terry Jones e Terry Gilliam no mesmo palco. Depois da saída, duas imagens no telão: "Graham Chapman, 1941-1989" e "Monty Pyhton, 1969-2014". E uma singela mensagem final:



 O Fim?

Essa reunião começou a ser esboçada em 2010, com o espetáculo Not the Messiah (He’s a Very Naughty Boy), quando Idle e o maestro John Du Prez (colaborador desde os tempos de A Vida de Brian, 1979) misturaram comédia a O Messias, oratório de Händel. A ideia era comemorar os 40 anos do grupo, mas John Cleese não se interessou em participar.

Anos depois, tudo se encaixou: Idle, Cleese, Michael Palin, Terry Gilliam e Terry Jones concordaram que seria um bom momento para um último agradecimento aos fãs e, claro, também aproveitar para faturar mais um pouco com o legado do Monty Python.

E acabou mesmo? Não é a última vez que o Monty Pyhton diz que nunca mais se reunirá. Para o futuro próximo, o grupo se reunirá em 2015 – sem Cleese – em Absolutely Anything, filme dirigido por Jones e que também tem Simon Pegg e Robin Williams no elenco. Em uma entrevista coletiva para divulgar Monty Pyhton Live (mostly), o quinteto se mostrou incerto quanto à possibilidade de mais shows, e Cleese chegou a mencionar uma vontade inicial de também se apresentar nos Estados Unidos. Em um especial da BBC sobre a reunião, Monty Python: And Now For Something Rather Similar, Idle disse que Palin não aceitou fazer mais do que os 10 shows da O2 Arena.

De certo mesmo há a transmissão do último show, dia 20 de julho, ao vivo para cinemas de várias partes do mundo (sem o Brasil, infelizmente). Depois disso, em novembro, o especial será lançado em DVD e blu-ray.

Altos e Baixos 

Alguns detalhes de Monty Python Live (mostly):







  • A atriz Carol Cleveland participa, mas o músico Neil Innes não. Ele andou se estranhando com Eric Idle por direitos autorais de uma versão que ele criou de “Always Look on the Bright Side of Life” que teria sido usada sem a permissão dele no musical Spamalot;






  • A barraca de merchandising tem uma grande variedade de produtos novos: de camisetas e agasalhos a chaveiro e o chapéu de Gumby – que é, vamos falar a verdade, apenas um guardanapo amarrado vendido a preço de ouro;





  • Entre os (muitos) vídeos antigos exibidos nos telões estão “International Philosophy” e “The Fish Slapping Dance”. Um novo, com participação dos físicos Stephen Hawking e Brian Cox, também está lá, como parte de “The Galaxy Song” (spoiler: sim, Hawking canta!);




  • Durante os shows, Terry Jones parece tenso e sério. John Cleese mal consegue conter os surtos de riso. Michael Palin e Eric Idle são os mais desenvoltos, com maior aptidão para o improviso e conseguem entregar o texto com competência absoluta. E Terry Gilliam está engraçadíssimo, mesmo quando está voando com as tripas expostas.
  • terça-feira, 3 de junho de 2014

    Já ouviu falar de vinil lixado? Vem aqui que a gente explica no podcast VINIL



    Nesta terceira edição do podcast VINIL eu e Rodrigo Gorky fomos até a loja Celsom, no centro de São Paulo, conversar com o Celso Marcilio. Além de dono da loja, ele tem uma história muito peculiar: era fã e colecionador de quadrinhos até perder a visão, aí migrou para o mundo dos discos de vinil.

    Ele também nos ajudou a desvendar o ainda misterioso mundo dos discos de vinil lixados - e explicou como identificar essas bizarrices que andam circulando feito praga entre lojas e colecionadores.

    Você pode ouvir o VINIL acima, no Youtube, ou também assinar aqui e no iTunes.

    segunda-feira, 2 de junho de 2014

    Depois de Cannes: o podcast Além do Que Se Vê conta tudo sobre o festival


    Cannes terminou, mas o Rodrigo Salem ainda tem muito a dizer sobre o que aconteceu no festival - e está tudo aqui na nova edição do podcast Além do Que Se Vê. Depois também entramos no debate sobre as fórmulas dos filmes de super-herói, passamos por filmes de terror como Oculus e The Quiet Ones e ainda refletimos sobre Jennifer Lawrence e Angelina Jolie. Está imperdível.   

    Vai lá: você escuta o podcast Além do Que Se Vê aqui e também pode assiná-lo no iTunes.

    terça-feira, 13 de maio de 2014

    Enquanto mais podcasts não chegam, uma mixtape nova do With Lasers!



    Aproveitando que o Rodrigo Salem está em Cannes (o que dificulta a gravação de um novo Além do Que Se Vê) e que eu ainda preciso editar o Vinil (finalmente gravei a terceira edição com o Rodrigo Gorky - e foi muito legal), uma pausa para algo que eu não fazia há tempos: uma nova mixtape.

    Essa se chama Hearts & Thoughts (They Fade). Ela tem um clima acústico, apesar de não ser 100% desplugada. É mais a intenção intimista das músicas que as conectam. E ela é bem variada: vai de Glen Hansard a Gene Simmons, de R.E.M. ao The Ghost of a Saber Tooth Tiger. É uma aventura musical amorosa.



    sexta-feira, 9 de maio de 2014

    Desculpa, Eddie Vedder!



    Fui ver o show solo do Eddie Vedder ontem e escrevi um texto para o Scream & Yell, o lendário site do amigo Marcelo Costa. Eu já tinha visto o Vedder sozinho anteriormente, mas só fazendo uns sets curtos no Bridge School Benefit, o festival acústico do Neil Young. Só que isso foi anos antes de ele descobrir o ukulele - e até de realmente ter uma carreira sem o Pearl Jam.

    O que vi ontem, no Citibank Hall, em São Paulo, foi assim:

    Preciso confessar que fui ao show solo do Eddie Vedder – o terceiro em São Paulo, na noite da quinta (08), no Citibank Hall, não esperando grande coisa. Gosto do Pearl Jam desde sempre, mas suspeito demais desse esquema “vou pegar meu violão/ ukulele e fazer um sonzinho aqui sem a minha banda”. Um tempo atrás, Chris Cornell seguiu esse esquema e ficou claro o clima bate-carteira. 
    O preço das entradas também não ajudou a aliviar essa impressão: as mais caras custavam cerca de R$ 1 mil! Pode pesquisar, mas é garantido que você não vai encontrar esse valor em apresentações do cara fora do Brasil – e desta vez nem dá para culpar os ingressos de estudante, já que a Folha de S. Paulo noticiou que o promotor do evento limitou esse tipo de venda a 40% (seguindo ilegalmente uma lei que ainda não foi regulamentada). 
    Para completar, Glen Hansard fez um show de abertura tão impressionante que eu só conseguia pensar: “agora encerrou a noite de vez, talvez seja melhor ir para casa direto”. O irlandês (vencedor do Oscar de melhor canção original por “Falling Slowly”, da trilha do filme Apenas Uma Vez, que ele compôs e gravou com o Swell Season) tem um timing perfeito para esse tipo de show: é carismático, conta boas histórias e destroi cordas de violão como se não houvesse (mais shows) amanhã. Tocou músicas próprias, Van Morrison e ainda citou “Smile”, do Pearl Jam, para o delírio dos fãs. A cada chance, agradeceu a quem “chegou cedo” para ver o show dele. Até contou sobre a preocupação que teve com os motoboys brasileiros, completando o depoimento com uma bossa nova que incluía o verso “por favor, não morra!”. 
    Mas eu estava errado. Peço desculpas, Ed
    O resto está lá no Scream & Yell.

    quinta-feira, 24 de abril de 2014

    Além do Que Se Vê: oitava edição está no ar!




    Passagem rápida só para dizer que o Além do Que Se Vê número 8 está no ar. Os temas da semana: polêmicas de Bryan Singer e Game of Thrones, Salem (a série), Mad Men, preview de Cannes, Quentin Tarantino, HBO, Amazon Prime, Getúlio, Tony Ramos, Taylor Lautner, Kristen Stewart, Kevin Spacey.

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    terça-feira, 8 de abril de 2014

    Dos bastidores de Hollywood à falta de filmes bons no cinema, aqui está o Além do Que Se Vê




    Tem semanas em que não é fácil: a seleção de filmes que chega aos cinemas é simplesmente uma porcaria. Então, eu, Rodrigo Salem e Diego Maia aproveitamos para falar um pouco sobre os bastidores de quem cobre cinema em Los Angeles, além de outras coisas mais. Está tudo aqui!

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    segunda-feira, 31 de março de 2014

    "Novo" disco de Michael Jackson sai em maio; ouça a faixa-título


    Ouça enquanto é tempo, porque logo ela deve ser varrida da internet: "Xscape", a música que dá nome ao disco póstumo de Michael Jackson que sai em 13 de maio, é esta aqui abaixo. Ela foi registrada durante as gravações de Invincible e está na web desde 2002.



    Sobre o álbum Xscape não sabemos muito: entra em pré-venda amanhã, dia 1o de abril (piada pronta?), e foi produzido por L.A. Reid, CEO da Epic Records - com ajuda de gente como Timbaland, Rodney Jerkins, Stargate e John McClain.

    Outra música que deve estar no trabalho - apesar de não ter sido anunciada - é "Slave to the Rhythm", que nasceu nas sessões de Dangerous (1991) e teria sido finalizada pelo próprio Jackson no fim dos anos 90 (e foi usada em comercial de celular da Sony neste ano). É essa faixa que também ganhou uma versão dueto com Justin Bieber, que surgiu na internet sem muita explicação há algum tempo.



    De forma geral, parece ser um trabalho melhor cuidado do que a bagunça Michael (2010) que, segundo Paris, filha de Michael, tinha até faixas que não eram cantadas por ele.

    sábado, 29 de março de 2014

    Opa, opa: aqui tem uma nova edição do podcast Além do Que Se Vê!


    Demorou um pouco, mas o Além do Que Se Vê voltou para sua sexta edição. Conversamos sobre o sucesso da campanha de divulgação de Os Muppets 2, Arrow, Noé, séries que viraram filmes (e filmes que viraram séries) e ainda selecionamos nossas pérolas pessoais do Netflix.




    segunda-feira, 10 de março de 2014

    Direto da ressaca do Oscar, a quinta edição do podcast Além do Que Se vê!




    Aqui está a nova edição do podcast Além do Que Se Vê, comigo e - direto do Oscar - Rodrigo Salem. Nesta semana o Diego Maia excepcionalmente não participou, mas nós compensamos falando alguns minutos a mais.

    Tem de tudo um pouco: novas séries, True Detective, bastidores dos prêmios da Academia, filmes bíblicos.

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    quinta-feira, 6 de março de 2014

    Está no ar o segundo podcast VINIL, com mais conversa sobre a Polysom



    O carnaval já acabou, então vamos falar mais um pouco sobre discos de vinil?

    Depois da estreia, aqui está a segunda parte de uma conversa que tivemos com o Rafael Ramos, produtor e executivo da Deckdisc e da Polysom, a única fábrica de discos de vinil ainda em funcionamento no Brasil (e América do Sul).

    O podcast VINIL é para quem adora esse assunto, de colecionadores a amantes de música. Eu e o produtor/músico/colecionador Rodrigo Gorky (do Bonde do Rolê e Fatnotronic) nos juntamos para debater o assunto com pessoas variadas dentro dessa área.

    Você tem dúvidas sobre o vinil usado pela Polysom? Ou sobre o que motiva um relançamento? Questões sobre o que a Polysom consegue ou não fabricar? As respostas estão todas aqui.

    É só ouvir aqui, assinar pelo iTunes ou assinar/escutar no YouTube, se tiver preguiça das outras opções.