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terça-feira, 22 de julho de 2014

O intenso ritmo dos Beatles em 2014



Parece estranho para uma banda que está inativa desde 1970, mas os Beatles não param de lançar, relançar e anunciar novos projetos em pleno 2014, quase 45 anos depois de sua dissolução.

Três caixas distintas de discos agora estão no mercado:
  • A primeira, em vinil, reúne a discografia originalmente lançada em mono. Esse box, The Beatles in Mono, já existia em CD e, desde o lançamento de seu “irmão” estéreo, já era aguardado pelos fãs;
  • Em paralelo, chega em CD (inclusive no Brasil) a caixinha The U.S. Albums, com a discografia norte-americana da banda – bem diferente da britânica, a que foi oficializada a partir dos anos 80. Nos EUA, a maior parte dos álbuns dos Beatles tinha capa, nome e repertório musical diferentes. Em resumo, era uma zona! Aqui foram reunidos 13 CDs, com versões em mono e estéreo das faixas. A maior crítica dos fãs é que, olha o pecado, estes discos não são fieis ao que foi lançado originalmente nos anos 60 (este site tem mais detalhes). Para completar a confusão, parte desses CDs já havia sido relançada nos boxes The Capitol Albums vol. 1 & 2;
  • O lançamento mais tímido é The Beatles – Japanese Box, juntando os discos exclusivos do Japão. Sim, assim como os EUA, esse país também teve diferenças na discografia dos Beatles. A nova caixa só saiu por lá e tem 5 CDs, como nomes como Beatles! e Beatles No 2. Esse material estava fora de catálogo desde 1987, quando houve a padronização mundial da discografia do quarteto.

Outro relançamento é  a versão remasterizada de A Hard Day’s Night (1964, no Brasil chamado Os Reis do Iê-Iê-Iê), em blu-ray e DVD da prestigiosa Criterion Collection. No que ela se diferencia da versão que saiu inclusive no Brasil alguns anos atrás? Bom, para começar, aquela edição está fora de catálogo. A nova tem uma transferência em 4K, aprovada pelo diretor Richard Lester, e trilhas de som em estéreo (a original é mono) e 5.1 (criada por Giles Martin, filho de George Martin, produtor dos Beatles). E vários outros extras, detalhados neste link.

Também foi anunciado oficialmente o diretor de um documentário, que tem o nome provisório de The Beatles Live Project, focado nos anos em que a banda se apresentava ao vivo. O homem por trás das câmeras será Ron Howard, que entrevistará Paul McCartney, Ringo Starr e as viúvas Yoko Ono e Olivia Harrison. O projeto tem um site para coletar material raro que os fãs possam ter, e não há previsão de lançamento.

Esta é a lista – por enquanto.

Note que os discos norte-americanos e japoneses ainda não foram relançados em vinil, o que pode gerar um pacote futuro, assim como os singles e EPs da banda. O filme Let It Be, que mostra momentos tensos na gravação do disco de mesmo nome, continua indisponível em qualquer formato oficial.

A série documental The Beatles Anthology, dos anos 90, ainda não saiu em blu-ray. Outra opção seria juntar os clipes (ainda que esse termo não existisse na época) do quarteto de Liverpool em um volume, o que nunca foi feito.

Isso sem nem entrar no mérito dos possíveis lançamentos e relançamentos das carreiras individuais de Lennon, Starr, Harrison e McCartney. É o baú que não para de gerar material.  

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Filmes de Samuel Fuller ganham capas desenhadas por Daniel Clowes



Coisas lindas essas capas dos DVDs e blu-rays de The Naked Kiss (1964) e Shock Corridor (1963), de Samuel Fuller, que a Criterion Collection coloca nas lojas norte-americanas em 18 de janeiro. São ilustrações do quadrinista Daniel Clowes (de Ghostworld e, mais recentemente, Wilson).

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Criterion cria rede social com streaming de filmes

The Auters

Sou fã da Criterion Collection, que coloca no mercado norte-americano algumas das melhores edições em DVD e Blu-Ray de filmes clássicos/cult. E agora a distribuidora deu mais um passo em direção ao futuro: criou uma rede social, dentro da já existente The Auteurs, na qual os internautas podem interagir e assistir a filmes por streaming!

Alguns longas-metragens tem exibição gratuita, mas a idéia deles é cobrar US$ 5 pelo streaming. Você paga, fica com o filme liberado durante uma semana (para ver quantas vezes quiser) e - se optar por combrar o DVD/BD - tem os US$ 5 que pagou descontados do preço da compra.

Por enquanto não são muitos os filmes disponibilizados, mas já dá para ver de graça: Depois da Vida (1998), de Hirokazu Koreeda; Agua (2006), de Verónica Chen; Bashing (2005), de Masahiro Kobayashi; Le Vent de La Nuit (1999), de Philippe Garrel; Maborosi (1995), de Hirokazu Kore-Eda; The Perfume of the Lady in Black (2005), de Bruno Podalydès; Riviera (2005), de Anne Villaceque; e The Take (2004), de Avi Lewis & Naomi Klein.

Testei o streaming com Depois da Vida e demorou uns 20 minutos até o filme começar, com qualidade comparável à que vemos na TV aberta brasileira. Há também uma série de filmes que estão listados mas ainda não foram colocados na rede, incluindo produções de Walter Salles, Louis Malle, Stanley Kubrick, Wong Kar Wai, Johnnie To, Robert Altman, Alfred Hitchcock, François Truffaut, Federico Fellini, Manoel de Oliveira, Spike Jonze e praticamente qualquer outro diretor que você consiga se lembrar neste momento.

Boa parte desse acervo não foi exibida no Brasil - ou foi apenas em festivais - e nunca passou nem perto de ser lançada em DVD.