Se você ainda está escolhendo os seus melhores filmes de 2010, ainda dá tempo de incluir mais um: o documentário Joan Rivers - A Piece of Work, dos diretores Ricki Stern e Annie Sundberg.
Joan, hoje infelizmente mais conhecida como "aquele doida cheia de plásticas que perturba as pessoas no tapete vermelho", é uma das maiores comediantes de todos os tempos. Ela faz stand up, escreve e dirige peças, filmes e séries. Ela também apresenta (e participa de) reality shows, já teve um talk show e lança livros.
E A Piece of Work lembra tudo isso, passando pela tristeza que parece sempre ter acompanhado a artista até hoje. É um filme que, apesar de ter a comédia como tema central, é muito mais dramático, cheio de tragédias. Se fosse roteirizado, não seria tão interessante. "Se eu não tivesse raiva, não faria comédia", ela diz em certo momento.
Joan Rivers - A Piece of Work já saiu em DVD e blu-ray nos Estados Unidos. Dá para comprar na Amazon.
Fallen Skies, série da TNT que tem produção de Steven Spielberg, ganhou seu primeiro trailer. Assim como Taken, o programa trata da relação entre humanos e extraterrestres. A estreia deve ser em junho de 2011, nos Estados Unidos.
O primeiro filme de terror de Kevin Smith (O Balconista, Procura-se Amy), Red State, ganhou o teaser trailer acima. O longa-metragem deve estrear em 2011, primeiro passando pela mostra não-competitiva de Sundance.
Este ano não foi tão bom assim para os super-heróis: o Homem Aranha caiu da teia na Broadway, ganhou outro intérprete na telona; o Lanterna Verde - que já é um herói menor - ganhou vida no cinema por meio de Ryan Reynolds (coitado!); e por aí vai.
Mas na série britânica Misfits, a história foi outra. Em sua segunda temporada, os jovens que antes apenas tinham poderes especiais (que conseguiram durante uma tempestade) começaram a indicar que pode virar super-heróis no futuro.
Como toda boa série de fantasia feita na Inglaterra (pense em Doctor Who, Torchwood, Being Human), Misfits anda na linha fina entre o aceitável e o absurdo. E esse é um de seus pontos fortes: não para saber se é um programa de ação, uma comédia, um seriado adolescente ou um drama. E com apenas meia dúzia de episódios por temporada (mais um especial natalino, na segunda), as histórias não se desgastam.
Coisas lindas essas capas dos DVDs e blu-rays de The Naked Kiss (1964) e Shock Corridor (1963), de Samuel Fuller, que a Criterion Collection coloca nas lojas norte-americanas em 18 de janeiro. São ilustrações do quadrinista Daniel Clowes (de Ghostworld e, mais recentemente, Wilson).
O U2 resgatou a faixa "Love Rescue Me", de Rattle and Hum, no último show feito na Austrália. Acima, o vídeo da dobradinha dessa faixa com "All I Want is You" (do mesmo álbum). A Rolling Stonetem mais detalhes.
Primeiro foi o cabelo de uma modelo pegando fogo durante um videocast. E agora Diddy foi ao programa de Chelsea Handler meio... alterado. A vida festeira está pegando pesado com o rapaz.
E também teve a ida ao programa do David Letterman, uns dias atrás.
Estão lá: Sweet Tooth, 20th Century Boys, Ao Coração da Tempestade, Ordinário, Bando de Dois, Scott Pilgrim Contra o Mundo, The Unwritten, War is Boring, Wally Gropius, Notas Sobre Gaza e O Astronauta.
Adrian Tomine começou a fazer quadrinhos como todo bom autor começa: criando um fanzine de história curtas, o Optic Nerve, e distribuindo-o ele mesmo. Entre isso e as ilustrações que hoje ele faz para a New Yorker foi um longo caminho.
Um ponto relevante desse caminho foi Shortcomings, uma história longa - mas não uma graphic novel, segundo o quadrinista - que segue a temática constante de Tomine: solidão, rejeição, relacionamentos que não dão certo e mais um monte de coisas com as quais o leitor pode facilmente se identificar (mesmo que negue).
Em fevereiro ele lança Scenes From an Impending Marriage - a Prenupcial Memoir by Adrian Tomine, pela editora canadense Drawn & Quarterly. No volume, ele relata os bastidores de seu casamento. E em breve ele também deve estrear no mundo das cores, em um projeto ainda sem nome.
Nenhum dos álbuns de Tomine foi publicado no Brasil, mas eles são facilmente encomendáveis nas melhores livrarias. (parece que a única coisa dele que saiu por aqui foi dentro da coletânea Comic Book - o Novo Quadrinho Norte-Americano, lançada pela Conrad)
Eu conversei com o Adrian Tomine sobre o trabalho dele. Abaixo, a íntegra da entrevista.
Como você acha que a internet afetou os quadrinhos independentes? Por exemplo, você acha que lançaria "fisicamente" o fanzine Optic Nerve se você estivesse começando hoje? Como observador, para que boa parte da diversão está no trabalho manual.
Sei que vou me datar ao dizer isto, mas, pelo menos até agora, a verdade é que não acho que os computadores tenham apelo algum para a leitura de quadrinhos. Eu não quero consumir quadrinhos dessa forma, então obviamente não penso que meu trabalho será lido assim. Não acredito que verei uma mudança tão drástica assim enquanto viver, mas me ver o mundo impresso se erodir diante dos meus olhos – incluindo as livrarias – me deixa muito triste.
De Optic Nerve a Shortcomings, a evolução – e o tamanho – do seu trabalho parecem ter evoluído de forma natural. Mas muitos artistas não se adaptam bem na transição de histórias curtas para longas. Como foi o seu processo para Shortcomings? A história foi originalmente serializada em Optic Nerve, mas você a finalizou antes de "quebrá-la"?
Passar de histórias curtas para algo longo definitivamente foi uma batalha para mim. Hesito em chamar Shortcomings de graphic novel... porque não é muito longa. Foi um desafio no qual eu me joguei sem saber qual seria o resultado. De forma geral, minha estratégia foi mapear o roteiro antecipadamente, escrever e desenhar cada capítulo individualmente e me manter aberto a qualquer tipo de mudança ou improvisação que surgisse no caminho.
Ao ler as suas histórias cronologicamente, sinto que seus primeiros trabalhos eram mais movidos a raiva. Você concorda?
Isso pode ser verdade. Meu primeiro trabalho a ser publicado saiu quando eu tinha 15 anos, então sou – ainda bem! – uma pessoa bem diferente agora. Por outro lado, bastante do meu trabalho atual é, de certa forma, movido a raiva.
Você já falou sobre o fato de muita gente te dizer que acha o seu trabalho parecido com o do Raymond Carver, um autor que você diz ter conhecido mais tarde. Há algum autor que o tenha influenciado desde o princípio? Alguém que o motivou a escrever?
Outros cartunistas, basicamente. Para alguém que sempre recebe o elogioso rótulo de "cartunista literário", eu não era – e ainda não sou – um leitor ávido. Fui forçado a ler muitos livros quando estudei literatura na faculdade, mas era uma quantidade tão absurda de material que a maior parte saiu do meu cérebro assim que terminei de escrever meus trabalhos sobre eles. Então a verdade é que minhas inspirações vieram de outros cartunistas, voltando até as tirinhas Peanuts, do Schulz.
Conheci os quadrinhos de Yoshihiro Tatsumi por meio do seu trabalho com a Drawn & Quarterly, então naturalmente conheci as suas HQs antes. Você parece ter lido as histórias dele desde muito cedo. Como elas impactaram a sua criação?
Descobri o trabalho de Tatsumi no mesmo período inebriante em que eu estava conhecendo Crumb, os irmãos Hernandez, Clowes etc. E todas essas pessoas abriram os meus olhos em termos do que poderia ser feito com quadrinhos. É incrível como, em uma de suas entrevistas com o Tatsumi, ele pede para que o leitor não presuma que ele é sempre o protagonista dos quadrinhos dele. Sempre te perguntam sobre as suas histórias, sobre elas serem autobiográficas ou não. Você já pensou em começá-las com um aviso de "sem relação com a minha vida" ou "levemente baseado na minha vida"?
Sempre mudo a minha resposta para essa pergunta, dependendo do que acho que o entrevistar pensou sobre o material que ele leu. Em outras palavras, se alguém odeia os personagens de Shortcomings, o que não é raro, eu explico que é um trabalho mais baseado em ficção, para que ele não me confunda com esses personagens inventados, a maior parte deles chatos e profundamente cheios de defeitos. Sempre me lembro da negação incisiva de Woody Allen quanto ao conteúdo de Memórias ser autobiográfico. Não tenho como confirmar isso, mas acho que ele se retraiu um pouco quando as pessoas ficaram tão ofendidas.
Qual a sua opinião sobre filmes baseados em HQs? Hollywood parece estar se interessando bastante por isso, e não somente nos super-herois. Na Ásia, isso é ainda mais claro – até o trabalho do Tatsumi está sendo adaptado, em Taiwan. Você imagina o seu trabalho na telona?
Meu trabalho nunca foi criado pensando em nisso, ao contrário de muitos quadrinhos que vejo nas lojas atualmente. Não sou completamente contrário a uma adaptação, mas não é algo a que dedico intensamente a minha vida. Mas preciso dizer que, por outro lado, li um roteiro adaptado de Shortcomings e achei melhor que o meu livro. Alguém quer fazer um filme sobre um bando de asiáticos norte-americanos que só ficam sentados conversando?
No que você tem trabalhado? Seu trabalho mais recente foi um livro sobre o seu casamento, alguns anos atrás, não?
Estou trabalhando em dois livros agora. Um deles é uma versão ampliada dos quadrinhos de casamento aos quais você se referiu. É um livro leve, engraçado, quase um diário em quadrinhos – e por isso achei que seria bom para suceder Shortcomings. Também estou trabalhando em algo um pouco mais complicado e trabalhoso que isso, mas ainda não posso dizer o que é, só que é uma coleção de histórias e que é em cores. Ambos serão publicados, na América do Norte, pela Drawn & Quarterly, como sempre.
Paul, dirigido por Greg Mottola (Superbad, Férias Frustradas de Verão), conta a história de dois amigos - Simon Pegg e Nick Frost - que encontram um ET (voz de Seth Rogen) na Área 51. O novo trailer, acima, tem várias cenas que não estavam no anterior.
O roteiro é de Pegg e Frost. A estreia está marcada para 18 de março, nos EUA (um mês antes, na Inglaterra).
Você já deve ter ouvido pelo menos uma das músicas inéditas de Michael Jackson, recentemente lançadas pela gravadora Sony no álbum póstumo Michael. E pode ir se preparando: o baú de inéditas do cantor não tem fundo.
Aqui, abaixo, você escuta uma seleção de dez faixas inéditas de Michael Jackson. Elas são de épocas variadas: tem coisas da época de Bad e Thriller, mas também músicas registradas nos anos 00.
1 - "Got the Hots" (sobra de Thriller, só saiu na edição japonesa da versão especial do álbum)
2 - "All I Need" (supostamente gravada em 2007)
3 - "Blue Gangsta" (featuring Pras) (vazada em 2006, sem autorização de Michael Jackson. Também existe uma versão sem o ex-Fugees)
Houve um tempo em que Dave Grohl, olha só, era desconhecido. Nos anos 80, ele tocou bateria na banda de hardcore Scream. Não durou muito, mas deu tempo de ele mostrar seus dotes vocais em "Gods Look Down", que está no disco Fumble (gravado em 1989, mas só lançado em 1993). Poderia ser um lado B do Foo Fighters, vai.
Blake Edwards, diretor de clássicos como Bonequinha de Luxo (1961), Vício Maldito (1962), A Pantera Cor-de-Rosa (1963) e Um Convidado Bem Trapalhão (1968), morreu hoje, aos 88 anos. Ele foi vítima de complicações de uma pneumonia.
A terceira temporada de Jersey Shore - o melhor reality show desta e da próxima década (inclusive segundo a Time!) - já tem trailer. Cheio de intrigas e pancadas. Estreia em 6 de janeiro, na MTV norte-americana.
Em 1974, em entrevista a uma rádio, John Lennon explicou a pequena referência a objetos voadores não-identificados que ele colocou no álbum Walls and Bridges. Segundo ele, a história é simples: ele estava em Nova York e viu um ovni pairando no ar.
A conversa é esta aqui, abaixo. A parte sobre o disco voador começa por volta dos 8 minutos e 40 segundos.
May Pang, secretária do músico e também namorada nessa época, também diz ter visto o objeto. Este texto detalha as aventuras de Lennon com os ETs.
Mas o que teria o parceiro de John Lennon, Paul McCartney, a dizer sobre esse assunto? A resposta está abaixo:
Paul McCartney homenageou Marvin Gaye durante uma apresentação no lendário Apollo Theater, em Nova York, ontem. Foi com a faixa "Hitch Hike", de 1962. Com dançarinas e tudo!
Outras peculiaridades do repertório: "One After 909", a volta de "Maybe I'm Amazed" e "I Saw Her Standing There" e a inclusão das gracinhas "Petrushka" (veterana das passagens de som) e "Scrambled Eggs", a "versão original" de "Yesterday".
"E a Céu cantando "Planeta Água", do Guilherme Arantes? Se explica alguma coisa, é para a sala sobre água do Museu das Minas e do Metal, em Belo Horizonte."
A faixa está no single lançado anualmente pelo fã clube da banda. O lado B é "IHT>U>EDIYTW (Dubmix)", um remix que junta três faixas do ainda inédito álbum Collapse Into Now. Dá para ouvir aqui.
A recém-lançada Diamond Edition da animação Fantasia tem um bônus legal em sua versão blu-ray: o curta-metragem Destino, concebido por Salvador Dalí em parceria com Walt Disney nos anos 40, mas só finalizado em 2003.
O trabalho já tinha sido exibido em festivais pelo mundo afora, mas é a primeira vez que ele está disponível comercialmente em um produto da Disney. Ele vem acompanhado do detalhado documentário Dalí & Disney: A Date With Destino, com 82 minutos sobre a parceria desses artistas tão diferentes.
Janelle Monáe disse recentemente que a faixa "Sir Greendown", do álbum The ArchAndroid (Suites II and III), foi inspirada por Destino. Então, claro, já apareceu alguém para colocar música no lugar da trilha original (que é "Destino", de Armando Dominguez, cantada por Dora Luz).
Olha só esse projeto organizado pelo Rodrigo Salem (caso as gravadoras queiram processar alguém por pirataria, fica a dica!):
A história surgiu mais ou menos como qualquer coletânea de adolescente, meio sem querer, meio despojada, mas com um certo prazer em servir para exibir os conhecimentos musicais.
De uma conversa sobre algum assunto nada a ver com música (jornalistas geralmente preferem falar mal de algum texto ou de alguém do que sobre o assunto que cobrem. Lição que universidade nenhuma ensina, kids), seis amigos ou colegas resolveram fazer a velha lista de Melhores do Ano, mas de uma forma diferente: já passando as músicas nos arquivos para o "leitor" baixar.
Como as regras para o tamanho da Mixtape (tradução: seleções musicais que "os nerds sem talento para tocar um instrumento" usavam e usam para pegar as meninas), começaram a ficar nebulosas e complexas, decidimos fazer algo diferente.
Cada um entregaria uma Mixtape com 12 músicas e uma faixa extra escondida. Assim nasceu o projeto 12 Músicas e um Segredo.
Longe de ser um nome genial para um projeto, não espere também um segredo tão bem guardado que somente o WikiLeaks conseguiria decifrar. É uma décima terceira música. Um charminho, tipo, nos Estados Unidos, onde não existe o 13o andar. Mas algumas faixas estão complicadas, você verá.
Bem, a brincadeira acabou ganhando uma dimensão maior. O grupinho de seis ficou pequeno.
Por que não chamar os amigos e amigas que adoram música e, principalmente, Mixtapes. No fim, chegamos ao número absurdo de 21 MIXTAPES para você baixar. Sim, faltou muita gente legal, mas não vamos esquecer que o projeto é, antes de mais nada, uma imensa brincadeira. Quem sabe não seja um começo de algo ainda mais legal para o futuro?
Dificilmente alguém na lista de "convidados" não teve um namoro construído ou destruído por uma coletânea. E por que deveríamos abandonar a mania só porque um iPod acumula dois milhões de músicas em seu HD?
Fazer uma Mixtape ainda é a melhor carta de amor que alguém pode escrever.
Música solta é bacana, um sexo casual. Mas quando elas fazem sentido, juntas, é paixão, algo para ficar com você por muito tempo.
Então, saindo do momento Nick Hornby encontra Caetano Veloso, cada um desses apaixonados enviou um arquivo com os MP3s na ordem preferida. A missão era, em tese, simples: as Melhores Músicas de 2010. Como a grande maioria escreve sobre música ou respira música, e-mails foram e voltaram para explicar que "não, não dá para ser 32 músicas" ou "não, você não pode mudar a lista porque se arrependeu".
Na boa e sem modéstia, o projeto 12 Músicas e Um Segredo talvez seja o mais abrangente projeto da Internet nacional sobre o que rolou na música em 2010. Existirão listas mais extensas, claro, mas aqui decidimos entregar as músicas para você mesmo julgar e não apenas nomes jogadas em uma tela. Ler uma lista é tããão 1900.
Confesso que eu esperava mais canções em comum entre as Melhores de 2010. Mas a diversidade é atraente, não é?
De qualquer maneira, 2010 está muito bem explorado nas 21 Mixtapes abaixo – por ordem alfabética. Tem de Marcelo Jeneci a Cee-Lo Green, passando por LCD Soundsystem e Arcade Fire. Vale a pena ouvir cada uma delas com calma.
E boa sorte para descobrir algumas das "hidden tracks".
As mixtapes estão neste blog. Tem muita coisa legal, apesar de o ano não ter sido grande coisa.
Paul McCartney participou do Saturday Night Live ontem - e não só musicalmente. No digital short acima, ele dá uma mãozinha ao Andy Samberg.
O beatle ainda participou de outros quadros, incluindo o clássico "Weekend Update", no qual dublou a duquesa Camilla Parker Bowles, esposa do Príncipe Charles.
Ele ainda tocou quatro músicas - "Jet", "Band on the Run", "A Day in the Life/Give Peace a Chance" e "Get Back" -, sendo que o normal é que a atração musical apresente apenas três faixas.
Prince fez uma rara aparição na TV norte-americana, indo de surpresa ao The View. "Ele é tímido e gosta de se comunicar pela música", justificou a atriz Whoopi Goldberg, uma das apresentadoras.
O músico saiu correndo quando outra apresentadora, Sherri Shepherd, soltou: "A minha vida inteira eu quis fazer amor com você!".
Segundo a Rolling Stone: My Beautiful Dark Twisted Fantasy, Kanye West; Brothers, The Black Keys; The Union, Elton John e Leon Russell; The Suburbs, Arcade Fire. O resto está aqui.
Segundo a Time: My Beautiful Dark Twisted Fantasy, Kanye West; The Suburbs, Arcade Fire; This is Happening, LCD Soundsystem; High Violet, The National. O resto, aqui.
Segundo a NME: Hidden, These New Puritans; The Suburbs, Arcade Fire; Teen Dream, Beach House; This is Happening, LCD Soundsystem. O resto, aqui.
John Lennon morreu 30 anos atrás. Dá para imaginar como seria o mundo da música se ele não tivesse sido assassinado? Taí um caso de verdadeiras mil possibilidades...
Se você gosta de música dos anos 90, em especial da "era grunge", prepare-se para ser ofendido pela mixtape Alexei Presents Weezy's 90s Ball, Vol. 1.
Nela, o rapper Lil Wayne rima usando bases de músicas do Nirvana ("Smells Like Teen Spirit", "In Bloom"), Pearl Jam ("Betterman"), Stone Temple Pilots ("Plush", "Interstate Love Song") e Radiohead ("Karma Police"). O trabalho ainda tem faixas de Alanis Morissette, Dave Matthews, Red Hot Chili Peppers, Blind Melon e até The Verve.
E não dá para culpar o Lil Wayne. O responsável foi o DJ Alexei, que misturou os vocais com as bases... O cara não só não superou os anos 90, como ainda não superou os mash-ups.
"(I Can't Make it) Another Day" é, segundo o coautor Lenny Kravitz, uma música que já estava completa antes da morte de Michael Jackson. Assim, é uma das poucas que podem ser consideradas "de verdade" dentro do álbum póstumo Michael. E Dave Grohl toca bateria nela. Não é ruim, não. Parece algo da época de Dangerous.
Parece que uma TV norueguesa enganou um monte de artistas dizendo que esta versão de "Let It Be" seria um lance beneficente. Resultado: um desastre total.
Tem o Jason Alexander (o George, de Seinfeld), o David Faustino (o Bud, de Um Amor de Família), o Bud Spencer (sem o Terence Hill), um dos Milli Vanilli e até a Glenn Close. Um sorridente Leslie Nielsen aparece brevemente, mas não canta.
O trailer de Source Code saiu faz um tempinho, mas por algum motivo deixei passar sem postar aqui. Vale a pena prestar atenção nesse segundo longa-metragem do diretor Duncan Jones, que fez o já clássico Lunar.
Nele, Jake Gyllenhaal é "transmitido" para o corpo de outra pessoa nos oito últimos minutos de vida dela. Lá, ele precisa solucionar um crime. Ficção científica ao estilo de Minority Report.
Source Code estreia em março (na Inglaterra) e abril (nos EUA). Por aqui, a previsão é de que o filme chegue às telonas em 8 de abril.
Ron Wood, atual (?) guitarrista dos Rolling Stones, juntou-se ao lendário Mick Taylor (guitarrista dos Stones entre 1969 e 1974) e a Dick Taylor (baixista do grupo no começo dos anos 60) para uma jam beneficente à casa noturna 100 Club, em Londres.
Alguns fatos curiosos: Mick Taylor foi chamado pelos Stones para terminar algumas gravações inacabadas da época do álbum Exile on Main Street. As faixas estão da edição especial do disco, lançada neste ano. Com isso, aumentaram as expectativas de uma volta do músico à banda - mesmo que temporária.
Em paralelo, Wood se enfiou em um espiral de bebida e confusão. Em certo momento, o site oficial dos Rolling Stones chegou a creditá-lo como ex-integrante da banda.
Omar Rodriguez Lopez, do Mars Volta, lançou dois discos de uma só vez. São Mantra Horishima (de estúdio) e どういたしまして (ao vivo). Você pode escutar ambos aqui, abaixo, e depois comprá-los aqui.
Tem uma história recorrente sobre como os Beatles "quase se reuniram" em 1974, no período em que John Lennon estava separado de Yoko Ono. Segundo a May Pang, secretária/namorada de Lennon nessa época, os quatro integrantes do grupo conversavam informalmente sobre essa volta.
Em certa época, Lennon, McCartney e Starr chegaram a passar um tempo juntos, em Los Angeles. No mesmo ano, Harrison (que estava em turnê pelos Estados Unidos), Starr e Lennon se encontraram em Nova York.
As fotos acima são tiradas de frames do novo documentário LENNONYC, que estreou recentemente na rede de TV PBS. É um belo documento sobre os anos de John Lennon em Nova York, e também trata dessa passagem do ex-beatle por Los Angeles, em 1974.
Abaixo, uma imagem de George Harrison com Lennon, no mesmo ano. Foi durante uma noitada no Troubador e, dizem, é a última fotos dos dois juntos.
E também há, claro, a história da lendária jam do Paul McCartney com John Lennon, Stevie Wonder e outros, também em 1974 (que ano!). Essa eu já contei neste post aqui.
O que Mick Jagger, Gene Simmons e Robert Plant têm em comum? As groupies. Aquelas fãs sedentas pela música e, mais ainda, por uma aventura sexual intensa. Esse é o assunto do documentário Let's Spend The Night Together: Confessions of Rock's Greatest Groupies, produzido pela VH1. Estreia em 15 de dezembro, nos EUA.
Como você já deve ter visto, o U2 confirmou oficialmente um dos shows brasileiros. O Rodrigo Salem, maior especialista brasileiro no assunto (isso é elogio!), fez uma análise profunda do repertório da 360° Tour:
Obviamente, a espinha dorsal dos shows é a mesma, principalmente por causa do trabalho visual. É mais ou menos como nos shows de Paul McCartney: no máximo, umas quatro mudanças – se dermos sorte. Atualmente, depois da instrumental inédita, a apresentação segue mais ou menos assim:
"Beautiful Day"/"New Year’s Day" ou "I Will Follow" (que mal apareciam na primeira perna da tour)/ "Get On Your Boots"/ "Magnificent"/ "Mysterious Ways" ou "Elevation"/"Until the End of The World"/"I Still Haven’t Found What I’m Looking For"/ Momento surpresinha 1 e (ou) 2: "Angel of Harlem", "Desire", "Mercy", "North Star", "Electrical Storm", "Bad" ou "Glastonbury"/"Pride (In The Name of Love)"/"In a Little While"/"Miss Sarajevo"/"City of Bliding Lights"/"Vertigo"/"I’ll Go Crazy If I Don’t Go Crazy Tonight" (remix)/"Sunday Bloody Sunday"/ "MLK" ou "Scarlet" (mas aposto na primeira)/"Walk On"/"One"/"Where The Streets Have No Name"/"Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me" ou "Ultraviolet (Light My Way)"/"With or Without You"/"Moment of Surrender".
Não sei qual é o propósito disso, mas o Jamie xx (do the xx) remixou o disco I'm New Here, do Gil Scott-Heron, e o trabalho sairá como o nomeWe're New Here (em 21 de fevereiro). Acima, o clipe para a nova versão de "NY is Killing Me".
É a invasão dos discos voadores (ou melhor: objetos voadores não-identificados). Agora eles estão sobrevoando a Turquia, como mostra o vídeo acima. Continuação da invasão ou do golpe de marketing?
Quando o Natal chegar... Passe medo. Ou algo assim. Em Rare Exports: A Christmas Tale, o Papai Noel é um monstro que acaba sendo libertado por engano e não está muito interessado em distribuir presentes.
Claro que esse não foi o primeiro filme a brincar com o "espírito natalino". Em 1974, Black Christmas foi uma surpresa nos cinemas, arrecadando mais de US$ 4 milhões. Ganhou até um remake, em 2006. O original está inteiro no YouTube:
Mas o meu preferido é o espanhol Películas Para no Dormir: Cuento de Navidad (2005), do diretor Paco Plaza (o mesmo da série [rec]), sobre um bandido assassino que é aprisionado por um grupo de crianças. Até que escapa, claro.
Olha lá: o U2 deve mesmo trazer a turnê 360º ao Brasil em abril de 2011. A ideia é fazer dois shows em São Paulo e um em Porto Alegre. Mais informações aqui.
Com o fim do segundo show de Paul McCartney em São Paulo, nesta segunda-feira (22) acabou-se a perna brasileira da Up and Coming Tour - pelo menos a parte correspondente a 2010.
Conversas de bastidor dizem que pelo menos dois promotores de eventos estão iniciando conversas para tentar trazer o músico de volta, já em 2011, para tocar no Rio de Janeiro, cidade que ficou de fora do roteiro neste ano.
Tudo ainda é embrionário e não existe absolutamente nada fechado. Mas já é um começo.
O disco All Things Mus Pass, clássico de George Harrison, vai ser relançado em vinil - mas em uma edição especial e limitada, feita para o Record Store Day. Vai ser uma reprodução fiel do original, triplo e com o mesmo material gráfico de 1970, mas com o som remasterizado em Abbey Road.
De contrato assinado, Katy Perry pediu para sair da escalação do Planeta Terra 2010 ao descobrir que havia sido convidada para cantar no American Music Awards. O resultado foi performance acima, "Fireworks". Um lance meio guerra de espadas de fogo.
Depois de ver um show, por mais perfeito que ele seja, você sempre fica com aquele sentimento de "faltou aquela!". Pensando nisso - e para comemorar a passagem de Paul McCartney por São Paulo - selecionei o repertório que eu acharia perfeito. (as em negrito fazem parte da seleção da Up and Coming Tour)
"Things We Said Today" / "I'll Follow the Sun" / "The Night Before" / "I'm Looking Through You" / "Got to Get You Into My Life" / "Sgt. Pepper’s" / "Penny Lane" / "Rocky Raccoon" / "Helter Skelter" / "Oh! Darling" / "Junk" / "Maybe I'm Amazed" / "Heart of the Country" / "Ram On" / "Helen Wheels" / "Silly Love Songs" / "Goodnight Tonight" / "Coming Up" / "Temporary Secretary" / "Take it Away" / "Press" / "You Want Her Too" / "This One" / "Calico Skies" / "Run Devil Run" / "From a Lover to a Friend" / "Follow Me" / "End of the End" - BIS: "When I’m 64" / "Blackbird" / "I Will" / "Let It Be" / "Live and Let Die"