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terça-feira, 19 de julho de 2011
Wong Kar-Wai libera imagens de novo filme de luta
Depois de um teaser sem imagens de The Grandmaster, o diretor chinês Wong Kar-Wai liberou um trailer com algumas cenas das lutas do filme (que conta a história do Ip Man, mestre de Bruce Lee).
É o primeiro filme de luta de Kar-Wai desde Ashes of Time (1994). A estreia de The Grandmaster foi adiada para 2012.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Veja imagens do filme novo de Wong Kar Wai

É impossível julgar apenas por fotografias, mas parece bonito esse The Grandmasters, do Wong Kar Wai. Este site de Hong Kong tem mais algumas imagens.
O filme está em pós-produção e conta a história do treinador de Bruce Lee, já mostrada no elogiado longa-metragem Ip Man (e vários outros longas e séries de TV). A estreia na China deve ser ainda neste mês.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Wong Kar Wai libera cartaz de novo filme
Wong Kar Wai, que andava meio sumido desde Um Beijo Roubado (o relançamento de Cinzas do Passado não conta!), liberou o pôster de The Grand Master. Essa é a parte boa. O lado ruim é que se trata de mais um filme contando a história do Yip Man, o lendário treinador de Bruce Lee. Assim, de cabeça, me lembro de Ip Man (2008), Ip Man 2 (2010) e The Legend Is Born: Ip Man (2010). Teve até uma luta na justiça.
The Grand Master deve estrear em dezembro de 2010, em Hong Kong, e tem como astro principal Tony Leung (de Amor à Flor da Pele e 2046 - Os Segredos do Amor).
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Caos, guitarras e um coelho assassino no rock chinês
Muito bom o clipe (e a música também) "Devil Rabbit", do grupo Guai Li. Caso o vídeo acima não funcione, clique aqui para assistir.
É a história de um assassino coelho (ou um assassino vestido de coelho, pelo menos) que sai massacrando todo mundo, com pequenas pausas para transar, dançar e assar uma pizza.
O disco de estreia, Flight of Delusion, acabou de sair pelo selo Maybe Mars (apesar da banda existir desde 2003).
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Documentário mostra supostas transmissões secretas da Nasa sobre ovnis
Todo o papo sobre o tal disco voador que parou um aeroporto na China me lembrou do documentário independente The Secret NASA Transmissions - The Smoking Gun, de 2000, que revelou supostas transmissões secretas da agência espacial norte-americana. Dá para ver na internet:
Tem até uma imagem de "algo" saindo de São Paulo.
Mas há um problema básico nisso tudo: o filme está hospedado no Google Video há alguns anos. E, segundo dizem por aí, o Google é do governo norte-americano. E agora? O que acontece quando duas teorias de conspiração trombam de frente?
Tem até uma imagem de "algo" saindo de São Paulo.
Mas há um problema básico nisso tudo: o filme está hospedado no Google Video há alguns anos. E, segundo dizem por aí, o Google é do governo norte-americano. E agora? O que acontece quando duas teorias de conspiração trombam de frente?
sexta-feira, 16 de julho de 2010
3 vídeos para esta manhã: Ovni, Tracy Morgan e o homem-robô
[via io9]
[via Vulture]
terça-feira, 8 de junho de 2010
Wong Kar Wai para completistas (tem até terror/comédia)

Não tenho um dado preciso para dizer isso, mas notei que as pessoas voltaram a falar bastante do Wong Kar Wai. Os filmes dele voltaram a "pipocar" nos sites de torrent e blogs. É curioso, porque ele não está lançando nenhum filme.
Depois de Um Beijo Roubado, o primeiro trabalho norte-americano dele, o cara deu uma sumida. Parece que está filmando The Grand Master, longa que conta a história do treinador de Bruce Lee (aliás, parece perda de tempo: Ip Man, de Wilson Yip, fez a mesma coisa em 2008 e foi muito elogiado). Aparentemente, ele também continua tentando levantar The Lady from Shanghai, filme que teve até Nicole Kidman entre os boatos sobre protagonista (o diretor negou).
Dito isso tudo, resolvi resgatar um post que se perdeu em uma das mudanças de endereço do With Lasers. É de 2008 e trata de filmes que o Wong Kar Wai escreveu (mas não dirigiu), de curtas e de comerciais:
Tenho de confessar que eu fico obcecado com as coisas facilmente. Então quando descobri o cinema de Wong Kar Wai (fui um fã tardio, eu sei) me enfiei de cabeça para ver absolutamente tudo o que ele tinha feito. E descobri várias surpresas simpáticas no caminho.
A primeira foi Cinzas do Passado (1994), o longa-metragem de lutas marciais que estava meio esquecido. Quase todas as versões em DVD estão fora de catálogo, mas a remontagem Redux (que foi exibida na Mostra de São Paulo, inclusive) deve resolver esse problema logo mais.
Mas há peças mais obscuras. A primeira é wkw/tk/1996@7'55"hk.net (1996), um curta-metragem feito por encomenda do estilista japonês Takeo Kikuchi (e com fotografia de Christopher Doyle, parceiro constante de Kar Wai). Graças a uma boa alma, o vídeo está no YouTube:
Depois, em 2000, o diretor fez uma homenagem aos astros esquecidos do cinema chinês no curta Hua Yang De Nian Hua. Esse chegou a ser lançado oficialmente em DVD como bônus da edição que a Criterion Collection fez para Amor à Flor da Pele. E também está na web.
Entre os curtas de Wong Kar Wai, o mais famoso é The Follow, lançado dentro da série The Hire – uma série de filmes pequenos bancados pela BMW em 2000 e 2001. O elenco tem Clive Owen, Adriana Lima (falando português), Mickey Rourke e Forest Whitaker. Esse trabalho foi inicialmente lançado na internet, mas depois também saiu em DVD. Atualmente está indisponível por meio de fontes oficiais, mas...
O DJ Shadow teve o privilégio de escalar Kar Wai para direção do vídeo de "Six Days", faixa lançada no álbum The Private Press (2002). Como se não bastasse, o clipe ainda tem o ator Chang Chen, de O Tigre e o Dragão (dirigido por Ang Lee em 2000).
A série de curtas-metragens continuou em Eros (dividido com Michelangelo Antonioni e Steven Soderbergh em 2004) e Cada Um Com Seu Cinema (2007, com outros 36 diretores, encomendado para comemorar os 60 anos do festival de Cannes). Essas duas compilações não são raras e estão disponíveis em DVD no Brasil.
Voltando ao cinema patrocinado o diretor lançou There's Only One Sun em 2007. O filme foi pago pela Philips, que queria divulgar sua série Aurea de televisões.
Até aí, tudo bem. Só que antes de assumir a direção, Wong Kar Wai era roteirista. Ele escreveu 13 filmes, dirigidos por várias pessoas. O primeiro foi Once Upon a Rainbow (1982), de Agnes Ng, mas o mais conhecido é provavelmente Final Victory (1987) – indicado a 11 prêmios, incluindo o de melhor roteiro, no Hong Kong Film Award do ano seguinte.
Nesse meio tempo, a maior das surpresas: Wong Kar Wai escreveu DOIS filmes de terror! São as duas partes de The Haunted Cop Shop, lançadas em 1987 e 1988. O primeiro volume foi postado integralmente no YouTube:
A lista não acaba nunca. Tem os comerciais que o diretor fez para a Dior, Motorola, Lacoste...
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Taiwan também tem Susan Boyle! (veja!)
Já que comecei o dia falando de calouros, vou continuar: e o "novo Susan Boyle" de Taiwan?
É o Lin Yu Chun, que participou do Super Star Avenue e também já é fenômeno do YouTube. Mas não canta mais que a Whitney Houston...
É o Lin Yu Chun, que participou do Super Star Avenue e também já é fenômeno do YouTube. Mas não canta mais que a Whitney Houston...
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Plastic City começa bem, mas se perde na favela

Quando Plastic City foi exibido em Cannes, as críticas apontaram os dedos para os lugares errados: o tigre branco na floresta tropical, a neve em São Paulo. Na verdade, tudo isso é compreensível dentro do universo do longa-metragem de Yu Lik-wai - mesmo porque esses fatos são explicados com ações ou justificados por cenas de fantasia.
Se a mistura China/Brasil já causou esses mal entendidos, o diretor vai ainda mais longe ao escalar o japonês Jô Odagiri como o protagonista Kirin - sendo que o país de Mao e o Japão são inimigos históricos e, curiosamente, são nivelados pelo preconceito brasileiro, onde todo mundo vira "japa".
As virtudes da história de Plastic City chamam a atenção: Anthony Wong (mestre do cinema de Hong Kong, de longe o melhor ator em cena) é Yuda, um chefão do contrabando de produtos falsos chineses em São Paulo. Anualmente ele tem de lidar com os políticos locais em ações antipirataria que nunca levam a nada (lembra alguma coisa? Todo fim de ano...). Só que o lado bom do trabalho fica por aí.
Como quase toda estreia de diretor, o filme de Lik-wai tem muitas deficiências. A dublagem do português de Kirin é tão irritante quanto sofrível (e, em alguns momentos, as partes em chinês também sofrem desse mal); alguns dos coadjuvantes brasileiros são atores abaixo da média; certas cenas abusam da boa vontade do espectador (uma, em especial, mostra a revolta da população pobre contra a repreensão da polícia ao comércio de produtos piratas - e o que eles fazem? Uma espécie de performance que mistura parkour a grafite); a personagem de Tainá Müller fica deslocada, quase sem propósito dentro da trama; e tudo desgringola mesmo quando o núcleo chinês vai parar na favela. Aí - mesmo levando a tal liberdade fantasiosa do filme em consideração - fica difícil levar a história a sério.
Existem dois cortes de Plastic City, um com duas horas e outro com 95 minutos. Este último já foi lançado em DVD na Ásia e é o que estreia no Brasil hoje.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Takeshi Kitano ganha caixa "extra-oficial" com 22 DVDs

Fuçando em um fórum de cinema asiático, achei alguém escrevendo sobre uma caixa de filmes do ator/diretor Takeshi Kitano. Procurei em sites que vendem filmes daquela região, mas não achei nada. Tentei a Amazon, nada. Na última tentativa, achei a caixinha no eBay, por mais ou menos US$ 90 (com correio grátis!).
Em menos de 10 dias, a encomenda chegou. É um produto semi-oficial, do tipo bastante comum na China. É pirata, mas lançado oficialmente no país, que tem leis fracas na área de direitos autorais. Também é fácil presumir que em Pequim esse box - que tem 22 DVDs, com 21 filmes - deve custar uns R$ 30.
O pacote é inclui:
Furyo, Em Nome da Honra (1983); Violent Cop (1989); Rikyu (1989) - e não consegui encontrar a relação de Kitano com este longa; Boiling Point (1990); O Mar Mais Silencioso Daquele Verão (1991); Adrenalina Máxima (1993); Getting Any? (1995); Kids Return (1996); Fogos de Artifício (1997); Verão Feliz (1999); Tabu (1999); Brother (2000); Batalha Real (2000); Dolls (2002); Akechi Kogoro vs. The Fiend With Twenty Faces (2002) - esse é um bem obscuro; Batalha Real 2 (2003); Zatoichi (2003); Izo (2004); Blood and Bones (2004) - em dois discos; Takeshis' (2005); 15th August Last Dance (2005) - outro que aparentemente não tem relação com Kitano. E também vai ser difícil saber do que se trata, porque é o único que não tem legendas em inglês. É um filme de guerra.
É um bom panorama das carreiras de Takeshi Kitano como ator e diretor.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Filme comemora os 60 anos da República Popular da China
Neste 1 de outubro, a China comemora os 60 anos da República Popular da China. Mao Tse Tung subiu ao poder com seus camaradas em 1949 e - apesar do regime comunista ter se adaptado aos novos tempos - continua no poder.
O filme Tian An Men, da diretora Ye Daying, conta a história de alguns dos operários que trabalharam nas reformas do Portão da Paz Celestial, a entrada da Cidade Proibida, para a cerimônia que fundaria a "nova China", em 1949.
O próprio Mao aparece no filme, que foi lançado neste ano. Sim, o próprio Mao - usando a mesma técnica de Forrest Gump - O Contador de Histórias (de forma mais tosca, é verdade). O trailer está acima.
Tian An Men faz parte de uma trilogia, completada por Red Cherry (1995) e A Time to Remember (1998).
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Confúcio de Chow Yun-Fat já tem trailer
Confucius, longa-metragem sobre a vida do filósofo Confúcio estrelado por Chow Yun-Fat, já tem trailer:
O filme, dirigido por Mei Hu, deve ser exibido na China ainda neste ano, nas comemorações do aniversário da República Popular da China.
Em 1944, Frank Capra dirigiu The Battle of China - longa-metragem sobre a Segunda Guerra Mundial - que se baseava em trechos do Analectos, de Confúcio. Dá para ver inteiro no YouTube:
Já Chow Yun-Fat deve estar em The Red Circle, remake de O Círculo Vermelho (1970). Apesar de estarem rolando boatos sobre um cancelamento desse projeto, inicialmente previsto para 2011 (e dirigido por Johnnie To).
[originalmente publicado no Ásia Agora, meu blog de cinema asiático]
O filme, dirigido por Mei Hu, deve ser exibido na China ainda neste ano, nas comemorações do aniversário da República Popular da China.
Em 1944, Frank Capra dirigiu The Battle of China - longa-metragem sobre a Segunda Guerra Mundial - que se baseava em trechos do Analectos, de Confúcio. Dá para ver inteiro no YouTube:
Já Chow Yun-Fat deve estar em The Red Circle, remake de O Círculo Vermelho (1970). Apesar de estarem rolando boatos sobre um cancelamento desse projeto, inicialmente previsto para 2011 (e dirigido por Johnnie To).
[originalmente publicado no Ásia Agora, meu blog de cinema asiático]
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Relançamentos dos Beatles: Paul McCartney versus China
Em entrevista à Rolling Stone, Paul McCartney explicou o motivo dos discos remasterizados dos Beatles - que serão lançados em 9 de setembro - terem um som melhor:
"Tudo está mais nítido, já que as mixagens são feitas cuidadosamente, como os caras do [estúdio] Abbey Road costumam fazer. Sabe, não é como se fosse um pessoal lá na China fazendo o serviço."
Olha o preconceito, Paul!
A edição da Rolling Stone Brasil - que tem essa entrevista, mais textos que detalham o fim da banda e explicam como o game The Beatles: Rock Band ganhou vida - chega às bancas nesta semana.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Cena roqueira de Pequim está pronta para dominar o mundo

Michael Pettis já passou pelo turbilhão musical que foi a Nova York do começo dos anos 80. Na terra do tio Sam ele pilotava o S.I.N., mas ele trabalhava mesmo com finanças.
Em Pequim, onde mora atualmente, ele fundou o selo Maybe Mars, especializado em rock alternativo, e também "abrigou" a cena local na casa noturna D-22.
Desse pequeno núcleo saíram bandas que hoje começam a romper as fronteiras mundiais, como Hedgehog, Joyside e – em especial – Carsick Cars.
Abaixo Pettis fala mais sobre a cena chinesa e a luta pela independência. Musical, claro.
WITH LASERS - Como você se envolveu com a cena de rock de Pequim?
MICHAEL PETTIS - Sempre amei música e estive envolvido com ela, de uma forma ou de outra. No começo dos anos 80 eu cheguei a abrir uma casa de shows no East Village, em Nova York, o que era uma forma de conhecer um dos meus heróis, o músico brasileiro/norte-americano Arto Lindsay. O meu clube acabou sendo o lugar onde bandas como o Sonic Youth e o Swans começaram, além de compositores como John Zorn e Elliott Sharp.
Quando me mudei para a China, em 2002, imediatamente comecei a freqüentar as baladas e, apesar de encontrar alguns músicos muito talentosos, a cena era muito derivativa, decepcionante e chata. As únicas bandas que conseguiam tocar nas casas noturnas eram as que imitavam as norte-americanas ou britânicas. Eu achava que Pequim precisava de um clube tipo os de Nova York, com uma platéia disposta a seguir os artistas, dando liberdade para que eles pudessem tocar o que quisessem e que os desafiasse. Os músicos de lá só precisavam desse apoio para que começassem a fazer uma música própria.
No Brasil houve uma explosão de bandas independentes nos últimos anos, mas a cena estagnou quando os artistas não conseguiram penetrar no mainstream. É possível sobreviver e evoluir na China sem o mainstream?
É sempre difícil manter a música independente, mas a cena está crescendo rapidamente e há excitação. É preciso se lembrar que a China tem uma história musical muito menor que a do Brasil – até o fim dos anos 80 só o pop açucarado e a música politicamente aceitável era executada e – até a chegada da internet na última década – a maior parte dos chineses desconhecia a música estrangeira. Então a China é hoje mais ou menos como os EUA nos anos 60: a música não é só música, ela faz parte de uma revolução cultural mais ampla que traz liberdade, novas idéias, e uma forma de expressar a insatisfação com o materialismo oficial e o conformismo da China de hoje. É isso que mantem a cena crescente e vibrante.
A língua é um problema para as bandas chinesas? Bandas como o Carsick Cars – que tocou nos festivais europeus este ano – estão cada vez mais cantando em inglês e deixando o mandarim de lado. Fora esse lado comercial ligado à aceitação em outros mercados, como os artistas se sentem cantando em inglês?
A decisão de cantar em inglês é difícil em qualquer país onde essa não é a língua oficial. Na China também há o fato de que a tonalidade do mandarim é difícil de se encaixar nos ritmos do rock and roll. Com certeza a maior parte dos artistas mais velhos – com exceção do PK 14 - cantavam basicamente em inglês, mas os mais novos cantam e ambas as línguas, aprendendo a encaixar o chinês no rock. É uma questão de rebeldia. Ao cantar em inglês nossos músicos se distanciam da cultura dominando – que eles rejeitam – mesmo que isso signifique que eles vendam menos CDs. Nós incentivamos nossos artistas a cantarem em chinês porque, no fim, acreditamos que eles precisam se comunicar com a platéia de onde eles vêm, mas claro que nunca os obrigaríamos a fazerem qualquer coisa. A escolha é deles.
Como é a cena fora de Pequim? As bandas conseguem viajar e tocar pelo resto do país?
Três anos atrás era muito difícil tocar no resto da China, mas em março deste ano o Carsick Cars e o The Gar tocaram em clubes pequenos e grandes em 23 cidades do país. A turnê chamou atenção e, mês que vem, um livro será lançado por um jovem escritor que acompanhou as bandas. Incentivamos nossas bandas a saírem em turnê e quase todos os dias alguma banda de Pequim está tocando em outros lugares. E, claro, isso também encoraja as bandas dessas cidades a fazerem o mesmo.
Pequim ainda é, de longe, o centro musical da China, mas estamos começando a ter mini-centros em Wuhan, Chengdu, Xian, Kunming, Nanquim e Xangai. A cena de rock chinesa é hoje como o punk nos EUA e Inglaterra no fim dos anos 70 – Londres e Nova York eram os centros, com casas noturnas, pequenas gravadoras e pessoas interessadas na música. A internet é importante porque faz com os dez garotos intelectuais de alguma cidade distante – que nunca teriam a chance de conhecer outras pessoas como eles – possam se reunir virtualmente, conhecer e acompanhar as bandas e compartilhar experiências. Especialmente nos últimos três anos, quando a qualidade musical aumentou e a música começou a chamar atenção globalmente e localmente, passou a haver excitação e uma abertura que fez com que as pessoas se envolvessem [com a cena] e se organizassem.
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Cena de rock alternativo da China: até a CNN já notou
Quando até a CNN está fazendo matéria sobre a cena de rock alternativo de Pequim é porque o bicho está pegando de verdade. Tem Carsick Cars, Buyi, Spring & Autumn, Queen Sea Big Shark, Hanggai (folk com origem na Mongólia, encara?), Snapline e outras muitas.
Como a China ainda é principiante na área, as bandas têm liberdade total - e, vamos falar a verdade, os músicos não são estimulados pelo capitalismo selvagem estilo ocidental desde cedo.
Mais um detalhe: até pouco tempo, o governo local não aprovava a cena (e hoje só a tolera). Então se existe um lugar onde a cena roqueira é alternativa mesmo, é na China.
Como diz Michael Pettis, o dono do selo Maybe Mars, na matéria da CNN, "se a China tem um quinto da população do mundo, é provável que tenha um quinto dos gênios da música também". Com uma cena de mais de mil bandas, alguns deles devem estar no rock.
Neste ano o Carsick Cars (que eu toquei no podcast Qualquer Coisa no ano passado) tocou em festivais da Europa. A coisa está se espalhando cada vez mais, daqui a pouco os caras já estão no Goiânia Noise, no Popload Gig... Só vai ser difícil decorar as letras para cantar junto.
Como a China ainda é principiante na área, as bandas têm liberdade total - e, vamos falar a verdade, os músicos não são estimulados pelo capitalismo selvagem estilo ocidental desde cedo.
Mais um detalhe: até pouco tempo, o governo local não aprovava a cena (e hoje só a tolera). Então se existe um lugar onde a cena roqueira é alternativa mesmo, é na China.
Como diz Michael Pettis, o dono do selo Maybe Mars, na matéria da CNN, "se a China tem um quinto da população do mundo, é provável que tenha um quinto dos gênios da música também". Com uma cena de mais de mil bandas, alguns deles devem estar no rock.
Neste ano o Carsick Cars (que eu toquei no podcast Qualquer Coisa no ano passado) tocou em festivais da Europa. A coisa está se espalhando cada vez mais, daqui a pouco os caras já estão no Goiânia Noise, no Popload Gig... Só vai ser difícil decorar as letras para cantar junto.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Vida de Bruce Lee deve virar série de filmes

Os irmãos de Bruce Lee autorizaram a produção de uma série de filmes sobre o lutador de kung fu. A responsável será a companhia chinesa J.A. Media, que ainda não anunciou quem interpretará Lee.
Sabe-se que esses longas devem ser focados mais na vida pessoal do astro - o mais famoso da China -, mas que também terão lutas. "Haverá kung fu", disse o produtor Manfred Wong. "Mas o mais importante é que queremos mostrar o verdadeiro Bruce Lee. Como ele era? Muito bem-humorado. Obediente aos pais. Muito gentil com a família."
Em 2008, devido aos Jogos Olímpicos da China, a rede de TV estatal CCTV fez uma série de 50 episódios que contava a vida do ator, The Legend of Bruce Lee. O YouTube tem várias cenas:
[Post originalmente publicado no Ásia Agora]
quinta-feira, 5 de março de 2009
Zhang Yimou celebrará o comunismo chinês em novo filme

O diretor Zhang Yimou (Herói, O Clã das Adagas Voadoras) vai irritar muita gente: ele declarou que seu próximo filme será para "celebrar a fundação da nova China". Ou seja, a República Popular da China, fundada pelos comunistas há 60 anos.
Tudo bem, a carreira do cinesta sempre andou lado a lado com o governo chinês. Mas será que agora, com um longa-metragem tão explicitamente dedicado à causa, ele vai continuar sendo tão querido no mundo todo?
Yimou ainda não aceitou formalmente, mas em 1 de outubro deve comandar a festa de comemoração das seis décadas do comunismo chinês, que incluirá queima de fogos e desfiles militares na Praça da Paz Celestial. No ano passado ele foi o responsável pelas cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos Olímpicos de Pequim.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Red Cliff: o épico de John Woo

Estou morrendo de curiosidade para ver Red Cliff, o épico em duas partes (e quase cinco horas) de John Woo. É o filme mais caro já feito na Ásia, com um orçamento de US$ 80 milhões. O longa também marca a volta do diretor à China, depois de nove filmes (e 15 anos) trabalhando nos Estados Unidos.
A primeira parte eu comprei na China, em DVD - e está lacrada, esperando a segunda parte para proporcionar uma experiência mais completa. No final de janeiro chegou aos cinemas asiáticos a continuação, cujo trailer é este aqui:
E aí, entusiasmou? Mundialmente Red Cliff deve ser lançado em versão reduzida: um filme só, com duas horas e meia.
Na Ásia rola uma certa rejeição com o John Woo, já que o cara foi para os EUA fazer filmes em Hollywood e depois voltou para a terra natal. O clima é de "se era tão bom, por que voltou?". Parece que Woo está decidido a dividir a área de atuação dele, já que deve fazer 1949 (previsto para 2010) na China e Rainbow Six (baseado na obra de Tom Clancy) na terra de Obama.
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