Foi um mês corrido e cheio de emoção, então me esqueci de postar aqui. Mas vamos lá: eu entrevistei a Yoko Ono para a Rolling Stone e ela disse algumas coisas bem interessantes. Em especial, disse que algumas das faixas de John Lennon retrabalhadas por George Harrison, Paul McCartney e Ringo Starr nos anos 90 podem, sim, um dia serem lançadas.
Alguns momentos da entrevista com a econômica (em palavras) Yoko:
Sobre o comércio construído em volta da memória de John Lennon, incluindo a venda de uma privada que ele usou. Não é estranho que algo completamente irrelevante à arte dele ganhe valor financeiro? "Tudo é arte, de certa forma. E a Fountain, do Duchamp? Tudo bem se quiserem um vaso sanitário, não é nada diferente de quererem um boné que o John tenha usado."
Em "God", John canta que só acredita nele mesmo e em Yoko. Em quem ela acredita? "Eu acredito na maior parte das coisas da vida. A beleza da natureza, a amabilidade dos animais, a sabedoria do homem. O milagre deste planeta. A força do universo. Eu acredito em mim."
A íntegra da entrevista está no site da Rolling Stone, aqui. Entrevistei a Yoko - posso dizer que entrevistei um beatle?
Preste atenção, o presente e o futuro da música norte-americana esta aqui. Kid Cudi e sua banda de rock tocaram "Erase Me" no Late Show do David Letterman. O disco Man on the Moon II: The Legend of Mr. Rager chega às lojas no dia 9 de novembro. Foda.
O diretor Edgar Wright, que sempre manteve boa relação com seu público, liberou trechos dos extras do blu-ray de Scott Pilgrim Contra o Mundo, que chega às lojas (gringas) logo mais, em 9 de novembro. Olha só:
Uma ceninha de bastidores
Os responsáveis pela trilha-sonora se explicam
Erros de gravação
Por aqui, o filme chega aos cinemas do Rio e de São Paulo em 5 de novembro. Para mais extras do blu-ray, clique aqui.
Há várias justificativas para essa imagem, sendo que as duas principais são: a senhora estaria apertando um aparelho de audição (que já existia na época); ela seria uma doida, falando sozinha com a mão na orelha.
A Plastic Ono Band fez uma apresentação em Los Angeles, no fim de semana passado, e tocou "Give Peace a Chance". Não vou nem discutir o mérito musical (foi ruim), mas olha a lista de gente que participou dessa faixa: Yoko Ono, Lady Gaga, Sean Lennon, Perry Farrell, Joseph Gordon-Levitt, Sonic Youth, Carrie Fisher, Harper Simon, RZA e alguns outros.
Ontem, no programa do Jools Holland, Paul McCartney tocou faixas de Band on the Run. O álbum ganha versão remasterizada e de luxo no dia 1 de novembro.
Nem todo mundo está louco para sair da mina, como os chilenos. Veja o caso do Queens of the Stone Age, por exemplo. A banda gravou um show (em 2007, é verdade) em uma mina de sal, na Alemanha (acima você vê um trecho). Parece que deve sair em DVD, mas ainda não há confirmação oficial. Curiosamente o peso da banda não fez as paredes desmoronarem.
Ontem o Black Eyed Peas recebeu Jorge Ben Jor no palco, no Rio de Janeiro. A imagem você pode (tentar) ver acima. O mais curioso desse encontro é a polêmica envolvendo a banda e o brasileiro, que você pode entender melhor no vídeo abaixo.
Na época em que Ben Jor descobriu essas semelhanças (e os samples utilizados, segundo ele, sem autorização), disse que iria entrar com uma ação na justiça, segundo matéria da Folha de S. Paulo de 26 de março de 1999 (disponível aqui, para assinantes).
Em 2006, o Black Eyed Peas participou da versão de "Mas Que Nada", de Ben Jor, que Sergio Mendes gravou para o álbum Timeless. Na Europa, a faixa chegou a voltar às paradas de sucesso.
Recentemente um montão de "luzes estranhas" e "objetos voadores não-identificados" começaram a aparecer em diversas cidades do mundo. Este post analisa a situação e aponta: pode ser um golpe de marketing do filme Skyline, que trata de uma invasão extraterrestre.
Foi tudo muito rápido: a série The Inbetweeners surgiu em 2008, conquistou a Inglaterra (estampando a cada do semanário NME, faturando três prêmios Bafta (o Emmy local)e apagando as luzes para desaparecer ao fim de seu décimo oitavo episódio.
Muitos fatores podem explicar o sucesso dessa comédia, mas o principal deles é a simplicidade. The Inbetweeners conta a história de um grupo de amigos que leva uma existência comum. Will é um garoto acostumado ao mundo das escolas particulares britânicas que, depois da separação dos pais, tem de enfrentar o selvagem mundo do ensino público. Na escola ele conhece Simon (o mais velho e o único quase normal da turma), Jay (obcecado por sexo e com tendência a mentir descontroladamente) e Neil (o lentinho do grupo). Às vezes eles até se dão bem mas, como todo mundo, eles passam boa parte da adolescência se dando mal. O programa não cai para o lado descolado (como Skins) e muito menos para o fantasioso (Gossip Girl).
Ainda há esperança para os fãs: fala-se em um especial para a TV ou um longa-metragem para os cinemas. Por outro lado, não há confirmação oficial (mas um roteiro está sendo produzido). Por enquanto só nos restam as excepcionais três temporadas, de meros seis (SEIS!) episódios cada. A maldição da TV britânica!
Agora tudo ficou claro: o vídeo do ET Bilu era um viral do longa Paul, com Simon Pegg e Nick Frost, dirigido por Greg Motolla (Superbad). Ou seria Paul um biopic do Bilu?
Paul estreia na gringa em fevereiro de 2011. O personagem título tem a voz de Seth Rogen.
Alain Johannes, que tocou recentemente no Brasil, e sua falecida parceira de Eleven, Natasha Shneider, fizeram uma esquete com o Soundgarden, em 1996. É uma entrevista falsa na qual eles interpretam entrevistadores do tipo "europeus analistas".
Hoje Tom Petty, lenda do rock, completa 60 anos. Logo mais, em novembro, ele coloca nas lojas uma versão especial do clássico Damn the Torpedoes (1979): em vinil duplo, CD duplo ou blu-ray.
A IstoÉ solucionou o mistério do ET de Varginha. Provavelmente era um morador local, confundido com um extraterrestre pelas garotas da cidade. A foto acima consta nos documentos aos quais a revista teve acesso. Morre uma lenda! Agora só nos resta Bilu.
Diz a IstoÉ:
É na página 334 do material – são 357 no total – que está a história oficial, contada pelos militares para o suposto ET avistado pelas três garotas após sete meses de investigação. Para o tenente-coronel Lúcio Carlos Pereira, encarregado do IPM, elas viram, na verdade, um homem popularmente conhecido como "Mudinho". Ele costumava ficar agachado (mesma posição em que estaria o ET, segundo os relatos) e provavelmente apresentava algum desvio mental. Segundo o Exército, o ET nunca existiu. Na época, "Mudinho" tinha cerca de 30 anos e morava com a família em frente ao terreno onde as garotas afirmaram ter visto a criatura. Ainda hoje, esse morador é visto regularmente agachado recolhendo objetos do chão, como cigarros e galhos.
"(É) mais provável a hipótese de que este cidadão, estando provavelmente sujo, em decorrência das chuvas, visto agachado junto a um muro, tenha sido confundido, por três meninas aterrorizadas, com uma 'criatura do espaço'", escreve ele, que juntou aos autos um estudo fotográfico que simula a semelhança entre o cidadão e o suposto ET.
O Guns N'Roses recebeu um convidado especial no show de ontem, em Londres: o ex-baixista do grupo, Duff McKagan. Ele foi apresentado por Axl Rose e tocou baixo em "You Could Be Mine". Segundo Axl Rose contou ao público, o reencontro se deu porque ambos estavam no mesmo hotel. "Tinha um cara no fim do meu corredor tocando música alta e merdas assim", disse o cantor. "Mas que caralho! Oh - é o Duff!"
Um tempinho depois, voltou ao palco para tocar guitarra e dividir os vocais de apoio com o atual baixista do Guns, Tommy Stinson, em "Nice Boys". Para encerrar, tocou guitarra em "Knockin' on Heaven's Door" e pandeiro em "Patience". "Esta noite foi fantástica!", escreveu o guitarrista DJ Ashba no Twitter. "O Duff McKagan apareceu e tocou conosco! Bad ass!"
Foi a primeira vez que McKagan se apresentou ao vivo com o Guns N'Roses desde 1993. Em 2010 o músico entrou (e saiu) no Jane's Addiction e atualmente voltou a testar novos vocalistas para a vaga deixada por Scott Weiland no Velvet Revolver.
É sério. Parece um quadro de comédia, mas é sério. O ET Bilu tem uma mensagem para você - e a Record foi lá buscar, com o Domingo Espetacular. Só que, no meio do caminho, irritou os amigos do Bilu. O R7 tem a reportagem original.
Continuando este post, a revista Entertainment Weekly fez uma edição dedicada a reuniões de elencos famosos: de Gilmore Girls a De Volta Para o Futuro, passando por The West Wing e Will & Grace. Acima, o vídeo de reencontro de Michael J. Fox e Lea Thompson. Os outros vídeos estão neste link.
Karen Elson, mais conhecida no mundo roqueiro como a esposa de Jack White (eles se casaram no Brasil, inclusive) lançou o single para a faixa "The Truth Is In The Dirt" - e o lado B tem uma bela surpresa: uma versão de "Season of the Witch", do Donovan.
Aqui está a primeira imagem do Daft Punk dentro do universo de Tron, no filme Tron Legacy, segundo o site io9 (que também aponta a faixa "The Game Has Changed", no Facebook do longa).
Michael J. Fox vai se reencontrar com Lea Thompson e Elisabeth Shue no Scream Awards, no próximo dia 19, e, para aquecer os fãs, recriou um video promocional do filme De Volta Para o Futuro. Abaixo, o teaser original.
O longa ainda tem Julia Ormond (como Vivien Leigh), Kenneth Branagh (Laurence Oliver), Judi Dench (Dame Sybil Thorndike), Emma Watson e tem direção de Simon Curtis.
Ringo Starr postou um vídeo no qual ele deseja feliz aniversário a John Lennon, que completaria 70 anos no próximo dia 9. "Você acredita? 70 anos!", diz o baterista.
O cartão-postal acima está à venda por cerca de R$ 3.800. Ele foi escrito a mão por William Burroughs e tem - olha só que simpático - dois furos de bala calibre .22. O texto diz:
"Dear Clay, Bullet holes herald Big Bang Art hard on B.B. theory of creation. Many thanks for Shoot Out. It is great. I'll be here. Look forward to seeing you. All the best, William."
O Clay em questão era S. Clay Wilson, ilustrador e artista undergorund que trabalhou com Burroughs.
Se alguém tiver interesse em comprar - mesmo que para me presentear - o cartão está sendo vendido aqui.
O Los Hermanos se reuniu nesta terça-feira para começar os ensaios da mini-turnê que fará nos próximos tempos. Os fãs podem acompanhar a movimentação pelo Twitter ou pelo Twitpic (de onde saíram as imagens acima). As datas dos shows estão no MySpace da banda.
O Libertines fez uma breve volta, mas Carl Barât parece estar mesmo dedicado à estreia da carreira solo dele. Acima você pode ouvir a íntegra do álbum criativamente chamado Carl Barât.
Aqui está o trailer de Burke and Hare, a volta do diretor John Landis (Lobisomem Americano em Londres, Clube dos Cafajestes) aos grandes filmes. E também tem uma quase reunião do Spaced, sobre a qual eu escrevi neste post.
A apresentadora Chelsea Handler nunca escondeu: ela curte um rapper. Ela sempre escreve sobre isso, fala sobre isso e deixa bem claro aos convidados do Chelsea Lately, o talk show dela no E!. E agora o TMZ conseguiu a foto acima, de um suposto encontro dela com o 50 Cent, em Nova Orleans. Será que não era só parte do repertório de piadas dela, então?
A Associated Press fez uma matérie breve, simpática e informativa sobre a sexta temporada de It's Always Sunny in Philadelphia. E essa gravidez da Dee, hein?
Saiu - finalmente! - o primeiro segundo trailer completo do filme Atividade Paranormal 2. A continuação, dirigida por Tod Williams (e não por Oren Peli, do original) deve chegar aos cinemas brasileiros em 22 de outubro.
Essas animações feitas em Taiwan são as coisas mais engraçadas da internet desde o Fail Blog. Acima, uma explicação sobre o "o filme do Facebook" (aka A Rede Social, o novo longa de David Fincher).
Em um lado mais sério da coisa, o crítico Peter Travers, da Rolling Stone norte-americana, chamou A Rede Social (estreia no Brasil em 3 de dezembro) de "o filme do ano".
O documentário What the Future Sounded Like ("como o futuro soava"), de Ian Collie, mostra as origens do londrino Electronic Music Studios onde, no fim dos anos 60, alguns dos primeiros instrumentos de música eletrônica foram desenvolvidos.
É engraçado descobrir que o seriado nerd Doctor Who está entre os primeiros pontos essenciais da popularização desse tipo de música. E também que, naquela época, os escritórios de direitos autorais britânicos se recusavam a pagar royalties para os autores de eletrônica ("Não é música", alegavam).