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segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Brian Epstein: a redescoberta do lendário empresário dos Beatles



Na história dos Beatles sempre houve um grande debate a respeito de que seria “o quinto beatle”. Eu sou de uma tese simples: ninguém. Mas se for para entrar no clima, eu diria que é um posto dividido igualmente pelo produtor George Martin e o empresário Brian Epstein.

A vida do segundo, que deixou uma segura posição de administração das empresas familiares para apostar no mundo desconhecido da vida artística, virou uma interessante HQ em 2013. Ela se chama, claro, The Fifth Beatle e foi escrita pelo produtor da Broadway Vivek Tiwary.


A graphic novel usa de recursos surrealistas para mostrar os lados mais obscuros da personalidade de Epstein - que era gay em uma época absurda em que ainda era crime ser gay no Reino Unido - incluindo o vício em remédios prescritos. Bonito, inteligente e articulado, ele foi o protótipo do superstar manager, dando crias que até hoje se espalhando pelo mundo do entretenimento (pense em Scooter Braun, empresário de Justin Bieber, PSY e outros).


“Fiquei assustado em descobrir como havia pouca informação sobre Brian Epstein e a administração dos Beatles”, escreve Tiwary no posfácio do volume - e ele tem razão, até hoje a única referência da vida e do trabalho do empresário é autobiografia A Cellarful of Noise (1964, atualmente só disponível em versão para Kindle) e alguns poucos livros menores. “Então mergulhei em uma pesquisa que durou mais de duas décadas.” (Também vale a pena ver o documentário que a BBC fez em 2010, The Brian Epstein Story)

Epstein morreu aos 32 anos, em agosto de 1967, vítima de uma overdose de remédios para dormir. Os Beatles, já estraçalhados internamente, se enfiaram numa espiral de escolhas erradas, brigas internas e interesses distintos que os levaram a uma separação poucos anos depois.

Quando li que um filme sobre a vida de Epstein seria feito, pensei: “tomara que seja baseado nos quadrinhos de Vivek Tiwary”. Por sorte, será mesmo – com roteiro escrito por ele e lançamento previsto para 2014 (e a liberação das músicas dos Beatles já aprovada). O ator para o papel é supostamente Benedict Cumberbatch – uma daquelas escolhas perfeitas e irrepreensíveis para contar uma das grandes histórias de bastidores do mundo da música.   

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Max Landis e o peso/poder da herança familiar





Como tudo na vida, a carreira de Max Landis já nasceu com pelo menos um ponto positivo e outro negativo. Ele é filho do diretor John Landis, famoso por clássicos dos anos 70 e 80, como O Clube dos Cafajestes (1978, uma das minhas comédias favoritas), Os Irmãos Cara-de-Pau (1980) e Um Lobisomem Americano em Londres (1981), então já nasceu dentro do mundo do entretenimento; por outro lado, ele é filho de John Landis – o que cara que teria causado um acidente mortal que mudou as regras de segurança da indústria cinematográfica durante a filmagem de Além da Imaginação – O Filme (1983). Esse segundo ponto, dizem, teria levado o codiretor do projeto, Steven Spielberg, a decretar: “ele nunca mais vai trabalhar em Hollywood”. Pode ser exagero, mas a carreira de Landis nunca mais foi a mesma.

Voltando ao Max, a primeira vez que ele se destacou de verdade foi conquistando o coração de fãs mais devotados. O curta-metragem The Death and Return of Superman, sobre, bem, a morte e o retorno do herói foi lançado no YouTube em 2012 (e tem quase 2,5 milhões de views), mesmo ano em que o filme Poder Sem Limites, escrito por ele, chegou aos cinemas.



Antes disso, ele já era ativo no mundo da ficção. Max escreveu o roteiro de episódios das antologias de terror Masters of Horror (“Deer Woman”, co-escrito e dirigido pelo pai dele) e Fear Itself (“Something with Bite”, entrando no mundo dos lobisomens), além de ter escrito e dirigido uma série de curtas.

Mas Poder Sem Limites mudou tudo. A história sobre adolescentes que ganham superpoderes filmada em primeira pessoa arrecadou mais de US$ 64,5 milhões só nos EUA, com um orçamento de US$ 12 milhões. O diretor do longa, Josh Trank, vai comandar o reboot do Quarteto Fantástico, prometido para 2015. E Max está terminando de dirigir a comédia que ele mesmo escreveu, Me Him Her - um “Caindo na Real sob efeito de ácido”, segundo ele -, sobre um trio de jovens em crise. E também foi o responsável pelo roteiro de Frankenstein, de Paul McGuigan, diretor da série Sherlock.

E quase me esqueço do motivo principal deste post: uma ótima HQ escrita pelo Max, "Boys' Night", trazendo os personagens da Disney para o mundo real de Hollywood. Espere um Mickey em crise, um Pato Donald deprimido e um Pateta sofredor. Não deixe de ler.    


quarta-feira, 1 de junho de 2011

Retalhos, de Craig Thompson, ganhará edição especial nos EUA



Retalhos (2003), graphic novel de Craig Thompson, vai ganhar uma edição especial nos Estados Unidos, em agosto. Segundo a editora Top Shelf, Blankets (o nome original da HQ) vai ter uma nova imagem de capa, papel de mais qualidade, encadernamento especial, capa dura e outros detalhes que devem agradar aos mais detalhistas.

O livrinho seguinte de Thompson, Carnet De Voyage (2004), também é altamente recomendável. Ainda mais pessoal, ele é um exercício, uma espécie de diário de viagem em quadrinhos. É triste e divertido.

Já a estreia dele, Good-bye, Chunky Rice (1993), é irregular. Vale a leitura, só não espere o calor dos outros dois livros.



Em setembro deste ano deve sair Habibi, o novo trabalho dele (com 672 páginas!).

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Liv Yilmaz: a mera existência continua



A esta altura, os quadrinhos (e animações) de Lev Yilmaz já viraram um clássico da internet. O que me lembrou do trabalho dele foi o livro Sunny Side Down, que achei dando bobeira em uma livraria paulistana. Sim, é depressão pura - mas também é uma análise direta e sem açúcar de diversos momentos de uma vida normal.

Em 2008 eu conversei com o Yilmaz sobre tudo isso. Dá para ler aqui.

E para relembrar, três grandes momentos da série animada Tales of Mere Existence:







O Lev Yilmaz continua postando vídeos no YouTube. O mais recente "My Favorite Artistic Advice" entrou no mês passado. E ele também tem um site.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Quadrinhos na Cia. promete um ótimo semestre para fãs de HQ



O selo Quadrinhos na Cia., da Companhia das Letras, vem fazendo um ótimo trabalho por aqui - e não só com os lançamentos gringos, mas também investindo pesado nos artistas locais. Pelo calendário de lançamentos do primeiro semestre, parece que 2011 vai seguir nesse esquema.



O lote começa com Ordinário, de Rafael Sica, em fevreiro. Como eu escrevi aqui, as tiras urbanas do gaúcho exploram cenas melancólicas (e sem falas) de situações cotidianas, usando o surrealismo como ferramenta crítica (ou explicativa, dependendo de cada caso). Um caso raro de HQ nacional com estilo e sentimento.

Em março chega o elogiado álbum Três Sombras, de Cyril Pedrosa, seguido pelo volume final da saga Scott Pilgrim, de Bryan Lee O'Malley, no mês seguinte.



Maio tem a dobradinha Colônia Penal, de Sylvain Ricard-Mael, e o ousado A Divina Comédia de Dante, de Seymour Chwast.

Mas o grande furor deve chegar com a edição nacional de Asterios Polyp, de David Mazzucchelli, obra que certamente só se equipara a Jimmy Corrigan, o Menino Mais Esperto do Mundo, de Chris Ware, em termos de revoluções-por-quadrinho.

  • Veja também:
    "Os lançamentos da editora Top Shelf em 2011"
  • terça-feira, 11 de janeiro de 2011

    Editora de HQs Top Shelf anuncia lançamentos de 2011



    O Top Shelf é uma editora muito simpática e acabou de anunciar a programação de lançamentos para este ano. Tem muito coisa que parece ser legal.

    Para começar, novas edições de Essex County (de Jeff Lemire, a ser lançada neste mês), Tricked (de Alex Robinson) e From Hell (Alan Moore e Eddie Campbell). São mais uma reposição de estoque, mas é bom saber que essas edições continuarão em catálogo.

    Para novembro, a continuação da elogiada compilação de quadrinhos adultos japoneses Ax: A Collection of Alternative Manga. O primeiro volume teve ótimas participações de gente como Yoshihiro Tatsumi, Imiri Sakabashira, Yusaku Hanakuma e Akino Kondoh, entre outros. A nova lista de autores não foi anunciada, mas a edição continua com Sean Michael Wilson e Mitsuhiro Asakawa.

    Mas o que mais me animou foi o anúncio da chegada de Any Empire, do quadrinista Nate Powell. O trabalho anterior dele, Swallow Me Whole, era uma imersão completa na vida (e mente) de uma família vitimada por doenças mentais. No novo trabalho, ele analisa os efeitos da guerra e da violência em um grupo de crianças norte-americanas. Deve sair em julho.

    terça-feira, 21 de dezembro de 2010

    Filmes de Samuel Fuller ganham capas desenhadas por Daniel Clowes



    Coisas lindas essas capas dos DVDs e blu-rays de The Naked Kiss (1964) e Shock Corridor (1963), de Samuel Fuller, que a Criterion Collection coloca nas lojas norte-americanas em 18 de janeiro. São ilustrações do quadrinista Daniel Clowes (de Ghostworld e, mais recentemente, Wilson).

    segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

    Uma lista de HQs para ler no verão



    Aproveitando a entrevista com o Adrian Tomine, fiz uma lista de histórias em quadrinhos (de lançamento recente) para o site da Rolling Stone.

    Estão lá: Sweet Tooth, 20th Century Boys, Ao Coração da Tempestade, Ordinário, Bando de Dois, Scott Pilgrim Contra o Mundo, The Unwritten, War is Boring, Wally Gropius, Notas Sobre Gaza e O Astronauta.

    Tem para todos os gostos.

    Entrevistas sobre quadrinhos: Adrian Tomine



    Adrian Tomine começou a fazer quadrinhos como todo bom autor começa: criando um fanzine de história curtas, o Optic Nerve, e distribuindo-o ele mesmo. Entre isso e as ilustrações que hoje ele faz para a New Yorker foi um longo caminho.

    Um ponto relevante desse caminho foi Shortcomings, uma história longa - mas não uma graphic novel, segundo o quadrinista - que segue a temática constante de Tomine: solidão, rejeição, relacionamentos que não dão certo e mais um monte de coisas com as quais o leitor pode facilmente se identificar (mesmo que negue).

    Em fevereiro ele lança Scenes From an Impending Marriage - a Prenupcial Memoir by Adrian Tomine, pela editora canadense Drawn & Quarterly. No volume, ele relata os bastidores de seu casamento. E em breve ele também deve estrear no mundo das cores, em um projeto ainda sem nome.

    Nenhum dos álbuns de Tomine foi publicado no Brasil, mas eles são facilmente encomendáveis nas melhores livrarias. (parece que a única coisa dele que saiu por aqui foi dentro da coletânea Comic Book - o Novo Quadrinho Norte-Americano, lançada pela Conrad)

    Eu conversei com o Adrian Tomine sobre o trabalho dele. Abaixo, a íntegra da entrevista.

    Como você acha que a internet afetou os quadrinhos independentes? Por exemplo, você acha que lançaria "fisicamente" o fanzine Optic Nerve se você estivesse começando hoje? Como observador, para que boa parte da diversão está no trabalho manual.

    Sei que vou me datar ao dizer isto, mas, pelo menos até agora, a verdade é que não acho que os computadores tenham apelo algum para a leitura de quadrinhos. Eu não quero consumir quadrinhos dessa forma, então obviamente não penso que meu trabalho será lido assim. Não acredito que verei uma mudança tão drástica assim enquanto viver, mas me ver o mundo impresso se erodir diante dos meus olhos – incluindo as livrarias – me deixa muito triste.

    De Optic Nerve a Shortcomings, a evolução – e o tamanho – do seu trabalho parecem ter evoluído de forma natural. Mas muitos artistas não se adaptam bem na transição de histórias curtas para longas. Como foi o seu processo para Shortcomings? A história foi originalmente serializada em Optic Nerve, mas você a finalizou antes de "quebrá-la"?

    Passar de histórias curtas para algo longo definitivamente foi uma batalha para mim. Hesito em chamar Shortcomings de graphic novel... porque não é muito longa. Foi um desafio no qual eu me joguei sem saber qual seria o resultado. De forma geral, minha estratégia foi mapear o roteiro antecipadamente, escrever e desenhar cada capítulo individualmente e me manter aberto a qualquer tipo de mudança ou improvisação que surgisse no caminho.

    Ao ler as suas histórias cronologicamente, sinto que seus primeiros trabalhos eram mais movidos a raiva. Você concorda?

    Isso pode ser verdade. Meu primeiro trabalho a ser publicado saiu quando eu tinha 15 anos, então sou – ainda bem! – uma pessoa bem diferente agora. Por outro lado, bastante do meu trabalho atual é, de certa forma, movido a raiva.



    Você já falou sobre o fato de muita gente te dizer que acha o seu trabalho parecido com o do Raymond Carver, um autor que você diz ter conhecido mais tarde. Há algum autor que o tenha influenciado desde o princípio? Alguém que o motivou a escrever?

    Outros cartunistas, basicamente. Para alguém que sempre recebe o elogioso rótulo de "cartunista literário", eu não era – e ainda não sou – um leitor ávido. Fui forçado a ler muitos livros quando estudei literatura na faculdade, mas era uma quantidade tão absurda de material que a maior parte saiu do meu cérebro assim que terminei de escrever meus trabalhos sobre eles. Então a verdade é que minhas inspirações vieram de outros cartunistas, voltando até as tirinhas Peanuts, do Schulz.

    Conheci os quadrinhos de Yoshihiro Tatsumi por meio do seu trabalho com a Drawn & Quarterly, então naturalmente conheci as suas HQs antes. Você parece ter lido as histórias dele desde muito cedo. Como elas impactaram a sua criação?

    Descobri o trabalho de Tatsumi no mesmo período inebriante em que eu estava conhecendo Crumb, os irmãos Hernandez, Clowes etc. E todas essas pessoas abriram os meus olhos em termos do que poderia ser feito com quadrinhos.

    É incrível como, em uma de suas entrevistas com o Tatsumi, ele pede para que o leitor não presuma que ele é sempre o protagonista dos quadrinhos dele. Sempre te perguntam sobre as suas histórias, sobre elas serem autobiográficas ou não. Você já pensou em começá-las com um aviso de "sem relação com a minha vida" ou "levemente baseado na minha vida"?


    Sempre mudo a minha resposta para essa pergunta, dependendo do que acho que o entrevistar pensou sobre o material que ele leu. Em outras palavras, se alguém odeia os personagens de Shortcomings, o que não é raro, eu explico que é um trabalho mais baseado em ficção, para que ele não me confunda com esses personagens inventados, a maior parte deles chatos e profundamente cheios de defeitos. Sempre me lembro da negação incisiva de Woody Allen quanto ao conteúdo de Memórias ser autobiográfico. Não tenho como confirmar isso, mas acho que ele se retraiu um pouco quando as pessoas ficaram tão ofendidas.

    Qual a sua opinião sobre filmes baseados em HQs? Hollywood parece estar se interessando bastante por isso, e não somente nos super-herois. Na Ásia, isso é ainda mais claro – até o trabalho do Tatsumi está sendo adaptado, em Taiwan. Você imagina o seu trabalho na telona?

    Meu trabalho nunca foi criado pensando em nisso, ao contrário de muitos quadrinhos que vejo nas lojas atualmente. Não sou completamente contrário a uma adaptação, mas não é algo a que dedico intensamente a minha vida. Mas preciso dizer que, por outro lado, li um roteiro adaptado de Shortcomings e achei melhor que o meu livro. Alguém quer fazer um filme sobre um bando de asiáticos norte-americanos que só ficam sentados conversando?

    No que você tem trabalhado? Seu trabalho mais recente foi um livro sobre o seu casamento, alguns anos atrás, não?

    Estou trabalhando em dois livros agora. Um deles é uma versão ampliada dos quadrinhos de casamento aos quais você se referiu. É um livro leve, engraçado, quase um diário em quadrinhos – e por isso achei que seria bom para suceder Shortcomings. Também estou trabalhando em algo um pouco mais complicado e trabalhoso que isso, mas ainda não posso dizer o que é, só que é uma coleção de histórias e que é em cores. Ambos serão publicados, na América do Norte, pela Drawn & Quarterly, como sempre.

    sexta-feira, 24 de setembro de 2010

    Duncan Jones pode dirigir o novo Superman?



    Uma notícia bem estranha: Duncan Jones (Lunar) estaria na lista de possíveis diretores para um recomeço da franquia de filmes do Superman.

    Os outros possíveis nomes: Tony Scott (Top Gun), Matt Reeves (Cloverfield), Zack Snyder (Watchmen) e Jonathan Liebesman (O Massacre da Serra Elétrica: O Início).

    É esperar para ver. Acima, o curta Whistle, lançado pelo Jones em 2002.

    sexta-feira, 17 de setembro de 2010

    Saga de Scott Pilgrim já vendeu mais de 1 milhão de livros nos EUA



    Os seis volumes que formam a saga de Scott Pilgrim já venderam, juntos, mais de 1 milhão de cópias só nos Estados Unidos, segundo a editora Oni Press.

    No total, ela foi traduzida para 13 línguas (português inclusive, sendo lançada aqui pela Cia das Letras - as partes 3 e 4 chegam às livrarias neste ano, unidas em um só livro).

    Scott Pilgrim Contra o Mundo, dirigido por Edgar Wright e baseado na história em quadrinho de Bryan Lee O'Malley, será exibido no Festival do Rio e deve entrar em cartaz nacionalmente em outubro.

    Se depois de seis livros e um filme sua sede por Scott Pilgrim ainda estiver difícil de aguentar, há uma última chance de acabar com ela (sim, porque O'Malley já avisou que não vai mais explorar o universo de Pilgrim): a Oni Press está vendendo, exclusivamente em seu site, um volume que junta algumas histórias coloridas (a série regular é em preto e branco) que foram publicadas em vários meios diferentes. Custa só US$ 5 (com o correio para o Brasil, pouco mais de US$ 10).

    sexta-feira, 3 de setembro de 2010

    Scott Pilgrim: "Garbage Truck", do Sex Bob-Omb, ganha clipe



    "Garbage Truck", do Sex Bob-Omb (a banda de Scott Pilgrim nos quadrinhos e cinema), ganhou o clipe acima. Na real é exatamente o trecho que aparece no filme Scott Pilgrim vs. the World.

    A música foi escrita pelo Beck e executada por ele, o tecladista Brian LeBarton e os atores Mark Webber e Michael Cera.

    quinta-feira, 2 de setembro de 2010

    Veja imagens de Kick-Ass 2: Balls to the Wall (a HQ) (atualizado)



    Dei muita sorte e estava na loja nerd Fobidden Planet, em Londres, bem no momento em que o primeiro número da revista CLiNT, do Mark Millar, chegou. Nela está o primeiro capítulo de Kick-Ass 2: Balls to the Wall.

    Aparentemente a história é mais centrada na Hit Girl. São só oito páginas, então não dá para avaliar direito. Dizem que a história completa sai entre este mês e o próximo, na gringa. O lançamento da história completa ainda está confusa, mas dá para presumir que ela será publicada em capítulos na CLiNT, mensalmente, para depois ser reunida em um livro (ainda sem data certa).




    Amanhã eu escrevo mais sobre a CLiNT, que é uma revista muito legal.

    sexta-feira, 13 de agosto de 2010

    Filme de Scott Pilgrim é fiel à HQ e, ainda assim, supreendente



    Vi Scott Pilgrim vs. The World na madrugada de ontem para hoje, perto da Union Square, em Nova York, junto com uma plateia de jovens entre 20 e 30 anos - todos extremamente empolgados com cada detalhe mínimo da adaptação dos quadrinhos de Bryan Lee O'Malley.

    O primeiro choque é a velocidade em que a história é contada. Não há enrolação e, especialmente no começo do filme, os cortes são tão rápidos e - mais do que isso - inesperados que o espectador precisa de alguns minutos para se acostumar.

    Scott Pilgrim também é uma evolução em termos de referências ao universo da cultura pop. Se Quentin Tarantino popularizou essa ideia de que falar sobre as letras de Madonna em um restaurante poderia ser legal, o diretor Edgar Wright maximizou tudo. A grande diferença é que, enquanto Tarantino usava o pop como mensagem, Wright o usa como meio - inesperadamente o filme vira uma grande referência à série Seinfeld (com trilha, gestos dos atores, reação da audiência e tudo).

    Uns dias atrás, um comentarista local da TV de novaiorquina passou vários minutos dizendo que Scott Pilgrim era o pior filme do ano. O que mais o incomodou foi o roteiro. Segundo ele, não fazia o menor sentido que o personagem central, interpretado por Michael Cera, tivesse de lutar contra os sete ex-namorados da namorada dele, Ramona Flowers (Mary Elizabeth Winstead, nas telas). No mundo de quem nunca passou nem perto dos videogames, não faz mesmo - assim como os efeitos visuais que acompanham lutas e sons, outro ponto que o crítico odiou (mas, neste último caso, parece que ele nunca assistiu à antiga série do Batman).

    Scott Pilgrim vs. The World, que infelizmente só estreia no Brasil em novembro, é uma experiência visual completa. Mesmo para quem leu os seis volumes da HQ: como o filme foi feito antes do lançamento do último livro, o final foi escrito pelos roteiristas. Há alguma semelhança, mas pouca. Então, até para os fanáticos há surpresas.

    quarta-feira, 4 de agosto de 2010

    Veja as primeiras imagens da versão cinematográfica de Dylan Dog



    Está aí um filme que eu quero ver: a adaptação dos quadrinhos italianos Dylan Dog. Uma TV da Itália já mostrou algumas cenas de Brandon Routh interpretando o investigador do paranormal.

    Dylan Dog: Dead of Night estreia ainda neste ano (em outubro, na Itália e na Rússia).

    Uma observação: pelo o que eu entendi, o assistente Groucho (que nos quadrinhos era a cara do Groucho Marx, mas nunca deixando claro se ele era o próprio comediante) foi sustituído por um zumbi (Marcus, interpretado por Sam Huntington.

    sexta-feira, 30 de julho de 2010

    Conselhos de Bill Watterson para outros quadrinistas

    Um leitor ficou intrigado com uma tirinha de Calvin e Haroldo e resolveu escrever uma carta para autor, Bill Watterson, nos anos 80. E não é que ele respondeu?



    "Caro Todd,

    Obrigado pela sua carta. Aqui vão algumas dicas gerais sobre tirinhas que eu tentei fazer acessíveis para pessoas de todos os níveis. Espero que elas se apliquem ao seu trabalho.

    1. O material não é importante, desde que o seu trabalho seja reproduzido claramente. É o que você faz COM o material que conta.

    2. Acho que personagens são mais importantes que piadas. Qualquer cartunista pode ser capaz de criar situações engraçadas, mas as melhores tiras têm personagens redondos e complexos com os quais os leitores se importam. Personagens de quadrinhos deveriam ser mais do que manequins para se fazer uma piada.

    3. Não imite outras tiras. Editores procuram algo novo e original.

    4. Mais importante, divirta-se com o seu trabalho e treine a escrita e o desenho o máximo que puder.

    Boa sorte,

    W.B. Watterson"


    Simpático e atencioso, não?

    [via Letters of Note]

    segunda-feira, 26 de julho de 2010

    Scott Pilgrim: nova cena dá ideia das diferenças entre os finais da HQ e do filme

    Uma outra ceninha de Scott Pilgrim vs. the World foi liberada nos últimos dias, mas eu tinha me esquecido de colocar aqui. Essa é legal porque já mostra uma leve diferença entre o final da saga nos quadrinhos, em Scott Pilgrim's Finest Hour, e o da telona:



    É pouca diferença, na verdade.

    sábado, 24 de julho de 2010

    Veja o trailer da série de zumbis The Walking Dead (exibido na Comic Con)



    O vídeo acima foi gravado durante a apresentação da série The Walking Dead, baseada nos quadrinhos de mesmo nome, na Comic Con.

    O roteirista e diretor Frank Darabont disse que o programa deve estrear simultaneamente em 30 línguas diferentes, em outubro. Ah, e ele quer ver o George A. Romero dirigindo uma episódio da já confirmada segunda temporada.

    sexta-feira, 23 de julho de 2010

    Diretor Edgar Wright leva multidão de fãs para assistir a Scott Pilgrim

    Os fãs tiveram uma surpresa durante o painel dedicado ao filme Scott Pilgrim vs. the World, na Comic Con, em São Diego: o diretor Edgar Wright os levou para uma exibição do longa-metragem, que só estreia nos EUA em agosto. Um dos escolhidos gravou parte do trajeto:



    Esse mesmo fã postou uma resenha em vídeo, logo depois de ver o filme.