Em "Wintered Debts", música nova do Of Montreal (de graça aqui), o vocalista Kevin Barnes canta: "Escorregando no meu vômito enquanto tento te ligar de um banheiro em São Paulo mas eu estava bêbado demais para formular qualquer tipo de [alguma coisa que eu não entendi, mal ae] linguagem".
É bom saber que as passagens pelo Brasil ainda são marcantes para alguém (mesmo que seja por causa de banheiros vomitados).
O Of Montreal passou por aqui no ano passado, dentro do festival Planeta Terra. Essa faixa nova deve entrar em Paralytic Stalks, disco que sai no ano que vem.
ATUALIZAÇÃO: ficou curioso para saber o que aconteceu com o Kevin Barnes em São Paulo? Parece que foi mais ou menos assim...
"Eu não fazia parte do Nirvana", disse uma alterada Courtney Love à reportagem do Multishow nos bastidores do festival SWU, em Paulínia. "Mas, entretanto, sou dona do Nirvana."
Declaração complicada. Como viúva de Kurt Cobain, Courtney adminstra parte do espólio do músico até que a filha, Frances Bean, possa assumir a bronca. Mais complexo ainda é a líder do Hole achar que Dave Grohl, baterista do extinto grupo, não tem direito ao dinheiro hoje gerado por ele.
E se alguém souber explicar essas modeletes heroin chic (que coisa mais 1991...) ao lado do Hole, por favor explique.
Só insanidade, pra variar, nesse encontro do Tyler, the Creator com o fotógrafo Terry Richardson.
Aproveitando o assunto Odd Future, o clipe novo da Syd tha Kid (assinando como The Internet, porque é do projeto com o Matt Martian). "Cocaine" tem participação do Left Brain, aquele.
Chris Cornell nunca foi exatamente um cara positivo. E a música que ele liberou agora, "Cleaning My Gun", mostra bem isso: é sobre um cara que perde um amor e pensa em se matar. Pesado.
A faixa estará no ao vivo (e acústico) Songbook, que Cornell lança em novembro, logo antes de passar pelo Brasil, dentro do festival SWU.
O Bridge School Benefit, um evento beneficente acústico organizado anualmente pelo Neil Young, é sempre incrível. Neste ano ele juntou Foo Fighters, Beck, Arcade Fire, Eddie Vedder e outros em uma bela festa. Como os shows de um dos dias foram transmitidos ao vivo pela internet, muita coisa está disponível:
Arcade Fire & Neil Young, "Helpless"
Os dois sets completos do Neil Young
A apresentação inmteira do Eddie Vedder, que teve participações de Beck e Régine Chassagne (Arcade Fire)
Já sabemos que Chris Cornell não trará o Soundgarden ao SWU, em novembro. Ele vai trazer só um banquinho e um violão. Mas vai dar, sim, para ouvir umas músicas do lendário grupo de Seattle. Como "Outshined" (acima), que ele começou a tocar recentemente, nos shows da Nova Zelândia.
Também frequentam o set acústico: "Hunger Strike", "All Night Thing", "Say Hello 2 Heaven" e "Call Me a Dog" (Temple of the Dog que, segundo consta, não se reunirá no Brasil); várias do Audioslave; algumas da carreira solo do cantor; "Black Hole Sun", "Burden in My Hand", "Fell on Black Days", "Blow Up the Outside World", "Like Suicide", todas do Soundgarden; e covers bizarras de Michael Jackson, Bruce Springsteen, Bob Marley e John Lennon ("Imagine", Chris? Sério?).
Vai ser interessante ver como um show intimista dessas vai ser recebido por uma plateia de algumas dezenas de milhares de pessoas em Paulínia.
Depois de férias e correria do Rock in Rio, estou de volta. Passei pelo Rio, Chicago, Nashville, Memphis, Rio de novo... Até dei umas passadinhas por aqui para falar do Jack White, Pearl Jam, Raconteurs e Boss in Drama, mas foi tudo rapidinho.
Agora estou na reta final de fechamento da edição especial de 5 anos da Rolling Stone Brasil, mas o ritmo deve começar a se normalizar por aqui. Não custa reforçar também: apesar deste With Lasers estar em marcha lenta, o tumblr continua bombando (com coisas bem mais curtas, é verdade).
Por enquanto, fique com o melhor momento do Rock in Rio. Vale a pena conferir mais de uma vez!
É difícil espremer 20 anos em 5h30, mas o Pearl Jam soube exatamente o que fazer nos dois dias de PJ 20, o festival comemorativo de duas décadas que o grupo realizou em Alpine Valley, Wisconsin, nos EUA, no fim de semana passado.
Durante o dia, a brincadeira era acompanhar os outros shows do evento para ver se algum integrante do PJ dava as caras. E deram - Eddie Vedder cantou com Glen Hansard, Strokes, Queens of the Stone Age e John Doe. E esses artistas retribuíram a gentileza participando da apresentação do Pearl Jam. Então rolaram momentos como Vedder e Hansard fazendo um dueto em "Falling Slowly", da trilha de Once; Strokes e Vedder apavorando com "Juicebox" (quando Julian Casablancas canta a frase "you’re so cold”, parece que ele é um reclamão; quando Vedder canta, dá pra sentir o frio); John Doe zoando a bermuda de Vedder antes de cantar “Golden State” com ele; o Queens ganhando (mais) uma voz de ouro em “Little Sister”; e assim a coisa seguiu.
E isso tudo foi antes do Pearl Jam subir ao palco. Na primeira noite, qualquer fã eventual que tivesse caído ali por acidente certamente não teria entendido nada: 28 faixas que foram do obscuro ao bizarro. O andamento estranho de “Push Me Pull Me”, o resgate de “In My Tree” e nada de hits. Ok, “Betterman” foi cantada pelas dezenas de milhares de pessoas – mas o que não foi? Até covers como “Setting Forth” (da carreira solo de Vedder), “Love, Reign O’er Me” (Who) pareciam ser superhits para a platéia do PJ 20.
Mas havia mais uma surpresa, um dos segredos mais mal guardados do ano: Chris Cornell estava no local para um reunião do lendário supergrupo Temple of the Dog. Anunciado, o vocalista do Soundgarden deu uma rasteira em todo mundo ao cantar uma música do Mother Love Bone, “Stardog Champion”, dando ainda mais sentido ao que estava por vir (o Temple of the Dog foi criado para homengear Andrew Wood, vocalista do MLB, que morreu de overdose). Com o jogo ganho de virada, o grupo ainda mandou “Reach Down”, “Say Hello 2 Heaven” e “Hunger Strike” (que começou com Cornell e Vedder cantando de frente um para o outro, olhos nos olhos). Sim: não só o Temple se reuniu, mas tocou 4 músicas. Isso só na primeira noite. No dia seguinte vieram reprises de “Hunger Strike” e “Reach Down” (“Eu errei a letra ontem”, explicou o cantor convidado) mais “Call Me a Dog” (“Faz uns 20 anos que não tocamos esta, não?”, questionou Cornell) e “All Night Thing”. Somadas, as duas apresentações só não superam – em quantidade de faixas executadas – o único show oficial do Temple of the Dog, em 1990.
Na segunda noite a banda já não sentia o peso da ansiedade. Vieram mais surpresas (“Pilate”, “No Way”) e mais participações (Hansard em “Smile”, Liam Finn em “Habit”, John Doe em “New World”, Dhani Harrison em “Elderly Woman Behind the Counter in a Small Town”, Casablancas [que havia estragado “Not For You” na noite anterior, com versos sobre fazer uma jam com a banda preferida dele] em “Red Mosquito”), uma música nova que Vedder disse ter escrito naquele dia (acústica, falando sobre a passagem do tempo e a alegria de ter chegado àquele momento)... E hits. “Alive”, “Black”, “Even Flow”, “Jeremy”, para fechar com a dobradinha “Keep on Rockin’ in the Free World” (Neil Young) e “Yellow Ledbetter”.
Com shows de 2h30 (no primeiro dia) e 3h (no segundo), o Pearl Jam relembrou o passado e recarregou a bateria para o futuro. Que venham os proximos 20 anos. (e os shows do Brasil, em novembro!)
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Outros momentos marcantes: Josh Homme cantando "In the Moonlight" da forma como Matt Cameron havia feito na demo da faixa; Julian Casablancas tentando fazer piada - "Ele é muito melhor que o Andrew Wood...", enquanto Vedder saía do palco; Dhani Harrison puxando "State of Love and Trust" como se fosse o maior clássico da história do rock; o Pearl Jam errando "Given to Fly", mas não parando para começar de novo; o longo debate sobre tocar ou não "No Way" (o autor, Stone Gossard, não queria e foi voto vencido); "Smile" com Hansard, que já cantava um trecho da faixa nos shows dele; Liam Finn cantando a parte gritada de "Habit" para poupar a voz de Vedder.
Release Arms Aloft (Joe Strummer & The Mescaleros) Do The Evolution Got Some In My Tree Faithfull Who You Are (com Liam Finn, John Doe e Dan Peters) Push Me, Pull Me Setting Forth (da carreira solo de Eddie Vedder) Not For You (com Julian Casablancas) In the Moonlight (com Josh Homme) Deep Help Help Breath Education (com Liam Finn) Once State Of Love And Trust (com Dhani Harrison) Better Man Wasted Reprise / Life Wasted
-BIS Rearviewmirror
-Temple of the Dog Stardog Champion (cover do Mother Love Bone) Say Hello 2 Heaven Reach Down Hunger Strike
Love, Reign O'er Me (cover do The Who) Porch
-BIS 2 Kick Out the Jams (cover do MC5, com Mark Arm e Steve Turner)
4 de setembro
Wash The Fixer Severed Hand All Night Given To Fly Pilate Love Boat Captain Habit (com Liam Finn) Even Flow Daughter/It's OK Leatherman Red Mosquito (com Julian Casablancas) Satan's Bed Elderly Woman Behind the Counter in a Small Town (com Dhani Harrison) Unthought Known New World (cover do X, com John Doe) Black Jeremy
-BIS Faixa nova (Eddie Vedder sozinho) Just Breathe Nothingman No Way Public Image (cover do Public Image Ltd.) Smile (with Glen Hansard) Spin The Black Circle
-BIS 2 - Temple of the Dog Hunger Strike Call Me A Dog All Night Thing Reach Down
Sonic Reducer (cover do Dead Boys, com Mark Arm e Steve Turner)
-BIS 3 Alive Rockin' in the Free World (cover de Neil Young, com todos os convidados do PJ 20) Yellow Ledbetter / Star-Spangled Banner
Seguinte: viajo amanhã, em férias. Então este blog deve diminuir mais ainda o seu já lento ritmo. Mas devo voltar para contar algumas coisas sobre os shows do Pearl Jam, Strokes e Queens of the Stone Age no PJ 20, a celebração de 20 anos da banda do Eddie Vedder. E também para relatar algo sobre a apresentação do Raconteurs no Ryman, casa de shows lendária de Nashville. Vamos nos vendo, mas mais lentamente.
No Reading, o Vaccines estreou "Tiger Blood", música que gravou recentemente com Albert Hammond Jr., do Strokes. Ficou bem claro o motivo deles não quererem lançar a faixa oficialmente: é fraca.
Depois de uma passagem rápida por Gotemburgo para ver o festival Way Out West, estou de volta. Para recuperar esse tempinho fora, estes foram alguns dos clipes legais que saíram nos últimos dias:
"Otis", The Throne (Kanye West + Jay-Z)
Essa música nem é grande coisa, mas parece que a dupla escolheu essa faixa como single exatamente por ela ser mais focada nas rimas e menos pop.
"No One Believes Me", Kid Cudi
Da trilha de A Hora do Espanto (o remake), o clipe é de Craig Gillespie, diretor do filme.
"Call Your Girlfriend", Noah and the Whale
Uma cover da Robyn, tocada no festival que eu fui. Achei fofa.
"I Never Learnt to Share", James Blake
Ao vivo no Stay Out West, evento paralelo ao Way Out West. Fui numa igreja (ativa!).
Lembro de ouvir o Caetano Veloso mencionar que tinha se apresentado no festival da Ilha de Wight, em 1970, junto com o Gilberto Gil. Ele sempre dizia que o show havia sido mencionado na Rolling Stone norte-americana, mas que ele não tinha a revista.
É mais o menos assim, tentando traduzir o "estilo São Francisco em 1970" da revista livremente:
"O muzak psicodélico dos primeiros dois dias foi quebrado quebrado duas vezes, por Terry Reid e pelos músicos brasileiros Gilberto Gil e Gaentano Veloso, que estavam em turnê européia com Sergio Mendes e vieram à Ilha de Wight a turismo. Uma fita de suas harmonias de Devastation Hill foi mandada ao palco e eles foram convidados a tocar. Com 13 companheiros, 11 dos quais batiam palmas e cantavam, de dentro de um enorme vestido vermelho de plástico, eles tocaram meia hora de uma bela bossa nova. Um por um, os que estavam vestidos de vermelho foram destruindo seus vestidos, nus, mas evitando nudez frontal, saíram do palco deixando para trás uma audiência entretida."
Em um show que acabou às 5h15 do sábado, a Bidê ou Balde conseguiu prender o público do Jukebox Festival até o fim. E valeu, como mostram os vídeos acima e abaixo.
Fazia tempo que eu não via um evento com uma escalação tão legal quanto a do Jukebox Festival, que começa hoje, em São Paulo, no Estúdio Emme:
(a "noite rock") Sexta, dia 01 de julho:
21h – Abertura com o DJ Ricardo Lemke 22h40 – Radioviernes 23h50 – Apanhador Só 00h55 – Garotas Suecas 2h – Holger 3h – Bidê ou Balde
(a "noite eletrônica") Sábado, dia 02 de julho:
21h – Abertura com o DJ Ricardo Lemke 22h – Hatchets 22h50 – André Paste 23h55 – Zemaria 1h05 – Boss In Drama 2h10 – Killer On The Dancefloor 3h30 – The Twelves
Enquanto Eddie Vedder sobe ao palco de um estádio paulistano para comemorar os 20 anos de Pearl Jam, Chris Cornell empunha seu violão e toca "Betterman" (do grupo de Vedder), em Paulínia, dentro do SWU;
Cornell, no Brasil para o SWU, sobe ao palco do Pearl Jam para cantar "Hunger Strike", em uma reunião do Temple of the Dog em São Paulo. Ao mesmo tempo, Bob Dylan e Neil Young cantam clássicos absolutos da música popular no SWU.
Sim, novembro pode trazer alguma dessas. Ou nenhuma. Por enquanto é só boato, mas dizem que o primeiro dia do SWU vai bater com a apresentação paulistana do Pearl Jam, em 12 de novembro.
Amanhã, com o anúncio da escalação do SWU, saberemos melhor quais são os riscos reais desse embate.
Mais uma de temática grunge: o festival de Paulínia vai trazer Chris Cornell sozinho ou com o Soundgarden? Se for a segunda opção, sem problema. Se for a primeira, tomara que o norte-americano não seja escalado como headliner - porque a turnê dele é intimista, o cara e seu violão, algo que simplesmente não combina com um grande festival.
Cornell tem shows até 23 de outubro (na Austrália) - mas o Soundgarden tem um show "avulso", longe das outras datas recentes, em 28 de outubro (nos EUA). Detalhe essencial: Pearl Jam e Soundgarden dividem o mesmo baterista, Matt Cameron. Ele já disse que a turma de Vedder tem prioridade. Então...
Fuçando em uns CDs antigos, achei um vídeo que eu pensava ter perdido: é um trecho da entrevista coletiva da Britney Spears no Rio de Janeiro, na época do Rock in Rio 3, em 2001. Nele eu pergunto para a cantora se vale a pena trocar a privacidade pela fama. Ela respondeu que não. Climão. (pode ir direto ao 1 minuto e 40 segundos do vídeo acima - ou veja inteiro, se você quiser saber se ela conhecia a carreira de Sandy & Junior)
A real é que, enquanto ela estava fazendo fotos na sala ao lado, eu estava onde seria a entrevista. Quando a Britney entrou, só estávamos eu e uma amiga sentados. Dava para ver o quanto ela não estava feliz naquele momento. Não mal humorada, só triste. Aí começou a entrevista e ela abriu aquele sorriso automático de Hollywood.
E já que o assunto é Britney e o Rock in Rio, também achei o áudio que vazou durante a transmissão do show dela. Na época ela ainda era considerada santinha, então a quantidade de palavrões assustou.
Assim meio sem propósito, o Soundgarden liberou uma versão ao vivo de "Fell on Black Days", registrada no Lollapalooza do ano passado, em Chicago. Dá para ter uma ideia de como seria uma apresentação da banda no SWU (mas eu ainda acho que vai ser um show solo do Chris Cornell, vamos ver).