Como tudo na vida, a carreira de Max Landis já nasceu com
pelo menos um ponto positivo e outro negativo. Ele é filho do diretor John
Landis, famoso por clássicos dos anos 70 e 80, como O Clube dos Cafajestes
(1978, uma das minhas comédias favoritas), Os Irmãos Cara-de-Pau (1980) e Um
Lobisomem Americano em Londres (1981), então já nasceu dentro do mundo do
entretenimento; por outro lado, ele é filho de John Landis – o que cara que teria causado um acidente mortal que mudou as regras de segurança da indústria
cinematográfica durante a filmagem de Além da Imaginação – O Filme (1983). Esse
segundo ponto, dizem, teria levado o codiretor do projeto, Steven Spielberg, a
decretar: “ele nunca mais vai trabalhar em Hollywood”. Pode ser exagero, mas a
carreira de Landis nunca mais foi a mesma.
Voltando ao Max, a primeira vez que ele se destacou de
verdade foi conquistando o coração de fãs mais devotados. O curta-metragem The Death and Return of Superman, sobre, bem, a morte e o retorno do herói foi
lançado no YouTube em 2012 (e tem quase 2,5 milhões de views), mesmo ano em que
o filme Poder Sem Limites, escrito por ele, chegou aos cinemas.
Antes disso, ele já era ativo no mundo da ficção. Max
escreveu o roteiro de episódios das antologias de terror Masters of Horror (“Deer
Woman”, co-escrito e dirigido pelo pai dele) e Fear Itself (“Something with
Bite”, entrando no mundo dos lobisomens), além de ter escrito e dirigido uma
série de curtas.
Mas Poder Sem Limites mudou tudo. A história sobre
adolescentes que ganham superpoderes filmada em primeira pessoa arrecadou mais
de US$ 64,5 milhões só nos EUA, com um orçamento de US$ 12 milhões. O diretor
do longa, Josh Trank, vai comandar o reboot do Quarteto Fantástico, prometido
para 2015. E Max está terminando de dirigir a comédia que ele mesmo escreveu,
Me Him Her - um “Caindo na Real sob efeito de ácido”, segundo ele -, sobre um
trio de jovens em crise. E também foi o responsável pelo roteiro de
Frankenstein, de Paul McGuigan, diretor da série Sherlock.
E quase me esqueço do motivo principal deste post: uma ótima
HQ escrita pelo Max, "Boys' Night", trazendo os personagens da Disney para o mundo real de
Hollywood. Espere um Mickey em crise, um Pato Donald deprimido e um Pateta
sofredor. Não deixe de ler.

