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sexta-feira, 25 de julho de 2014

Filhos cometem injustiça póstuma com Roy Orbison


 Como bom fã, fiquei empolgado ao descobrir que Mystery Girl - o último disco que Roy Orbison lançou - ganharia uma edição especial. Porque é álbum que merece, ele realmente é especial. Pena que a alegria terminaria quando eu pegasse essa novidade nas mãos.

Mas antes, a história.

No meio dos anos 80, o cantor começava a sair de um buraco gigantesco: o esquecimento e a irrelevância. O Van Halen havia renovado o interesse na música dele com a regravação de sucesso de "Oh, Pretty Woman"; David Lynch colocou (contra a vontade do músico) a faixa "In Dreams" na trilha do filme Veludo Azul (1986); e em 1987 ele entrou tanto para o Hall da Fama dos Compositores de Nashville quanto para o Hall da Fama do Rock and Roll.

A atenção estava ali, só faltava um novo trabalho que mantivesse Orbison aos olhos do público.

Completamente consciente disso, ele começou a trabalhar em um novo álbum. Duas pessoas que ele havia conhecido naqueles tempos foram fundamentais, ambos produtores lendários: T. Bone Burnett e Jeff Lynne. Este último levou mais dois nomes de peso para o disco, Tom Petty e Mike Campbell.



Desse grupo, nasceram o hit "You Got It", "A Love So Beautiful", "California Blue" e outras. Bono, do U2, sempre conta uma história fantástica sobre como deu "She's a Mystery to Me" para Roy Orbison: segundo ele, depois de dormir ouvindo a trilha de Veludo Azul ele compôs a faixa, que mostrou aos companheiro de banda descrevendo como "algo do Roy Orbison" durante a passagem de som de um show. Logo depois da apresentação, quem bate na porta? O próprio cantor veterano, que perguntou: "Você tem alguma música para mim?".

Elvis Costello cedeu "The Comedians", que ele havia lançado em Goodbye Cruel World (1984). O tecladista Al Kooper e o baterista Jim Keltner, elogiados músicos de estúdio, participaram das gravações, que também tiveram a guitarra de George Harrison em "A Love So Beautiful". Ou seja, além de tudo, Mystery Girl plantou a semente do Traveling Wilburys, juntando Lynne, Harrison, Petty e Orbison (só Bob Dylan não entrou na brincadeira). 

O resultado foi um disco lindo, digno da carreira de Orbison. O relançamento recente? Faz o serviço contrário.

A nova caixinha tem, além do repertório do trabalho, oito versões demo (de "California Blue", Windsurfer", entre outras), um DVD com um documentário de qualidade questionável (visualmente, parece mais caseiro do que qualquer outra coisa) e o maior pecado de todos: uma música antiga finalizada recentemente pelos três filhos de Orbison, "The Way is Love".

Poderia ter dado certo? Poderia. Os Beatles fizeram isso em "Free as a Bird" e "Real Love" (produzidas por Jeff Lynne, inclusive). Mas o vocal original já tinha qualidade baixíssima - tanto na gravação quanto na performance. Nem o reforço de John Carter Cash, filho de Johnny Cash, salvou o resultado final. É um desastre completo, uma mancha que Orbison não merecia ter postumamente. Duvida? Ouça você mesmo, abaixo.



terça-feira, 22 de julho de 2014

O intenso ritmo dos Beatles em 2014



Parece estranho para uma banda que está inativa desde 1970, mas os Beatles não param de lançar, relançar e anunciar novos projetos em pleno 2014, quase 45 anos depois de sua dissolução.

Três caixas distintas de discos agora estão no mercado:
  • A primeira, em vinil, reúne a discografia originalmente lançada em mono. Esse box, The Beatles in Mono, já existia em CD e, desde o lançamento de seu “irmão” estéreo, já era aguardado pelos fãs;
  • Em paralelo, chega em CD (inclusive no Brasil) a caixinha The U.S. Albums, com a discografia norte-americana da banda – bem diferente da britânica, a que foi oficializada a partir dos anos 80. Nos EUA, a maior parte dos álbuns dos Beatles tinha capa, nome e repertório musical diferentes. Em resumo, era uma zona! Aqui foram reunidos 13 CDs, com versões em mono e estéreo das faixas. A maior crítica dos fãs é que, olha o pecado, estes discos não são fieis ao que foi lançado originalmente nos anos 60 (este site tem mais detalhes). Para completar a confusão, parte desses CDs já havia sido relançada nos boxes The Capitol Albums vol. 1 & 2;
  • O lançamento mais tímido é The Beatles – Japanese Box, juntando os discos exclusivos do Japão. Sim, assim como os EUA, esse país também teve diferenças na discografia dos Beatles. A nova caixa só saiu por lá e tem 5 CDs, como nomes como Beatles! e Beatles No 2. Esse material estava fora de catálogo desde 1987, quando houve a padronização mundial da discografia do quarteto.

Outro relançamento é  a versão remasterizada de A Hard Day’s Night (1964, no Brasil chamado Os Reis do Iê-Iê-Iê), em blu-ray e DVD da prestigiosa Criterion Collection. No que ela se diferencia da versão que saiu inclusive no Brasil alguns anos atrás? Bom, para começar, aquela edição está fora de catálogo. A nova tem uma transferência em 4K, aprovada pelo diretor Richard Lester, e trilhas de som em estéreo (a original é mono) e 5.1 (criada por Giles Martin, filho de George Martin, produtor dos Beatles). E vários outros extras, detalhados neste link.

Também foi anunciado oficialmente o diretor de um documentário, que tem o nome provisório de The Beatles Live Project, focado nos anos em que a banda se apresentava ao vivo. O homem por trás das câmeras será Ron Howard, que entrevistará Paul McCartney, Ringo Starr e as viúvas Yoko Ono e Olivia Harrison. O projeto tem um site para coletar material raro que os fãs possam ter, e não há previsão de lançamento.

Esta é a lista – por enquanto.

Note que os discos norte-americanos e japoneses ainda não foram relançados em vinil, o que pode gerar um pacote futuro, assim como os singles e EPs da banda. O filme Let It Be, que mostra momentos tensos na gravação do disco de mesmo nome, continua indisponível em qualquer formato oficial.

A série documental The Beatles Anthology, dos anos 90, ainda não saiu em blu-ray. Outra opção seria juntar os clipes (ainda que esse termo não existisse na época) do quarteto de Liverpool em um volume, o que nunca foi feito.

Isso sem nem entrar no mérito dos possíveis lançamentos e relançamentos das carreiras individuais de Lennon, Starr, Harrison e McCartney. É o baú que não para de gerar material.  

domingo, 1 de dezembro de 2013

Monty Python 2014: "Que diabo era aquilo?" ou "Descobrindo o Monty Python"




Muitos anos atrás, eu fui visitar amigos em Porto Alegre. Eles eram (ainda são) pessoas muito mais inteligentes do que eu, então colocaram umas gravações (em VHS, se não estou enganado!) para eu assistir. Fiquei chocado, sem reação – não sabia se tinha gostado ou se achava engraçado. E não conseguia parar de ver.

Que diabo era aquilo?

Era o Monty Python’s Flying Circus.

Claro, o Monty Python estava no meu radar fazia anos – pelos filmes, em especial. Mas o Flying Circus é outro universo completamente distinto que, suspeito, funciona muito bem para dois tipos de gente: as muito inteligentes e as muito burras. É um paradoxo (e ainda não sei direito a qual grupo pertenço).
Os tempos seguintes foram uma maratona para me inteirar.

Pausa para sugestão de material que ajuda a entender o Monty Python:






  • The Complete Monty Python’s Flying Circus 16 Ton Megaset.
  • São as quatro temporadas do programa de TV mais o especial alemão Monty Python's Fliegender Zirkus, o documentário (com novos quadros) Parrot Sketch Not Included e as gravações ao vivo Live at the Hollywood Bowl e Live at Aspen. Se você for comprar apenas um box de DVDs na sua vida, que seja este;






  • Almost the Truth - The Lawyer’s Cut.
  • Um documentário que faz para o Monty Python o que o Antholgy fez para os Beatles. São 6 horas detalhando cada passo do grupo. Está disponível em DVD no Brasil;





  • ThePythons Autobiography by the Pythons. O livro definitivo, acompanhando o documentário Almost the Truth;



  • TheMonty Python Channel. A explicação do canal oficial dos britânicos (e um americano) no YouTube é simples e direta: “Durante 7 anos, usuários do YouTube nos passaram pra trás, pegando dezenas de milhares de nossos vídeos e colocando no YouTube. Agora vamos virar a mesa”. São esquetes, entrevistas, vídeos promocionais e muito mais – tudo de graça.

  • Não é exagero dizer que o Monty Python é uma pedra fundamental da comédia. George Harrison ia mais longe, dizendo que o espírito – revolucionário, desbravador, ousado – dos Beatles havia reencarnado no sexteto. “Dizem que a história é escrita pelos vencedores”, escreveu Bob McCabe, organizador de The Pythons, na apresentação do livro. “Também acho que ela seja escrita por aqueles que ousam comentá-la, subvertê-la, fazer piada com ela.”

    E história também é o que o Monty Python acabou de fazer, lotando a O2 Arena para uma apresentação de reunião do agora quinteto (Graham Chapman foi vitimado pelo câncer, em 1989) em menos de 1 minuto – e prontamenteanunciando mais de uma dezena de outros shows. Acho que é razoavelmente seguro dizer quem estará na plateia da O2: todos os comediantes respeitáveis contemporâneos.



    Eu estarei lá, na terceira noite, para ver se o Michael Palin – meu python preferido – vai morder a língua e contradizer o que me falou no ano passado:

    “É, sempre tenho de responder a respeito de uma reunião. É quase como se não fosse possível satisfazer as pessoas com o que você já fez – e acho que já fizemos nosso melhor, culminando em A Vida de Brian [1979], nosso melhor filme, na minha opinião. Nosso último longa foi feito 1982 [O Sentido da Vida, lançado no ano seguinte] e não fizemos praticamente nada depois disso. E as pessoas ainda acham que basta usar uma varinha mágica e estaremos de volta fazendo a esquete do papagaio. Só que não temos mais o Graham Chapman, e é difícil entender que éramos um sexteto, um grupo incrível de seis pessoas que contribuíam como autores e performers. É como uma mesa de seis pernas, se você tirar uma não vai ser a mesma coisa. Sempre disse que não poderíamos nos reunir como Python sem o Graham – e ainda acredito nisso. Mas também acho que a dinâmica que permitiu que seis pessoas tão diferentes, que tinham filosofias de vida tão distintas, fizessem comédia só conseguiria se sustentar por um breve período de tempo. A força centrífuga do Python fazia os integrantes serem jogados para fora, mas enquanto nos seguramos juntos funcionou. Não acho que daria para juntar os pedaços e fazer algo novo.”
     Entre hoje e julho de 2014, quando o Monty Python voltará aos palcos, pretendo publicar aqui uma série de textos sobre eles.

    sexta-feira, 12 de outubro de 2012

    Beatles: BBC reconta a história de Magical Mystery Tour



    Com o relançamento de Magical Mystery Tour em DVD e blu-ray (olha o site, que foda), a BBC produziu o documentário Magical Mystery Tour Revisited - com entrevistas não só sobre a produção do filme de 1967, mas também sobre como ele foi extremamente mal recebido na época.

    O documentário de quase uma hora tem depoimentos dos fab four e de gente como Terry Gilliam (Monty Python), Neil Innes (Bonzo Dog Doo-Dah Band), Barry Miles, Martin Scorsese e muitos outros. E um monte de imagens inéditas, depoimentos da época, fotos raras... É a BBC fazendo um trabalho sério de colocar uma obra de arte dentro de um contexto histórico amplo.

    O resultado é tão interessante que é uma pena que o programa não esteja nos extras do relançamento. Pelo menos foi parar no YouTube, o que já ajuda.



    sexta-feira, 5 de outubro de 2012

    It was 50 years ago today: primeiro single dos Beatles, "Love Me Do", completa meio século



    Em 5 de outubro de 1962 chegava às lojas britânicas "Love Me Do", o primeiro single dos Beatles. Na época, chegou ao posto 17 das paradas locais – mesmo com e empresário do quarteto, Brian Epstein, encomendando 10 mil cópias para a loja dele, em uma tentativa de manipular o sucesso. Relançado em 1982, foi até o número 4. Já nos EUA, dois anos depois, chegou ao topo. “’Love Me Do’ éramos nós tentando tocar blues”, explicou Paul McCartney ao escritor Mark Lewisohn no livro The Beatles Recording Sessions. “Ficou mais branco porque sempre fica. Somos brancos e éramos músicos de Liverpool. Não tínhamos finesse alguma para soar como negros. Mas ‘Love Me Do’ foi provavelmente a primeira coisa mais blues que tentamos fazer.”

    Mas não é isso o que importa: esse compacto, com “P.S. I Love You” no lado B, é a pedra fundamental da banda que mudaria a história do rock, da música e do mundo. E, ainda assim, os jovens britânicos de hoje não sabem direito o que é isso...

    Na época foram feitas três gravações de "Love Me Do": a primeira, com Pete Best na bateria. O produtor George Martin não aprovou, Best foi demitido (embora até hoje ainda haja muito debate sobre o motivo do desligamento do músico). Tentaram uma versão com Ringo Starr na bateria, mas Martin também não gostou. A solução foi convocar a baterista de estúdio Andy White (mas Ringo tocou pandeiro - ou, para os mais puristas, pandeireta). “Quando ele chegou, eu estava preparando a minha bateria”, contou White ao escritor Howard Sounes no livro Fab – A Intimidade de Paul McCartney. “Ele obviamente pensou: ‘essa não! Agora está acontecendo comigo!’.”

    “George Martin não achava que o Ringo fosse um bom baterista”, disse Paul McCartney a Mark Lewisohn. “Em todos aqueles discos de Lita Roza e Alma Cogan que estavam na moda logo antes de nós, os bateristas eram bons performers, então os produtores estavam acostumados a ouvir o grave do instrumento no lugar certo, encaixados no baixo como agora. Nós não ligávamos para isso.” E continua explicando a seleção de White: “Não estávamos acostumados com aquele tipo de baterista profissional como Andy White, e George obviamente achava que Ringo estava [tocando] um pouquinho fora do tempo, um pouco sem manter o ritmo.” Segundo McCartney, “foi muito humilhante” para Ringo Starr tocar apenas pandeiro na gravação. Por outro lado, o engenheiro de som Norman Smith indica outra possibilidade para a troca de bateristas: o próprio baixista do grupo. “Tenho impressão de que Paul McCartney não estava satisfeito com a bateria de Ringo, e achava que poderia ser melhor”, revelou em The Beatles Recording Sessions.

    O vai-e-vem de bateristas não foi o único ponto de tensão nas gravações de “Love Me Do”. Antes disso, os Beatles já haviam rejeitado a sugestão de George Martin, que acreditava que o quarteto deveria gravar a faixa “How Do You Do It?”, composta por Mitch Murray. E, mais tarde, já nas gravações de “Love Me Do” no estúdio Abbey Road, em Londres, McCartney teve um pequeno ataque de pânico ao ser convocado a cantar parte da letra, já que John Lennon estaria tocando gaita. “Estávamos fazendo ao vivo, não havia overdubbing de verdade”, explicou McCartney a Lewisohn. “E de repente me deram um momento gigantesco, no qual tudo parava, o foco ia para mim e eu [em uma voz tremida]: ‘love me doooo’. Ainda consigo ouvir a tremida quando escuto a gravação! Eu estava apavorado.”

    A versão com Best só saiu no primeiro volume de Anthology, a com Ringo está no single e em Past Masters (e na coletânea Rarities, inédita em formato digital) e a terceira, com White, é a de Please Please Me (1962, o primeiro álbum da banda). Uma curiosidade: depois de 1963, a EMI decidiu que a versão com Andy White na bateria seria a única opção nas reedições do single. A solução para garantir isso? A fita master com Ringo na bateria foi destruída.

    Décadas mais tarde, Ringo Starr lançaria uma versão solo - no disco Vertical Man (1998) - para tirar um barato da situação.



    Na versão de Ringo, Steven Tyler toca gaita e faz backing vocals. Uma vingança bem humorada.

    A EMI havia planejado uma reedição comemorativa do single "Love Me Do" em vinil, como aperitivo do lançamento das versões remasterizadas dos álbuns nesse formato, no mês que vem - mas aparentemente houve um erro e o disquinho foi cancelado e retirado da venda no site dos Beatles. O motivo: a gravadora errou e prensou os singles com a versão de Andy White, não a de Ringo. Aos 50 anos, "Love Me Do" ainda faz história.

    segunda-feira, 22 de agosto de 2011

    Scorsese libera o trailer de documentário sobre George Harrison



    Muitas imagens que eu nunca tinha visto nesse trailer de George Harrison: Living in the Material World, o documentário de Martin Scorsese sobre o guitarrista dos Beatles. Estreia em setembro, na HBO norte-americana.

    terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

    Prince: o rei das participações especiais



    Ontem, enquanto Cee Lo Green cantava "Crazy", hit do Gnarls Barkley, o dono da noite, Prince, apareceu de surpresa para tocar guitarra.

    Ele é campeão de boas entradas, como nessa apresentação em homenagem ao George Harrison, no Hall da Fama do Rock and Roll:



    Quem não se emociona com esse solo só pode ser feito de gelo.

    terça-feira, 30 de novembro de 2010

    Veja imagens de quando os Beatles "quase" se reuniram em 1974



    Tem uma história recorrente sobre como os Beatles "quase se reuniram" em 1974, no período em que John Lennon estava separado de Yoko Ono. Segundo a May Pang, secretária/namorada de Lennon nessa época, os quatro integrantes do grupo conversavam informalmente sobre essa volta.

    Em certa época, Lennon, McCartney e Starr chegaram a passar um tempo juntos, em Los Angeles. No mesmo ano, Harrison (que estava em turnê pelos Estados Unidos), Starr e Lennon se encontraram em Nova York.

    As fotos acima são tiradas de frames do novo documentário LENNONYC, que estreou recentemente na rede de TV PBS. É um belo documento sobre os anos de John Lennon em Nova York, e também trata dessa passagem do ex-beatle por Los Angeles, em 1974.

    Abaixo, uma imagem de George Harrison com Lennon, no mesmo ano. Foi durante uma noitada no Troubador e, dizem, é a última fotos dos dois juntos.



    E também há, claro, a história da lendária jam do Paul McCartney com John Lennon, Stevie Wonder e outros, também em 1974 (que ano!). Essa eu já contei neste post aqui.

    segunda-feira, 22 de novembro de 2010

    All Things Must Pass, de George Harrison, ganha edição especial limitada em vinil



    O disco All Things Mus Pass, clássico de George Harrison, vai ser relançado em vinil - mas em uma edição especial e limitada, feita para o Record Store Day. Vai ser uma reprodução fiel do original, triplo e com o mesmo material gráfico de 1970, mas com o som remasterizado em Abbey Road.

    Um número limitado de discos também estará a venda no site GeorgeHarrison.com.

    quarta-feira, 7 de julho de 2010

    Ognir Rrats: o filme "perdido" de Ringo Starr está no YouTube



    Seguindo o dia de comemoração dos 70 anos do maior baterista de todos os tempos, uma raridade. Em 1978, Ringo Starr fez o especial Ognir Rrats para a rede de televisão norte-americana NBC.

    É péssimo, não vou mentir.

    Mas, ao mesmo tempo, esse telefilme - uma versão para O Príncipe e o Mendigo, de Mark Twain, com o músico no papel principal - tem tudo aquilo que faz o mundo de Ringo ser tão legal: música descompromissada, participações especiais (George Harrison, Angie Dickinson, Carrie Fisher, John Ritter, Vincent Price e outros) e aquele nonsense básico.

    Ognir Rrats (que é Ringo Starr escrito ao contrário, caso você não tenha notado) nunca teve lançamento oficial, mas circula entre os fãs em VHS e DVD há décadas. Existe até uma bela versão com cenas cortadas e outros extras.

    E sempre nos resta, claro, o YouTube. A primeira parte do especial está aqui acima, sendo que as outras partes você pode ver aqui.

    Ringo Starr 70 anos: os melhores momentos da carreira solo



    Mais uma lista para comemorar os 70 anos de Ringo Starr. Agora é a vez de grandes momentos da carreira solo dele:

  • "Stardust", do álbum Sentimental Journey. Um arrnajo de Paul McCartney para o clássico de Hoagy Carmichael com letra de Mitchell Parish.


  • "Photograph", de Ringo. Escrita em parceria com George Harrison, tem o guitarrista dos Beatles tocando com Jim Keltner, Klaus Voormann, Nicky Hopkins e arranjos de Jack Nitzsche.


  • "It Don't Come Easy", single de 1971. Com Harrison no violão (e produção), Stephen Stills no piano, Pete Ham e Tom Evans (do Badfinger) nos backing vocals.


  • "Goodnight Vienna", de Goodnight Vienna. Composta por John Lennon, com piano de Billy Preston.


  • "Wrack My Brain", de Stop and Smell the Roses. Al Kooper no piano, Ray Cooper também no piano, Herbie Flowers no baixo e, só para variar, George Harrison na guitarra e produção.


  • "Vertical Man", de Vertical Man. Com Ozzy Osbourne nos backing vocals.


  • "Walk With You", de Y Not. Lindo dueto com Paul McCartney.


  • "Early 1970", lado B de single. Fala sobre os ex-companheiros de fab four.


  • "I'm the Greatest", de Ringo. Ringo na bateria e vocal; John Lennon no piano; George Harrison na guitarra; e... Klaus Voormann no baixo. Por pouco!


  • Comercial da Pizza Hut. Com participação dos Monkees!
  • quinta-feira, 25 de junho de 2009

    Líder do My Morning Jacket vai lançar tributo a George Harrison (ouça!)



    Jim James, do My Morning Jacket, vai lançar um EP em homenagem ao ex-beatle George Harrison. Já dá para ouvir "Behind That Locked Door" no site dele:



    O trabalho também terá versões para "Love You To", "Long Long Long", "All Things Must Pass", "My Sweet Lord" e "Ballad of Sir Frankie Crisp (Let It Roll)". Em sua carreira solo, James assina como Yim Yames (provavelmente para evitar confusões, já que existe um rapper com o mesmo nome dele).

    quinta-feira, 28 de maio de 2009

    Muda o beatle, muda tudo em "Get Back" (e outras)

    Todo fã de Beatles adora imaginar como seriam as músicas clássicas do quarteto caso fossem cantadas por outros integrantes. E se "Yesterday" fosse gravada na voz de John Lennon? Ou "Revolution" com o George Harrison? "Something" com Paul McCartney?

    Assim surgiram grandes lendas entre os colecionadores de material raro. Dizem que há uma versão alternativa de "I Want You (She's So Heavy)" (Abbey Road, 1969) com Macca cantando, mas não há registro oficial disso. Outra lenda: a versão demo de "Good Night" (The Beatles, 1968) com Lennon cantando, que dizem ter sido perdida.

    Poucas músicas nos dão uma possibilidade concreta de explorar essa brincadeira. Uma delas é "Get Back" (Let It Be, 1970):

  • Com Paul


  • Com George


  • Com John


  • Todos os outros crossovers são menores:

  • George cantou "In My Life" (originalmente gravada na voz de Lennon) em 1974


  • Ringo se vingou por não ter tocado bateria no compacto de "Love Me Do" e a regravou em 1998


  • Paul homenageou John com um medley de "Strawberry Fields Forever", "Help" e "Give Peace a Chance"


  • Tem muito mais, mas é melhor parar por aqui senão eu fico escrevendo até amanhã.

    quarta-feira, 20 de maio de 2009

    David Bowie canta Beatles (e John Lennon)



    Alguém reuniu as versões que David Bowie fez para canções dos Beatles e de John Lennon em um volume pirata chamado Bowie Sings Beatles. São as cinco faixas que você escuta abaixo:

    "Mother" (John Lennon/Plastic Ono Band, 1970). Não é ruim, mas essa música é tão pessoal que fica estranho ouvir outra pessoa cantando.


    "Across the Universe" (da compilação No One's Gonna Change Our World, 1969)


    "Working Class Hero" (John Lennon/Plastic Ono Band, 1970). Essa é mais pesada que a original - e soa mais Bowie.


    "Imagine" (Imagine, 1971). Essa não precisava.


    "Penny Lane" (do compacto lançado pelos Beatles em 1967). Essa é a mais fiel.


    Só se esqueceram de "Try Some, Buy Some" (Living in the Material World, 1973 - também gravada por Ronnie Spector em 1971), do George Harrison, e "Fame", escrita por Bowie em parceria com John Lennon em 1974 e lançada no álbum Young Americans, no ano seguinte.

    domingo, 22 de fevereiro de 2009

    Veja o trailer da nova comédia de Judd Apatow, Funny People

    Gosto muito do Judd Apatow e da turma dele: Jonah Hill, Seth Rogen, Greg Mottola e todas as pessoas que deram um gás no humor cinematográfico dos Estados Unidos nos últimos anos. Exatamente por isso vibrei ao assistir o trailer de Funny People, o novo trabalho dele:



    Tem o Adam Sandler, mas acho que não chega a atrapalhar. Ah, e isso me lembra que o Sandler deve ser amigo antigo do diretor, já que participou de Undeclared (uma série só durou 16 episódios, exibida em 2001). Se liga na quantidade de nomes conhecidos que passaram por esse programa: Seth Rogen, Kyle Glass (do Tenacious D), Loudon Wainwright III (pai do Rufus), Jason Segel, Amy Poehler, Busy Phillips, Tom Welling, Will Ferrell, Ted Nugent, Martin Starr, Ben Stiller e Jenna Fischer (do The Office).

    Uma coisa que sempre acho incrível: o Apatow só dirigiu dois filmes antes desse, O Virgem de 40 Anos e Ligeiramente Grávidos. É que todo o universo dele é bem maior que esse e já nos deu Superbad - É Hoje, Ressaca de Amor, Segurando as Pontas, Freaks and Geeks e muitos outros.

    Sem contar que toca "Photograph", gravada pelo Ringo Starr e composta por ele com o George Harrison, no trailer. Aí me ganhou com mais facilidade.

    Funny People tem estreia marcada para 31 de julho, nos EUA.

    sábado, 27 de dezembro de 2008

    2008 em notícias e... os Beatles

    Resumo do ano em Beatles

    Acho que desde 1962 não temos um ano em que os Beatles não bombem em notícias. Pois este ano foram estas:

    *"Coração de beatle" (3 de janeiro). Paul McCartney tratou o coração cirurgicamente, sem ninguém saber;

    *"Ringo nostálgico" (4 de janeiro). O ex-baterista dos Beatles relembra os bons tempos no álbum Liverpool 8;

    *"Morre Paul Cole" (19 de fevereiro). Ele era mais conhecido como "aquele cara que está no fundo da imagem de capa do disco Abbey Road";

    *"Lennon geladinho" (29 de fevereiro). "Imagine" vira sabor de sorvete;

    *"Mike Patton, a brasileira e os Beatles" (28 de março). A história da brasileira que fex o ex-Faith No More cantar "Julia", dos Beatles;

    *"George Michael e Paul McCartney? Só se for funk" (30 de abril). A parceria dos ícones;

    *"A volta dos Beatles! Mas só em DVD" (5 de maio). Anunciado o lançamento do documentário sobre o espetáculo Love (que já está nas lojas) - um uma breve história sobre a "quase volta" dos Beatles em 1974;

    *"DVD analisa primeiro disco solo de John Lennon" (19 de maio). O incrível DVD - da série Classic Albums - sobre o álbum John Lennon / Plastic Ono Band;

    *"Paul McCartney, Ringo Starr e… Dave Grohl?" (1 de junho). Macca toca em Liverpool. Ringo não apareceu, mas Dave Grohl deu uma ajudinha;

    *"Mallu Magalhães, Nancy Sinatra, o walrus e a solidão" (13 de junho). Mallu toca Beatles e fala sobre a solidão que sentia;

    *"Paul McCartney Muda (mas não muito)" (16 de junho). McCartney ousa um pouco no repertório dos shows, finalmente!

    *"Ringo Starr nas cataratas do Niágara" (23 de junho). O começo da turnê 2008 de Starr;

    *"Paul McCartney e a música eletrônica do Fireman" (1 de julho). Um gostinho do disco que todo mundo elogiaria... em novembro;

    *"Ringo Starr cria 'Dia do paz & amor'" (5 de julho). Mais uma invenção do baterista, que tem muito tempo livre;

    *"Adeus ao histórico Shea Stadium" (19 de julho). O mundo dá adeus ao estádio que recebeu um show lendário dos Beatles nos anos 60;

    *"John Lennon, um adolescente e um gravador em 1969" (11 de agosto). Um belo curta-metragem feito a partir de uma entrevista gravada (em áudio) nos anos 60;

    *"Vídeo raro dos Beatles ressurge em cores!" (28 de agosto). Beatles fazem Shakespeare em vídeo que antes só podia ser visto em preto e branco;

    *"Não é um bom momento para ser Paul McCartney (ou Lennon)…" (15 de setembro). Os desejos sexuais de Lennon (por Macca, Brian Epstein e até pela própria mãe!) e as ameaças de terrorismo contra Sir Paul;

    *"Projeto eletrônico de Paul McCartney volta roqueiro e sujo" (30 de setembro). Paul e Youth voltam com o Fireman;

    *"Explicando o 'chilique' de Ringo Starr" (16 de outubro). A verdade sobre os motivos que levaram Starr a não assinar mais autógrafos;

    *"Beatles e MTV anunciam Rock Band (que não é Rock Band)" (30 de outubro). Sim, os Beatles vão virar videogame... Mas só no fim de 2009;

    *"McCartney dá entrevista como integrante do The Fireman" (19 de novembro). Grupo mostra a(s) cara(s);

    *"Fireman de McCartney lança clipe para 'Sing the Changes' (veja!)". Veja!

    *"Paul McCartney e seu baú lotado de inéditas, parte 1 (ouça!)" (3 de dezembro). Muitas músicas inéditas do ex-beatle;

    *"Paul McCartney e seu baú lotado de inéditas, parte 2 (ouça!)" (15 de dezembro). A continuação do post acima.

    Que venha 2009!

    quarta-feira, 20 de junho de 2007

    Antes tarde do que nunca!


    Quando saiu originalmente, em 1988, o álbum Volume 1, do Traveling Wilburys, chegou só ao número 16 na parada britânica. Hoje, relançado (com o segundo disco, Volume 3, mais um DVD-bônus) o disco está no topo da parada! Número 1! Ah, sim, a formação do Traveling Wilburys: Bob Dylan, George Harrison, Roy Orbison, Tom Petty e Jeff Lynne (da Electric Light Orchestra). E o baterista contratado era o Jim Capaldi, aquele que regravou "Anna Julia", do Los Hermanos, com o George Harrison e o Paul Weller.