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sexta-feira, 25 de julho de 2014

Filhos cometem injustiça póstuma com Roy Orbison


 Como bom fã, fiquei empolgado ao descobrir que Mystery Girl - o último disco que Roy Orbison lançou - ganharia uma edição especial. Porque é álbum que merece, ele realmente é especial. Pena que a alegria terminaria quando eu pegasse essa novidade nas mãos.

Mas antes, a história.

No meio dos anos 80, o cantor começava a sair de um buraco gigantesco: o esquecimento e a irrelevância. O Van Halen havia renovado o interesse na música dele com a regravação de sucesso de "Oh, Pretty Woman"; David Lynch colocou (contra a vontade do músico) a faixa "In Dreams" na trilha do filme Veludo Azul (1986); e em 1987 ele entrou tanto para o Hall da Fama dos Compositores de Nashville quanto para o Hall da Fama do Rock and Roll.

A atenção estava ali, só faltava um novo trabalho que mantivesse Orbison aos olhos do público.

Completamente consciente disso, ele começou a trabalhar em um novo álbum. Duas pessoas que ele havia conhecido naqueles tempos foram fundamentais, ambos produtores lendários: T. Bone Burnett e Jeff Lynne. Este último levou mais dois nomes de peso para o disco, Tom Petty e Mike Campbell.



Desse grupo, nasceram o hit "You Got It", "A Love So Beautiful", "California Blue" e outras. Bono, do U2, sempre conta uma história fantástica sobre como deu "She's a Mystery to Me" para Roy Orbison: segundo ele, depois de dormir ouvindo a trilha de Veludo Azul ele compôs a faixa, que mostrou aos companheiro de banda descrevendo como "algo do Roy Orbison" durante a passagem de som de um show. Logo depois da apresentação, quem bate na porta? O próprio cantor veterano, que perguntou: "Você tem alguma música para mim?".

Elvis Costello cedeu "The Comedians", que ele havia lançado em Goodbye Cruel World (1984). O tecladista Al Kooper e o baterista Jim Keltner, elogiados músicos de estúdio, participaram das gravações, que também tiveram a guitarra de George Harrison em "A Love So Beautiful". Ou seja, além de tudo, Mystery Girl plantou a semente do Traveling Wilburys, juntando Lynne, Harrison, Petty e Orbison (só Bob Dylan não entrou na brincadeira). 

O resultado foi um disco lindo, digno da carreira de Orbison. O relançamento recente? Faz o serviço contrário.

A nova caixinha tem, além do repertório do trabalho, oito versões demo (de "California Blue", Windsurfer", entre outras), um DVD com um documentário de qualidade questionável (visualmente, parece mais caseiro do que qualquer outra coisa) e o maior pecado de todos: uma música antiga finalizada recentemente pelos três filhos de Orbison, "The Way is Love".

Poderia ter dado certo? Poderia. Os Beatles fizeram isso em "Free as a Bird" e "Real Love" (produzidas por Jeff Lynne, inclusive). Mas o vocal original já tinha qualidade baixíssima - tanto na gravação quanto na performance. Nem o reforço de John Carter Cash, filho de Johnny Cash, salvou o resultado final. É um desastre completo, uma mancha que Orbison não merecia ter postumamente. Duvida? Ouça você mesmo, abaixo.



quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Bono, The Killers, Coldplay e Gary Barlow se apresentam juntos (veja!)

Pode ser a reunião dos seus sonhos, mas também pode ser digna de pesadelos. Bono, The Killers, Gary Barlow (Take That) e Coldplay subiram ao palco juntos para tocar "All These Things I've Done":



Acho que escolheram uma música do Killers para a platéia não rolar muita conversa na platéia:

"Essa é uma nova do U2?"
"Não, é uma velha do Coldplay."
"Tem certeza?"
"Pode ser um b-side do U2..."
"Qual daqueles no palco é o Bono?"
"É o do ego gigante."
"Qual deles?"
"O tampinha com o sapato de sola de 30 centímetros."

Esse grupo de estrelas se apresentou em Londres ontem, depois do BRIT Awards, em show beneficente da War Child. Outro grande momento: o Coldplay tocando "Back For Good" para o Garlow cantar.



E não foi a primeira vez!

terça-feira, 11 de março de 2008

Iggy e a Madonna

O Iggy Pop já até abriu show para a Madonna. Mas fazer cover de "Ray of Light" com os Stooges, na entrada da rainha do pop no Hall da Fama do Rock foi... Estranho.


E a Madonna falou pra caralho na cerimônia. Tem tudo no YouTube.

O lado mais fofinho da noite teve o Damien Rice tocando "Hallelujah", do Leonard Cohen (que o Ronaldo Evangelista achava que era do Jeff Buckley).



Foi melhor que o Bono.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

U2 para os íntimos


Bono e The Edge fizeram um showzinho acústico abrindo para o Biffy Clyro, em Londres, no dia 23. Foram só quatro músicas: "Desire", "Stay", "Angel of Harlem" e a nova/velha "Wave of Sorrow". Só 250 pessoas estavam presentes.

domingo, 9 de setembro de 2007

Beatles no cinema... Medo?


Já ouviu falar de Across the Universe? É um musical que usa músicas dos Beatles para contar uma historinha de amor passada nos anos 60. O filme, dirigido por Julie Taymor e com Evan Rachel Wood, estréia nos EUA em 14 de setembro. Na última vez que tentaram fazer um musical baseado nos Beatles... Digamos que não deu muito certo. O Bono - com um bigodão estilo The Edge - faz uma ponta como Dr. Robert (o cara que deu LSD pros Beatles), olha só:

De todos os vídeos promocionais, o melhor é o que tem "I Want You". Uma coisa "The Wall encontra Michael Jackson":

Vai lá no MySpace do filme que tem mais um montão de vídeos, com "Revolution", "Girl", "Helter Skelter" etc.