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sexta-feira, 9 de maio de 2014

Desculpa, Eddie Vedder!



Fui ver o show solo do Eddie Vedder ontem e escrevi um texto para o Scream & Yell, o lendário site do amigo Marcelo Costa. Eu já tinha visto o Vedder sozinho anteriormente, mas só fazendo uns sets curtos no Bridge School Benefit, o festival acústico do Neil Young. Só que isso foi anos antes de ele descobrir o ukulele - e até de realmente ter uma carreira sem o Pearl Jam.

O que vi ontem, no Citibank Hall, em São Paulo, foi assim:

Preciso confessar que fui ao show solo do Eddie Vedder – o terceiro em São Paulo, na noite da quinta (08), no Citibank Hall, não esperando grande coisa. Gosto do Pearl Jam desde sempre, mas suspeito demais desse esquema “vou pegar meu violão/ ukulele e fazer um sonzinho aqui sem a minha banda”. Um tempo atrás, Chris Cornell seguiu esse esquema e ficou claro o clima bate-carteira. 
O preço das entradas também não ajudou a aliviar essa impressão: as mais caras custavam cerca de R$ 1 mil! Pode pesquisar, mas é garantido que você não vai encontrar esse valor em apresentações do cara fora do Brasil – e desta vez nem dá para culpar os ingressos de estudante, já que a Folha de S. Paulo noticiou que o promotor do evento limitou esse tipo de venda a 40% (seguindo ilegalmente uma lei que ainda não foi regulamentada). 
Para completar, Glen Hansard fez um show de abertura tão impressionante que eu só conseguia pensar: “agora encerrou a noite de vez, talvez seja melhor ir para casa direto”. O irlandês (vencedor do Oscar de melhor canção original por “Falling Slowly”, da trilha do filme Apenas Uma Vez, que ele compôs e gravou com o Swell Season) tem um timing perfeito para esse tipo de show: é carismático, conta boas histórias e destroi cordas de violão como se não houvesse (mais shows) amanhã. Tocou músicas próprias, Van Morrison e ainda citou “Smile”, do Pearl Jam, para o delírio dos fãs. A cada chance, agradeceu a quem “chegou cedo” para ver o show dele. Até contou sobre a preocupação que teve com os motoboys brasileiros, completando o depoimento com uma bossa nova que incluía o verso “por favor, não morra!”. 
Mas eu estava errado. Peço desculpas, Ed
O resto está lá no Scream & Yell.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Eddie Vedder nunca imaginou que abriria um show do Guns N'Roses...

... Mas lá estava ele, com um violão! Foi no Bridge School Benefit, evento de shows acústicos do Neil Young. Axl estava atrasado (sério?) e o vocalista do Pearl Jam foi convocado para entreter a plateia.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Paradise Lost 3 mostra o fim do drama do West Memphis Three (e foi indicado ao Oscar)



Por coincidência, assisti ontem ao documentário Paradise Lost 3: Purgatory, que hoje foi indicado ao Oscar. É o terceiro volume de uma série que revolucionou o estilo por um único motivo: ele não só retratou um caso de assassinato de três crianças nos EUA, mas também mudou o rumo das investigações do caso.

Em 1993, três garotos de 8 anos foram mortos em West Memphis, no Arkansas. A busca pelos culpados começou e logo uma recompensa por informações foi oferecida. Jesse Misskelley Jr, um jovem com problemas mentais, viu a oportunidade de ganhar o dinheiro e - mesmo sem ter relação alguma com o crime - foi à delegacia. Depois de horas de interrogatório, acabou acusado - junto com Damien Echols e Jason Baldwin.



A história é cheia de complicações e reviravoltas, mas resumidamente: Misskelley foi induzido a confessar (e a acusar Echols e Baldwin, que escutavam heavy metal e usavam roupas pretas - então claramente deviam ser satanistas). A injustiça e as palhaçadas do processo foram retratadas em Paradise Lost: The Child Murders at Robin Hood Hills (1996), produzido pela HBO e dirigido por Joe Berlinger e Bruce Sinofsky.

O filme foi tão impactante - e a condenação de Echols à pena de morte tão pesada - que gerou uma campanha gigante pela libertação do trio, conhecido como West Memphis Three. O Metallica cedeu músicas para a trilha, e gente como Johnny Depp e Eddie Vedder entrou para a campanha. Isso tudo é retratado em Paradise Lost 2: Revelations (2000).



Ainda assim, complicações legais deixaram os três na cadeia até o ano passado quando, em uma manobra legal conhecida como "Alford plea", os rapazes se declararam culpados sem abrir mão da inocência e puderam sair da cadeia. E essa parte está em Paradise Lost 3: Purgatory.

A dupla de diretores acabou se aproximando do Metallica e dirigiu o marcante Some Kind of Monster (2004), que mostra a fragilidade e as crises da maior banda de metal de todos os tempos. Depois da libertação, em agosto de 2011, os West Memphis Three retomaram suas vidas: Misskelley estuda para ser mecânico; Baldwin quer estudar direito; e Echols se mudou para Nova York, onde pretende se tornar um escritor.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Veja os grandes momentos do Bridge School Benefit 2011 (com Neil Young, Foo Fighters, Arcade Fire, Beck e Eddie Vedder)

O Bridge School Benefit, um evento beneficente acústico organizado anualmente pelo Neil Young, é sempre incrível. Neste ano ele juntou Foo Fighters, Beck, Arcade Fire, Eddie Vedder e outros em uma bela festa. Como os shows de um dos dias foram transmitidos ao vivo pela internet, muita coisa está disponível:

  • Arcade Fire & Neil Young, "Helpless"


  • Os dois sets completos do Neil Young



  • A apresentação inmteira do Eddie Vedder, que teve participações de Beck e Régine Chassagne (Arcade Fire)


  • Beck fazendo "Pocahontas" com Neil Young


  • "Everlong" desplugada com o Foo Fighters
  • quarta-feira, 19 de outubro de 2011

    Em 1995, o Pearl Jam estava querendo sacanear



    Recebi hoje esse vinil de 10 polegadas aqui acima. É o já tradicional single de Natal do Pearl Jam (este é o de 2010, só veio agora - eles também têm essa tradição de atrasar loucamente). Nele estão duas faixas, "No Jeremy" e "Falling Down", gravadas no Red Rocks Amphitheatre (onde o U2 gravou o Under a Blood Red Sky), no Colorado, em 1995.

    O vídeo abaixo é da mesma performance. Assistindo, você vai notas duas coisas: o arranjo diferente para "Jeremy" (mais lento, quase arrastado) e a ausência do refrão. Sim, a banda estava mudando uma de suas mais famosas músicas e cortando o refrão.

    O público até tenta cantar junto, mas toma um baile do "estilo Bob Dylan de decepcionar" adotado por Eddie Vedder nessa canção.

    Claro, virou um momento marcante da carreira da banda. Mas imagina um fã casual que tenha passado por lá só pra ouvir os hits... Esse nunca mais foi a um show do grupo.

    segunda-feira, 5 de setembro de 2011

    Pearl Jam relembra 20 anos de carreira com convidados e mais de 5 horas de shows nos EUA



    É difícil espremer 20 anos em 5h30, mas o Pearl Jam soube exatamente o que fazer nos dois dias de PJ 20, o festival comemorativo de duas décadas que o grupo realizou em Alpine Valley, Wisconsin, nos EUA, no fim de semana passado.

    Durante o dia, a brincadeira era acompanhar os outros shows do evento para ver se algum integrante do PJ dava as caras. E deram - Eddie Vedder cantou com Glen Hansard, Strokes, Queens of the Stone Age e John Doe. E esses artistas retribuíram a gentileza participando da apresentação do Pearl Jam. Então rolaram momentos como Vedder e Hansard fazendo um dueto em "Falling Slowly", da trilha de Once; Strokes e Vedder apavorando com "Juicebox" (quando Julian Casablancas canta a frase "you’re so cold”, parece que ele é um reclamão; quando Vedder canta, dá pra sentir o frio); John Doe zoando a bermuda de Vedder antes de cantar “Golden State” com ele; o Queens ganhando (mais) uma voz de ouro em “Little Sister”; e assim a coisa seguiu.

    E isso tudo foi antes do Pearl Jam subir ao palco. Na primeira noite, qualquer fã eventual que tivesse caído ali por acidente certamente não teria entendido nada: 28 faixas que foram do obscuro ao bizarro. O andamento estranho de “Push Me Pull Me”, o resgate de “In My Tree” e nada de hits. Ok, “Betterman” foi cantada pelas dezenas de milhares de pessoas – mas o que não foi? Até covers como “Setting Forth” (da carreira solo de Vedder), “Love, Reign O’er Me” (Who) pareciam ser superhits para a platéia do PJ 20.

    Mas havia mais uma surpresa, um dos segredos mais mal guardados do ano: Chris Cornell estava no local para um reunião do lendário supergrupo Temple of the Dog. Anunciado, o vocalista do Soundgarden deu uma rasteira em todo mundo ao cantar uma música do Mother Love Bone, “Stardog Champion”, dando ainda mais sentido ao que estava por vir (o Temple of the Dog foi criado para homengear Andrew Wood, vocalista do MLB, que morreu de overdose). Com o jogo ganho de virada, o grupo ainda mandou “Reach Down”, “Say Hello 2 Heaven” e “Hunger Strike” (que começou com Cornell e Vedder cantando de frente um para o outro, olhos nos olhos). Sim: não só o Temple se reuniu, mas tocou 4 músicas. Isso só na primeira noite. No dia seguinte vieram reprises de “Hunger Strike” e “Reach Down” (“Eu errei a letra ontem”, explicou o cantor convidado) mais “Call Me a Dog” (“Faz uns 20 anos que não tocamos esta, não?”, questionou Cornell) e “All Night Thing”. Somadas, as duas apresentações só não superam – em quantidade de faixas executadas – o único show oficial do Temple of the Dog, em 1990.



    Na segunda noite a banda já não sentia o peso da ansiedade. Vieram mais surpresas (“Pilate”, “No Way”) e mais participações (Hansard em “Smile”, Liam Finn em “Habit”, John Doe em “New World”, Dhani Harrison em “Elderly Woman Behind the Counter in a Small Town”, Casablancas [que havia estragado “Not For You” na noite anterior, com versos sobre fazer uma jam com a banda preferida dele] em “Red Mosquito”), uma música nova que Vedder disse ter escrito naquele dia (acústica, falando sobre a passagem do tempo e a alegria de ter chegado àquele momento)... E hits. “Alive”, “Black”, “Even Flow”, “Jeremy”, para fechar com a dobradinha “Keep on Rockin’ in the Free World” (Neil Young) e “Yellow Ledbetter”.

    Com shows de 2h30 (no primeiro dia) e 3h (no segundo), o Pearl Jam relembrou o passado e recarregou a bateria para o futuro. Que venham os proximos 20 anos. (e os shows do Brasil, em novembro!)

    ***

    Outros momentos marcantes: Josh Homme cantando "In the Moonlight" da forma como Matt Cameron havia feito na demo da faixa; Julian Casablancas tentando fazer piada - "Ele é muito melhor que o Andrew Wood...", enquanto Vedder saía do palco; Dhani Harrison puxando "State of Love and Trust" como se fosse o maior clássico da história do rock; o Pearl Jam errando "Given to Fly", mas não parando para começar de novo; o longo debate sobre tocar ou não "No Way" (o autor, Stone Gossard, não queria e foi voto vencido); "Smile" com Hansard, que já cantava um trecho da faixa nos shows dele; Liam Finn cantando a parte gritada de "Habit" para poupar a voz de Vedder.

    Para bons vídeos do PJ 20, clique neste canal do YouTube.

    ***

    O repertório de cada dia:

  • 3 de setembro

    Release
    Arms Aloft (Joe Strummer & The Mescaleros)
    Do The Evolution
    Got Some
    In My Tree
    Faithfull
    Who You Are (com Liam Finn, John Doe e Dan Peters)
    Push Me, Pull Me
    Setting Forth (da carreira solo de Eddie Vedder)
    Not For You (com Julian Casablancas)
    In the Moonlight (com Josh Homme)
    Deep
    Help Help
    Breath
    Education (com Liam Finn)
    Once
    State Of Love And Trust (com Dhani Harrison)
    Better Man
    Wasted Reprise / Life Wasted

    -BIS
    Rearviewmirror

    -Temple of the Dog
    Stardog Champion (cover do Mother Love Bone)
    Say Hello 2 Heaven
    Reach Down
    Hunger Strike

    Love, Reign O'er Me (cover do The Who)
    Porch

    -BIS 2
    Kick Out the Jams (cover do MC5, com Mark Arm e Steve Turner)

  • 4 de setembro

    Wash
    The Fixer
    Severed Hand
    All Night
    Given To Fly
    Pilate
    Love Boat Captain
    Habit (com Liam Finn)
    Even Flow
    Daughter/It's OK
    Leatherman
    Red Mosquito (com Julian Casablancas)
    Satan's Bed
    Elderly Woman Behind the Counter in a Small Town (com Dhani Harrison)
    Unthought Known
    New World (cover do X, com John Doe)
    Black
    Jeremy

    -BIS
    Faixa nova (Eddie Vedder sozinho)
    Just Breathe
    Nothingman
    No Way
    Public Image (cover do Public Image Ltd.)
    Smile (with Glen Hansard)
    Spin The Black Circle

    -BIS 2
    - Temple of the Dog
    Hunger Strike
    Call Me A Dog
    All Night Thing
    Reach Down

    Sonic Reducer (cover do Dead Boys, com Mark Arm e Steve Turner)

    -BIS 3
    Alive
    Rockin' in the Free World (cover de Neil Young, com todos os convidados do PJ 20)
    Yellow Ledbetter / Star-Spangled Banner
  • terça-feira, 5 de julho de 2011

    Eddie Vedder participa de show do Elvis Costello (cantando The Who)



    Aí você está lá no show do Elvis Costello, em St. Louis, e ele começa a tocar "Substitute", do Who. E um cara entra sem ser anunciado e é o Eddie Vedder. Nada mau, né?

    [via Grunge Report]

    quinta-feira, 2 de junho de 2011

    Muitos vídeos novos: Eddie Vedder, Foo Fighters, Strokes, Kid Cudi

    Vamos lá, direto ao assunto:

  • "Can't Keep", Eddie Vedder

    Bonitão esse clipe.

  • "Walk", Foo Fighters

    Divertido.

  • "Gratisfaction" (ao vivo), The Strokes

    A terceira melhor música desse disco.

  • "Marijuana", Kid Cudi

    Música ok, clipe ok.
  • segunda-feira, 9 de maio de 2011

    Eddie Vedder grava clássico da dor de cotovelo em CD solo



    Uma das melhores faixas de Ukulele Songs, o disco solo de Eddie Vedder (baseado em voz e ukelele, como diz o título), é "Sleepless Nights". A música fala de um amor perdido - tema recorrente nesse trabalho.



    A versão original é do Everly Brothers, lançada no começo dos anos 60.



    Mas uma das melhores performances é de outra dupla, Gram Parsons e Emmylou Harris. Saiu no álbum póstumo de 1973 que leva o mesmo nome da música.



    Outros que gravaram "Sleepless Nights": Norah Jones, Elvis Costello e mais uma lista gigante.

    segunda-feira, 20 de setembro de 2010

    quinta-feira, 9 de setembro de 2010

    Nova banda de Ben Harper e Dhani Harrison libera música



    Ben Harper e Dhani Harrison (filho do beatle George e dono do thenewno2) se juntaram a Joseph Arthur para formar o Fistful of Mercy, que lança o disco As I Call You Down já no mês que vem. A música "Fistful of Mercy", que você escuta abaixo, pode ser baixada gratuitamente no site da banda.



    Recentemente, o Fistful of Mercy tocou no show beneficente Voices of Justice Rally. Essa apresentação teve Eddie Vedder como convidado especial. Antes, Dhani Harrison havia dito que a banda tem "um clima de Traveling Wilburys". Nesse show teve mesmo, mas eu diria que está mais para Crosby, Stills, Nash & Young.



    O Vedder também falou um pouco sobre o grupo, explicando como ele acabou no show em benefício do West Memphis 3. Mas é um puta papo hippie, sobre dar as mãos sob o luar, à beira de uma fogueira.



    Para encerrar, uma performance de "In Vain Or True" ao vivo em uma rádio de Seattle:

    quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

    Eddie Vedder grava Bruce Springsteen para o Haiti (veja!)



    Eddie Vedder também vai lançar um single beneficente às vítimas do terremoto do Haiti. Ele escolheu a referência nada discreta de "My City of Ruins", de Bruce Springsteen, uma faixa que ele já havia tocado antes.

    A gravação é a mesma desse vídeo acima, no Kennedy Center Honors, em Washington, em 6 de dezembro do ano passado.

    sexta-feira, 14 de agosto de 2009

    Vídeo alemão mostra os bastidores do novo CD do Pearl Jam (veja!)



    Acima, Eddie Vedder fala sobre Backspacer, o novo disco do Pearl Jam (a ser lançado no mês que vem).

    A narração está em alemão, mas o dono do Gamer.BR traduziu para mim e o cara não está dizendo nada de relevante.

    [Via Grunge Report]

    quarta-feira, 24 de junho de 2009

    Bad Radio: o passado obscuro de Eddie Vedder



    O Pearl Jam está entrando em uma onda retrospectiva, preparando-se para o aniversário de 20 anos da banda (comemorados em 2010). Sorte do vocalista Eddie Vedder, que pode se esquecer da banda anterior dele, a Bad Radio, da qual ele fez parte nos anos 80. É uma daquelas coisas que é melhor nem mencionar.

    A sonoridade do Bad Radio era... Peculiar. Eles tentavam ser o Duran Duran, mas o resultado final estava mais para um Red Hot Chili Peppers mal-acabado. Já imaginou aquele vozeirão do Vedder cantando funk metal? Pois é.

    Acima você pode ouvir "I'm Alive" (não, não tem relação com "Alive" - futuro hit do Pearl Jam). É uma mistura de spoken word com Led Zeppelin e AC/DC, tudo tocado de forma desleixada.

    E aí há "Sick O'Pussies". A faixa ironiza os grupos contrários ao aborto. Eles devem estar rindo até hoje:



    Dá para passar horas falando sobre o Bad Radio. Eles gravaram reggae ("Reggae Woman", com o vocalista pateticamente tendo repetir os trejeitos jamaicanos), cover dos Rolling Stones ("Street Fighting Man", trocando o fighting por funky) e, continuando a série de trocadilhos ruins, "What the Funk".

    O único momento aproveitável do grupo foi "Better Man", retrabalhada (e como!) e lançada pelo Pearl Jam no álbum Vitalogy (1994).



    Curiosos e/ou corajosos que quiserem ir mais fundo na história do Bad Radio, o YouTube é uma boa fonte. Tem até vídeos de shows. Repare nas roupas nada grunge de Eddie Vedder.

    sábado, 30 de maio de 2009

    Pearl Jam lança música nova em single de "Natal" (ouça!)



    É sempre Natal para o Pearl Jam - tanto que a banda só lançou agora, em maio, seu tradicional single natalino. São duas faixas, sendo que o lado A (o compacto é em vinil) é "Santa Cruz":



    O lado B é uma versão diferente de "Golden State" (a original saiu no EP Golden State, em 2008), parceria de Eddie Vedder com Corin Tucker (Sleater Kinney). A faixa foi escrita por John Doe, do X.

    segunda-feira, 13 de abril de 2009

    Bat For Lashes toca Kings of Leon na BBC (ouça!)

    Kings of Lashes?

    Natasha Khan, mais conhecida como Bat For Lashes, passou pelo programa Live Lounge da BBC e mostrou uma versão para "Use Somebody", do Kings of Leon. Assim:



    Melhor que a original, não?

    E aproveitando que o assunto é Kings of Leon, outro dia achei um vídeo deles tocando "Slow Night, So Long" com o Eddie Vedder:


    segunda-feira, 6 de abril de 2009

    E assim foi: metade dos Beatles voltou a se apresentar (veja!)

    Meio Beatles

    Paul McCartney e Ringo Starr se apresentaram juntos em um show beneficente da David Lynch Foundation, que foi realizado no Radio City Music Hall, em Nova York, no último sábado. Foi assim:





    Fora Ringo Starr e Paul McCartney, outra dupla dinâmica fez bonito: Eddie Vedder e Ben Harper. Eles até arriscaram um dueto em "Under Pressure", do Queen (com David Bowie, na versão original):



    A noite ainda teve Angelo Balamenti, Sheryl Crow (que fez homenagem a George Harrison tocando "My Sweet Lord"), Paul Horn (tido como "o pai da música new age"), Donovan, Mike Love (o menos amado dos Beach Boys), Bettye LaVette e Moby. De surpresa, Jerry Seinfeld fez uma apresentação rápida.

    O repertório completo da noite, apresentada por David Lynch e Laura Dern, foi:

    Angelo Badalamenti, com "Theme from Twin Peaks"
    Moby e Bettye LaVette, "Natural Blues"
    Moby com Bettye LaVette e o Coral de Crianças da TM, "We Are All Made of Stars"
    Bettye LaVette e Moby, "As Close As I'll Get to Heaven"
    Sheryl Crow, "Riverwide"
    Sheryl Crow e Ben Harper, "My Sweet Lord"
    Stand up de Jerry Seinfeld
    Eddie Vedder, "Guaranteed"
    Eddie Vedder, "Rise"
    Eddie Vedder, "Arc"
    Ben Harper e Eddie Vedder, "Indifference"
    Ben Harper, "Fly One Time"
    Ben Harper e Eddie Vedder, "Under Pressure"
    *intervalo*
    Depoimento de Mike Love
    Donovan e Jim James (do My Morning Jacket), "Hurdy Gurdy Man"
    Donovan e Jim James, "Wear Your Love Like Heaven"
    Donovan, Sheryl Crow e Moby, "Season of the Witch"
    Donovan e Paul Horn, "Isle of Islay"
    Paul Horn, "Meditation"
    Depoimento de Howard Stern
    Ringo Starr, Ben Harper e Eddie Vedder, "It Don't Come Easy"
    Ringo Starr, Ben Harper e Eddie Vedder, "Boys"
    Ringo Starr, Sheryl Crow e Eddie Vedder, "Yellow Submarine"
    Set de Paul McCartney: "Drive My Car", "Jet", "Got to Get You Into My Life", "Let It Be", "Lady Madonna", "Blackbird", "Here Today", "Band on the Run", "Can't Buy Me
    Love".
    Paul McCartney e Ringo Starr, "With a Little Help From My Friends"
    Paul McCartney, Ringo Starr e todos os outros, "Cosmically Conscious"
    David Lynch, "Poem of Unknown Origin"
    Todos, "I Saw Her Standing There"

    sábado, 12 de janeiro de 2008

    Pearl Jam na ativa


    Um email simpático do fã-clube oficial do Pearl Jam avisa: "ainda é cedo para anúncios oficiais, mas 2008 será um ano corrido para a banda." Faz um tempo que rola um boato sobre uma possível nova turnê (parece que o festival norte-americano Bonnaroo - em junho - já é uma data confirmada).

    Perto disso dois integrantes do grupo, o baixista Jeff Ament e o guitarrista Stone Gossard, devem se reunir aos velhos amigos Mark Arm e Steve Turner (respectivamente vocalista/guitarrista e guitarrista do Mudhoney) em uma histórica reunião do Green River, que ainda contará com a participação de integrantes de todas as fases do conjunto (ou seja: Alex Vincent e Bruce Fairweather) - dentro de um festival da gravadora Sub Pop, que ainda deve ter reuniões do L7, Soundgarden e do Cansei de Ser Sexy (mas esse último não é reunião, né?).

    Por enquanto Eddie Vedder vai esquentando a área. O primeiro clipe solo do cara, da música "Guaranteed", já está na internet (clique aqui para ver), e o a trilha-sonora de Into the Wild, de onde a música foi tirada, ganha uma edição limitada em vinil no dia 29 de janeiro.

    O álbum vem com algumas diferenças em relação ao CD/versão digital: a faixa "The Wolf" aparece em versão mais longa, e o disco vem com um compacto com versões ao vivo e de estúdio de "No More" - além de um encarte de 28 páginas com letras e comentários de Sean Penn (que dirigiu o filme). Nem é tão caro: 20 dólares (mais correio).

    quarta-feira, 19 de setembro de 2007

    Sozinho na trilha


    Saiu nesta semana, nos EUA, a trilha-sonora do filme Into the Wild. Isso não seria notícia se o intérprete de todas as músicas não fosse Eddie Vedder, vocalista e líder do Pearl Jam. Tecnicamente, é o primeiro disco solo do artista (se você desconsiderar The Molo Sessions, de 2005, creditado ao músico mais o Walmer High School Choir). A primeira música de trabalho é uma versão de "Big Hard Sun" (do canadense Indio), e tem a ex-Sleater-Kinney Corin Tucker nos backing vocals.

    Trilhas e tributos não são novidade para o cantor. Ele já participou, sem o Pearl Jam, de quase 10 discos!

    Em outubro Eddie Vedder vai se apresentar no Bridge School Benefit, evento beneficente de Neil Young, com Flea (Red Hot Chili Peppers) no baixo e Jack Irons (ex-Red Hot e ex-Pearl Jam!) na bateria. Por falar em Irons, Vedder também cantou no álbum solo do músico, Attention Dimension (2004), em uma inesperada versão para "Shine On You Crazy Diamond", do Pink Floyd.

    Por último, Eddie Vedder deve aparecer - interpretando ele mesmo - na comédia Walk Hard, escrita por Judd Apatow (aquela que tem Jack Black como Paul McCartney e Jack White como Elvis Presley).