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quarta-feira, 16 de julho de 2014

Spillers: conheça a loja de discos de vinil mais antiga do mundo


Não tem muita coisa para se fazer em Cardiff, no País de Gales. Nada contra a cidade: é bonita e as pessoas são extremamente simpáticas, mas também é um daqueles lugares à beira mar em que a chuva e o vento frio tiram a boa vontade de qualquer um. O destino mais popular por ali é, com certeza, o Doctor Who Experience - museu dedicado à lendária série da BBC (que, aliás, é gravada ali ao lado, nos estúdios galeses, a poucos metros).

O centro da cidade tem uma outra curiosidade, bem diferente do universo fantástico da Tardis. Escondidinha no número 31 da galeria Morgan Arcade está a Spillers Records, a loja de discos de vinil mais antiga do mundo!

Ela foi fundada em 1894 em um outro local, a Queen's Arcade, na mesma área da localização atual. Na época, comercializava discos de gramofone e cilindros fonográficos. O tipo de mídia foi evoluindo (ou não, dependendo da sua opinião sobre o assunto...) e a Spillers, ao longo desses 120 anos, vendeu discos de vinil, fitas cassete, CDs e diversos outros formatos.

Hoje, a loja ainda tem CDs - mas é conhecida mesmo pelos vinis. Eles ficam no andar superior e são poucos, em uma seleção eficiente. Eu não botei muita fé na quantidade, mas encontrei ali duas edições limitadas que não vi em nenhuma das dezenas de lojas que visitei em Londres: a coletânea tripla Side Tracks, exclusiva do Record Store Day, que junta raridades de Bob Dylan, e o single "Why Should I Love You?", do Vaccines (que no lado B tem a versão de R. Steve Moore para "Post Break Up Sex").


Enquanto o vendedor embalava as minhas compras, puxei assunto dizendo que era difícil encontrar aquele Dylan. Sorrindo, ele respondeu: "Isso quer dizer que Cardiff é melhor do que qualquer outra cidade?". Logo depois, ele ainda emendou: "fico muito nervoso quando estou com um disco de outra pessoa na minha mão!". E eu nem tinha pagado ainda!

Caso queira arriscar uma visita, é simples: de Londres você pega um trem para Cardiff. Custa umas 50 libras esterlinas e demora pouco mais de 2 horas.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Escute It Happens Every Time, a nova mixtape do With Lasers!

Nesta sexta-feira 13, o With Lasers! prova que está vivo. Ou pelo menos "morto-vivo". Aqui está mais uma mixtape, esta se alternando entre músicas recentes e antigas, mas com um tema bastante óbvio ligando todas elas. Junto com a mix anterior, aqui abaixo, é das minhas preferidas. Ouço ambas direto.




Músicas e letras aqui.

terça-feira, 17 de abril de 2012

"É cansativo, mas vale a pena", diz o Vaccines sobre rotina maluca de shows



No ano passado, quando o Vaccines estava prestes a lançar o disco What Did You Expect From the Vaccines?, entrevistei o vocalista Justin Young para a Rolling Stone. Esse texto está aqui, com um complemento interessante aqui.

E agora, com a banda no Brasil para shows, falei com o guitarrista Freddie Cowan e com o baterista Pete Robertson sobre o futuro, segundo disco e coisas assim. Está no vídeo acima e, mais tarde, em uma edição futura da Rolling Stone Brasil.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Corrigindo cancelamento do Terra, The Vaccines vem ao Brasil em abril



Pronto, chega de xingar o Vaccines: depois de cancelar a apresentação que faria no Planeta Terra do ano passado, a banda britânica cumpriu a promessa de passar por aqui ainda na turnê de What Did You Expect From the Vaccines?.

Serão dois shows: em São Paulo (no Cine Joia, 18 de abril) e no Rio (Circo Voador, 19 de abril).

Tem um detalhe arriscado: essas datas são entre os dois finais de semana do Coachella, na Califórnia. Vai ser corrido.

Eu entrevistei o vocalista Justin Young no ano passado, dá para ler aqui. Coincidentemente, o texto foi publicado em... 18 de abril.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Veja o clipe que o Vaccines fez com a ajuda dos fãs



Lembra que o Vaccines pediu para os fãs mandarem fotos via Instagram para eles montarem o clipe de "Wetsuit"? O resultado é este aqui acima. Achei qualquer nota.

sábado, 27 de agosto de 2011

Vaccines estreia parceria com Albert Hammond Jr (ouça)



No Reading, o Vaccines estreou "Tiger Blood", música que gravou recentemente com Albert Hammond Jr., do Strokes. Ficou bem claro o motivo deles não quererem lançar a faixa oficialmente: é fraca.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Vaccines faz versão para "Last Friday Night (T.G.I.F.)" (ouça!)



Depois do clima sinistro da música abaixo, com Bon Iver e James Blake, uma coisa mais animada para ajudar a recuperar o entusiasmo para este meio de semana: o Vaccines tocando "Last Friday Night (T.G.I.F.)", da Katy Perry.

[via @amandaluz]

Strokes e Vaccines gravam juntos em Nova York



Ok, o título deste post é exagerado. Mas a notícia veio da NME, então é normal ser exagerado: o Vaccines se juntou ao guitarrista Albert Hammond Jr., do Strokes, para gravar a faixa "Tiger Blood". A sessão foi em Nova York, na casa do norte-americano.

Segundo a NME, "Tiger Blood" talvez nem seja lançada. Pode ficar apenas no repertório dos shows e talvez saia em um single especial da turnê.

O Vaccines acabou de lançar o single de "Norgaard", que tem como b-side a inédita "Primal Urges".



sexta-feira, 8 de julho de 2011

Ouça "Tuck and Roll", novo lado B do Vaccines



O single de "All in White", do Vaccines, tem uma faixa inédita, "Tuck and Roll". O vocal está tão diferente que estou tentando descobrir se é o Justin Young cantando ou outro integrante.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Ouça um bom lado B do Vaccines



Essa tinha passado batida, até que eu a ouvi no ao vivo Live From London, England, que o Vaccines lançou no Record Store Day (discão, aliás): "We're Happening", faixa originalmente lançada como lado B de "Post Break-up Sex".

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Vaccines: "Você nunca consegue superar as expectativas dos outros"



Em 2011, para mim, o mundo tem duas coisas muito legais acontecendo: o Odd Future e o Vaccines. Eu sei, muita gente vai dizer que é exagero chamar o Vaccines de empolgante. Só que a banda não quer revolucionar nada. É só um grupo honesto, com boas canções e boas letras. Não é o suficiente?

Eu conversei com o simpático (e pé no chão) vocalista Justin Young para a Rolling Stone (edição 54, do mês passado). Isto foi o que ele me disse sobre a banda:

  • Recepção nos EUA. "Os americanos nos conhecem menos, já falaram muito da gente na Inglaterra. Então eles são menos cínicos em relação à banda. No geral, os britânicos são mais cínicos, não é?"

  • Sobre evoluir musicalmente. "Os Beach Boys faziam música mais simples, só depois cresceram para fazer mais. Quando falo de simplicidade, quero dizer que estamos começando de forma simples e, espero, possamos nos desenvolver para começar a desafiar mais os ouvintes. Amamos o que é sonicamente interessante, tentamos pelo menos indicar algo assim na nossa sonoridade, com muitos loops e eco – criar uma ilusão de algo que, na verdade, não está lá. Então, gostamos desse lance de ‘wall of sound’, no qual você escuta muita coisa que não está lá de verdade."

  • Influências e comparações. "Sou fã do Ramones e do Jesus and Mary Chain, mas acho engraçado quando nos comparam a eles porque nossa música não tem essa influência. Talvez seja porque eles escutavam algumas das mesmas músicas que nós, rock and roll dos anos 50, coisas do Phil Spector. Aquelas músicas pop perfeitas de antigamente. E essa duas bandas buscavam reproduzir aquilo, cada uma de seu modo particular. Nós tentamos fazer isso também. Talvez as comparações venham daí: não é que fomos influenciados por eles, mas tivemos as mesmas influências."

  • Fazer parte de uma banda. "Acho que inspiramos uns aos outros. É maravilhoso poder passar seu tempo com gente talentosa, pessoas que entendem o que é a boa música. É legal poder mostrar uma música a alguém e ver essa pessoa agregar o talento dela à faixa. Ver uma canção crescer, surgir, é muito recompensador."

  • A entrada do baterista Pete Robertson, o "ponto de nascimento do Vaccines". "Quando ele entrou, eu já tinha escrito a maior parte das músicas. Eu e o Freddie já tocávamos juntos havia bastante tempo, então não tivemos de preparar um repertório novo assim, de repente. Muito material já estava pronto. Eu já estava trabalhando em algumas faixas fazia 18 meses, algo assim. Não sei se faz sentido, mas muitas das músicas podem não nascido com o grupo, mas floresceram com ele."

  • Sucesso. "Basicamente, a banda me ajudou a atingir vários objetivos musicais que eu buscava. Espero que isso continue, seria ótimo. Queremos ser tão bons quanto conseguirmos ser. E, obviamente, se as pessoas conseguirem se identificar com isso, melhor ainda, seria um ótimo bônus ver nossa popularidade crescer."

  • What Did You Expect From The Vaccines?, o título do álbum. "Achei que seria engraçado, mas ele também faz referência àquela era clássica em que se faziam títulos assim. O hype é algo curioso, que se autoconsome: primeiro te enchem de hipérboles e, pouco tempo depois, debatem sobre o fato de você merecer tudo aquilo. Mas acho que tem muita gente que nos considera bons, independente do que escrevem sobre nós."

  • O hype. "É um peso, mas também é muito enobrecedor. Tivemos sorte porque todo o lado artístico do primeiro álbum estava pronto antes disso começar, então não nos afetou musicalmente. Temos de continuar nos esforçando para mostrar que somos uma banda boa, mas sem ligar muito para quem gosta – ou não gosta – de nós. Você nunca consegue superar as expectativas dos outros, só dá para competir com as suas próprias. E é isso que já fizemos."

  • Música e internet. "O rock, e qualquer tipo de música, está muito mais acessível. Mas isso não quer dizer que as pessoas não sejam mais mal compreendidas. Ainda acredito em trabalhar para poder se comprar algo físico com o que você ganhou. Os downloads facilitam muitos aspectos, ajudam quem está começando, mas nunca vão substituir essa sensação de se possuir uma cópia física de algo. É por isso que acordamos e vamos trabalhar todos os dias, não? Porque queremos comprar coisas."

  • As letras das canções. "Todas as músicas são sobre ser um cara jovem e ter um desejo meio indefinido, insegurança, ciúmes, amor não retribuído. As faixas são unidas por esses sentimentos parecidos, expressam-se de forma semelhante."

  • Sair do interior e se mudar para Londres. "Sempre gostei de história e estudar em Londres foi um modo de chegar à cidade, a metrópole, poder conhecer outros músicos e coisas assim. Nunca quis ser um historiador, mas foi uma forma de fugir do interior."

  • Brasil? "Se houver demanda, claro que iremos. Mas ainda é muito cedo. Temos de esperar para ver se alguém daí vai comprar nosso disco."


  • Esse último tópico foi resolvido: nem precisou vender disco algum. Mesmo sem ter disco lançado por aqui, o Vaccines está confirmado para o festival Planeta Terra, em 5 de novembro, em São Paulo.