sexta-feira, 9 de maio de 2014

Desculpa, Eddie Vedder!



Fui ver o show solo do Eddie Vedder ontem e escrevi um texto para o Scream & Yell, o lendário site do amigo Marcelo Costa. Eu já tinha visto o Vedder sozinho anteriormente, mas só fazendo uns sets curtos no Bridge School Benefit, o festival acústico do Neil Young. Só que isso foi anos antes de ele descobrir o ukulele - e até de realmente ter uma carreira sem o Pearl Jam.

O que vi ontem, no Citibank Hall, em São Paulo, foi assim:

Preciso confessar que fui ao show solo do Eddie Vedder – o terceiro em São Paulo, na noite da quinta (08), no Citibank Hall, não esperando grande coisa. Gosto do Pearl Jam desde sempre, mas suspeito demais desse esquema “vou pegar meu violão/ ukulele e fazer um sonzinho aqui sem a minha banda”. Um tempo atrás, Chris Cornell seguiu esse esquema e ficou claro o clima bate-carteira. 
O preço das entradas também não ajudou a aliviar essa impressão: as mais caras custavam cerca de R$ 1 mil! Pode pesquisar, mas é garantido que você não vai encontrar esse valor em apresentações do cara fora do Brasil – e desta vez nem dá para culpar os ingressos de estudante, já que a Folha de S. Paulo noticiou que o promotor do evento limitou esse tipo de venda a 40% (seguindo ilegalmente uma lei que ainda não foi regulamentada). 
Para completar, Glen Hansard fez um show de abertura tão impressionante que eu só conseguia pensar: “agora encerrou a noite de vez, talvez seja melhor ir para casa direto”. O irlandês (vencedor do Oscar de melhor canção original por “Falling Slowly”, da trilha do filme Apenas Uma Vez, que ele compôs e gravou com o Swell Season) tem um timing perfeito para esse tipo de show: é carismático, conta boas histórias e destroi cordas de violão como se não houvesse (mais shows) amanhã. Tocou músicas próprias, Van Morrison e ainda citou “Smile”, do Pearl Jam, para o delírio dos fãs. A cada chance, agradeceu a quem “chegou cedo” para ver o show dele. Até contou sobre a preocupação que teve com os motoboys brasileiros, completando o depoimento com uma bossa nova que incluía o verso “por favor, não morra!”. 
Mas eu estava errado. Peço desculpas, Ed
O resto está lá no Scream & Yell.

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