quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Max Landis e o peso/poder da herança familiar





Como tudo na vida, a carreira de Max Landis já nasceu com pelo menos um ponto positivo e outro negativo. Ele é filho do diretor John Landis, famoso por clássicos dos anos 70 e 80, como O Clube dos Cafajestes (1978, uma das minhas comédias favoritas), Os Irmãos Cara-de-Pau (1980) e Um Lobisomem Americano em Londres (1981), então já nasceu dentro do mundo do entretenimento; por outro lado, ele é filho de John Landis – o que cara que teria causado um acidente mortal que mudou as regras de segurança da indústria cinematográfica durante a filmagem de Além da Imaginação – O Filme (1983). Esse segundo ponto, dizem, teria levado o codiretor do projeto, Steven Spielberg, a decretar: “ele nunca mais vai trabalhar em Hollywood”. Pode ser exagero, mas a carreira de Landis nunca mais foi a mesma.

Voltando ao Max, a primeira vez que ele se destacou de verdade foi conquistando o coração de fãs mais devotados. O curta-metragem The Death and Return of Superman, sobre, bem, a morte e o retorno do herói foi lançado no YouTube em 2012 (e tem quase 2,5 milhões de views), mesmo ano em que o filme Poder Sem Limites, escrito por ele, chegou aos cinemas.



Antes disso, ele já era ativo no mundo da ficção. Max escreveu o roteiro de episódios das antologias de terror Masters of Horror (“Deer Woman”, co-escrito e dirigido pelo pai dele) e Fear Itself (“Something with Bite”, entrando no mundo dos lobisomens), além de ter escrito e dirigido uma série de curtas.

Mas Poder Sem Limites mudou tudo. A história sobre adolescentes que ganham superpoderes filmada em primeira pessoa arrecadou mais de US$ 64,5 milhões só nos EUA, com um orçamento de US$ 12 milhões. O diretor do longa, Josh Trank, vai comandar o reboot do Quarteto Fantástico, prometido para 2015. E Max está terminando de dirigir a comédia que ele mesmo escreveu, Me Him Her - um “Caindo na Real sob efeito de ácido”, segundo ele -, sobre um trio de jovens em crise. E também foi o responsável pelo roteiro de Frankenstein, de Paul McGuigan, diretor da série Sherlock.

E quase me esqueço do motivo principal deste post: uma ótima HQ escrita pelo Max, "Boys' Night", trazendo os personagens da Disney para o mundo real de Hollywood. Espere um Mickey em crise, um Pato Donald deprimido e um Pateta sofredor. Não deixe de ler.    


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