quinta-feira, 11 de outubro de 2012

"As pessoas me pareceram ser completamente livres", diz o ex-Monty Python Michael Palin sobre o Brasil



No ano passado, Michael Palin passou pelo Brasil para gravar mais um de seus documentários. O programa - em quatro partes - deve ser exibido ainda neste ano pela BBC e se chamará Brazil (assim como o filme de Terry Gilliam, que Palin estrelou). Conversei com o ex-Monty Python sobre tudo isso (e muito mais). Dá para ler a íntegra aqui. Meus pontos favoritos:

  • Brasil. "Eu participei de Brazil – O Filme [1985], do Terry Gilliam, e o filme se chama assim porque, se você se lembrar, o personagem vai sendo gradualmente esmagado pelo sistema e a única coisa que mantém a mente dele viva é essa música, 'Brazil' [cantarola 'Aquarela do Brasil', de Ary Barroso]. Então, de certa forma, o Brasil era um mundo da fantasia para nós na Inglaterra: as praias eram douradas, os corpos eram lindos, a comida era incrível e havia música tocando o tempo todo."

  • Brasileiros. "Não vi ninguém sendo autoritário, no sentido de normas e regras, enquanto na Europa é exatamente o contrário, com muitas limitações sobre o que se pode fazer, aonde se pode ir, música que se pode tocar e a que hora. Pelos lugares onde passei no Brasil, nada disso parecia se aplicar. As pessoas me pareceram ser completamente livres de pressões externas, sem ansiedade alguma."

  • Viajar. "Vivo uma vida singular, mergulhando em diferentes continentes e trabalhos. E cada lugar que visito acaba me puxando de volta, mas nunca terei tempo o suficiente na vida para ir aos lugares que quero! Então depende das pessoas que conheço, que conheci, gosto de voltar para locais onde tenho amigos."

  • Monty Python. "É quase como se não fosse possível satisfazer as pessoas com o que você já fez – e acho que já fizemos nosso melhor, culminando em A Vida de Brian [1979], nosso melhor filme, na minha opinião. Nosso último longa foi feito 1982 [O Sentido da Vida, lançado no ano seguinte] e não fizemos praticamente nada depois disso. E as pessoas ainda acham que basta usar uma varinha mágica e estaremos de volta fazendo a esquete do papagaio."
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