domingo, 28 de outubro de 2007

Drama king


Se alguém me perguntar qual é o som mais divertido sendo produzido no Brasil neste momento, eu digo sem medo: o do Bo$$ in Drama. O projeto-de-um-homem-só foi idealizado por Péricles M., de Curitiba, há menos de um ano. Mas o blog-a-blog (uma evolução do boca-a-boca) já começou. Tanto que o rapaz tem datas para se apresentar em diferentes partes do Brasil em novembro: São Paulo (no Vegas, dia 9, e no Club Praga, dia 15) e em Belo Horizonte (no Eletronika, dia 14, com LCD Soundsystem, Shir Kahn e Jon Carter). Se você gosta de dançar, não deixe de ouvir (e ir às apresentações). Se só quer pagar de trendsetter, a hora de pular no vagão é agora (mas isso é uma coisa muito errada, viu?). De uma forma ou de outra, pode dançar sem medo de ser feliz.

Desde quando existe o Bo$$ in Drama? É o seu primeiro projeto musical?
Bo$$ in Drama existe faz uns oito meses, mas eu faço música no computador desde os 16 anos (vou fazer 21 em novembro). No começo de 2006 tinha muita coisa pronta, chamei uma amiga para me ajudar num projeto de electro rock, o Gomma Fou. Nós tocamos em alguns lugares legais e fui escolhido para compor a banda de abertura do Motomix 2006, onde pude tocar ao lado de bandas incríveis. Logo em seguida acabei com o projeto para seguir meu trabalho solo, foi aí que nasceu Bo$$ in Drama.

Como foi que você começou a se interessar por música?
Quando era criança, ouvia muito as rádios que tocavam dance music e hip hop. Depois veio Michael Jackson, Daft Punk, novo rock, a explosão do electro... Tudo isso contribuiu para moldar meu som de hoje. Você percebe vendo meu live, onde “jogo” muitas referências da época em cima do que estou tocando, com o único propósito de divertir e fazer as pessoas dançarem.

Você produz tudo em casa? Quais programas você usa?
Sim, tudo no meu quarto. Uso Reason, Fruity Loops e Ableton Live. Gosto de usar um pouco de cada e não ficar preso na estrutura da música eletrônica tradicional. Brincar com a construção e os timbres é legal... Além de buscar referências em todos os estilos possíveis, principalmente quando você não tem barreira alguma para fazer música.

Sem a internet você acha que estaria fazendo música como faz hoje?
Sem internet eu estaria tocando Raul Seixas no violão em volta de uma fogueira [risos].

Desde o Bonde do Rolê, qualquer tipo de música eletrônica que venha de Curitiba vai passar pelo questionamento básico: eles são uma influência (mesmo que não musical)? Quais são as suas influências musicais?

Eu trocava demos com os meninos antes do Bonde, quando o Pedro ainda tinha um projeto de indie pop chamado Deviant Kid e o Rodrigo cogitava a idéia de montar uma super banda de rock eletrônico [risos]. Com certeza eles são uma influência para todo mundo que faz música no Brasil e quer ser reconhecido mundialmente. Afinal, não é para qualquer um! Tudo que vejo e escuto é influência, basta saber absorver o que cada um tem de melhor para oferecer.

Você pensa em um lançamento "físico" para as suas músicas, com CD/vinil etc?
Estou esperando alguma proposta legal para lançá-las! Algumas rádios de fora [do Brasil] já estão tocando minhas musicas, e tenho recebido propostas para remixar também. Estou trabalhando nas minhas produções aos poucos, mostrando algumas ao vivo e buscando fazer um trabalho bem feito e positivo. Enquanto estiver me divertindo e as pessoas gostando, está valendo!

No seu MySpace você define o seu som como "the Brown note". É bom levar fraldas e sacos de vômito para as suas apresentações?

Essa é uma das lendas urbanas que mais gosto! Quando estava começando a aprender os lances de produção, sempre tentava chegar na freqüência da "nota marrom" para ver se acontecia algo.. O máximo que conseguia era ficar com o ouvido doendo [risos].

[Leia mais sobre o Bo$$ in Drama no Rraurl, contrate o DJ aqui e ouça as músicas no MySpace]

3 comentários:

Goos disse...

aee \o_
go pericles!
go pericles!
go!go!
go pericles!

Flávia Durante disse...

lindo
tesão
bonito e
gostosão!!!

kasino disse...

quero nhá nhá