quarta-feira, 19 de maio de 2010

"Espero que seus filhos sejam presos", diz produtor de Guerra ao Terror a "pirateiros"



Nicolas Chartier, o produtor de Guerra ao Terror que foi banido do Oscar por fazer propaganda de seu filme (e tentar diminuir Avatar), respondeu a um email de uma pessoa que se dizia contrária à intenção dos donos dos direitos do longa de processar os usuários que o baixaram ilegalmente.

O produtor foi direto e agressivo:

"Oi, Nicholas, por favor sinta-se à vontade para deixar a sua casa aberta cada vez que você sair e por favor diga à sua família para fazer o mesmo, por favor convide pessoas na rua para entrar e pegar as suas coisas, não para revendê-las mas para para fazer uso pessoal. Se você acha normal pegar meu trabalho sem pagar por ele, tenho certeza de que você vai distribuir seus móveis e posses. Também posso te mandar a minha conta bancária, já que você e sua família aparentemente têm tanto dinheiro para distribuir... Já eu gosto de pagar meus empregados, minha família e meu banco pelo trabalho deles e gosto de receber pelo meu trabalho. Fico feliz por você ser um imbecil que acredita que roubar é certo. Espero que sua família e seus filhos acabem na cadeia um dia por roubo, aí talvez eles aprendam a diferença. Até lá, continue sendo estúpido, você está indo muito bem nessa. E por favor não baixe, alugue ou pague pelos meus filmes, gosto que pessoas espertas e, mais importante, HONESTAS vejam meus filmes.

Tudo de bom,

Nicolas Chartier
Voltage Pictures, LLC"


Quem publicou essa suposta resposta (até rimou!) foi o site BoingBoing, que também tem o email enviado ao produtor. Leia tudo aqui. O argumento do cara que enviou o email a Chartier era aquele clássico dos defensores da distribuição gratuita de conteúdo na web: se não há lucro envolvido, não é pirataria.

Chartier deveria pedir conselhos ao Lars Ulrich, do Metallica, que se arrepende de tentar processar os fãs que baixaram músicas de graça, mas não ligou muito para a morte do Napster.

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