
Os produtores de Family Guy investiram mais uma vez em uma campanha agressiva para o Emmy. Desta vez, a vítima foi o filme Preciosa. Em 2009, o lance foi mais violento.



"Imagine there’s no Heaven / It’s easy if you try / No hell below us"
Apesar de todos os personagens terem "falhas no caráter", algo que os produtores fizeram questão de reforçar o tempo todo, ninguém foi para o inferno no fim."Above us only sky"
A cena final, com o Jack olhando para cima."Imagine all the people / Living for today"
No fim, quando o Christian Shephard diz que o tempo é irrelevante naquele lugar."Imagine there's no countries / It isn't hard to do / Nothing to kill or die for / And no religion too / Imagine all the people / Living life in peace"
Essa é fácil: todo mundo, de todos os países (Coreia do Sul, Iraque, EUA) e de todas as religiões acaba junto, em paz, no mesmo lugar."You may say that I'm a dreamer / But I'm not the only one / I hope someday you'll join us / And the world will be as one"
Aqui é sobre como todos achavam que poderia ser um sonho do Jack. Mas no final ele não estava sozinho, todos estava lá com ele. E o mundo deles só foi criado, como explicou o Christian, quando todos chegaram."Imagine no possessions / I wonder if you can / No need for greed or hunger / A brotherhood of man / Imagine all the people / Sharing all the world"
Essa é a apoteose final, quando todos abandonam seus problemas da Terra e partem para a paz espiritual.

Acho que devia ser entre 2005 e 2006, no intervalo entre a primeira e a segunda temporada de Lost. Nos EUA, a série já estava mais que bombada. Por aqui, começava a dar sinais de que não seria só mais uma. Portanto, fomos convocados – eu, Kátia Lessa, Carina Martins e o big boss Lúcio Ribeiro – para elaborar um especial do tipo "enciclopédia", para a Editora Abril.
É até difícil de lembrar, mas naquela época Lost lançava dezenas de perguntas por episódio, além de enfiar um zilhão de "pistas" que poderiam ter alguma relação com a história (com o passar dos anos acabamos descobrindo que a maioria não tinha). Foi um pesadelo definir os verbetes da tal enciclopédia. Como você explica os filósofos Locke, Hume e Carlyle em dez linhas apertadas?
Ao mesmo tempo, que série de televisão é essa que faz você pensar em filósofos? E em livros, de O Senhor das Moscas a Ardil 22, passando por The Shape of Things to Come e Matadouro 5. Era, no mínimo, um programa de televisão que poderia te levar a outras coisas. Poderia, porque esses outros caminhos não eram essenciais para a sua diversão. Dava para ficar ali só curtindo as emoções, tipo "caralho, tem um urso polar na ilha!" ou "meu Deus, existem outras pessoas lá!". Sempre com um ponto de interrogação no fim. Talvez por isso, mas não só por isso, Lost também tenha funcionado na TV aberta.
E aí eu fico imaginando como seriam as "enciclopédias" de séries como Friends e Seinfeld – que eu adoro, veja bem. No máximo se limitariam a personagens, algumas referências do universo pop, talvez algumas locações. Duvido que alguma delas tivesse o verbete "taoísmo".
Por falar em verbetes, lembrei-me que um grande número deles terminava com a referência "Ver: Dharma". E nós nos esquecemos de colocar exatamente um verbete na enciclopédia… Adivinha qual? Por outro lado, no universo de Lost a falta de informação faz tanto sentido que, olha só, ninguém reclamou.

O Chinês Americano, Gene Luen Yang; (leia uma entrevista com o autor) Asterios Polyp, David Mazzucchelli; (leia a resenha da Entertainment Weekly) Retalhos, Craig Thompson; (leia uma entrevista com o autor) Bone, Jeff Smith; (leia um artigo da Time sobre a série de HQs) Gênesis, Robert Crumb; (o autor fala sobre a obra) Fun Home, Alison Bechdel; (confira uma entrevista com a autora) Maus, Art Spiegelman; (o El País debate as "notícias desenhadas") Persépolis, Marjane Satrapi; (entrevista com a autora) Sandman, Neil Gaiman e outros; (Gaiman fala sobre quadrinhos e Sandman) Watchmen, Alan Moore and Dave Gibbons. (entenda o mundo de Watchmen)

"O grupo oneyedcats não tem esse nome à toa. Clarah Averbuck, letrista e cantora, vive sendo derrubada pela vida, mas sempre cai em pé. E aí está: aqui você encontra a cura para a obviedade 'amor = músicas românticas e melosas'. Não é o caso, nem de longe.
As músicas do grupo – completado por Bruno Bandini no baixo, Fernando Tristessa no piano/rhodes/synths e Jorge Anzol na bateria – capturam vários aspectos do amor: a celebração, a intensidade, a rispidez e, por que não?, a agressividade. Se você analisar essa (não) fórmula, encontrará algo que está à beira da extinção musical em nossos tempos de pasteurização industrial. O oneyedcats remete às cantoras clássicas do Jazz – um pouco de Billie, uma pitada de Ella – espontaneamente, sem nem tentar. Talvez seja resultado do estilo de gravação da banda, que não tem pudor em registrar suas músicas madrugada adentro, na sala de casa ou onde estiverem no momento de inspiração.
Mas o grupo não é uma unidade isolada. Em 'Comes Love', o violino de Hique Gomez (Tangos e Tragédias) reforça a dramaticidade, enquanto Douglas Godoy (do Vanguart) dá brilho a 'No One But Me', gravada e mixada por ele. Neste ano o oneyedcats grava um disco, que deve ter participações estarrecedoras como Arthur de Faria e Guilherme Mendonça."

"Oi, Nicholas, por favor sinta-se à vontade para deixar a sua casa aberta cada vez que você sair e por favor diga à sua família para fazer o mesmo, por favor convide pessoas na rua para entrar e pegar as suas coisas, não para revendê-las mas para para fazer uso pessoal. Se você acha normal pegar meu trabalho sem pagar por ele, tenho certeza de que você vai distribuir seus móveis e posses. Também posso te mandar a minha conta bancária, já que você e sua família aparentemente têm tanto dinheiro para distribuir... Já eu gosto de pagar meus empregados, minha família e meu banco pelo trabalho deles e gosto de receber pelo meu trabalho. Fico feliz por você ser um imbecil que acredita que roubar é certo. Espero que sua família e seus filhos acabem na cadeia um dia por roubo, aí talvez eles aprendam a diferença. Até lá, continue sendo estúpido, você está indo muito bem nessa. E por favor não baixe, alugue ou pague pelos meus filmes, gosto que pessoas espertas e, mais importante, HONESTAS vejam meus filmes.
Tudo de bom,
Nicolas Chartier
Voltage Pictures, LLC"





Como você chegou ao Josh Freese, que tocou bateria no seu disco? Ele é, inclusive, co-autor da faixa-título do Chinese Democracy.
Eu sei! Acho que o conheci depois dele ter trabalhado com o Axl. Acho que o encontrei no elevador e disse: "Você é o cara que tocou bateria naquela banda da qual eu nem faço parte". [risos] Nessa época eu ainda estava contra o Guns N'Roses. Ele é um baterista fenomenal, acabamos amigos. Quando o convidei para este projeto, ele estava em turnê com o Nine Inch Nails. Aí um dia ele me ligou e perguntou o que eu estava fazendo. Respondi: "Estou procurando um puto de um baterista!" Ele é um cara muito avançado, eclético musicalmente, é um cara de família.
Você não pensou em ligar para o Axl Rose e pedir para ele cantar em uma das suas músicas?
De forma pouco realista, essa ideia passou pela minha cabeça, sim. Mas, você sabe, isso nunca aconteceria. [risos]
Deve ser um saco ouvir as muitas perguntas sobre uma possível volta da formação clássica do Guns.
É que não há nada! Eu continuo repetindo: saí da banda em 1996 e nada aconteceu depois disso. Não houve nada que pudesse levar as pessoas a acreditarem que isso pudesse acontecer. Sem mencionar que... [silêncio] Ah, nada.

E o Brasil? Vocês finalmente vão para lá, alguma expectativa?
Navarro - Não. Eu nunca fui para lá, como poderia ter?
Dave, o Perry Farrell disse que vocês estavam pensando em gravar músicas novas com o Jane's Addiction. É verdade?
N - [Sem nem olhar para mim] Acho que o Perry já respondeu a essa pergunta.
Sim, mas eu estou perguntando para você.
N - [Me dando um tapão no ombro e saindo andando, inclusive deixando a acompanhante dele para trás, com uma cara de "o que está acontecendo?!?"] Foi bom te conhecer.
"É uma animação de meia hora sobre JC (Jesus Cristo) querendo fugir da sombra gigantesca de seu pai"
