quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Nova edição do podcast Além do Que Se Vê já está no ar (ouça aqui!)


O segundo volume do podcast de cinema e TV Além do Que Se Vê já está no ar. Desta vez eu, Diego Maia (de São Paulo) e Rodrigo Salem (de Los Angeles) debatemos as polêmicas do Batman e do Quentin Tarantino, além de falarmos sobre a série Looking (da HBO) e do filme Quando Eu Era Vivo (que estreia amanhã) e de inúmeros outros assuntos.

A vantagem deste podcast - nesta semana, pelo menos - é que você pode nos ouvir sem o risco de pegar um resfriado. Desculpe pelas fungadas, são culpa do aquecimento global.

Como sempre, você escuta o podcast Além do Que Se Vê aqui e também pode assiná-lo no iTunes.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

O mundo perdido de David Bowie: disco, filme, peça, comerciais e músicas

 
Depois de andar pelos corredores do MIS, em São Paulo, a partir desta semana, você vai ter uma noção bastante concreta do impacto e da importância da carreira do ícone David Bowie.

Mas nesse longo caminho, cheio de curvas, algumas coisas se perderam pelos cantos escuros, onde ficaram esquecidas e empoeiradas - estas são algumas delas.


1. O disco perdido. O ar nostálgico de Bowie não começou em "Where Are We Now", do álbum The Next Day (2013). Lá por 2000/2001, o cantor regravou uma série de faixas do início de carreira (mais 3 novas composições) para um projeto que se chamaria Toy.

O disco tinha vários pontos altos, como a sexy "Baby Loves That Way" (de 1965, época do grupo Davy Jones & the Lower Third) e o single "I Dig Everything", também dos anos 60, que ganhou muito mais gás. E aí muitas coisas aconteceram. A gravadora EMI/Virgin enrolou o lançamento e Bowie se viu mais interessado em colocar na rua Heathen (2002), de inéditas, que começou a ser germinado nas mesmas sessões de gravação de Toy, e este último acabou engavetado.

Algumas faixas viram a luz do dia como lados-B, e o resultado final ficou mofando até 10 anos depois quando, no auge do isolamento de David Bowie, o álbum acabou caindo na internet;


2. Um garoto fã dos Beatles. Como praticamente todo mundo, Bowie é fã dos Beatles. E durante a carreira tocou muita coisa relacionada com o quarteto de Liverpool - "Across the Universe" (com John Lennon, em Young Americans), "Penny Lane", "Imagine", "This Boy" - e foi mais fundo, compondo "Fame" com Lennon e regravando "Try Some, Buy Some" (composta por George Harrison para Ronnie Spector).

Tem até um bootleg, Bowie Sings Beatles, com algumas dessas versões;


3. O poliglota. O caso mais conhecido é com a faixa "Heroes", que saiu em inúmeros formatos: inglês, alemão, francês e misturas de mais de uma língua.

Antes dela, "Space Oddity" teve versão em italiano. E, muitos anos depois, "7 Years in Tibet" foi gravada em mandarim! 


4. No palco por outro motivo. David Bowie leva o teatro a sério, e não só como forma de expressão dentro de shows e clipes. Ele atuou em The Elephant Man (1979), na Broadway, e foi elogiado por não recorrer a próteses de qualquer tipo;


5. Retrato trincado. Em 1974, a BBC produziu um documentário chamado Cracked Actor, acompanhando David Bowie na turnê norte-americana daquele ano, completamente maluco devido ao consumo constante de cocaína.

Um retrato completamente sem filtro de um período estranho e criativo do artista;


6. Dedicado ao indie rock. David Bowie é fã do Pixies faz tempo. Na época do Tin Machine, grupo que montou em uma tentativa de resgatar seu lado mais roqueiro, ele chegou a fazer uma versão ao vivo para "Debaser".

Anos depois, no show em que comemorou 50 anos, em 1997, chamou Frank Black para cantar "Scary Monsters (and Super Creeps)" e "Fashion" com ele. Lá em 2002, tornou tudo mais oficial gravando "Cactus" no disco Heathen.

Agora o Pixies, que não é bobo nem nada, já se ofereceu para ser a banda de acompanhamento do britânico caso ele decida sair em turnê;


7. Garoto propaganda. Com a volta de David Bowie ao mundo da música em 2013, a Louis Vuitton se deu bem tendo o porta-voz mais cool de todos os tempos.

Só que ele já anunciou saquê no Japão e sorvete, no começo de carreira, em comercial dirigido por Ridley Scott.

MUITO MAIS BOWIE



  • Informações sobre a exposição David Bowie, do MIS, aqui;




  • Texto que escrevi sobre 10 músicas de Bowie para o iG;




  • Como David Bowie tentou escrever "My Way" e acabou compondo "Life on Mars?";




  • Texto rápido que fiz para a Capricho sobre o disco The Next Day (2013)



  • sábado, 25 de janeiro de 2014

    Clipe de Amarante para "Maná" abre o caminho para o Carnaval


     Rodrigo Amarante lançou o clipe de "Maná", do disco Cavalo, bem à tempo para o Carnaval 2014: é um vídeo feito a partir de imagens da festa de Momo em Saquarema, no Rio de Janeiro, em 1975 e 1976. Ele mesmo deu mais detalhes:
    Essas imagens foram feitas por meu pai e minha mãe em 75 e 76 durante o carnaval em Saquarema, município do estado do Rio de Janeiro. Essas pessoas que se vêem aqui são mimha família, meus pais e avós, tios, primos e amigos, gente maravilhosa, meus grandes heróis na infância. Todo ano eles formavam esse bloco chamado Saquarema de Banda. Dá pra ver muito claro porque ao invés de chamar de Banda de Saquarema eles inverteram o nome. Todos eles de banda, alguns mesmo entortados, todos palhaços, crianças em espírito. Foi assim que eu cresci e tão logo eu consegui segurar uma baqueta passei a tocar com eles no bloco. Esses foram os momentos mais felizes da minha infância e eu e minha irmã fomos pra sempre marcados por essa época, essas pessoas. Minha irmã, com quem dirigi e editei esse vídeo é hoje ritimista da Estação Primeira de Mangueira e foi pra ela que eu escrevi essa música. Maná é a graça, a benção, e Má é ela, Marcela. Esse vídeo é uma homenagem à todos que fizeram parte desse bloco, especialmente os mais velhos que faziam tudo acontecer, uma prova de que apesar de nos sentirmos muito modernos e livres no século 21 nossos pais e avós eram muito menos caretas do que somos. Bom, pelo menos os meus. 

    Maná from Rodrigo Amarante on Vimeo.

    segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

    Apenas mais um dia no meu Whatsapp...

    Eu ia deixar passar batido, mas resolvi revidar: a conversa abaixo rolou no meu Whatsapp na manhã desta segunda-feira.

    Quero deixar claro que respeito a religião de todo mundo, só não venha pregar generalidades por meio de correntes no meu telefone celular.

    Começou assim, parecendo uma conversa da Shoshanna em Girls:

    Era só o que me faltava: corrente via celular. Jesus morreu por mim, mas se eu não repassar essa mensagem para 15 pessoas... Sou seguidor do diabo. Assim seja.

    Minha religião não foi bem aceita pelo estranho.

    Origem da imagem: Google+weird pictures. Também descobri que o maluco acha que eu sou um tal de Fabio, que anda meio decepcionado. E é isso que você faz pra ajudar um amigo, né, manda uma mensagem no Whatsapp dizendo que - se ele não repassar o SMS - ele é seguidor de Satã.

    Aqui eu me dediquei um pouco mais: joguei "trechos assustadores da Bíblia" no Google e copiei duas das frases mais estranhas pra ver se o tal seguidor de Cristo as reconheceria. Claro que não reconheceu.

    A tal face que eu mandei é, na verdade, um vilão de Doctor Who - o Abzorbaloff. Um dos piores vilões, veja bem. E aí o cara quis me queimar! [se você não sabe o que é Doctor Who, aproveite e ouça este podcast]

    Aqui ele se animou e mandou uma mensagem em áudio.


    Aqui eu decidi acrescentar um pouco de notícias contemporâneas, como a das imagens dos raios no Cristo Redentor, no Rio, que acabaram danificando a estátua. Recebi mais um áudio.

    Achei curioso o "cuide de sua vida", já que eu estava cuidando da minha vida até receber essa mensagem de corrente de um completo desconhecido (que curte colocar a mãe ou esposa para gravar mensagens para supostos satanistas que ele nem sabe de onde surgiram).

    Para encerrar, resolvi responder à altura, também em áudio, recorrendo a uma força superior imbatível: uma pegadinha clássica do Programa Silvio Santos. A do exorcista me pareceu ser a mais apropriada.


    Ponto final. Não há quem vença uma disputa com uma pegadinha do Silvio - nem Deus, nem o Diabo.


    O podcast da vez: cinema e TV no Além do Que Se Vê



    Mais um dia, mais um podcast. Desta vez me junto aos amigos jornalistas Rodrigo Salem (de Los Angeles) e Diego Maia para falar de televisão e cinema no Além do Que Se Vê.

    Nesta primeira edição: os indicados ao Oscar, a estreia da série True Detective, a volta de Girls, o mundo hiperativo de Guillermo Del Toro, Jonah Hill e a indicação mais do que justa da Academia, o Atividade Paranormal latino, The Square, The Act of Killing e muito mais.

    Clique aqui para ouvir/assinar no Podcast Garden. Também dá para assinar no iTunes, aqui.

    Nevilton lança clipe de "Pressuposto" (veja aqui!)


     O trio (e eventualmente duo ou banda de formação mais complexa, como explicou o vocalista e guitarrista Nevilton de Alencar durante participação no podcast Qualquer Coisa) Nevilton lançou um clipe animado para a faixa "Pressuposto", que está no disco De Verdade (2011) e no EP Pressuposto (2010).

    O vídeo nasceu de um concurso da Conexão Vivo e foi dirigido por Daniel Rabanéa, com roteiro dele e de Samara Noronha.



    Depois dê um pulinho aqui e saiba mais sobre o Nevilton anda fazendo, além de ouvir uma versão ao vivo exclusiva de "Porcelana", do álbum Sacode! (2013).

    sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

    Ouça o novo podcast Descobrindo Doctor Who



    Com a série de comemorações de 50 anos da série britânica Doctor Who, no ano passado, a empolgação em torno da série cresceu monstruosamente - ainda mais com a chegada de um novo Doctor, Peter Capaldi, assumindo definitivamente o papel na temporada que estreia neste ano.

    Com isso, achei que seria legal fazer um podcast que também é um experimento. Convoquei a jornalista Amanda Luz - que eu já perturbava informalmente com informações sobre Doctor Who, sempre respondidas com um "eu já disse que não me importo!" - para gravar Descobrindo Doctor Who.

    A ideia é simples: a cada semana assistimos dois episódios (a partir da nova fase do programa, iniciada em 2005) e conversamos sobre ele. A Amanda nunca tinha assistido e, como mostrava a reação dela ao meu entusiasmo, provavelmente nunca assistiria.



    O resultado é este primeiro episódio, que você ouvir aqui, seguir pelo Podbean ou assinar pelo iTunes. Espero que tenhamos conseguido o nosso objetivo, que é atrair pessoas que não assistem às série (mas têm algum interesse nela) e também os fãs brasileiros, que já são muitos. Até a semana que vem.

    terça-feira, 14 de janeiro de 2014

    Mais uma possível volta do podcast Qualquer Coisa! (Agora com download)

    Assim como não quer nada, eu e o José Flávio Junior gravamos uma edição especial do podcast Qualquer Coisa - com participações especiais do jornalista Marcelo Costa (Scream & Yell) e do Nevilton, responsável por um dos melhores discos de 2013, Sacode!.

    Também foi possivelmente o Qualquer Coisa mais longo da história, com quase duas horas!



    Para baixar o MP3, clique aqui. Ou coloque o aplicativo do Mixcloud no seu telefone, tem pra iPhone e pra Android.

    Musicalmente, foi assim:

    "Se Telefonando", Mina
    "Disarm" (cover do Smashing Pumpkins), The Civil Wars
    "Garotos Podres Medley", Catarina Dee Jah
    "Backseat Freestyle", Kendrick Lamar
    "Porcelana" (ao vivo no Qualquer Coisa), Nevilton
    "Espero que Esteja Melhor" (trecho, ao vivo no Qualquer Coisa), Nevilton
    "Doidos", Deolinda
    "Movimento Perpétuo Associativo" (cover do Deolinda), Do Amor

    quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

    Mais um bebê para Rosemary em 2014




    A NBC anunciou ontem a escolha de Zoe Saldana para o papel de Rosemary na minissérie baseada no livro O Bebê de Rosemary (1967), aquele escrito pelo Ira Levin que virou filme do Roman Polanski em 1968.

    Como o papo sobre esse “remake” (não sei se dá para chamar assim, é uma adaptação para outro meio, com aquele papo que foi usado no novo Carrie: “não é um remake, é uma nova adaptação do livro"), fui reler o volume de Levin.

    Em primeiro lugar, fiquei chocado em ver como o filme do Polanski é fiel ao livro.

    Depois, lembrei-me da entrevista coletiva do diretor no Brasil (em 2000, 2001?). Um jornalista fez uma pergunta toda elaborada sobre o que O Bebê de Rosemary representava, a metáfora que era aquela história (não me lembro os detalhes, algo sobre o medo da guerra?). O Polanski: “Não tem metáfora, é um filme de terror”. Respeitei.

    E fuçando por aí, descobri que a história tem duas continuações. A primeira é um filme feito para a TV em 1976, chamado Look What’s Happened to Rosemary’s Baby, baseada nos mesmos personagens, mas escrito por Anthony Wilson (roteirista que trabalhou nas séries Bonanza e Perdidos no Espaço). Julgue você mesmo:



    A segunda, mais digna, foi escrita por Ira Levin em 1997: Son of Rosemary. Eu sei, parece um bate-carteira clássico. Também pensei isso. Mas não é tão ruim assim – ainda se você pensar que, apesar da boa história, o original também não é um exemplo superior da arte da escrita.  


     A minissérie Rosemary's Baby ainda não tem data de estreia, mas sabe-se que terá cerca de 4 horas. Segundo este site, a história será transferida de Nova York para Paris. Só Deus - ou o diabo - sabe por que.

    domingo, 5 de janeiro de 2014

    A verdadeira história da foto do "fã dorminhoco" com o baixista do Led Zeppelin





    Desde o ano passado, uma imagem do ex-Led Zeppelin John Paul Jones posando com um suposto fã adormecido tem rodado a internet. A história ressurge de meses em meses e, de fato, é uma foto engraçada: o baixista parado ao lado do rapaz, completamente apagado e vestindo uma camiseta do Led. “Nunca durma, olha o quem pode querer tirar uma foto com você” e “Quando você dorme, pode perder uma chance” são algumas das frases que geralmente acompanham essa pequena lenda urbana (“lenda internética”?).

    Mas a história não é tão fantástica quanto parece ser.


     Olhando atentamente, você vai notar que o local da foto é um backstage de festival. Fuçando um pouco mais, você vai encontrar uma foto do Dave Grohl posando com o mesmo cara. E, caso você goste MUITO de música ruim, vai saber que o moço dormindo é o Sam Doyle, baterista do Maccabees. (brincadeira, eu nunca nem ouvi)

    A imagem é de 2009 e foi tirada no backstage do Pukkelpop, na Bélgica, festival do qual participavam o Maccabees e o Them Crooked Vultures (daí a presença de Jones e Grohl). “O Sam, nosso baterista, dormiu lá pelo meio-dia”, explica o vocalista do grupo, Orlando Weeks, nesta entrevista feitano Reading, uma semana depois. “Conseguimos que o Dave Grohl, o Dizee Rascal e o baixista do Led Zeppelin, coisas assim, tirassem fotos com ele porque ele estava dormindo pesado. Aí virou uma coisa gigante no backstage, com todo mundo querendo tirar foto com o baterista sonolento. Temos uma série enorme de fotos com estranhos posando ao lado dele.”

    Então, é isso: pode dormir tranquilo. O John Paul Jones não quer tirar uma foto com você, mesmo que você seja fã do Led Zeppelin.