quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Doctor Who: quem "quase" já ganhou o papel principal na série britânica


Com a estreia de Peter Capaldi no papel-título de Doctor Who, começa uma nova fase para a série de 50 anos. O escocês de 55 anos é o primeiro Doctor mais velho da nova fase do programa, que antes dele teve Christopher Eccleston (41 anos ao assumir o papel), David Tennant (34) e Matt Smith (26 anos – o mais jovem de todos).

Mas tão interessante quanto os atores que passaram pelo papel é a lista dos que não aceitaram ou não foram aceitos ao longo dos anos. (eu particularmente acho que o Michael Palin seria um ótimo Doctor, mas fiquei surpreso ao descobrir que um outro integrante do Monty Python fez testes)

Indo direto aos mais conhecidos, em ordem cronológica:




  • Cyril Cusack poderia ter sido o primeiro Doctor, que acabou com William Hartnell. O sul-africano de Farenheit 451 (1966) estava mais interessado em teatro e não aceitou;


  • Famoso por dar vida ao detective Maigret, Rupert Davies foi sondado para assumir o posto de segundo Doctor. Ele não quis se comprometer com uma série de longa duração e Patrick Troughton (que era o preferido mesmo, supostamente tendo sido indicado por Hartnell) venceu a corrida;


  • O sociólogo e ator Ron Moody quase tirou de Jon Pertwee o papel de terceiro Doctor;


  • Aqui a coisa esquenta. O quarto Doctor, Tom Baker, é o preferido de grande parte do público britânico – porque foi o que passou mais tempo no papel (7 temporadas!) e pelo carisma gigantesco de Baker. O comediante Michael Bentine (da turma de Peter Sellers e do The Goon Show) foi convidado, mas disse que só aceitaria se pudesse aprovar os roteiros;


  • Richard Griffiths (Harry Potter, Hugo) foi o único candidato a disputar a sério com Peter Davison, o quinto Doctor; (mas para mim a melhor história do Davison é que a filha dele se casou com o David Tennant, o décimo Doctor. Como numa história da série, ela é filha e esposa de um Doctor!)


  • Diz a lenda que Colin Baker era o único candidato para o posto de sexto Doctor, então tudo ficou na mesma por aqui;


  • Alexei Sayle poderia ter dado um ar mais radical ao sétimo Doctor, já que o estilo de comédia dele é altamente influenciado (e talvez até mais radical) pelo surrealismo do Monty Python. Syvester McCoy ficou com o emprego;


  • Paul McGann ficou com a ingrata posição de oitavo Doctor, tendo participado apenas de um filme do personagem (e neste ano ganhou legitimidade em um webisode no qual regenera e dá origem ao War Doctor de John Hurt). Curiosamente, o irmão dele, Mark McGann, também fez testes para o papel. E também Anthony Head, de Buffy, e Rowan Atkinson (sim, o Mr. Bean);


  • Quando Doctor Who voltou definitivamente, no começo dos anos 00, Christopher Eccleston era o resumo de tudo o que personagem representaria nessa nova era: engraçado, mas agressivo, destemido, mas perturbado. Opções mais seguras foram consideradas antes, como Alan Rickman e – atenção – Stephen Fry! E também: Hugh Grant (que hoje se diz arrependido por não ter aceitado) e até Judi Dench. Os jornais britânicos apostavam em outro nome conhecido: Eric Idle, do Monty Python (quando Idle participou de Os Simpsons, o Homer chamou o personagem dele de Doctor Who);


  • David Tennant é um Doctor irretocável (o melhor de todos, para mim). Então, é até difícil pensar em outra pessoa no lugar dele. Só Tom Baker conseguiu, prematuramente anunciando Eddie Izzard como o escolhido em uma entrevista;


  • Quando chegou a hora de regenerar, dizem que até Benedict Cumberbatch foi convidado para o posto, que acabaria com Matt Smith. E segundo o roteirista-chefe Steven Moffat, um certo Peter Capaldi também foi levado em consideração;


  • Boatos dizem que o papel de 12º Doctor foi oferecido a Idris Elba (Luther, Círculo de Fogo) e Chiwetel Ejiofor (12 Years a Slave), mas ambos recusaram. Rory Kinnear e Ben Daniels também estavam entre os cotados, mas Capaldi saiu na frente. 


  • Doctor Who volta a ser exibido em 2014, com Peter Capaldi no papel central. Como ele mesmo já havia sido considerado para o trabalho, é bom olhar essa lista e manter alguns dos nomes em mente - em Doctor Who nunca se sabe quem pode ressurgir do passado para conquistar o futuro.

    segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

    Brian Epstein: a redescoberta do lendário empresário dos Beatles



    Na história dos Beatles sempre houve um grande debate a respeito de que seria “o quinto beatle”. Eu sou de uma tese simples: ninguém. Mas se for para entrar no clima, eu diria que é um posto dividido igualmente pelo produtor George Martin e o empresário Brian Epstein.

    A vida do segundo, que deixou uma segura posição de administração das empresas familiares para apostar no mundo desconhecido da vida artística, virou uma interessante HQ em 2013. Ela se chama, claro, The Fifth Beatle e foi escrita pelo produtor da Broadway Vivek Tiwary.


    A graphic novel usa de recursos surrealistas para mostrar os lados mais obscuros da personalidade de Epstein - que era gay em uma época absurda em que ainda era crime ser gay no Reino Unido - incluindo o vício em remédios prescritos. Bonito, inteligente e articulado, ele foi o protótipo do superstar manager, dando crias que até hoje se espalhando pelo mundo do entretenimento (pense em Scooter Braun, empresário de Justin Bieber, PSY e outros).


    “Fiquei assustado em descobrir como havia pouca informação sobre Brian Epstein e a administração dos Beatles”, escreve Tiwary no posfácio do volume - e ele tem razão, até hoje a única referência da vida e do trabalho do empresário é autobiografia A Cellarful of Noise (1964, atualmente só disponível em versão para Kindle) e alguns poucos livros menores. “Então mergulhei em uma pesquisa que durou mais de duas décadas.” (Também vale a pena ver o documentário que a BBC fez em 2010, The Brian Epstein Story)

    Epstein morreu aos 32 anos, em agosto de 1967, vítima de uma overdose de remédios para dormir. Os Beatles, já estraçalhados internamente, se enfiaram numa espiral de escolhas erradas, brigas internas e interesses distintos que os levaram a uma separação poucos anos depois.

    Quando li que um filme sobre a vida de Epstein seria feito, pensei: “tomara que seja baseado nos quadrinhos de Vivek Tiwary”. Por sorte, será mesmo – com roteiro escrito por ele e lançamento previsto para 2014 (e a liberação das músicas dos Beatles já aprovada). O ator para o papel é supostamente Benedict Cumberbatch – uma daquelas escolhas perfeitas e irrepreensíveis para contar uma das grandes histórias de bastidores do mundo da música.   

    terça-feira, 17 de dezembro de 2013

    Beatles tentam fugir da lei lançando coletânea de raridades no iTunes



    Até o momento de publicação deste post, continuava lá na iTunes Store brasileira o álbum Bootleg Recordings 1963, dos Beatles. Ao estilo da série Anthology, é um volume que junta outtakes, demos e gravações ao vivo na BBC. Mas ao contrário da Anthology, tem uma função meramente técnica: garantir que esse material inédito não caia em domínio público na Europa. Bob Dylan já tinha feito o mesmo com The 50th Anniversary Collection, que teve 100 cópias lançadas.

    Não vou me aprofundar nos detalhes de tal lei porque é um assunto chato demais. Basicamente ela diz que material inédito gravado há 50 anos - como esses registros do fab four - viram domínio público. Ela tem outras ramificações também, que até já colocaram o primeiro compacto dos Beatles, Love Me Do / P.S. I Love You, em domínio público. E tudo está sendo amplamente debatido na Inglaterra.

    Voltando ao álbum do iTunes, é um projeto que só interessa aos fãs mais radicais. E, mesmo assim, essa facção já conhece tudo que foi lançado ali. Só que segundo testes de conhecedores, a qualidade dessas 59 faixas colocadas agora no mercado digital é bem superior.

    Além disso, é a primeira vez que algumas dessas composições recebem lançamento comercial e oficial. As demos de "Bad to Me" (composição de Lennon e McCartney só lançada por Billy J. Kramer, em 1963) e "I'm in Love" (popularizada pelo The Fourmost, em 1963) são os grandes diamantes de Bootleg Recordings 1963.



    "Bad to Me" foi registrada pelos Beatles entre maio e junho de 1963 em um acetato, o único registro existente dessa versão. A faixa havia sido encomendada pelo empresário Brian Epstein especialmente para Kramer. O áudio do lançamento é rudimentar, não conseguiu fugir dos riscos do acetato, mas é superior ao que circulava em discos piratas (ouça acima).

    E como ela circulava por aí? Fácil: o disco único foi herdado pelo assistente de Epstein, Alistair Taylor, e foi leiloado na Sotheby's em 22 de dezembro de 1981. Por 308 libras. Não, você não leu errado: cerca de R$ 1.160.



    Com John Lennon ao piano na demo, cantando uma letra incompleta, "I'm in Love" tem uma melodia que não faz feio perto de clássicos dos Beatles. Os especialistas acham que ela vem de uma fita caseira gravada em 1963, mas há quem defenda que ela foi gravada já nos anos 70. O lançamento atual parece resolver esse detalhe. 

    segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

    Jack White volta a investir no Dead Weather; ouça o novo single

     
    Depois do sucesso da carreira solo, parece que Jack White pretende dedicar 2014 a uma retomada do Dead Weather. E começou devagar: os integrantes se reuniram para gravações informais, até que nasceu o single "Open Up (That's Enough)"/"Rough Detective".

    Inicialmente, o compacto seria distribuído pelo programa de assinaturas da gravadora Third Man, apenas em vinil. E agora a primeira faixa foi liberada no YouTube, sendo que a versão para iTunes chega em 14 de janeiro.



    Segundo um post no site da Third Man, o plano do Dead Weather é lançar mais compactos ao longo de 2014, para colocar um álbum no mercado em 2015 - com todas essas canções, mais outras, inéditas. 


    domingo, 15 de dezembro de 2013

    Monty Python e a piada do carro usado que virou papagaio morto



    Um dos esquetes mais famosos do Monty Python, o do papagaio morto (veja acima), teve origem antes da formação do grupo de comédia. Graham Chapman e John Cleese escreveram a piada de um cara, interpretado por Michael Palin, que compra um carro velho e tenta devolvê-lo para o programa How to Irritate People (1968), uma produção de David Frost.

    Quando o sexteto estava escrevendo o Monty Python's Flying Circus, decidiu trocar o carro velho por um papagaio morto - e história foi feita.

    Isso, claro, se você ignorar a tese de que a piada teve seu primeiro registro no Philogelos, o mais antigo registro de piadas da história, datado do século IV. 


    quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

    Quando a família de Andy Warhol tentou se agarrar aos 15 minutos de fama


    Andy Warhol é, de longe, um dos artistas plásticos mais conhecidos de todos os tempos. Assim sendo, mesmo com a ausência completa de talento, alguns parentes dele aproveitaram para lucrar um pouco com “arte”. Afinal, não é essa a essência da pop art? (Não)



    Recentemente uma prima de Andy, Monica Warhol, virou notícia em um disse-não-disse com o casal Kanye West e Kim Kardashian. Ela disse que eles encomendaram um retrato, eles negaram. Ou ninguém disse nada, mas os sites e tabloides inventaram que sim. Atualmente anda difícil saber.

    Mas uma coisa é fato: Monica fatura milhares de dólares simplesmente por ter um sobrenome famoso no mundo da arte. Ela até “repintou”as famosas latas de sopa Campbell’s e tem o aval de gente como Lenny Kravitz e Flo Rida. E pintou a Lady Gaga e o Mick Jagger, o que certamente foi o ponto alto da carreira deles - ou será, assim que eles descobrirem que foram retratados.

     
    Só que Monica não foi original nem no ato de imitar Andy. O irmão do Warhol mais famoso, Paul Warhola, saiu na frente no começo dos anos 90, lançando uma série de pôsteres com latas de feijões vegetarianos Heinz. Ele assinava “Paul, irmão de Andy Warhol” e os vendia a US$ 550 cada. Como Warhola era criador de galinhas, ele colocou tinta acrílica nas patas dos bichos e os colocou para andar em telas. Vendeu a série completa por US$ 5.500.

    Mais digno foi o sobrinho de Andy, James Warhola, filho de Paul. Ele chegou a trabalhar na revista Interview, de Warhol, mas preferiu seguir a carreira de ilustrador de ficção científica (ele fez a capa de Neuromancer, de William Gibson). Mais tarde, acabou se consagrando como ilustrador infantil, depois de passar pela Mad. E não deixou de faturar com a obra do tio famoso, lançando dois livros sobre Andy Warhol, Uncle Andy's: A Faabbbulous Visit With Andy Warhol e Uncle Andy's Cats.  

    quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

    Max Landis e o peso/poder da herança familiar





    Como tudo na vida, a carreira de Max Landis já nasceu com pelo menos um ponto positivo e outro negativo. Ele é filho do diretor John Landis, famoso por clássicos dos anos 70 e 80, como O Clube dos Cafajestes (1978, uma das minhas comédias favoritas), Os Irmãos Cara-de-Pau (1980) e Um Lobisomem Americano em Londres (1981), então já nasceu dentro do mundo do entretenimento; por outro lado, ele é filho de John Landis – o que cara que teria causado um acidente mortal que mudou as regras de segurança da indústria cinematográfica durante a filmagem de Além da Imaginação – O Filme (1983). Esse segundo ponto, dizem, teria levado o codiretor do projeto, Steven Spielberg, a decretar: “ele nunca mais vai trabalhar em Hollywood”. Pode ser exagero, mas a carreira de Landis nunca mais foi a mesma.

    Voltando ao Max, a primeira vez que ele se destacou de verdade foi conquistando o coração de fãs mais devotados. O curta-metragem The Death and Return of Superman, sobre, bem, a morte e o retorno do herói foi lançado no YouTube em 2012 (e tem quase 2,5 milhões de views), mesmo ano em que o filme Poder Sem Limites, escrito por ele, chegou aos cinemas.



    Antes disso, ele já era ativo no mundo da ficção. Max escreveu o roteiro de episódios das antologias de terror Masters of Horror (“Deer Woman”, co-escrito e dirigido pelo pai dele) e Fear Itself (“Something with Bite”, entrando no mundo dos lobisomens), além de ter escrito e dirigido uma série de curtas.

    Mas Poder Sem Limites mudou tudo. A história sobre adolescentes que ganham superpoderes filmada em primeira pessoa arrecadou mais de US$ 64,5 milhões só nos EUA, com um orçamento de US$ 12 milhões. O diretor do longa, Josh Trank, vai comandar o reboot do Quarteto Fantástico, prometido para 2015. E Max está terminando de dirigir a comédia que ele mesmo escreveu, Me Him Her - um “Caindo na Real sob efeito de ácido”, segundo ele -, sobre um trio de jovens em crise. E também foi o responsável pelo roteiro de Frankenstein, de Paul McGuigan, diretor da série Sherlock.

    E quase me esqueço do motivo principal deste post: uma ótima HQ escrita pelo Max, "Boys' Night", trazendo os personagens da Disney para o mundo real de Hollywood. Espere um Mickey em crise, um Pato Donald deprimido e um Pateta sofredor. Não deixe de ler.    


    terça-feira, 3 de dezembro de 2013

    O maravilhoso mundo do criador de Veep




    Veep é uma das melhores comédias atualmente sendo exibidas na televisão norte-americana. Muito pelas atuações de Julia Louis-Dreyfus (a Elaine, de Seinfeld) e Tony Hale (o Buster, de Arrested Development), mas também pelo universo político-non-sense criado pelo escritor escocês Armando Iannucci.



    Eu descobri Veep de um modo torto, que explica perfeitamente o talento de Iannucci. Em 2010, por algum motivo que me foge agora, cheguei ao filme Four Lions - uma comédia fantástica que mistura terrorismo e inocência de uma forma engenhosa e assustadora. Se você não viu, corra atrás. Pois Jesse Armstrong e Simon Blackwell, dois dos roteiristas, mais o diretor, Chris Morris, acabaram na equipe de Veep. E ambos trabalhos têm uma sensibilidade similar, exibindo o lado patético do poder –de um lado dos terroristas, do outro dos governantes norte-americanos (em Veep, Julia interpreta a vice-presidente dos EUA).


    Mas não é só isso. Iannucci foi o criador de The Thick of It, uma série impecável que tem Peter Capaldi (o novo Doctor Who) como assessor do primeiro ministro britânico – ou seja, uma versão britânica de Veep. E Capaldi domina a cena como ninguém, gritando frases de efeito e palavrões como se não houvesse amanhã. Foram quatro temporadas impecáveis, mais alguns especiais, ao estilo britânico.

    Acabaram as conexões? Não, ainda não. 

    The Thick of It gerou um longa-metragem em 2009, In the Loop, que tem o personagem Tucker e vários atores de The Thick of It e futuros intérpretes de Veep. Ah, e um cara que talvez você reconheça de uma série qualquer: James Gandolfini (o Tony Soprano, de Família Soprano, como um general). O filme acabou indicado ao Oscar de roteiro adaptado, mas perdeu para A Rede Social, curiosamente escrito por Aaron Sorkin, outro gênio das séries de bastidores políticos, criador de The West Wing.


    Veep volta ao ar em 2014, com 10 novos episódios. Iannucci ainda escreve colunas em jornais, faz programas de rádio e deve lançar em breve seu primeiro romance, Tongue International (sobre uma empresa de marketing que lança uma nova língua). Ele também é bastante ativo no Twitter.

    segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

    Hoje em notícias (2 de dezembro de 2013): drones da Amazon, Chlöe Moretz, Lady Gaga


  • "Amazon quer fazer entregas usando drones" (Gizmodo). Ok;



  • "Conheça o namorado brasileiro da Chlöe Moretz" (PapelPop). Ok também;




  • "RZA escreve música para Paul Walker" (Rolling Stone). "É só pra curtir, não é pra criticar" (não aguentei: não é boa, não);




  • "Lady Gaga lança boneca em tamanho real" (Billboard). E você achava que não dava pra ficar mais creepy; 

  •  "Colin Baker ficou puto por não ser chamado para o especial de 50 anos de Doctor Who" (Zap2It). Eu diria que a questão é a idade, mas colocaram o Tom Baker lá;

  • Todas as referências do especial de 50 anos de Doctor Who!

    Olha só, um maluco juntou todas as referências mostradas no especial de 50 anos do Doctor Who, The Day of the Doctor:





    Não deixe de ler os comentários, onde os whovians (sim, é assim que se chamam os fãs da série britânica) estão debatendo loucamente cada detalhe.

    Emicida sem medo: rapper fala sobre Fora do Eixo, Procure Saber e polêmicas nas quais foi envolvido no passado



    Na semana passada eu entrevistei o Emicida no InteligênciaPontoCom, projeto cultural do Sesi, e o resultado final foi registrado no vídeo que você pode ver acima.

    O rapper não fugiu de nenhuma polêmica, falando sobre racismo, Fora do Eixo, Procure Saber, as acusações de sexismo devido à letra de "Trepadeira" e a detenção em Belo Horizonte. E também lembra os tempos em que tinha uma banda de hardcore.

    Vale a pena assistir porque é raro presenciar um artista falando tão abertamente sobre tantos assuntos.

    Alguns links diretos para os temas:


  • Transitando entre mundos diferentes



  • Primeiras influências



  • O primeiro disco



  • A luta dos independentes



  • Laboratório Fantasma



  • Pensando na mulher dentro do rap e nos negócios



  • Redes sociais e a polêmica de "Trepadeira"



  • Rap versus Funk Ostentação - a pressão da sociedade de consumo



  • Parcerias musicais: Pitty, Tulipa Ruiz, Wilson das Neves, MC Guimê



  • Rap excluído em São Paulo / Rap brasileiro para exportação



  • Participação no sorteio da Copa do Mundo / polêmica envolvendo Lázaro Ramos e Camila Pitanga e o racismo



  • O rap pode esquecer o lado social?



  • A cobrança no rap e a postura do Mano Brown



  • A repressão e o preconceito: o caso de BH



  • Procure Saber
  • domingo, 1 de dezembro de 2013

    Monty Python 2014: "Que diabo era aquilo?" ou "Descobrindo o Monty Python"




    Muitos anos atrás, eu fui visitar amigos em Porto Alegre. Eles eram (ainda são) pessoas muito mais inteligentes do que eu, então colocaram umas gravações (em VHS, se não estou enganado!) para eu assistir. Fiquei chocado, sem reação – não sabia se tinha gostado ou se achava engraçado. E não conseguia parar de ver.

    Que diabo era aquilo?

    Era o Monty Python’s Flying Circus.

    Claro, o Monty Python estava no meu radar fazia anos – pelos filmes, em especial. Mas o Flying Circus é outro universo completamente distinto que, suspeito, funciona muito bem para dois tipos de gente: as muito inteligentes e as muito burras. É um paradoxo (e ainda não sei direito a qual grupo pertenço).
    Os tempos seguintes foram uma maratona para me inteirar.

    Pausa para sugestão de material que ajuda a entender o Monty Python:






  • The Complete Monty Python’s Flying Circus 16 Ton Megaset.
  • São as quatro temporadas do programa de TV mais o especial alemão Monty Python's Fliegender Zirkus, o documentário (com novos quadros) Parrot Sketch Not Included e as gravações ao vivo Live at the Hollywood Bowl e Live at Aspen. Se você for comprar apenas um box de DVDs na sua vida, que seja este;






  • Almost the Truth - The Lawyer’s Cut.
  • Um documentário que faz para o Monty Python o que o Antholgy fez para os Beatles. São 6 horas detalhando cada passo do grupo. Está disponível em DVD no Brasil;





  • ThePythons Autobiography by the Pythons. O livro definitivo, acompanhando o documentário Almost the Truth;



  • TheMonty Python Channel. A explicação do canal oficial dos britânicos (e um americano) no YouTube é simples e direta: “Durante 7 anos, usuários do YouTube nos passaram pra trás, pegando dezenas de milhares de nossos vídeos e colocando no YouTube. Agora vamos virar a mesa”. São esquetes, entrevistas, vídeos promocionais e muito mais – tudo de graça.

  • Não é exagero dizer que o Monty Python é uma pedra fundamental da comédia. George Harrison ia mais longe, dizendo que o espírito – revolucionário, desbravador, ousado – dos Beatles havia reencarnado no sexteto. “Dizem que a história é escrita pelos vencedores”, escreveu Bob McCabe, organizador de The Pythons, na apresentação do livro. “Também acho que ela seja escrita por aqueles que ousam comentá-la, subvertê-la, fazer piada com ela.”

    E história também é o que o Monty Python acabou de fazer, lotando a O2 Arena para uma apresentação de reunião do agora quinteto (Graham Chapman foi vitimado pelo câncer, em 1989) em menos de 1 minuto – e prontamenteanunciando mais de uma dezena de outros shows. Acho que é razoavelmente seguro dizer quem estará na plateia da O2: todos os comediantes respeitáveis contemporâneos.



    Eu estarei lá, na terceira noite, para ver se o Michael Palin – meu python preferido – vai morder a língua e contradizer o que me falou no ano passado:

    “É, sempre tenho de responder a respeito de uma reunião. É quase como se não fosse possível satisfazer as pessoas com o que você já fez – e acho que já fizemos nosso melhor, culminando em A Vida de Brian [1979], nosso melhor filme, na minha opinião. Nosso último longa foi feito 1982 [O Sentido da Vida, lançado no ano seguinte] e não fizemos praticamente nada depois disso. E as pessoas ainda acham que basta usar uma varinha mágica e estaremos de volta fazendo a esquete do papagaio. Só que não temos mais o Graham Chapman, e é difícil entender que éramos um sexteto, um grupo incrível de seis pessoas que contribuíam como autores e performers. É como uma mesa de seis pernas, se você tirar uma não vai ser a mesma coisa. Sempre disse que não poderíamos nos reunir como Python sem o Graham – e ainda acredito nisso. Mas também acho que a dinâmica que permitiu que seis pessoas tão diferentes, que tinham filosofias de vida tão distintas, fizessem comédia só conseguiria se sustentar por um breve período de tempo. A força centrífuga do Python fazia os integrantes serem jogados para fora, mas enquanto nos seguramos juntos funcionou. Não acho que daria para juntar os pedaços e fazer algo novo.”
     Entre hoje e julho de 2014, quando o Monty Python voltará aos palcos, pretendo publicar aqui uma série de textos sobre eles.