quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Quando a família de Andy Warhol tentou se agarrar aos 15 minutos de fama


Andy Warhol é, de longe, um dos artistas plásticos mais conhecidos de todos os tempos. Assim sendo, mesmo com a ausência completa de talento, alguns parentes dele aproveitaram para lucrar um pouco com “arte”. Afinal, não é essa a essência da pop art? (Não)



Recentemente uma prima de Andy, Monica Warhol, virou notícia em um disse-não-disse com o casal Kanye West e Kim Kardashian. Ela disse que eles encomendaram um retrato, eles negaram. Ou ninguém disse nada, mas os sites e tabloides inventaram que sim. Atualmente anda difícil saber.

Mas uma coisa é fato: Monica fatura milhares de dólares simplesmente por ter um sobrenome famoso no mundo da arte. Ela até “repintou”as famosas latas de sopa Campbell’s e tem o aval de gente como Lenny Kravitz e Flo Rida. E pintou a Lady Gaga e o Mick Jagger, o que certamente foi o ponto alto da carreira deles - ou será, assim que eles descobrirem que foram retratados.

 
Só que Monica não foi original nem no ato de imitar Andy. O irmão do Warhol mais famoso, Paul Warhola, saiu na frente no começo dos anos 90, lançando uma série de pôsteres com latas de feijões vegetarianos Heinz. Ele assinava “Paul, irmão de Andy Warhol” e os vendia a US$ 550 cada. Como Warhola era criador de galinhas, ele colocou tinta acrílica nas patas dos bichos e os colocou para andar em telas. Vendeu a série completa por US$ 5.500.

Mais digno foi o sobrinho de Andy, James Warhola, filho de Paul. Ele chegou a trabalhar na revista Interview, de Warhol, mas preferiu seguir a carreira de ilustrador de ficção científica (ele fez a capa de Neuromancer, de William Gibson). Mais tarde, acabou se consagrando como ilustrador infantil, depois de passar pela Mad. E não deixou de faturar com a obra do tio famoso, lançando dois livros sobre Andy Warhol, Uncle Andy's: A Faabbbulous Visit With Andy Warhol e Uncle Andy's Cats.  

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