segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Eddie Vedder nunca imaginou que abriria um show do Guns N'Roses...

... Mas lá estava ele, com um violão! Foi no Bridge School Benefit, evento de shows acústicos do Neil Young. Axl estava atrasado (sério?) e o vocalista do Pearl Jam foi convocado para entreter a plateia.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Beatles: BBC reconta a história de Magical Mystery Tour



Com o relançamento de Magical Mystery Tour em DVD e blu-ray (olha o site, que foda), a BBC produziu o documentário Magical Mystery Tour Revisited - com entrevistas não só sobre a produção do filme de 1967, mas também sobre como ele foi extremamente mal recebido na época.

O documentário de quase uma hora tem depoimentos dos fab four e de gente como Terry Gilliam (Monty Python), Neil Innes (Bonzo Dog Doo-Dah Band), Barry Miles, Martin Scorsese e muitos outros. E um monte de imagens inéditas, depoimentos da época, fotos raras... É a BBC fazendo um trabalho sério de colocar uma obra de arte dentro de um contexto histórico amplo.

O resultado é tão interessante que é uma pena que o programa não esteja nos extras do relançamento. Pelo menos foi parar no YouTube, o que já ajuda.



quinta-feira, 11 de outubro de 2012

"As pessoas me pareceram ser completamente livres", diz o ex-Monty Python Michael Palin sobre o Brasil



No ano passado, Michael Palin passou pelo Brasil para gravar mais um de seus documentários. O programa - em quatro partes - deve ser exibido ainda neste ano pela BBC e se chamará Brazil (assim como o filme de Terry Gilliam, que Palin estrelou). Conversei com o ex-Monty Python sobre tudo isso (e muito mais). Dá para ler a íntegra aqui. Meus pontos favoritos:

  • Brasil. "Eu participei de Brazil – O Filme [1985], do Terry Gilliam, e o filme se chama assim porque, se você se lembrar, o personagem vai sendo gradualmente esmagado pelo sistema e a única coisa que mantém a mente dele viva é essa música, 'Brazil' [cantarola 'Aquarela do Brasil', de Ary Barroso]. Então, de certa forma, o Brasil era um mundo da fantasia para nós na Inglaterra: as praias eram douradas, os corpos eram lindos, a comida era incrível e havia música tocando o tempo todo."

  • Brasileiros. "Não vi ninguém sendo autoritário, no sentido de normas e regras, enquanto na Europa é exatamente o contrário, com muitas limitações sobre o que se pode fazer, aonde se pode ir, música que se pode tocar e a que hora. Pelos lugares onde passei no Brasil, nada disso parecia se aplicar. As pessoas me pareceram ser completamente livres de pressões externas, sem ansiedade alguma."

  • Viajar. "Vivo uma vida singular, mergulhando em diferentes continentes e trabalhos. E cada lugar que visito acaba me puxando de volta, mas nunca terei tempo o suficiente na vida para ir aos lugares que quero! Então depende das pessoas que conheço, que conheci, gosto de voltar para locais onde tenho amigos."

  • Monty Python. "É quase como se não fosse possível satisfazer as pessoas com o que você já fez – e acho que já fizemos nosso melhor, culminando em A Vida de Brian [1979], nosso melhor filme, na minha opinião. Nosso último longa foi feito 1982 [O Sentido da Vida, lançado no ano seguinte] e não fizemos praticamente nada depois disso. E as pessoas ainda acham que basta usar uma varinha mágica e estaremos de volta fazendo a esquete do papagaio."
  • quarta-feira, 10 de outubro de 2012

    Fã reproduz lendário cartaz que inspirou Lennon a escrever música dos Beatles



    Esse é um tipo raro de paixão: o fã Peter Dean queria uma reprodução do pôster que inspirou a canção "Being for the Benefit of Mr. Kite!", do Sgt. Pepper's, dos Beatles, mas não encontrava uma reprodução fiel. Então ele fez uma pesquisa e reconstruiu o cartaz de forma impressionante, que ele mesmo detalha no minidocumentário abaixo.



    Também dá para comprar a reprodução! A má notícia é que ela custa cerca de R$ 800.

    Li em algum lugar (mas vou ficar devendo a fonte e a confirmação) que o cartaz original, comprado por John Lennon em uma loja de antiguidades, hoje está na coleção do Sean Lennon.

    [via Beatles Blog]

    terça-feira, 9 de outubro de 2012

    Ouça Michael Jackson cantando uma música sobre aborto



    Acabou de sair no Brasil a (nova) edição especial do disco Bad, de Michael Jackson, desta vez comemorando os 25 anos do álbum. Entre as curiosidades do relançamento está "Song Groove (a/k/a Abortion Papers)", canção sobre uma filha de padre - casada na igreja católica - que fica grávida e decide abortar.

    "Tenho de fazer de um modo que não ofenda as garotas que fizeram aborto, e que não traga de volta o sentimento de culpa, então tem de ser feito com cuidado", diziam as anotações de Jackson sobre a faixa, segundo o encarte do CD. "Tenho de pensar muito sobre o assunto."

    "Song Groove" acabou engavetada (não se esqueça que isso tudo foi em 1987, quando o assunto era ainda mais polêmico nos Estados Unidos de Ronald Reagan).

    Outras curiosidades e boas surpresas de Bad 25: "Al Capone" (uma demo muito diferente de "Smooth Criminal") e "Price of Fame" (sobre duas fanáticas que quase causam a morte de Jackson). Em paralelo, a Sony também coloca no mercado o DVD Live at Wembley July 16, 1988, registrado na turnê de Bad (a última na qual ele realmente cantou ao vivo).

    Por aqui, a Sony colocou no mercado o CD duplo (Bad remasterizado mais faixas bônus) e o DVD do show. Na gringa, o pacote tem várias configurações de luxo.

    segunda-feira, 8 de outubro de 2012

    John Cusack relembra cena de Say Anything em show de Peter Gabriel



    A cena acima é o momento mais marcante de Say Anything, o filme de estreia do diretor Cameron Crowe. Nela, o personagem de John Cusack toca "In You Eyes", de Peter Gabriel, para a namorada em um toca-fitas (lembra?) estilo boombox.

    E no show de Gabriel no Hollywood Bowl, em Los Angeles, no último dia 6, Cusack relembrou o filme com uma brincadeira.

    sexta-feira, 5 de outubro de 2012

    It was 50 years ago today: primeiro single dos Beatles, "Love Me Do", completa meio século



    Em 5 de outubro de 1962 chegava às lojas britânicas "Love Me Do", o primeiro single dos Beatles. Na época, chegou ao posto 17 das paradas locais – mesmo com e empresário do quarteto, Brian Epstein, encomendando 10 mil cópias para a loja dele, em uma tentativa de manipular o sucesso. Relançado em 1982, foi até o número 4. Já nos EUA, dois anos depois, chegou ao topo. “’Love Me Do’ éramos nós tentando tocar blues”, explicou Paul McCartney ao escritor Mark Lewisohn no livro The Beatles Recording Sessions. “Ficou mais branco porque sempre fica. Somos brancos e éramos músicos de Liverpool. Não tínhamos finesse alguma para soar como negros. Mas ‘Love Me Do’ foi provavelmente a primeira coisa mais blues que tentamos fazer.”

    Mas não é isso o que importa: esse compacto, com “P.S. I Love You” no lado B, é a pedra fundamental da banda que mudaria a história do rock, da música e do mundo. E, ainda assim, os jovens britânicos de hoje não sabem direito o que é isso...

    Na época foram feitas três gravações de "Love Me Do": a primeira, com Pete Best na bateria. O produtor George Martin não aprovou, Best foi demitido (embora até hoje ainda haja muito debate sobre o motivo do desligamento do músico). Tentaram uma versão com Ringo Starr na bateria, mas Martin também não gostou. A solução foi convocar a baterista de estúdio Andy White (mas Ringo tocou pandeiro - ou, para os mais puristas, pandeireta). “Quando ele chegou, eu estava preparando a minha bateria”, contou White ao escritor Howard Sounes no livro Fab – A Intimidade de Paul McCartney. “Ele obviamente pensou: ‘essa não! Agora está acontecendo comigo!’.”

    “George Martin não achava que o Ringo fosse um bom baterista”, disse Paul McCartney a Mark Lewisohn. “Em todos aqueles discos de Lita Roza e Alma Cogan que estavam na moda logo antes de nós, os bateristas eram bons performers, então os produtores estavam acostumados a ouvir o grave do instrumento no lugar certo, encaixados no baixo como agora. Nós não ligávamos para isso.” E continua explicando a seleção de White: “Não estávamos acostumados com aquele tipo de baterista profissional como Andy White, e George obviamente achava que Ringo estava [tocando] um pouquinho fora do tempo, um pouco sem manter o ritmo.” Segundo McCartney, “foi muito humilhante” para Ringo Starr tocar apenas pandeiro na gravação. Por outro lado, o engenheiro de som Norman Smith indica outra possibilidade para a troca de bateristas: o próprio baixista do grupo. “Tenho impressão de que Paul McCartney não estava satisfeito com a bateria de Ringo, e achava que poderia ser melhor”, revelou em The Beatles Recording Sessions.

    O vai-e-vem de bateristas não foi o único ponto de tensão nas gravações de “Love Me Do”. Antes disso, os Beatles já haviam rejeitado a sugestão de George Martin, que acreditava que o quarteto deveria gravar a faixa “How Do You Do It?”, composta por Mitch Murray. E, mais tarde, já nas gravações de “Love Me Do” no estúdio Abbey Road, em Londres, McCartney teve um pequeno ataque de pânico ao ser convocado a cantar parte da letra, já que John Lennon estaria tocando gaita. “Estávamos fazendo ao vivo, não havia overdubbing de verdade”, explicou McCartney a Lewisohn. “E de repente me deram um momento gigantesco, no qual tudo parava, o foco ia para mim e eu [em uma voz tremida]: ‘love me doooo’. Ainda consigo ouvir a tremida quando escuto a gravação! Eu estava apavorado.”

    A versão com Best só saiu no primeiro volume de Anthology, a com Ringo está no single e em Past Masters (e na coletânea Rarities, inédita em formato digital) e a terceira, com White, é a de Please Please Me (1962, o primeiro álbum da banda). Uma curiosidade: depois de 1963, a EMI decidiu que a versão com Andy White na bateria seria a única opção nas reedições do single. A solução para garantir isso? A fita master com Ringo na bateria foi destruída.

    Décadas mais tarde, Ringo Starr lançaria uma versão solo - no disco Vertical Man (1998) - para tirar um barato da situação.



    Na versão de Ringo, Steven Tyler toca gaita e faz backing vocals. Uma vingança bem humorada.

    A EMI havia planejado uma reedição comemorativa do single "Love Me Do" em vinil, como aperitivo do lançamento das versões remasterizadas dos álbuns nesse formato, no mês que vem - mas aparentemente houve um erro e o disquinho foi cancelado e retirado da venda no site dos Beatles. O motivo: a gravadora errou e prensou os singles com a versão de Andy White, não a de Ringo. Aos 50 anos, "Love Me Do" ainda faz história.

    segunda-feira, 1 de outubro de 2012

    Bruno Mars volta com ecos de The Police (ouça)



    Sou defensor do Bruno Mars, mas não tem como negar que o novo single dele, "Locked Out of Heaven", soa como um sub-Police. O jeito de cantar imitando o Sting, o som da guitarra de Andy Summers, o baixo... Está tudo lá.

    A faixa estará em Unorthodox Jukebox, disco que sai em dezembro e tem produção de Diplo, Mark Ronson e outros. No dia 20 deste mês, Mars vai apresentar o Saturday Night Live - e tocar também.