sexta-feira, 29 de abril de 2011

Você queria mais um hit indie, 2011? Aqui está: "Whirring", do The Joy Formidable



Meio anos 90, meio emo - totalmente indie rock. Vai fundo no The Joy Formidable, que lançou The Big Roar em 2011. Dave Grohl também recomenda.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Os dias de cão estão só começando



Passei um tempo digerindo a Adele e acho que já tenho algo próximo de opinião sobre a música dela. O disco mais recente dela, o hipersucesso 21, é o que todo mundo diz: uma série de confissões sobre relacionamentos, cantadas com uma convicção de apunhalar qualquer coração.

E é isso, junto com a boa voz de Adele, que sustenta seu repertório. Ninguém resiste a uma boa história de amor, seja para aliviar ("Ufa, comigo não é assim") ou para se identificar ("Porra, é exatamente assim!"). Ela é boa em transmitir emoção e sinceridade.

Só os arranjos das canções me incomodam. É tudo correto, mas nada ousado. Algumas músicas quase caem para um lado de soul tradicional, mas os instrumentos as prendem no seguro mundo da música pop conservadora.

Tudo bem. Se os rompimentos amorosos de Adele já renderam dois bons discos, 19 e 21, e artista só tem 22 anos (!), todo um mundo de decepção sentimental ainda está à frente. Não dá nem para lamentar por ela.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Quando mundos se chocam: Soundgarden encontra Pearl Jam



Não, não é o Temple of the Dog. Chris Cornell aproveitou um dos shows solo que está fazendo enquanto o Soundgarden não sai em turnê e tocou "Better Man", do Pearl Jam.

Esse cruzamento - ainda deixando o Temple de lado - já havia rolado. Teve o Lollapalooza lendário que tinha Soundgarden e Pearl Jam na escalação. E aí rolavam coisas assim:


(O vídeo é de um show em Seattle, fora do Lolla - mas a vibe é a mesma. Se ligou no backing vocal?)

E aí tem essas primeiras imagens do documentário sobre o Pearl Jam do Cameron Crowe: abre com o Layne Staley, do Alice in Chains. É muita emoção para quem viveu os anos 90.



[via Grunge Report, @rodrigosalem e eu mesmo]

Kid Cudi e MGMT se cruzaram num palco de Nova York



"Pursuit of Happiness" é uma das melhores faixas do Kid Cudi - e certamente deve bastante ao acompanhamento do rapper nela, o Ratatat e o MGMT. Com o primeiro, Cudi fez uma memorável apresentação na TV norte-americana, anos atrás. E agora, como mostra o vídeo acima, ele conseguiu subir ao palco, em Nova York, com o MGMT.

[via Some Kind of Awesome]

Paul McCartney divulga detalhes das reedições de McCartney e McCartney II



O site oficial de Paul McCartney divulgou todos os detalhes das edições especiais dos álbuns McCartney (1970) e McCartney II (1980). Elas tês vários formatos, mas os pacotes triplos (2 CDs / 1 DVD) são assim:

  • MCCARTNEY TRACKLIST:

    CD 1 - O Álbum Remasterizado
    1. "The Lovely Linda"
    2. "That Would Be Something"
    3. "Valentine Day"
    4. "Every Night"
    5. "Hot As Sun" / "Glasses"
    6. "Junk"
    7. "Man We Was Lonely"
    8. "Oo You"
    9. "Momma Miss America"
    10. "Teddy Boy"
    11. "Singalong Junk"
    12. "Maybe I'm Amazed"
    13. "Kreen-Akrore"


    CD 2 - Faixas-bônus
    1. "Suicide" [Out-take]
    2. "Maybe I'm Amazed" [De One Hand Clapping]
    3. "Every Night" [Ao vivo em Glasgow, 1979]
    4. "Hot As Sun" [Ao vivo em Glasgow, 1979]
    5. "Maybe I'm Amazed" [Ao vivo em Glasgow, 1979]
    6. "Don't Cry Baby" [Out-take]
    7. "Women Kind" (Demo) [Mono]


    DVD - Filme-bônus
    1. A História do Álbum
    2. The Beach
    3. "Maybe I'm Amazed Music" [clipe]
    4. "Suicide" [de One Hand Clapping]
    5. "Every Night" [Ao vivo no Concert for the People of Kampuchea]
    6. "Hot As Sun" [Ao vivo no Concert for the People of Kampuchea]
    7. "Junk" [MTV Unplugged]
    8. "That Would Be Something" [MTV Unplugged]

  • MCCARTNEY II TRACKLIST:

    CD 1 – O Álbum Remasterizado
    1. "Coming Up"
    2. "Temporary Secretary"
    3. "On The Way"
    4. "Waterfalls"
    5. "Nobody Knows"
    6. "Front Parlour"
    7. "Summer's Day Song"
    8. "Frozen Jap"
    9. "Bogey Music"
    10. "Darkroom"
    11 "One Of These Days"

    CD 2 – Faixas-bônus
    1. Blue Sway [com orquestração de Richard Niles]
    2. Coming Up [Ao vivo em Glasgow, 1979]
    3. Check My Machine [Edit]
    4. Bogey Wobble
    5. Secret Friend
    6. Mr H Atom / You Know I'll Get you Baby
    7. Wonderful Christmastime [Versão Editada]
    8. All You Horse Riders/Blue Sway

    CD 3- Mais Faixas-bônus (apenas na edição DELUXE 3 CD – 1 DVD)
    1. "Coming Up" [Versão Integral]
    2. "Front Parlour" [Versão Integral]
    3. "Frozen Jap" [Versão Integral]
    4. "Darkroom" [Versão Integral]
    5. "Check My Machine" [Versão Integral]
    6. "Wonderful Christmastime" [Versão Integral]
    7. "Summer's Day Song" [Original, sem o vocal]
    8. "Waterfalls" [DJ Edit]


    DVD – Filme-bônus
    1. Meet Paul McCartney
    2. "Coming Up" (Clipe)
    3. "Waterfalls" (Clipe)
    4. "Wonderful Christmastime" (Clipe)
    5. "Coming Up" [Ao vivo no Concert for the People of Kampuchea]
    6. "Coming Up" [tirada de um ensaio na Lower Gate Farm, 1979]
    7. Making the Coming Up Music Video
    8. "Blue Sway"


  • Mais informações aqui. Os encartes, em formato de livro, terão fotos (muitas delas inéditas) tiradas por Linda McCartney.

    terça-feira, 26 de abril de 2011

    Um dia na vida do Odd Future Wolf Gang Kill Them All



    "Não fazemos shows de rap." Cadê o Planeta Terra para trazer?

    Também gosto desse discurso do Tyler the Creator: "Sou um unicórnio. Posso ser o que eu quiser. Sou uma mesa. Sou a porra duma mesa. Você pode ser o que quiser."

    [via @rlevino]

    Documentário mostra bastidores da turnê Vagarosa, da Céu (veja!)



    Olha só esse documentário do Bruno Granato sobre a turnê de Vagarosa, da Céu. Muito legal. Depois dá um pulo na conta do Bruno no Vimeo, tem de Kanye a CSS. Coisa fina.

    segunda-feira, 25 de abril de 2011

    "Não Existe Amor em SP" e o zeitgeist



    Aí está o zeitgeist de São Paulo, capital, em 2011: "Aqui ninguém vai pro céu".

    Neil Strauss reúne sufocos jornalísticos em novo livro



    Neil Strauss está por aí faz um tempão: talvez você já tenha até lido as "autobriografias" que ele escreveu para Marilyn Manson, Mötley Crüe e Dave Navarro. Agora ele lançou Everyone Loves You When You're Dead - uma coleção de apuros jornalísticos com participações de Lady Gaga, Strokes, Madonna, Led Zeppelin e outros muitos.

    Não se trata de uma simples coletânea de textos já publicados. Strauss foi atrás das gravações das entrevistas e remontou os textos a partir de seus pontos mais peculiares. A não-entrevista com Julian Casablancas já justificaria a compra do livro, mas tem muita coisa legal nele. (trechos em inglês: aqui)

    É leitura obrigatória por pelo menos dois motivos: 1 - O cara é colaborador da Rolling Stone e do New York Times, publicações que não trabalham com gente ruim; 2 - O livro é um exemplo de como, por mais difíceis que sejam, os artistas gringos entendem o showbiz. Os brasileiros não entendem. É uma pena, mas é verdade.

    quinta-feira, 21 de abril de 2011

    Bruno Mars é uma das pessoas mais influentes do mundo, segundo a Time



    Aos 25 anos, o músico Bruno Mars é uma das 100 pessoas mais influentes do mundo. Ao lado de Barack Obama, Patti Smith, Dilma Rousseff e Oprah. Quem disse foi a revista Time.

    Ouça um bom lado B do Vaccines



    Essa tinha passado batida, até que eu a ouvi no ao vivo Live From London, England, que o Vaccines lançou no Record Store Day (discão, aliás): "We're Happening", faixa originalmente lançada como lado B de "Post Break-up Sex".

    Of Montreal lança EP sobre o fim do mundo (ouça!)



    thecontrollersphere sai dia 24 agora, mas os fãs do Of Montreal já conhecem esse EP desde quando ele caiu na rede, em março. São cinco faixas malucas, uma espécie de trilha sonora do fim do mundo (com o perdão do clichê).

    O mais legal desse disquinho é que, no meio de letras aparentemente sem sentido, você acha umas pérolas tipo "I was only stabbing your heart / Because I was trying to get your attention / Change your direction", em "Slave Translator".

    Ouça o EP thecontrollersphere aqui.

    quarta-feira, 20 de abril de 2011

    Dr. Rey guarda o pó da MAC e senta a mão em quem o chama de gay



    Entrevista do médico e astro de reality show Dr. Rey, o Dr. Hollywood, ao iG:

    iG: Você se incomoda de as pessoas acharem que você é gay?
    Dr. Rey: Quebrei o braço de um gringo lá em Nova York. Durante um desfile, num teatro gótico superlegal. Saindo do teatro, eu escuto: "Rey, quando você vai sair do armário?". Escutei 150 vezes e sorri, desliguei. Mas foi 151 vezes. Eu tirei meu paletó – claro, não ia estragar meu Versace de US$ 6 mil -, esvaziei meu bolso, tirei meu pó MAC, só pra ele ver que eu tinha, e disse: 'O que você falou de mim? Vou te dar uma surra'. A alta sociedade de Nova York abriu uma roda e viu a luta. Aquele gringo nunca mais vai chamar brasileiro de viado. Todo mundo aplaudiu.


    Os itálicos foram por minha conta. A íntegra da entrevista está aqui.

    Earl Sweatshirt: o desaparecido do Odd Future



    O Odd Future Wolf Gang Kill Them All é uma fonte inesgotável de boas histórias. Tipo a do Earl Sweatshirt, 17 anos, o MC mais novo do coletivo (quem tem de tudo para ser - mas ainda não é - o Nirvana desta geração).

    Diz a lenda que a mãe dele escutou o disco Earl e, em pânico, mandou o moleque para uma escola militar em Samoa.

    A Complex até investigou o caso, mas acabou só ganhando o ódio do Tyler the Creator.

    Vendo o clipe aqui acima não fica difícil entender por que a mãe de Earl pode ter ficado, digamos, preocupada. Se a apresentação do Odd Future no programa do Jimmy Fallon foi considerada ousada (o rapaz não participou), é difícil até definir esse vídeo da faixa "Earl".

    terça-feira, 19 de abril de 2011

    Frank Ocean: o lado sensível do Odd Future



    Depois da agressividade de Tyler the Creator (que come uma barata, vomita e se enforca no clipe de "Yonkers"), é impressionante ouvir o álbum Nostalgia, ULTRA, de Frank Ocean, outro integrante do Odd Future, e dar de ouvidos com um R&B romântico e sensível.

    A história do disco também é legal: Ocean assinou com a Island Def Jam, que o colocou na geladeira. E olha que ele - mesmo tento só 20 e poucos anos - já tinha escrito músicas para Justin Bieber e estava trabalhando como Beyoncé. O cantor cansou de esperar e, como quem não quer nada, postou um link gratuito no Tumblr para quem quisesse baixar Nostalgia, ULTRA.

    O trabalho é uma mistura de mixtape com álbum. Tem faixas originais, com batidas de gente tipo Tricky Stewart (de "Single Ladies", "Baby" e "Umbrella", só para ficar nas mais famosas), e também se apropria de bases de canções alheias ("Electric Feel", do MGMT, virou "Nature Feels"; "Hotel California", do Eagles, acabou como o épico de 7 minutos "American Wedding").

    Se você levar em consideração as letras do Odd Future - constantemente acusadas de homofobia -, Frank Ocean choca ainda mais. Em um trecho de "We All Try", ele canta: "Acredito que casamento não seja a união entre homem e mulher, mas sim entre amor e amor." Em "There Will Be Tears" ele se lamenta por não estar com o amor, mas diz se contentar em sonhar - e aí a faixa vira um batidão com lamentos sobre tristeza, família e - daí o título do disco - nostalgia.

    Frank Ocean fica no meio de tudo: tem um pé na reclamação/euforia de Bruno Mars, algo da depressão química de Kid Cudi e o lado melodrámatico escancarado de The-Dream. E ele mesmo mostra as cartas, as intenções, na letra de "Songs for Women": "E toda vez que me perguntam se faço músicas para pegar a mulherada eu digo 'não', e eles dizem 'ok, não acredito'". E ele mesmo explica sua temática atual, logo depois. "Você quebrou o meu coração no meio, então eu canto sobre sofrimento. E agora canto sobre amor perdido."

    segunda-feira, 18 de abril de 2011

    Vaccines: "Você nunca consegue superar as expectativas dos outros"



    Em 2011, para mim, o mundo tem duas coisas muito legais acontecendo: o Odd Future e o Vaccines. Eu sei, muita gente vai dizer que é exagero chamar o Vaccines de empolgante. Só que a banda não quer revolucionar nada. É só um grupo honesto, com boas canções e boas letras. Não é o suficiente?

    Eu conversei com o simpático (e pé no chão) vocalista Justin Young para a Rolling Stone (edição 54, do mês passado). Isto foi o que ele me disse sobre a banda:

  • Recepção nos EUA. "Os americanos nos conhecem menos, já falaram muito da gente na Inglaterra. Então eles são menos cínicos em relação à banda. No geral, os britânicos são mais cínicos, não é?"

  • Sobre evoluir musicalmente. "Os Beach Boys faziam música mais simples, só depois cresceram para fazer mais. Quando falo de simplicidade, quero dizer que estamos começando de forma simples e, espero, possamos nos desenvolver para começar a desafiar mais os ouvintes. Amamos o que é sonicamente interessante, tentamos pelo menos indicar algo assim na nossa sonoridade, com muitos loops e eco – criar uma ilusão de algo que, na verdade, não está lá. Então, gostamos desse lance de ‘wall of sound’, no qual você escuta muita coisa que não está lá de verdade."

  • Influências e comparações. "Sou fã do Ramones e do Jesus and Mary Chain, mas acho engraçado quando nos comparam a eles porque nossa música não tem essa influência. Talvez seja porque eles escutavam algumas das mesmas músicas que nós, rock and roll dos anos 50, coisas do Phil Spector. Aquelas músicas pop perfeitas de antigamente. E essa duas bandas buscavam reproduzir aquilo, cada uma de seu modo particular. Nós tentamos fazer isso também. Talvez as comparações venham daí: não é que fomos influenciados por eles, mas tivemos as mesmas influências."

  • Fazer parte de uma banda. "Acho que inspiramos uns aos outros. É maravilhoso poder passar seu tempo com gente talentosa, pessoas que entendem o que é a boa música. É legal poder mostrar uma música a alguém e ver essa pessoa agregar o talento dela à faixa. Ver uma canção crescer, surgir, é muito recompensador."

  • A entrada do baterista Pete Robertson, o "ponto de nascimento do Vaccines". "Quando ele entrou, eu já tinha escrito a maior parte das músicas. Eu e o Freddie já tocávamos juntos havia bastante tempo, então não tivemos de preparar um repertório novo assim, de repente. Muito material já estava pronto. Eu já estava trabalhando em algumas faixas fazia 18 meses, algo assim. Não sei se faz sentido, mas muitas das músicas podem não nascido com o grupo, mas floresceram com ele."

  • Sucesso. "Basicamente, a banda me ajudou a atingir vários objetivos musicais que eu buscava. Espero que isso continue, seria ótimo. Queremos ser tão bons quanto conseguirmos ser. E, obviamente, se as pessoas conseguirem se identificar com isso, melhor ainda, seria um ótimo bônus ver nossa popularidade crescer."

  • What Did You Expect From The Vaccines?, o título do álbum. "Achei que seria engraçado, mas ele também faz referência àquela era clássica em que se faziam títulos assim. O hype é algo curioso, que se autoconsome: primeiro te enchem de hipérboles e, pouco tempo depois, debatem sobre o fato de você merecer tudo aquilo. Mas acho que tem muita gente que nos considera bons, independente do que escrevem sobre nós."

  • O hype. "É um peso, mas também é muito enobrecedor. Tivemos sorte porque todo o lado artístico do primeiro álbum estava pronto antes disso começar, então não nos afetou musicalmente. Temos de continuar nos esforçando para mostrar que somos uma banda boa, mas sem ligar muito para quem gosta – ou não gosta – de nós. Você nunca consegue superar as expectativas dos outros, só dá para competir com as suas próprias. E é isso que já fizemos."

  • Música e internet. "O rock, e qualquer tipo de música, está muito mais acessível. Mas isso não quer dizer que as pessoas não sejam mais mal compreendidas. Ainda acredito em trabalhar para poder se comprar algo físico com o que você ganhou. Os downloads facilitam muitos aspectos, ajudam quem está começando, mas nunca vão substituir essa sensação de se possuir uma cópia física de algo. É por isso que acordamos e vamos trabalhar todos os dias, não? Porque queremos comprar coisas."

  • As letras das canções. "Todas as músicas são sobre ser um cara jovem e ter um desejo meio indefinido, insegurança, ciúmes, amor não retribuído. As faixas são unidas por esses sentimentos parecidos, expressam-se de forma semelhante."

  • Sair do interior e se mudar para Londres. "Sempre gostei de história e estudar em Londres foi um modo de chegar à cidade, a metrópole, poder conhecer outros músicos e coisas assim. Nunca quis ser um historiador, mas foi uma forma de fugir do interior."

  • Brasil? "Se houver demanda, claro que iremos. Mas ainda é muito cedo. Temos de esperar para ver se alguém daí vai comprar nosso disco."


  • Esse último tópico foi resolvido: nem precisou vender disco algum. Mesmo sem ter disco lançado por aqui, o Vaccines está confirmado para o festival Planeta Terra, em 5 de novembro, em São Paulo.

    sexta-feira, 15 de abril de 2011

    Toque Dela: o amor segundo Marcelo Camelo



    Entrevistei o Marcelo Camelo, que acabou de lançar Toque Dela, para a Rolling Stone deste mês (Ronaldinho Gaúcho na capa). Meus momentos preferidos da entrevista:

  • "O amor é o modus operandi, é o 'como'. O amor é o como. Tem aquela do [Robert] Anton Wilson que fala: 'O objeto que você usa pra olhar o universo descreve em iguais proporções o universo, aquilo que você está observando e ele próprio, aparelho'. Então é como se fosse um 'como', é o proceder. O Laércio de Freitas, meu mestre absoluto, sempre me dizia: 'Marcelo, é com e para. Ser com e para as coisas'. O meu irmão tem uma frase que eu acho bonita. Ele diz que a felicidade é um gesto físico. Se é amoroso, você ganha amor. Se você é violento, ganha violência."

  • "Talvez inconscientemente [meu novo processo de composição] seja um caminho de liberdade - de uma mudança desse processo, mais do que de liberdade. Eu funciono com uma certa tentativa de busca. Martelar na mesma tecla não me interessa muito, parece que eu vou chegar ao mesmo lugar. Então, fico tentando opor o método [de composição e gravação] anterior ao seguinte. Acho que tenho conseguido um resultado estético diferente da anterior, de alguma forma. E também tem um monte de coisa que influencia. Não sei o que é faz os olhos desfocarem e você ficar mais míope para a percepção, passar a entender que a percepção menos acurada, menos precisa, também traz informação. Se eu tiro os meus óculos, passa a ser outro jeito de ver as coisas. O processo na música passa um pouco por aí: desfocar as escolhas e a precisão das coisas pra tentar enxergar outro lugar."


  • Fora as páginas que estão na revista, ainda há mais coisas inéditas no site da RS. E um montão de conversa ainda ficou de fora, infelizmente. Eu gosto bastante (e acho melancólico também) de como a entrevista acaba na versão de papel.

    Dez anos sem Joey Ramone



    Taí um cara que faz falta, assim como Johnny e Dee Dee também fazem.

    O Joey foi, provavelmente, um dos caras mais atormentados pelas dores do amor que o rock já viu. Exemplo:



    E aí você assiste ao documentário End of the Century: The Story of the Ramones e vê que foi exatamente isso que separou o Ramones.

    Odd Future: o rap mais estranho do mundo vira mainstream



    Para um coletivo tão esquisito, até que o Odd Future Wolf Gang Kill Them All (Odd Future ou OFWGKTA, para encurtar) está indo longe. Os músicos já passaram por programas de TV de canais abertos nos EUA (acima, tocando com o Roots), arrumaram briga com o B.o.B., foram criticados por usar termos como "fag" ("bicha") em letras e, neste fim de semana, participam do Coachella.



    E aí um dos integrantes, Tyler the Creator (o do clipe acima, que adora vomitar em público), aparece vestindo esta camiseta:



    Wicked.

    quinta-feira, 14 de abril de 2011

    terça-feira, 12 de abril de 2011

    Parcerias inéditas de Justin Timberlake e Will.i.Am aparecem na web



    Duas faixas nunca lançadas, "Nature of the World" e "Going Crazy", ambas parcerias de Will.i.Am com Justin Timberlake, apareceram na internet. Não sabe quando elas foram gravadas (e nem se sairão oficialmente um dia).

    LCD Soundsystem "reencontra" o Franz Ferdinand (ouça!)



    Mesmo com as atividades encerradas, o LCD Soundsystem lançou uma versão para "Live Alone", do Fraz Ferdinand. Está no EP de covers do Franz - a ser lançado no Record Store Day -, que ainda tem Debbie Harry, Peaches e outros.

    LCD Soundsystem - Live Alone (Franz Ferdinand cover) by DominoRecordCo

    Um tempo atrás rolou o caminho contrário: o Franz fez uma elogiada versão para "All My Friends", do LCD.

    segunda-feira, 11 de abril de 2011

    U2 tira "Zooropa" e "Out of Control" do baú em segundo show paulistano



    O segundo show do U2 no Morumbi em São Paulo, no domingo, foi especial para os fãs. Bono e companheiros mandaram "Zooropa" (nunca antes executada integralmente e, mesmo em versão menor, tocada pela última vez em 1993) e o primeiro single da banda, "Out of Control".



    Teve também a nova "North Star". Vamos ver quais surpresas restam para o terceiro show, na quarta-feira.

  • Mais sobre o primeiro show, aqui. Sobre o segundo, aqui.
  • sexta-feira, 8 de abril de 2011

    CSS mostra mais músicas novas em show paulistano (veja!)

    O show do CSS na Clash, em São Paulo, ontem, fez com que mais músicas novas fossem parar na web.

  • Uma versão melhor de "Hits Me Like a Rock" (ou "You Hit Me Like a Rock"), aquela do Chile


  • Uma em espanhol, que tem a frase "Ay que Horror" (da camiseta da Lovefoxxx, hit entre os fãs) mas não leva esse nome


  • Esta é festeira, achei meio eletro-caribenha


  • Não sei como esta se chama, mas deve ser "I Love You"


    Teve mais uma - que o baixista Adriano Cintra apresentou como "meio Ladytron" -, mas não achei vídeo dela.

  • Mais uma, com umas partes meio "rapeadas". Se liga no visual da Lovefoxxx a essa altura do show
  • Ouça a cover de Bob Dylan que reuniu Rolling Stones e o ex-baixista Bill Wyman



    "Watching the River Flow", a faixa acima, tem vários méritos. Primeiro, é uma homemagem ao tecladista Ian Stewart, integrante não-oficial (porque era "velho" e "feio", diz a lenda) dos Rolling Stones. É também uma faixa de Bob Dylan. E, mais importante, é a volta do baixista Bill Wyman à banda.

    A faixa está em Boogie 4 Stu, disco que deve sair no mês que vem. Não se sabe se Wyman continuará com a banda, mas o site da Rolling Stone norte-americana diz que Mick Jagger e Keith Richards gravaram suas partes em estúdios diferentes.

    quinta-feira, 7 de abril de 2011

    Blue (1971), Joni Mitchell



    Normalmente eu posto aqui coisas mais ligadas a notícia, mas como hoje parece que o fim do mundo começou, recomendo o Blue, da Joni Mitchell para segurar a onda. Começando por "California".







    quarta-feira, 6 de abril de 2011

    Rob Zombie libera primeira imagem de The Lords of Salem



    O diretor Rob Zombie postou em seu blog a primeira imagem do filme The Lords of Salem. "Okay, digo que a cena que envolve este rosto é muito dolorosa", escreveu Zombie. Recentemente ele também postou imagens das locais onde o longa-metragem deve ser filmado.

    The Lords of Salem deve estrear em 2012. Será o primeiro filme original (ou seja, não-remake) desde 2005. A produção é de Oren Peli, diretor de Atividade Paranormal.

    segunda-feira, 4 de abril de 2011

    CSS mostra música nova no Lollapalooza Chile (veja!)



    O CSS tocou uma música nova no Lollapalooza chileno, no fim de semana passado. É esta aqui, acima. Nesta semana a banda se apresenta em São Paulo, no Clash. Deve ter mais novidade.

    [via @flaviadurante]

    Veja Elvis Costello dando uma mão ao Strokes em "Taken for a Fool"



    Elvis Costello participou de um show do Strokes em Nova York, no Madison Square Garden, na última sexta-feira. Ele ajudou a banda em "Taken for a Fool".

    Pena que Costello tenha cancelado as apresentações que faria no Brasil nesta semana...