quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Não Há Nada Lá (mas há)



O Joca Reiners Terron - que, aliás, é meu irmão desde quando nasci - relançou o primeiro romance dele, Não Há Nada Lá, recentemente. Originalmente ele tinha saído pela extinta Ciência do Acidente, mas agora foi às lojas pela Cia das Letras.

Imagine só o que é ser um cara de 20 e poucos anos, eu, ainda na faculdade, interessado por cultura pop, e ver que o seu irmão mais velho tem uma editora e ainda escreve livros. Olhando para trás, acho que dá para explicar o que eu achava assim: "Uau".

E não era só a situação que me impressionava. Lembro-me de ter lido o Não Há Nada Lá de uma vez só, do começo ao fim, em uma sentada. E, quando acabei, comecei de novo. Talvez seja um dos livros que mais tiveram impacto na minha formação, junto com o Guerra Dentro da Gente (do Leminski), o The Medium is the Massage (do McLuhan) e os quadrinhos do Calvin & Haroldo - não coincidentemente, todos presentes do meu irmão.

Depois disso, muitas portas se abriram. Toda vez que leio o nome Não Há Nada Lá... É inevitável, sempre penso "claro que há". Mesmo dez anos depois.

Quando receber a minha cópia da nova edição (pois é, não recebi ainda), tenho certeza de que vou ler novamente e ser transportado àquela época. Só não digo que vou ter a sensação de "uau" novamente porque ela nunca passou.

  • O próprio Joca escreveu sobre a reedição no blog dele, dentro do site da Cia das Letras. Leia aqui. Também dá para ler um trecho do Não Há Nada Lá em PDF, aqui.
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