quinta-feira, 28 de abril de 2011

Os dias de cão estão só começando



Passei um tempo digerindo a Adele e acho que já tenho algo próximo de opinião sobre a música dela. O disco mais recente dela, o hipersucesso 21, é o que todo mundo diz: uma série de confissões sobre relacionamentos, cantadas com uma convicção de apunhalar qualquer coração.

E é isso, junto com a boa voz de Adele, que sustenta seu repertório. Ninguém resiste a uma boa história de amor, seja para aliviar ("Ufa, comigo não é assim") ou para se identificar ("Porra, é exatamente assim!"). Ela é boa em transmitir emoção e sinceridade.

Só os arranjos das canções me incomodam. É tudo correto, mas nada ousado. Algumas músicas quase caem para um lado de soul tradicional, mas os instrumentos as prendem no seguro mundo da música pop conservadora.

Tudo bem. Se os rompimentos amorosos de Adele já renderam dois bons discos, 19 e 21, e artista só tem 22 anos (!), todo um mundo de decepção sentimental ainda está à frente. Não dá nem para lamentar por ela.

2 comentários:

Flávia Durante disse...

Curti isso!

falaleonardo disse...

Adele é demais! Acho as letras bastante fracas, apesar de muito sinceras. O forte dela é como intérprete. Ela canta com tanta verdade que chega a doer a espinha (?).