segunda-feira, 13 de setembro de 2010

William Burroughs encontra o Led Zeppelin ou "Recuso protetores de ouvido; estou acostumado com música alta de sopro e bateria do Marrocos"



No meio de 1975, a revista Crawdaddy! mandou o escritor William Burroughs a um show do Led Zeppelin com a missão de entrevistar o guitarrista Jimmy Page e voltar com um artigo interessante.

Ele foi, entrevistou e a matéria ficou interessante - o que, no universo jornalístico, quer dizer "chato, mas relevante de alguma forma".

Alguns trechos:

  • No show. "Recuso protetores de ouvido; estou acostumado com música alta de sopro e bateria do Marrocos";

  • A banda. "O ato de Jimmy Page com a guitarra de cordas rompidas foi impactante, assim como o solo de bateria de John Bonham e as letras cantadas com uma vitalidade precisa por Robert Plant. Os performers estavam dando o máximo deles, e foi muito bom. O último número, 'Stairway to Heaven', quando a plateia acendeu fósforos e houve fagulhas aqui e ali, encontrou o público comportado e cheio de felicidade, criando uma atmosfera de peça natalidade da escola. No geral, um bom show; nada baixo ou insípido. Sair da casa de shows foi como descer de um avião";

  • Marrocos. "O show do Led Zeppelin depende bastante de volume, repetição e bateria. Tem semelhança com a música hipnótica que encontrei no Marrocos, preocupada em evocar e controlar forças espirituais. No Marrocos, músicos também são magos";

  • Diabo do bem? "Jimmy me disse que a casa de Aleister Crowley tem boas vibraçõespara todo mundo que é relaxado e receptivo";

  • Casa à beira do lago. "Eu disse a Jimmy que ele tinha sorte em ter aquela casa com um monstro no jardim. E o Monstro de Loch Ness? Jimmy Page acha que ele existe. Perguntei-me se ele acharia comida suficiente".
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