terça-feira, 10 de março de 2009

Keane começa turnê brasileira nesta terça-feira

Keane: de volta ao Brasil

No ano passado o Keane lançou Perfect Symmetry, um dos melhores discos de 2008. A partir desta terça-feira os brasileiros vão poder ouvir o novo repertório ao vivo em três apresentações. A turnê brasileira começa em São Paulo e depois segue para Belo Horizonte (dia 12) e Rio de Janeiro (13).

Em novembro passado eu conversei com o vocalista Tom Chaplin. A entrevista foi originalmente publicada na edição 26 da Rolling Stone:

Simetria do renascimento


Sucesso constante e bom relacionamento entre os integrantes não são suficientes para manter uma banda unida. Existe um balanço delicado entre qualidade musical e apelo comercial. O terceiro álbum do Keane,
Perfect Symmetry, registra o momento em que a banda atingiu essa tão procurada afinação. "Aprendemos com nossas experiências passadas e redescobrimos uma paixão pela música que não sentíamos havia muito tempo", explica o vocalista Tom Chaplin. "Estamos em uma posição incrível, esperamos com ansiedade o que vem pela frente."

Não foi sempre assim. Entre os dois discos anteriores,
Hopes And Fears (2004) e Under the Iron Sea (2006) o grupo quase sucumbiu às dificuldades. "Nossas vidas mudaram tanto que tudo ficou de ponta cabeça. Em certo momento notamos que já não gostávamos da companhia uns dos outros – e nem de fazer música", diz.

O Brasil teve um papel essencial na terapia de recuperação do Keane. A passagem do trio por aqui foi um laboratório para o formato de turnê que eles devem adotar daqui para frente. "Tivemos tempo livre para conhecer o país e nos divertir, sacar a atmosfera local. Essa diversão nos trouxe algo que não sentíamos desde quando éramos crianças. Foi uma revelação." E não só no sentido espiritual da coisa, lembra Chaplin. "Ficamos vendo as pessoas jogarem futevôlei na praia – o que deixou bem claro o motivo de existirem tantos jogadores de futebol extraordinários por aí e nenhum na Inglaterra!"

O ânimo renovado levou os britânicos a músicas mais alegres - com letras tão intensas quanto antes, mas musicalmente mais animadas. "É um reflexo do que somos hoje. O espírito do Keane está lá, ainda somos nós três. Foi o cenário que mudou." Stuart Price (produtor de boa parte de
Confessions on a Dance Floor, de Madonna) trabalhou três dias no disco, mas foi mais uma figura simbólica. "Acho que ele serviu de inspiração, nós mesmo produzimos quase tudo", conta o vocalista.

Nesse renascimento do grupo há espaço para um elemento que anteriormente poderia ser considerado estranho no conjunto: a guitarra. "No começo não havia necessidade, por isso ela não estava lá. Aí começamos a usar cada vez mais efeitos no piano, emulando o som dela. Neste disco pegamos os instrumentos de verdade: eu toco, o Tim arranha... Simples assim, não teve uma grande decisão ou explicação."


O site do Keane tem um blog que acompanha a passagem da banda pela América Latina. Clique aqui para ler. Os músicos também estão no Twitter.

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