sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Lennon geladinho


O que John Lennon tem em comum com o sorvete? Ambos estão gelados (uuuuuuuuuuuuuh, essa foi ruim!)? Mais que isso, aparentemente. A marca Ben & Jerry's acabou de colocar no mercado um sabor dedicado ao beatle: o Imagine Whirled Peace (cookies de toffee com fudge).

Tem um outro "sabor roqueiro" famoso que é muito bom, o Cherry Garcia (sim, dedicado ao Jerry Garcia). Esse já é um clássico da Califórnia.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Conte os quase famosos

O novo trailer da versão cinematográfica de Get Smart, que tem Steve Carell interpretando Maxwell Smart (o agente 86), é simpático. Antes de qualquer coisa, assista-o:


E agora conte comigo: quantas vezes você pensou "ei, eu conheço essa pessoa!"? Vamos lá:

1 - O próprio Carell, da versão norte-americana de The Office;

2 - Anne Hathaway, de O Diabo Veste Prada;

3 - The Rock, de... O que mesmo ele fez de legal?

4 - Masi Oka, o Hiro de Heroes;

5 - Alan Arkin, de Pequena Miss Sunshine;

6 - Ken Davitian, o amigo do Borat;

O longa ainda tem o Bill Murray (que não está no trailer) e é famoso-famoso. E eu li no Pop Candy que, junto com Get Smart (estréia nos EUA: 20 de junho), vai sair - direto em DVD - um filme estrelado pelo personagem do Masi Oka.

Reality check


Lembra de Quarterlife, uma série que foi criada para a internet e começou a passar na TV? Parece que o destino dela é o mundo virtual mesmo. Na estréia na NBC a audiência foi bem fraca (3.9 milhões de pessoas assistindo - e isso não é muito para os padrões norte-americanos!).

Tudo bem que tem um detalhe essencial: ao mesmo tempo a Fox exibia um episódio especial de American Idol.

Perdendo o Bonde

Abaixo está o primeiro lançamento de Marina Vello pós-Bonde do Rolê. É uma participação em "Funkstein", música de Atividade na Laje, o novo (e ainda inédito) CD da Comunidade Nin-Jitsu.


Na verdade a música foi gravada na mesma época que With Lasers, o primeiro álbum do Bonde, em Porto Alegre. Para ouvir mais sobre o novo da Comunidade, ouça Qualquer Coisa #2 (que deve entrar no ar na segunda-feira).

Obama é Santos


Você já sabe - ou pelo menos deveria saber - que The West Wing é uma das melhores séries da história da televisão mundial. Aaron Sorkin criou um estilo novo para retratar os bastidores da Casa Branca e nunca decepcionou o telespectador.

Pois bem. Quando Sorkin já havia abandonado WW, a série teve um sopro final de criatividade que ninguém esperava. O centro disso era Matt Santos, candidato à presidência dos EUA.

Quem assistia à série já deve ter notado as semelhanças entre Santos e Barack Obama. É o clichê "a vida imita a arte". Ou o contrário, já que o produtor Eli Attie disse recentemente que o personagem foi baseado em um jovem Obama (rá!). Não notou? Este vídeo explica. Mas antes, fica no ar a pergunta: você sabe se Matt Santos ganhou a eleição em The West Wing? (e se não quiser saber, cuidado com o vídeo!)

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Hype alert! Hype alert!


Lembra da atriz "quase brasileira"* Camilla Belle? Ela está na capa da Teen Vogue de abril. Já faz um tempinho que o nome dela anda pipocando em várias publicações gringas. Liguem o detector de hype!

Ainda mais agora que ela está no 10.000 BC, filme do Roland Emmerick, que estréia dia 7 de março por aqui. (fugindo levemente do assunto, esse longa me lembra muito Caveman, aquele micão do Ringo Starr nas telas)

E atualmente ela já está nas bancas gringas, na capa da Tatler de março.


Enquanto isso no Brasil...

*a mãe da Camilla é brasileira, o pai é norte-americano. Ela nasceu nos EUA.

Bife bem passado

Você já deve saber (ou não) que o Bonde do Rolê agora tem duas vocalistas: Laura Taylor e Ana. Viu o vídeo da segunda passando um bife cru na bunda? (um pouco antes dos 4 minutos)


Não dá para julgar sem ouvir o que esse novo Bonde vai fazer, mas o pessoal está sendo cruel nos comentários do YouTube. Por outro lado, quando é que alguém foi gentil com o grupo no Brasil?

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Jogo dos erros

Quantos erros você consegue encaixar em um email de três linhas? No caso da gravadora Warner a resposta é "dois". Olha só este email enviado hoje à imprensa:


1 - A gravadora não sabe escrever o nome do artista? Até onde eu sei o baterista trocou o nome para Iggor faz bastante tempo. É só ler no site oficial da banda;

2 - O nome da música é "Inflikted". Tem até no link do arquivo, logo abaixo do texto;

3 - E se você considerar que essa música já está no MySpace da banda faz mais de um mês... Bom, aí é um "aproveitamento 100%".

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Incrível! Fenomenal! Maravilhoso!

Esta é a pré-estréia do podcast Qualquer Coisa, com José Flávio Junior, Ronaldo Evangelista e eu! Não é a estréia porque as vinhetas ainda estão sendo feitas pelo Diego Medina, uma lenda do rock brasileiro.

A idéia é falar sobre... Bom, tudo. Séries, música, comida, bebida - e ainda tocar uma ou outra faixa que nos agrade. A idéia foi do José Flávio e, como faz tempo que eu queria voltar a fazer podcast, foi bem divertido de fazer.

Usamos as instalações do Pedante 1, o estúdio de gravação da With Lasers Corporation (tem fotos aqui). No primeiro programa (pode chamar podcast de programa?) rolaram papos sobre Mallu Magalhães, Cansei de Ser Sexy, Bonde do Rolê e bossa nova. Tem opinião, notícia, confissão (ui!) e qualquer outra coisa que tenha passado pelas nossas cabeças naquele momento (não foram poucas, como você vai poder ouvir).

Pela lista das músicas tocadas você pode notar que o Qualquer Coisa não é um podcast indie. Nem de rock. Ou de MPB. (adoro ficar colocando frases curtas!) São três jornalistas que falam pracaralho conversando sobre o que der na telha. Ficou pedante. Nos próximos devemos ter convidados e as vinhetas.


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As músicas tocadas foram:

*"Com Mais de 30", Claudia

*"Burkan Cocek", Brasov

*"Dallas 141", mydirtyfingers

*"I Shall Be Released", Jeff Buckley

*"Não Bate Coração", Roberto Menescal e Seu Conjunto

He's fucking Ben Affleck

A Sarah Silverman pode estar fucking o Matt Damon, mas o Jimmy Kimmel rebateu bem onde dói no ator: ele está fucking Ben Affleck. Com participação do Brad Pitt (no vídeo, não no fucking - acho) e um lance meio We Are the World, com a Macy Gray, Good Charlotte, Lance Bass, Robin Williams, Cameron Diaz e mais um bando de famosos (até o McLovin'!).

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Seguindo o Oscar


Um minuto a minuto do Oscar 2008, com a transmissão cortada da Globo - e todos os momentos vibrantes da festa! (tradução: nenhum) A lista de vencedores está aqui.

23h19 - A Globo vai transmitir o Oscar pela metade por causa do Big Brother? E o "padrão Globo de qualidade"? Sem a abertura, que é a melhor coisa?

23h27 - O Oscar da Globo estava marcado para às 23h15. Nada até agora.

23h31 - Vi no site do Oscar que A Bússola De Ouro ganhou um prêmio de efeitos especiais. Será que agora o estúdio vai resolver fazer os outros da série?

23h33 - Começou na Globo.

23h36 - I'm Not There é muito chato. O SAP da Globo não está funcionando. Se não funciona no Oscar, para que serve?

23h44 - Ganhar Oscar técnico é mico, não?

23h48 - Onde os Fracos Não Têm Vez ganhou em Roteiro Adaptado. Medo desses irmãos Coen. Povo estranho.

23h50 - Passaram um vídeo sobre como os filmes são selecionados para o Oscar. Legal, não sei como não tinham feito isso nos anos anteriores.

23h53 - O Oscar não abre mão de fazer momentos musicais ridículos.

00h01 - A vitória dos geeks de Judd Apatow, com Jonah Hill e Seth Rogen de apresentadores.

00h08 - É impressão minha ou a tradutora chamou a Jane Fonda de Jane Fondue? E "estou na nuvem número nove" foi foda também.

00h12 - Nossa, a Marion Cotillard venceu por Piaf. Melhor para a Ellen Page. Não curto essa síndrome de Mallu Magalhães que rola com ela.

00h25 - O filme predileto do José Wilker é A Noviça Rebelde? Começa assim...

00h28 - O Ultimato Bourne é filme digno de Oscar? Jura?

00h32 - Prêmio Pé na Cova deste ano: Robert Boyle, 98 anos. E a Nicole Kidman apresentou. A Katie Holmes deve ver e pensar: "Olha o meu futuro aí, com a ajuda da cientologia!"

00h44 - Em filme estrangeiro só tem desgraça. Fora dos EUA, só tristeza.

00h50 - "Falling Slowly" não dá. Aliás, nem devia ter música no Oscar. Só coisa chata.

00h57 - Cortaram a menina que venceu na melhor música e a trouxeram de volta. Não basta escrever uma música mala e ganhar o Oscar: tem de fazer a cerimônia ser mais chata ainda.

01h01 - Achei fofo a Globo fazer uma homenagem à tradutora Elisabete Hart, que morreu ano passado.

01h11 - Por que ninguém filma o Bruno Chateaubriand na platéia?

01h12 - Ridículo o momento "nossos soldados no Iraque apresentam um prêmio qualquer".

01h22 - Diablo Cody. Feia desse jeito só podia ser escritora mesmo.

01h33 - E o melhor ator é... Laura Taylor! Não, não: Daniel Day-Lewis.

01h37 - Normalmente Oscar é chato. Esse esta conseguindo ser pior.

01h43 - Os irmãos Coen saíram da Campus Party direto para o Oscar. E levaram de roteiro adaptado e direção.

01h46 - E de melhor filme.

01h47 - Acabou. Quero as últimas 2h30 da minha vida de volta.

Quer que a gente toque Nirvana? Não vai rolar

Depois eu falo mais sobre o show de Donita Sparks ontem no Clash. Enquanto isso, um vídeo. Sim, é de celular. Se você quiser "Pretend We're Dead", vai direto pro fim.

video

Os fãs de Donita Sparks são educados. Sim, porque todos que foram à Clash no sábado ver a apresentação da ex-L7 pareciam saber que aquilo era um show solo e que as músicas da ex-banda eram um bônus. "Querem que a gente toque Nirvana? Não vai rolar", disse Donita. "Querem que a gente toque Ramones? Não vai rolar. Querem L7? OK, mas vocês vão ter de sofrer antes."

E o sofrimento nem foi tão grande. O trabalho solo de Donita, Transmiticate, tem boas faixas - "Need to Numb" e "He's Got the Honey" são as melhores - e as músicas do L7 caíram como bombas na platéia: "Deathwish", "Shitlist", "Fast and Frightning", "Fuel My Fire", "Diet Pill" e "Pretend We're Dead" completaram o set na medida certa, sem exageros. A última, aliás, ganhou um trecho de "Alala", do Cansei de Ser Sexy (Donita fez um mash-up que pode ser ouvido no MySpace do CSS).

Para quem perdeu, nada de pânico: Donita Sparks diz que quer voltar ao Brasil ainda este ano.

Bitch is the new black

Tina Fey desistiu do Saturday Night Live para tocar seu próprio programa, 30 Rock. Mas ontem ela fez uma volta triunfal como apresentadora do SNL.


Foi o primeiro SNL a ser transmitido ao vivo depois do fim da greve de roteiristas. No monólogo de abertura ela teve a participação de outra lenda do programa, Steve Martin.



E para provar o que a Tina diz no primeiro vídeo: a Hillary é uma bitch mesmo.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Na luta

Nem sempre é fácil ser jornalista. Veja o vídeo abaixo, por exemplo. A pobre coitada da repórter tenta domar os Klaxons no Brit Awards. Não conseguiu.


Engraçado: eu sempre achei que o Simon fosse o mais doidão.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Vai um cineminha aí?

Porque é sexta-feira, uma bando de trailers de filmes que podem - ou não - ser legais.

*The Ruins (4 de abril nos EUA)

Sei não... Mas dizem que o livro é bom.

*The Happening (13 de junho nos EUA)

É um Cloverfield sem monstro? E aí, EUA, vamos superar o 11 de setembro?!?

*Diary of the Dead (em cartaz nos EUA)

Romero! Esse vídeo também tem um concurso de curta-metragem.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Tracklisting do CSS revelado


Essa é uma história interessante: um anônimo postou uma lista de nomes em um dos comentários do With Lasers. Reconheci, entre os nomes, três ou quatro nomes de novas músicas do Cansei de Ser Sexy.

Corri e fui tentar confirmar com alguém da banda. E - sim! - aqui estão os nomes das músicas que estarão no novo álbum do CSS:

Buenos Aires
Dallas 141
Give Up
Hit and Run
How I Became Paranoid
I Fly
Jager Yoga
Jamaican Flag
Left Behind
Move
Rat Is Dead
The Beautiful Song
You and Yourself
Believe & Achieve

Se não me engano, "Dallas 141" é uma música do MyDirtyFingers - um dos projetos solo do Adriano Cintra. Aqui tem uma versão antiga da letra, de 2006. "Give Up" é uma música muito fofa, escrita pela Luiza Sá.

Na boca não!


Todo mundo já falou da sextape do Gene Simmons, que mostra o tiozão do Kiss transando (de meias e camiseta) com uma moça que não é a esposa dele. Mas o Fleshbot foi direto ao ponto: em uma das cenas, Gene tenta beijar a moça na boca - e ela não deixa. Putz, pegou muito mal.

New rave goes pop

Grande momento do Brit Awards: Rihanna e Klaxons tocam um mash-up de "Umbrella" e "Golden Skans".

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Morre Paul Cole


PAUL Cole - não Paula Cole! Sabe quem é (era)? O tiozinho que aparece na capa do disco Abbey Road, dos Beatles. Esse:


Cole tinha 96 anos e morreu na quarta passada, em Pensacola. Em 1969, quando a foto foi feita, ele estava em férias em Londres e - cansado de ver museus - sugeriu à esposa que eles fossem dar um rolê "para ver o que está acontecendo do lado de fora". E viu.

Naquela manhã de 8 de agosto os quatro Beatles cruzaram a rua Abbey para que o fotógrafo Iain McMillan fizesse o clique. "Olhei e vi aqueles caras atravessando a rua em fila, com uns patos", explicou Cole. "Um bando de malucos, eu disse, por causa do visual radical deles na época. Você não andava descalço em Londres."

Mas o Paul McCartney estava morto, por isso podia fazer esse tipo de coisa. E agora Paul Cole também está. RIP. Aliás, agora só sobrou o Ringo de vivo nessa capa, né?

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Um quase L7 no Brasil. L3,5?


Quinze anos atrás, no meio do furacão grunge, o L7 passou pelo Brasil e levantou multidões no Rio e em São Paulo. Para as meninas foi uma surpresa: imprensa e fãs acompanharam cada momento da turnê, a MTV Brasil bombou os clipes de "Monster", "Everglade" e, claro, "Pretend We're Dead".

Voltando para 2008, Donita Sparks já não é da banda (que se separou) há oito anos. Ela, que foi figura ativa em movimentos políticos como o Rock For Choice (que lutava pelo direito do aborto), passou a viver tudo em escala menor.

Apesar do ânimo dos brasileiros, o L7 nunca decolou nos Estados Unidos. Foi uma daquelas bandas que ficou no "quase". Donita fez trilhas de filme e videogame e passou a escrever um blog no site Firedoglake. Com composições novas no bolso, convocou outra ex-L7 - a baterista Dee Plakas - e gravou Transmiticate, pela gravadora Spark Fly (que é dela).

O disco - lançado oficialmente hoje - tem como suporte uma série de iniciativas que promovem uma ligação mais direta com os fãs: eles podem pagar e entrar para uma espécie de clube virtual e não só receber música, mas interagir com as faixas sem medo de serem repreendidos pela gravadora. Para quem quiser ir além, dá até para comprar cotas de uma canção e lucrar com ela (caso ela dê lucro, obviamente).

É essa "nova" Donita Sparks que vem ao Brasil esta semana mostrar seu novo trabalho. Detalhe: o Brasil é o único lugar que ouvirá SEIS músicas do L7. De Los Angeles ela falou com o With Lasers sobre tudo e mais um pouco.


O último disco do L7 saiu em 2000. Desde então não ouvimos falar muito sobre o você...

É verdade. Tirei um tempo para cuidar de umas coisas pessoais, mas continuei escrevendo músicas durante esse tempo todo, eu só não tinha uma banda. Aprendi a mexer no Pro Tools, a gravar as minhas coisas sozinha. E também fiz umas trilhas-sonoras... E tenho escrito para um site de política, o Firedoglake. Já faz dois anos que escrevo lá.

Li que você fez um trabalho para a Microsoft. O que foi exatamente?

Era para um game online que eles tinham, o Gun.

Boa parte do pessoal que era do grunge foi fazer esse tipo de coisa mais corporativa: o Chris Cornell fez música para filme do James Bond, o Eddie Vedder ganhou um Globo de Ouro. Vocês imaginavam que isso poderia acontecer?


O Soundgarden e o Pearl Jam tocaram muito em rádio aqui nos EUA. O L7 não. Eles venderam milhões de discos, nós não. Nós mal conseguimos sair do underground – e esses caras ficaram gigantes. Nós nunca chegamos ao mesmo ponto que eles.

No Brasil, na época do grunge, era curioso: o L7 parecia ser tão grande quanto as outras bandas.

Era assim no Brasil, mas no resto do mundo... É tipo o que aconteceu com os Ramones, sabe? Eles eram gigantescos no Brasil, mas nunca foram grandes nos EUA. Lendários? Sim. Uma grande influência? Sim também – mas não tocavam em rádio aqui. Foi o mesmo conosco. Tivemos uma certa fama, mas nunca vendemos muitos discos. Acho que o máximo que chegamos a vender foi... Menos de meio milhão, algo entre 250 e 300 mil cópias.

Seu disco novo vai sair pela sua própria gravadora, Spark Fly, certo?

Sim, sai agora na terça-feira. É curioso porque, com todas as mudanças pelas quais a indústria fonográfica está passando, fico feliz por ser assim. Acho quem muita coisa estranha rolando agora...

Até nas gravadoras menores?

Acho que as menores são saudáveis. Seria legal lançar por uma delas também, acho. Mas uma gravadora grande não é um bom lugar para se estar hoje. Haveria muita incerteza. E as menores estão se saindo bem. A Sub Pop, por exemplo, está indo bem.

Como foi a sua experiência com a Sub Pop?

Foi muito boa. Por causa da Sub Pop conseguimos chegar à Europa. O problema é que às vezes chegávamos a algumas cidades e nossos discos não estavam à venda. Por isso optamos por uma gravadora grande na época. Aí conseguimos atingir todos os lugares.

Há alguma coisa específica que você tenha aprendido enquanto era contratada de uma gravadora grande?

Sim, o melhor de tudo era a distribuição. Era o lado mais poderoso da coisa. O selo com o qual assinamos, Slash, era de Los Angeles e tinha uma parceria com a Warner. O Slash era muito legal, tinha gente como o X, Faith No More, The Germs...

Eles sabiam o que estavam fazendo.

Exatamente. Eles eram descolados.

Esse lance da distribuição era um problema antes da internet. Você acha que uma banda grande ainda precisa de uma gravadora grande?


Não sei. De verdade: não sei mesmo.

O "pague quanto quiser" do Radiohead não foi uma pista para o futuro?

Sim, você viu o que estamos fazendo com a CASH Music?

Vi, mas explique melhor, por favor.

Bom, comecei esse formato com uma artista chamada Kristin Hersh, que era do Throwing Muses. Tentamos criar um formato de negócio que pudéssemos usar em nossas carreiras. Ele é baseado em uma relação mais próxima com os fãs, oferecendo música diretamente a eles e pedindo o apoio deles. Eu dou uma música por mês e uma autorização para que as pessoas possam remixá-la sem problemas legais envolvendo uma gravadora.

Isso costuma ser um problemão.

É! Por exemplo, eu fiz um mashup de L7 com Cansei de Ser Sexy... E não tinha autorização para isso. Como eles gostaram e já estavam tocando "Pretend We're Dead" no shows, tudo deu certo. Então o espírito é esse. Na CASH todo mundo pode participar, há uma interação.

E há um caso específico com uma das músicas que vai além disso, não?

Sim, em "He's Got the Honey" o investidor tem participação na sync license – que normalmente é da gravadora. Eu ofereço ações, quase como na bolsa de valores. Qualquer um pode comprar e, se a faixa for comprada para comerciais ou games, a pessoa recebe uma parcela dos lucros.

E é caro para o fã?

Meia ação custa US$ 100. Fazendo as contas, dá para ser bom para todo mundo. Se a música for usada em algum lugar, quem investiu pode se dar bem. Para mim é uma forma de arrecadar uma grana que eu preciso ter agora, para transporte, fabricação dos CDs, coisas assim. Antigamente esse adiantamento vinha da gravadora. Do modo como estamos fazendo, ele vem direto dos fãs e dos interessados.

Você tem experimentado bastante com essa relação direta: no seu site os fãs podem comprar um tanque de combustível para vocês usarem nas turnês e ter alguns benefícios.

Pois é, tenho mesmo. E tem funcionado muito bem. Tem gente se associando ao meu Clube do Vinil. As pessoas estão participando. Em tempos como os nossos, é preciso ser criativo. Cara, se alguns anos atrás eu tivesse tido a oportunidade de ter o meu nome em uma camiseta dos Ramones eu teria surtado! [nota: uma das ações no site de Donita dá como vantagem o fã ter seu nome na camiseta oficial da artista] É muito legal, então estamos fazendo.


Você se espantou em ser chamada para tocar no Brasil?


Nós recebemos muitas mensagens dos brasileiros. Eu ficava muito triste em lembrar que o L7 nunca tinha voltado para tocar aí uma segunda vez. Nunca nos chamaram. Adoraríamos ter ido novamente. Perdemos nosso empresário e nossa gravadora e ficamos meio isoladas, sozinhas. Não sabíamos como voltar. Essa viagem minha ao Brasil só vai acontecer por causa da internet. Conheci o promotor dos shows pela internet.

Verdade que só no Brasil vocês vão tocar seis faixas do L7?


Sim.

Por quê?

Porque me disseram que os fãs nos matariam se não as tocássemos. [risos] E porque – como o L7 nunca tocou aí uma segunda vez - é uma coisa bacana de se fazer.

Você já decidiu quais são as seis? O release de imprensa dizia que você vai cantar "Everglade" – sendo que no original não é você quem canta.

Não, não é verdade. Também não vou cantar "Monster". Eu não faria isso porque respeito as outras meninas. Não é que eu teria qualquer problema em cantar essas músicas, é só que o certo é a Suzie [Gardner, ex-guitarrista do L7] cantando "Monster" e a Jennifer [Finch, ex-baixista] cantando "Everglade". Mas eu vou cantar as outras.

Você mantém contato com a Suzie e a Jennifer?


Não, não as vejo muito.

A Jennifer continua fazendo shows, mas a Suzie desapareceu.

Sim, desapareceu.

Por que, na sua opinião, a sua parceria com a baterista Dee Plakas continua dando certo?

A Dee é a rainha do pocket. Sabe o que é pocket? É quando um baterista consegue entrar no groove. Ela é a rainha disso. Por isso sempre tocamos juntas.

Vocês são vizinhas ou algo assim?

Não, ela mora em Santa Mônica, na praia, e eu moro na cidade. Não moramos muito perto mas nos vemos bastante.

O L7 vai se reunir para as comemorações de 20 anos da Sub Pop? A Lovefoxxx disse que ia tentar.

Fico feliz, mas acho que não vai rolar. [risos]

Por que não?

Quero me dedicar à minha carreira solo, mas não gosto mesmo é de nostalgia. Já sou sentimental demais, não preciso reviver o L7. O que vivemos e conseguimos foi muito legal: e eu ainda me lembro muito bem de tudo. Não preciso reviver esses momentos. A não ser que nos dessem MUITO dinheiro. [risos] Sabe como é? Saca só: nunca faturamos tanto quanto o Pearl Jam ou o Soundgarden, então se nos oferecessem uma grana legal eu tentaria fazer essa reunião. Seria uma decisão financeira.

Falando mais genericamente: você gosta dessas turnês de reunião?

Ahn... Eu sempre disse para o pessoal do L7 que eu nunca faria uma turnê de reunião. Sempre falei: "Tenham certeza quando decidirem acabar com a banda porque eu não volto." Não gosto muito dessas voltas. Por outro lado, vi os Sex Pistols e amei. A volta do X também foi fantástica. Entendo o apelo.

E do outro lado há as bandas que nunca se separam, tipo o Mudhoney. É difícil viver de música nos EUA?

É muito difícil. E é engraçado também: saí em turnê com o The Donnas e descobri que é mais caro fazer isso hoje em dia. O combustível é mais caro, os hotéis... Até os que são uma bosta estão caros! A única coisa que não aumentou foi o pagamento que as casas de shows fazem para as bandas. Isso me faz pensar sobre o futuro dos shows aqui nos EUA... Faço as contas e não vejo que não faz sentido algum. É um beco sem saída. Não dá nem para prever o que vai rolar. Talvez o futuro esteja na internet – e só nela. Eu mesma vou fazer um show de lançamento que será transmitido pela web para o mundo todo. Talvez o futuro seja esse: você faz um show na sua cidade e transmite pela internet.

Você seria feliz fazendo isso?

Não! Acho legal fazer de vez em quando, mas eu quero ir para a Europa, para o Brasil. Quero fazer tudo isso funcionar, dar certo.

Seu método de gravação para as músicas novas foi muito diferente? Achei que algumas faixas ficaram bem low-fi.

Não tentei fazer com que elas ficassem low-fi! [risos] Mas é isso que acontece no punk rock. Eu e a Dee gravamos quase tudo sozinhas – e não fazíamos a menor idéia do que estávamos fazendo! A gente só ligava um microfone e gravava. Fizemos tudo isso no nosso estúdio de ensaio, que tem paredes de tijolo – totalmente inapropriado para gravação. Mas decidimos fazer um lance punk rock, então não teve problema.

E você passou os últimos oito anos compondo?


Sim, foi tipo isso. Tenho muita coisa para lançar: umas 50 canções. Tenho muito material.

Do que você lembra da primeira passagem pelo Brasil?

Foi bem maluco. Nunca tínhamos sido seguidas por fãs antes. A gente se divertiu muito no Brasil, foi incrível. Espero que agora eu consiga voltar regularmente ao seu país.

DONITA SPARKS NO BRASIL. 22 de fevereiro - Hocus Pocus - São José dos Campos/SP
22hs. Rua Paraibuna, 838 (entrada pela Rua Maria Francisca Fróes, atrás da Unesp, no Jardim São Dimas). Ingressos: R$40 reais (antecipado) R$50 reais (na porta)

23 de fevereiro - Clash Club - São Paulo/SP.(portas: 19hs / shows começam às 20hs em ponto). Rua Barra Funda 969 - Barra Funda - tel: 11 36611500. Shows de abertura: MQN e Hats. Ingressos à venda a apartir de 11/02 na London Calling (11 32235300) R$60 reais (antecipado) R$80 reais (na porta) R$40 reais (estudante somente na London Calling). www.clashclub.com.br / www.londoncalling.com.br. Mais informações aqui.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Acontecendo

Saiu o trailer de The Happening, o novo de M. Night Shyamalan. Acho o caso desse diretor curioso: sempre me dá MUITA vontade de ver os filmes dele - e eu sempre acho ruim depois de ver.



O que me deu mais medo foi saber que o filme se passa em um mundo onde o Marky Mark é professor. Creepy! O longa deve ser lançado em 13 de junho (que é uma sexta-feira 13).

The last time I saw Vanguart

Fazia um bom tempo que eu não via um show do Vanguart. A última vez tinha sido na Funhouse, nem me lembro quando. Como grupo tocou no Auditório Ibirapuera no último domingo, achei que seria uma boa oportunidade de ver os músicos em lugar bonito, sem fumaça de cigarro e com som decente.

O último detalhe, o som, decepcionou um pouco. No começo estava meio confuso, com alguns instrumentos bem mais altos que os outros. Depois isso se resolveu.

Escrevi isso para dizer que teve um momento bastante bonito durante o show (e que rola sempre, segundo os vídeos do YouTube que vi): os músicos saem do palco e deixando o vocalista Hélio Flanders sozinho, com violão, gaita e voz.


A faixa se chama "The Last Time I Saw You" e está no álbum do Vanguart, que sai na OutraCoisa. Claro que a qualidade ruim do vídeo deixa menos legal. Veja ao vivo, quando o Vanguart tocar, que você vai entender.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Heath vale por três?


Então é mesmo o Johnny Depp quem vai substituir o Heath Ledger nas cenas que faltaram de The Imaginarium of Doctor Parnassus, filme de Terry Gilliam. E o Colin Farrell. E o Jude Law. Cada um dos atores deve fazer dos segmentos que faltaram.

Perdidos

Não vou dar muitos detalhes para poupar que ainda não viu o terceiro episódio da temporada 4 de Lost, mas o Sayid encontra vários passaportes e...



Brasil na veia. Seria a volta do Mapinguari? Veja novamente, agora em movimento:

video

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Steady, as they come (back)


Jack White manda recado via MySpace: "Os Raconteurs estão terminando o segundo disco deles em Nashville. Eles prometem lançá-lo o mais rápido possível." A foto acima mostra Brendan Benson e White em um estúdio.

A banda já anunciou três shows: 25 de abril no Coachella (Califórnia), 4 de maio no New Orleans Jazz and Heritage Festival (Louisiana) e 13 de junho no Bonnaroo (Tennessee).

Jenny, a analógica


A Entertainment Weekly deu uma notinha minúscula – mas bem interessante – sobre a Jenny Lewis. Segundo a revista ela já está terminando de gravar seu segundo álbum solo, o sucessor de Rabbit Fur Coat (2006). E ela está usando um estúdio que é completamente analógico. Pro Tools my ass!

Participam das músicas novas: Chris Robinson (vocalista do Black Crowes, que também cantou no mais recente de Devendra Banhart), Johnathan Rice (namorado de Jenny), Zooey Deschanel, M. Ward (de novo!) e – rufem os tambores! – Elvis Costello. O disco é "sobrenatural" e "atemporal", segundo uma pessoa que teria ouvido o trabalho.

Going back to Indiana

O primeiro trailer de Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull estreou hoje na internet. Não consegui ver por motivos técnicos, mas ele está aqui:

Happy Valentine's Day, Charlie Brown

Para comemorar o dia dos namorados norte-americano:



[O resto está aqui]

Charlie Brown com voz de Chaves, né?


Esse desenho - Be My Valentine, Charlie Brown - ganhou recentemente uma edição especial em DVD (só nos EUA, por enquanto). O disco tem duas animações bônus (sobre o mesmo tema, amor) e entrevistas. Mas nada é melhor que as dublagens "versão Maga, dublada nos estúdios da tê...vê... ésse".

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Madonna: insuportável

Madonna no cinema. Dirigindo. Os três minutos mais insuportáveis dos últimos 20 anos.

Imagina a versão completa desse Filth & Wisdom: 85 minutos!

With Lasers 1 Ano: Play that funky music, white boy


Finalmente, a negrice está de volta.

Como bem comentou o Sasha Frere-Jones nesse texto da New Yorker em outubro, o indie-rock de guitarras sofre de um problema muito sério: branquidão aguda. Eu já havia comentado en passant sobre a volta do soul na Folha, no ano passado, mas só toquei a ponta do iceberg.

Pensa bem: nos últimos anos tivemos o eletrônico Jamie Lidell brincando de Otis Redding, o DJ descolado Mark Ronson usando a síncope e os Daptones como elementos principais, a Amy Winehouse fazendo as girl groups e soulwomen dos anos 60 soarem como a última novidade do mundo da música, o Chromeo fazendo música como se estivesse em 1979 - isso tudo só pra citar brancos e sem falar no electro, que cada vez mais se aproxima das suas origens na disco music (que por sua vez se originou no funk), e no R&B pop americano, que vive nova era de ouro com Pharrell/Neptunes, Timbaland, Bloodshy & Avant, Rich Harrison e todos os Justin Timberlakes e Beyoncés afins.

Não acaba aí: dá pra ficar citando ainda a Joss Stone com seu primeiro disco produzido pela Betty Wright, o branquelo relax Jack Johnson começando a ser visto com menos ódio pelos ditadores do street cred (partindo do marketing bobo de "seu disco novo tem mais guitarras"), a funkeira roots Sharon Jones seguindo a cartilha James Brown e virando discoteca básica de blogueiros, o Gnarls Barkley criando um soul moderno, a Lily Allen fazendo um dos melhores discos dos últimos tempos com samples de Professor Longhair e Soul Brothers, a Amerie sampleando The Meters (sem falar em Tom Zé, mas isso é outra história), a Corinne Bailey Rae vendendo horrores e até a inglesinha de 19 anos Adele ameaçando se tornar hype.

Enquanto isso, no Brasil, um monte de fãs de Stevie Wonder, Jorge Ben e da cena Black Rio vão se cansando dos clichês do samba-rock e do hip-hop e criando algo novo - do "funk até o caroço" do BNegão até o dub acústico e tropical da Céu, passando pelo suingue do Curumin, pelo Racional do Instituto e pelo Prince chinfra do Artificial (do Kassin).

Então, como a gente é legal e pra não ficar só no blá-blá-blá, vamos fazer um mapa rápido de sons que você pode ouvir hoje, agora, pra se sentir mais feliz e mais musical. Pode começar pelo vídeo abaixo, que é o Jamie Lidell tocando ao vivo no estúdio o primeiro single do seu disco novo (Jim, que sai em Abril pela Warp) e depois continuar nos links. De nada.

E parabéns, Terron. Quem diria que isso ia tão longe?



Sharon Jones - http://www.myspace.com/sharonjonesandthedapkings
Orgone - http://www.myspace.com/orgonemusic
Chromeo - http://www.myspace.com/chromeo
Calvin Harris - http://www.myspace.com/calvinharristv
Juvelen - http://www.myspace.com/juvelen
Tommy Guerrero - http://www.myspace.com/tommyguerrero
Artificial - http://www.myspace.com/artificialfreeusa
Céu - http://www.myspace.com/ceuambulante
Curumin - http://www.myspace.com/curumin
BNegão - http://www.myspace.com/seletores
Instituto - http://www.myspace.com/instituto

[Por Ronaldo Evangelista, ex-sócio do With Lasers que saiu do blog porque foi preso. Conseguiu permissão especial para escrever neste especial comemorativo de 1 ano - mas já voltou para a solitária]

With Lasers 1 Ano: In Sly we trust!


Hoje vi Rambo 4, mas até o momento em que o filme começou a rodar no projetor pensei em desistir e voltar pra casa. Não que temesse qualquer coisa do filme (embora seja dos mais violentos que já vi), mas estava me achando meio ridículo por querer ver o filme assim com tanta pressa (antes mesmo de entrar em cartaz).

No último Rocky senti coisa parecida, mas, graças ao Rocky 1, não tenho vergonha de falar que sou fã da série, do personagem, dos coadjuvantes...

Mas e Rambo? Não dá para dizer que o argumento do primeiro filme é ruim, mas definitivamente também não dá para ver grandes qualidades em filmes que têm mais mortes do que personagens (aliás, o número de mortes diz bastante sobre a qualidade dos filmes. Rambo 1: 1 morte; Rambo 2: 69 mortes; Rambo 3: 132 mortes...Rambo 4: 236 mortes). E então por que a ansiedade? E por que ver o novo filme do Stallone sabendo que boa coisa certamente não é?

Porque Stallone é um personagem do cacete, essa é a verdade (a minha, pelo menos)! E tanto Rocky quanto Rambo são espécies de alteregos dele. A vontade de fazer novas seqüências para os dois filmes aos 60 anos é igualzinha à que motivou Rocky a encarar Mason Dixon e Rambo a tirar o arco e flecha do baú e voltar à guerra. E digo mais: não há quem não se reconheça no arquétipo do cara injustiçado pela vida, que aceita a sua condição de desafortunado, mas, de repente, decide se dar uma chance de fazer algo além de morrer sem lutar. Rocky, Rambo e Stallone são assim e nós rimos da cara deles. Mas, no final das contas, morremos de inveja dessa falta de vergonha de meter as caras e tentar fazer algo grande. E, de alguma forma, nos realizamos um pouquinho através deles.

Por isso, não posso negar meu fanatismo pelo velho Sly.
(Seria essa a razão da minha demissão do With Lasers? - nota do editor: sim, entre outras coisas)

Se você ainda não se convenceu, veja essa entrevista sobre o processo de criação de Rocky 1:


[Por Artur Louback, ex-sócio do With Lasers que desistiu do blog para criar cabras no Tibete. Ele disse que só toparia escrever aqui, nas comemorações de 1 ano do blog, se fosse "sobre algo bem de macho, sabe?" Não, não sei.]

With Lasers 1 Ano: Klaxons e a alma por baixo dos glowsticks


Desde quando ouvi o disco Myths of the Near Future, sempre fiquei caçando boas entrevistas com o Klaxons pela internet. E nunca achava. Não que os ingleses sejam metidos a "não damos entrevistas", muito pelo contrário - eles curtem falar. Só que ninguém perguntava as coisas que eu queria saber: sobre como a literatura é importante para eles, se eles conheciam os modernistas brasileiraos (e a revista Klaxon deles) e as tais mudanças que o sucesso traz. As entrevistas eram sempre sobre a maldita new rave, o fato de um deles namorar a Lovefoxxx e coisas assim.

Admito que me sinto levemente culpado. Na finada Bizz, o vocalista/baixista Jamie Reynolds havia me contado uma história que era pura zoeira: a de que eles pretendiam fundar um partido político da new rave (new rave party, sacou?) e vi essa história sendo republicada por meses e mais meses.

Aí encheu. Resolvi que queria saber o que acreditava ser mais interessante sobre a banda, o recheio por baixo da camada de glitter. E o James Righton topou esclarecer, um tempo atrás. O resultado é a entrevista abaixo, que mostra "um pouco mais" de uma das bandas mais citadas neste blog.

Vocês chegaram a falar em gravar músicas para o segundo disco aqui no Brasil. É isso mesmo?

Não temos certeza. Pensamos em entrar em estúdio em Los Angeles, no Brasil... Tanto faz. Só queremos nos afastar de Londres novamente, como fizemos no primeiro disco. Não importa muito onde.

Quase todas as canções do primeiro disco fazem referência a literatura. Isso vai acontecer no disco novo também?

Acho que sim, provavelmente. Ainda é cedo, então não falamos muito sobre isso. O lance do primeiro disco é que nós não o baseamos na realidade, nas nossas vidas – e acho que devemos continuar nesse caminho. Mas não tenho muito a dizer sobre isso, na real.

O quão importante foram aqueles livros para você na adolescência? Ou foram algo que você descobriu depois?

O Simon (Taylor-Davis-Foxxx, guitarrista) é o mais ligado em literatura no momento, o que tem mais paciência... Mas sim, o álbum foi muito influenciado por Mitos do Futuro Próximo, de J.G. Ballard – dá para ver nos temas e tópicos do CD. E sim, foi algo que descobrimos nos últimos anos, não veio da adolescência.

Vocês três fizeram Art School?

Não, não. Só um de nós. Eu fiz Art School e estudei história em uma universidade de Cardiff. O Jamie estudou filosofia em Londres. Mas nem estudamos juntos.

Você já ouviu falar dos Modernistas brasileiros, que foram influenciados pelos Futuristas italianos – uma outra influência de vocês?

Não.

Eles tinham uma revista chamada Klaxon.


Sério?!?

Sim.

(espantado) Eu não sabia disso. Incrível. Vou procurar na internet.

Como é que vocês descobriram o Aleister Crowley, que inspirou a música "Magick"? Ele é uma figura muito forte na cultura popular britânica, não?

Acho que o Crowley não é tão mainstream, mas uma pessoa que saiba algo sobre mágica e misticismo acaba aprendendo sobre ele. Não somos os primeiros a citá-lo – o Led Zeppelin já falou sobre e seus conceitos. Não somos praticantes de ocultismo ou algo do tipo. Nem seguidores de Crowley. Era só um assunto que queríamos inserir na música. Achamos que é algo que não deveria estar na música pop, então decidimos colocar.

Você leu O Livro da Lei?

Não, não li O Livro da Lei.

Tem uma nota no fim dele que diz que, caso o leia e fale sobre o assunto, você será eternamente perseguido por pestilência e coisas assim. Imagino que escrever uma música sobre o assunto e cantá-la toda noite deve ser um pouco pior do que ler...

Não. Sem preocupação alguma. Não temos medo. O que gostamos no Crowley é a mudança, o elemento de mudança. Essas coisas.

A primeira vez que entrevistei o Klaxons foi na mesma semana em que você assinaram um contrato com a Polydor. A vida de vocês mudou muito?

Não muito, acho. Quando você começa uma banda – logo de cara – começa a fazer shows, dar entrevistas, escrever músicas e você viaja pelo mundo. Apesar de termos um público maior e termos vendido mais discos, continuamos a mesma coisa. Não muda nada. Você faz as mesmas coisas: os shows, as entrevistas. Só que tudo é um pouco maior. E isso acontece com todo mundo. É o mesmo de sempre, mas atinge mais pessoas. Quando começamos não tínhamos muito tempo livre. Passávamos o que tivéssemos tocando, sempre juntos. E isso continua.

Mas não é mais impressionante quando você faz uma piada sobre ter formado um supergrupo com a Lily Allen e a notícia se espalha como se fosse verdade pelo mundo?

É só papo de tablóide. Dou risada. Outro dia li no The Sun que já tínhamos gravado um álbum, eu, a Lily, Alex Turner e o Dizzee Rascal! (risos) Eu amaria ouvir esse disco! (risos) Você tem de se sentar e dar risada, é um monte de mentira. Com a gente nem é uma questão de "o que eles estão fazendo é errado / certo". Então são só histórias que fazem as pessoas imaginar coisas. Isso mantém as pessoas meio em dúvida, intrigadas.

O Jamie me disse que o Klaxons é só uma banda festeira. E é óbvio que não é só isso, já que vocês se preocupam com as letras a ponto de citar referências obscuras. Você pensa nessa dualidade da música de vocês?

Acredito que somos, sim, uma banda festeira. O interessante é que, apesar de toda essa história de new rave e "renascimento da música para dançar", somos uma banda basicamente de guitarra. (pensa um pouco) Mas agora já não sei se somos bem isso. Gostamos de criar um clima de festa e adoramos ver as pessoas se divertindo nos shows, mas é mais isso. Não importa o que você faça, desde que todo mundo goste. Não é bem uma história de nós mostrarmos quem somos – a intenção é fazer todo mundo se juntar e se divertir enquanto estivermos tocando.

Vocês já fizeram turnês com o Cansei de Ser Sexy e com o Bonde do Rolê. Tem alguma história boa de bastidores?

Antes de qualquer coisa, eles são todos uns doces. Ótimas pessoas, amamos as duas bandas. Tinha uma certa pessoa do CSS que tinha o costuma de entrar no nosso camarim e jogar sucrilhos na gente. E o Bonde é completamente louco. Sério. É incrível ter eles por perto. O Gorky é um cara engraçado. Foi bem divertido, adoraríamos tocar com eles de novo. Manda um beijo para a Marina.

Tocar no Glastonbury foi uma boa experiência para o Klaxons?

Sim, não dá nem para descrever. Você nem acredita que está tocando para aquelas pessoas.

E a lama?

É a pior coisa do mundo! Mas faz parte do clima: não é o Glastonbury sem a lama.

Você já tinha ido ao festival como espectador?

Sim! Nós nos conhecemos no Glastonbury, a banda! Ficamos no mesmo lugar lá.

É melhor para ver ou para tocar?

Não é tão bom quando você vai para tocar, porque você perde quase todo o resto. O legal é ir como fã, com os seus amigos, enche a cara e se diverte com os amigos. Como artista você fica nos bastidores, vendo outros grupos que você já cansou de ver porque cruzou com eles na estrada... Você está trabalhando. É diferente.

Hoje, 13 de fevereiro, faz um ano que o With Lasers existe! Este é apenas o primeiro dos posts comemorativos - outros virão ao longo do dia. Vai ser tipo a turnê de reunião das Spice Girls, aguarde!

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Às nove com o Panic

E essa "Nine in the Afternoon", do Panic at the Disco?


Aquela coisa de sempre - mas um pouco menos legal. "Seus olhos são do tamanho da lua"? Isso é refrão de respeito?

Notícias desta terça escura


O mundo em 10 notícias:

- Cloverfield e todas as suas ramificações explicadas pelo Alexandre Matias [trabalho sujo]

- Bob Dylan no Rio vai ser mais barato [ilustrada no pop]

- Apesar da prisão de Scott Weiland, o Stone Temple Pilots vai mesmo voltar (em um festival cheio de gente ruim) [billboard]

- A Polaroid não vai mais fabricar os filmes de revelação instantânea... Mas talvez alguém compre os direitos [boston.com]

- A greve dos roteiristas norte-americanos valeu a pena? [the tv addict]

- Quem venceu na greve? [vulture]

- 25 fatos interessantes sobre Thriller, de Michael Jackson [la times]

- Filmes baseados em O Hobbit podem demorar mais ainda [ap]

- Dolly Parton adia turnê - e bota a culpa nos peitos! [reuters]

- O With Lasers apóia as novas "gírias da moda" [te dou um dado?]

E um bônus: o lendário blog contaproboneco.blogspot.com - onde o Cansei de Ser Sexy fala do ex-empresário administrador extra-oficial Eduardo Ramos - está de volta.

Rehab? No, no, no! Na TV? Yeah, yeah, yeah


Se você pensar na quantidade diária de notícias não-musicais sobre Britney Spears, Amy Winehouse e Pete Doherty, até que demorou para um programa como Celebrity Rehab with Dr. Drew aparecer.

A VH1 engoliu (ou nem engoliu, né? Vamos falar a verdade) o conceito criado pelo Dr. Drew Pinsky, um radialista famoso nos EUA, de que "é preciso mostrar a verdade dos centros de reabilitação para dependentes" para acabar com esse glamour que existe em torno do assunto.

Aí foi fácil: juntaram um bando de fracassados que vivem de reality-shows (Daniel Baldwin, Chyna, Brigitte Nielsen, Mary Carey [aquela atriz pornô que foi candidata a governadora da Califórnia!]) e outros losers variados (o vocalista do Crazy Town, uma atriz infantil que – depois de crescida – foi pro pornô, um cara do Grease, uma perdedora do American Idol e um ex-lutador). E dá-lhe vômito, gritos de dor e putaria generalizada.

No primeiro episódio já confiscam os dildos da Mary, que ficou toda "você-quer-transar?" para o cara do Crazy Town. E o mano do Grease é tipo o Ozzy, porque ele é viciado nas mesmas coisas. Se ainda precisarem de um ator para aquele filme sobre o vocalista do Black Sabbath...

Enfim, não dá para entender como esse Dr. Crew quer enganar alguém dizendo que não é exploração. Claro que é. Se é para mostrar "o lado horrível do rehab", por que ele não colocou uns anônimos? Audiência, né?

ATUALIZAÇÃO: Quase me esqueci! O lutador contou a história mais bizarra. Ele já tinha sido preso dirigindo bêbado. E bateu o carro bêbado de novo, quando estava com a namorada. E aí... "Eu achei que ela estava morta, então a arrastei e coloquei o corpo dela no lugar do motorista. Quando a polícia chegou, eu disse que ela estava dirigindo." Leve, né?

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Heathless


Com um empurrãozinho involuntário, The Imaginarium of Doctor Parnassus - o novo longa de Terry Gilliam - ganhou mais atenção. Agora foi a vez do site oficial do filme (mais ou menos) entrar no ar e mostrar a primeira imagem oficial.

Continuam as dúvidas: quem vai substituir Heath Ledger (computação gráfica? Johnny Depp?)? O Gilliam vai ser da (eterna) série zicada de filmes?

E os assuntos do dia são...

Amy Winehouse em versão renovada, inaugurada no Grammy:


Kanye West + Daft Punk no Grammy:


Para o americano médio, que não faz idéia de quem é o Daft Punk, deve ter sido bem estranho ver esses robôs brilhando e saindo de uma pirâmide. O resto das apresentações (Alicia Keys, Tina Turner com Beyoncé, Fergie e Foo Fighters, entre outros) está aqui.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

O amor sem cinismo

As músicas de amor do Polyphonic Spree são um caso razoavelmente raro no pop atual. As letras geralmente são simples e diretas, sem um pingo de cinismo. "We Crawl", que acabou de ganhar o clipe abaixo, é assim. Fala de alguém que pode estar "perdendo o amor da vida", que o "clima é assustador", mas que ele sabe no fim tudo ficará bem entre os dois.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Ajudando na escolha

Você que é americanizado (sim, você!) e comemora o Valentine's Day no dia 14 de fevereiro, a Ford Models vai te ajudar. Um bando de modelos dá dicas de lingerie que você pode comprar para a sua namorada neste vídeo:


A modelete acha tudo legal "porque é preto e sexy".

A sua namorada vai ficar tão bem quanto as modelos? Aí já é outro problema... O importante é se sentir bem, como diz a loira do vídeo.

Michael Moore afunda Clinton

Michael Moore, em entrevista a Larry King, na CNN, disse que é "moralmente impedido" de votar em Hillary Clinton nas primárias do partido democrata norte-americano. E não é porque ela engoliu a traição do maridão Bill! Segundo o diretor de SiCKO, o apoio da ex-primeira-dama à invasão do Iraque não é perdoável. E mais: segundo ele é uma questão religiosa.


Nesse mesmo vídeo ele explica que o próximo projeto dele é um filme sobre "coisas que aconteceram no mundo corporativo norte-americano e que não tiveram atenção suficiente devido ao governo Bush e o Iraque".

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Pearl Jam afunda Obama

Stone Gossard, do Pearl Jam, gravou uma música em apoio a Barack Obama. Faço minhas as palavras da revista New York: "é tão cafona que é impossível que não prejudique o Obama".


O baterista Matt Cameron também entrou nessa, dando ritmo em "Fired Up, Ready to Go". É melhor:

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Estraga-prazeres

O filósofo Slavoj Zizek é um estraga-prazeres. Em sua série de vídeos The Pervert's Guide To Cinema ele transforma um clássico como Os Pássaros em uma história de incesto. OK, pode até ser verdade. MAS CALA A BOCA!

O REM anda supersério

E a nova do REM, "Supernatural Superserious"? Eu achei muito boa. E graças a Deus não é uma baladinha. O REM faz boas baladas - mas não precisa fazer balada!


A faixa estará em Accelerate, o décimo quatro (!) disco de estúdio, que deve sair no dia 1 de abril.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

É isso!!!

A Rede TV mostrou, ontem, para que a HDTV vai servir no Brasil:
video

É, minha gente, o menor tapa-sexo do Carnaval! Quatro centímetros!

Preparado para perder

[modo inocente on]Ser entrevistado por crianças nunca é boa idéia. E o diretor de Juno, Jason Reitman, aprendeu isso da pior forma possível. Cercado por pirralhos ele enfrentou perguntas que mais pareciam chutes na nuca: se você não escreveu o roteiro e não atuou, o que você fez no filme?; quantas vezes você ligou para o seu pai e perguntou deveria colocar a câmera? (o pai dele, Ivan Reitman, dirigiu Os Caça-Fantasmas, Beethoven e outros longas); já que você não tem chance de ganhar o Oscar - sério, os outros filmes são MUITO melhores - você pelo menos se divertiu? [modo inocente off]

Tudo bem, o lance foi roteirizado. Parece mais alguma coisa tipo Pânico na TV - e nenhuma criança faria uma série tão cruel de perguntas. E o fato de o próprio Reitman ter postado o vídeo no YouTube também não dá credibilidade... Mas ainda assim é mais legal que Juno!

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Super Petty

Tom Petty e seus Heartbreakers tocaram no intervalo do Super Bowl, ontem.

Ele tocou "American Girl", "I Won't Back Down", "Free Fallin'", e "Runnin' Down a Dream".


Petty, que não é bobo nem nada, sai em turnê dia 30 de maio. Em outubro do ano passado ele lançou um box com três DVDs e um CD, Runnin' Down a Dream, que só vendido nas lojas best buy. Como diria Silvio Santos, eu não vi mas dizem que é muito bom.

Uma das minhas histórias preferidas sobre o Tom Petty é de que, em 1999, ele fez VINTE shows no Fillmore, em São Francisco. Vinte!

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Skins, volume 2

Os primeiros sete minutos da segunda temporada de Skins estão na internet:


Curioso começar logo com uma cena do Maxxie - um personagem secundário na primeira temporada. Será que é por causa de toda a atenção que o ator Mitch Hewer tem conseguido?

E o Tony ficou meio pazzo depois do acidente, né?

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Dave pede desculpas

Lembra da última vez que a Paris Hilton foi ao programa do David Letterman? Pois ela voltou, ele pediu desculpas... E a entrevista foi bem mais chata:

O novo fim das Spice Girls


Spice Girls, RIP. Foi bom enquanto durou. As Spice Girls anunciaram que não devem fazer shows que haviam prometido para Argentina, Austrália, China e África do Sul.

Um anúncio no site oficial diz que o sucesso dos shows nos EUA e Inglaterra levou a um problema de logística e que as meninas devem parar antes do fim do mês para voltarem a lidar com suas agendas pessoais. Ou seja: a Victoria vai voltar a ser dona de casa, a Mel B vai ter outro filho bastardo, a Emma vai gravar um disco de Bossa que ninguém vai ouvir, a Mel C vai ganhar peso e a Geri vai... Fazer seja lá o que ela faz.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

As surpresas de Bob Dylan


Antes de qualquer coisa: sim, os preços das entradas para os shows de Bob Dylan em Sâo Paulo são um absurdo. Entre R$ 250 e NOVECENTOS reais?!? Se uma entrada do Dylan na gringa sai por uns 65 dólares, como é que virou 450 aqui? Não existe justificativa.

Um detalhe interessante é que uns amigos compraram entradas para ver o cantor na Argentina. Escolheram os tais "lugares VIP" - os que saem por R$ 900 aqui - e pagaram R$ 280. Engraçado... Os impostos brasileiros devem ser três vezes mais caros, né?

Mas deixa para lá. Essa não vai ser a única surpresa dos shows. Muita gente não sabe, mas Robert Zimmerman praticamente não toca mais guitarra em suas apresentações. Ou seja, se você espera ver aquele Dylan clássico, pense duas vezes. Tudo bem, ele até tem empunhado os instrumento em uma ou duas músicas, mas no resto da noite ele costuma se esconder atrás dos teclados.

E as versões que ele anda apresentando de muitos hits não são nada fiéis - se bem que esperar fidelidade do músico é que seria estranho, não é? O repertório varia muito, mas ele tem tocado "Just Like a Woman", "All Along the Watchtower", "Tangled Up in Blue" etc. O Trabalho Sujo tem um setlist recente.

E uma última surpresa: as entradas de R$ 250 já acabaram (pelo menos para o dia 5) e as de R$ 400 estão na reta final. Boa sorte. How does it feel to be on your own?

Desculpae, Jimmy

O apresentador Jimmy Kimmel tem uma brincadeirinha que ele sempre faz nos finais de seu programa de entrevistas. Ele diz: "Nosso tempo acabou. Desculpa, Matt Damon!" Assim, como se o Damon estivesse ali esperando para ser entrevistado. E uma vez ele até fez com o ator sentado ali:



Pois bem. Depois de cinco anos de Jimmy Kimmel Live, Matt Damon se vingou. Com uma ajuda de Sarah Silverman, a esposa de Kimmel: