quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Marcelo Tas, o CQC e os políticos comunicativos

Rolling Stone Brasil de dezembro

A edição de dezembro da Rolling Stone brasileira é temática: o humor brasileiro contemporâneo. Eu escrevi o perfil do Marcelo Tas, do CQC. Você pode ler um trecho no site ou a íntegra comprando a revista, que já está nas bancas.

Algumas coisas ficaram de fora por falta de espaço, então vou postar aqui algumas das declarações do Tas que não entraram na versão final do texto:

Sobre as ferramentas da internet: "É como se fosse uma pescaria: eu jogo vários anzóis e continuo com aqueles que têm alguma verdade, que tenham ligação com as pessoas. O Twitter é um deles. É como uma horta – você planta e algumas coisas vão para frente, outras não.(...) Prometi para mim mesmo que acabei com os perfis do Orkut, já tenho sete! É uma demência... São sete mil pessoas. Lá tem comunidades do tipo 'Marcelo Tas para presidência', 'Eu tinha medo do Professor Tibúrcio'. Sempre as leio."

Lula baixando música da web: "O Lula é um bom exemplo. Ele confessou, no rigor da lei, um ato ilegal. Ao mesmo tempo com sua franqueza rude mostrou um quadro que eu vejo por aí: em qualquer canto ninguém, novo ou velho, ignora a existência dessa vida em rede."

Sobre fofocas e boatos: "Surgem fofocas muito absurdas. Até botando um contra o outro. Mas estamos agindo muito rápido. Recentemente surgiu uma intriga entre eu e o [Marcelo] Adnet. Na hora falei com ele – e eu nunca tinha falado com ele. Pronto, acabou. Neste mundo tão conectado você não perde nada por ser transparente – e perde muito ao mentir, porque agora as mentiras têm a perna mais curta."

Vontade de fazer reportagem na rua, no CQC: "Estou muito tomado pelas minhas funções. Não é mole segurar aquele foguete. Mas estamos planejando, sim. Não é algo que faça parte do meu sonho de consumo – eu continuo fazendo isso no meu blog. Para mim não seria uma novidade e já temos um elenco que faz isso muito bem. Estamos muito bem servidos de repórteres."

Fernando Gabeira e o CQC: "Vou dizer uma coisa para o Gabeira: ele perdeu uma grande chance. Talvez ele pudesse ter arrecadado esses 50 mil votos no CQC. [risos] No Rio ele nos tratava com desdém, como um programinha de gracinha. A falta de habilidade dele no uso de um veículo como o CQC me espantou – coisa que o [Gilberto] Kassab, um cara travadíssimo, soube fazer. Coisa que o [Eduardo] Suplicy – outro que tem problemas de comunicação - soube, o [Paulo] Maluf também.

*Você também pode ver vídeos e trechos de outros perfis (Marcelo Adnet, Sabrina Sato, Evandro "Christian Pior" Santo e outros) no site da Rolling Stone.

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