quarta-feira, 16 de abril de 2008

Onde estão as raridades do Simonal?



Com o interesse renovado devido ao documentário Ninguém Sabe o Duro que Dei, bem que podiam investir em lançamentos de raridades de Wilson Simonal. Parece que a EMI já vai recolocar no mercado a caixa Wilson Simonal na Odeon (1961-1971), que tem nove CDs mais um livro (muito bem escrito e pesquisado, aliás) feito pelo ex-Bizz Ricardo Alexandre. O produto já estava esgotado fazia algum tempo.

O que falta? O longa-metragem É Simonal, uma ficção feita por Domingos de Oliveira em 1970. Um grande diretor do cinema brasileiro e um ícone da música popular - e nada de lançamento em DVD.

Outra "peça perdida" é o álbum Mexico '70, nunca lançado por aqui nem em vinil e que tem sete canções inéditas. O Ronaldo Evangelista fez uma matéria para a Folha de S. Paulo em outubro de 2005, quando Max de Castro, um dos filhos de Simonal, descobriu o disco.

Houve um período na história da música brasileira em que Wilson Simonal era o maior cantor do país. Não apenas em popularidade mas também pela qualidade e originalidade de sua música. Entre meados de 1967 e meados de 1970, o único cantor brasileiro que podia se dizer páreo para ele era, no máximo, Roberto Carlos, que já estava em processo de se tornar um cantor "sério".

E foi exatamente nesse momento, no auge, em 1970, que Simonal gravou um disco sempre excluído de todas as suas discografias, que acaba de ser redescoberto por seu filho, Max de Castro, 35 anos depois. O tal disco, chamado Mexico '70, foi lançado no país e ano que lhe dão título e nunca chegou ao mercado brasileiro -nem sua gravadora por aqui sabia de sua existência.

Max, também músico e cantor, foi um dos responsáveis pela caixa lançada no ano passado com a reedição de todos os discos lançados por Simonal na gravadora Odeon, entre 1961 e 1971. Assim, teve acesso aos tapes e fichas técnicas de todas as gravações feitas nesse período por Simonal no Brasil - e lá não havia nenhum registro do tal disco mexicano. (Clique aqui para ler a matéria completa - só para assinantes UOL/Folha)


Outro resgate interessante seria o dos discos pós-1971 de Simonal, quando o cantor já havia saído da Odeon (são quase uma dezena, lançados originalmente pela Philips, RCA Victor e outras).

A esperança é a última que morre. E enquanto ela está viva, seguimos ouvindo uma versão extra-oficial de "Aquarius / The Flesh Failures (Let the Sunshine In)", do disco perdido mexicano de Wilson Simonal.



E não se esqueça de ouvir o podcast Qualquer Coisa especial sobre Wilson Simonal. Clique aqui para baixar e aqui para ouvir em streaming.

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