domingo, 9 de dezembro de 2007

O Nokia foi quente!

Pós-Nokia Trends – o último festival do ano – uma pergunta não me sai da cabeça: por que as empresas que vendem comida nesses lugares acham que estão fazendo um favor para o consumidor? Por exemplo: ontem só era possível comprar um mínimo de 10 reais em fichas (Procon, cadê você?), sendo que a água, a cerveja e os refrigerantes custavam menos que isso.

A organização do festival foi quase impecável. Só faltaram mais banheiros (as filas eram longas) e um ar-condicionado mais potente (calor dos infernos!). Ah, e umas atrações um pouco mais interessantes. O Van She, desconhecido por aqui (e todos os lugares do mundo, imagino) não mandou mal, mas também não animou muita gente. O Underground Resistance encheu o Memorial da América Latina de um clima anos 90, no pior sentido.

As duas bandas principais, o Phoenix e o She Wants Revenge, garantiram o brilho musical da noite. A primeira foi recebida calorosamente pela platéia e ainda justificou seu nome: quando você achava que o show ia acabar, ele ressurgia das cinzas. Já o She Wants Revenge é certamente o mais divertido entre os que copiam o Joy Division. É rock triste para dançar, com um vocalista simpático (ele até parou para perguntar a um fã se ele era “aquele que estava falando comigo no MySpace”. Não era.).

A impressão que deu é que as pessoas já se acostumaram a ir ao Nokia mais pelo evento do que pelas atrações. O que não é de se espantar: tudo é bonito, é fácil chegar usando o transporte público, os shows rolam razoavelmente de forma pontual... Com uma escalação melhor, não teria para mais ninguém este ano. OK, exagero - o Planeta Terra foi o mais redondo, com atrações legais e estrutura decente.

[Vídeos feitos pelo Urbanaque]

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