domingo, 5 de agosto de 2007

Cinema no céu - parte 2

O Mais!, da Folha, elegeu os maiores cineastas vivos, depois da morte do maior cineasta vivo, que, na verdade, eram dois. O mais votado foi o Godard e em seguida vieram Lynch, Coppola e Resnais. Como os dois últimos tinham ficado de fora da eleição do "próximo diretor de filme-cabeça a bater as botas", aproveito para botá-los no páreo (embora Coppola não seja tão cabeça quanto os outros) e já aposto 100 pratas em Alan Resnais, que entra na competição com o trunfo de ter apagado 85 velinhas no último aniversário. Woody Allen, lembrado nos comentários do outro tópico e completamente desprezado pelo eleitora do Mais!, fica de fora porque não é suficientemente cabeçudo e ainda tem muita lenha pra queimar.

O bacana dessa história toda é que, no meio da ampla cobertura que recebeu a morte do gênio que eram dois, fiquei sabendo que Antonioni, nas épocas de perrengue, já roubou um bife do prato de uma pessoa desconhecida (assim que ela deixou sua mesa, claro) e Bergman gostava de "Dallas", tinha TOC por fechar todas as portas pelas quais passava, batia na madeira para afastar coisas ruins, tinha medo de escuro, "odiava quando alguém chegava por trás dele", tinha insônia e só ouvia música com fones. É, eles eram gente com a gente. Enfim, chorei por eles.

3 comentários:

Amauri "Gonzo" Stamboroski Jr. disse...

Como assim, o Resnais tá vivo? Esses dias eu tava falando que o meu maior susto com a morte do Bergman foi saber que ele estava vivo até a semana passada - o Resnais pelo menos me deu esse susto antes de esticar as canelas.

artur louback disse...

tá vivo naquelas né, Gonzo...85 primaveras significa um lá e outro cá...

júlia disse...

tem ainda o rohmer, que tá com 87.