quinta-feira, 1 de março de 2007

Entrevista exclusiva!



Outro dia eu estava escutando rádio - o que é razoavelmente raro - e ouvi a música "Where'd You Go", do Fort Minor. O que disco que tem essa faixa, The Rising Tied, saiu em 2005 e, apesar do single ter quase um ano, ainda toca bastante por aqui. O clipe, que junta depoimentos de famílias que tiveram entes queridos enviados ao Iraque, também rola nos programas de clipes. Como sou descolado, tenho aqui uma entrevista exclusiva com Mike Shinoda, do Fort Minor, que - além de tudo - é dono do Linkin Park. Fala aí, Shinoda!

Você conhecia o Jay-Z antes de trabalhar com ele no disco Collision Course? O que exatamente ele fez como “produtor-executivo” no disco do Fort Minor?
Conheci o Jay quando ele nos contatou para fazermos o disco Collision Course. Mais tarde pedi para que ele fosse o produtor-executivo do CD do Fort Minor. Às vezes me perguntam se ele escreveu qualquer letra ou música, mas a resposta é não. Mas ele fez uma coisa muito importante – ajudou a escolher as minhas músicas e decidir quais estariam no álbum e quais ficariam de fora, as que tinham futuro e as que não tinham.

Como o disco do Fort Minor foi gravado? Como você viajou bastante com o Linkin Park, imagino que tenha sido em vários lugares. Foi isso?
Na real a maior parte foi escrita e gravada na minha casa, em Los Angeles. Tínhamos acabado as turnês dos CDs Meteora e Collision Course, do Linkin Park, e fui direto para o meu estúdio trabalhar neste disco.

O disco do Fort Minor foi lançado pela sua própria gravadora – que também tem uma divisão que cuida de marketing. É difícil separar a música dos negócios?
Eu só me concentro no que precisa ser feito. Temos grandes artistas na Machine Shop. Além do Minor, temos Holly Brook [a voz feminina de "Where'd You go?"] e Styles of Beyond – artistas que acabaram de lançar CDs. Quando você precisa fazer música, você foca na música. Quando é para espalhá-la pelo mundo, você se concentra nisso. Tentamos nos manter criativos em todas as áreas, tentando sempre desafios difíceis mas realísticos – e atingindo-os.

Você já disse que, com o Fort Minor, queria fazer algo diferente do que se vê por aí no hip hop. O que te incomoda no hip hop mainstream?
Não me incomoda. Só queria fazer algo que fosse uma alternativa ao que já está rolando por aí. Rola muito bling-bling, capangas e música de strip club. Aí eu quis fazer algo que não estivesse sendo feito.



Como é o público do Fort Minor? Existem fãs diferentes para o FM e o Linkin Park?
São platéias um pouco diferentes. Mas elas também se cruzam. O som do Fort Minor é único, mas há uns elementos que os fãs de Linkin Park conseguem reconhecer.

O que você acha desse novo rock de guitarras, tipo Arctic Monkeys e Franz Ferdinand? Você tem ouvido bandas novas?
O rock que tenho escutado vai do Thrice ao Hard-Fi ao Death Cab For Cutie ao System Of A Down. E mais um monte de música dos anos 80.

E o novo disco do Linkin Park?
Deveria ter saído no ano passado. O novo LP será produzido por mim e pelo Rick Rubin.

Além das gostosas que você mencionou numa entrevista, como são as suas lembranças do Brasil? Você pretende voltar?
Isso é engraçado, o lance das gostosas. A minha esposa estava comigo e até ela disse que as mulheres brasileiras são muito gostosas! Tenho certeza que voltarei ao Brasil quando o próximo disco do Linkin Park sair. Talvez até faça uns shows do Fort Minor junto!

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