sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

"A quieter version of the Strokes"


Na edição de 29 de janeiro da semanal intelectual americana New Yorker, uma surpresa: texto sobre "Cê", do Caetano, pelo crítico Sasha Frere-Jones. Do disco mesmo, ele fala pouco, mas tem algumas coisas interessantes. Com um longo e prolixo texto analítico, como cabe à New Yorker, ele trata o caetano como um artista pop gringo de respeito, como ele realmente o é para os americanos. Curioso notar que o texto é cheio de referências indie (o Frere-Jones costuma falar de coisas como Arcade Fire, Aguilera, Deftones), coisa geralmente impossível de se fazer num texto sobre Caetano na imprensa brasileira - fã de MPB não ouve rock, nem vice-versa. Se bem que nos textos do "Cê" isso mudou: o Caetano falou tanto de Pixies, Arctic Monkeys, Grandaddy, Ween e afins que todos os textos sobre o disco falaram disso. Já Frere-Jones, no seu texto, sem entrevista e sem referências, diz que uma música soa como "uma versão mais calma dos Strokes", outra como "uma canção dos anos 80 da banda britânica de new wave XTC". O disco em si, "resiste ao charme anódino do pop brasileiro, dando preferência a ritmos barulhentos mais comuns a bandas americanas de garagem".

Um comentário:

Nícolas disse...

Como diz o Sieber, isso aqui é uma Bundolândia.

Ninguém aceita o risco de assumir a amante.

Musicalmente, inclusive.